terça-feira, 28 de setembro de 2021
Anexo “2” [...] [...] [...]
Um exemplo de como uma
enorme diferença freqüentemente
encontrada entre o “preço de
mercado” e o “valor intrínseco”
são conseqüências da
“manipulação” e do “oligopólio”
encontrados no “moderno
capitalismo bursátil” [...] [...] [...]
Permite-nos ilustrar a grande
diferença que freqüentemente
existe entre o “preço de mercado”
e o “valor fundamental”, a leitura
do seguinte fragmento de texto
encontrado na literatura técnica:
[...] [...] [...]
[...] Aussi informative que soit
cette approche globale, ce n’est
qu’en considérant au cas par cas
la manière dont la bourse a
analysé telle ou telle situation
spécifique qu’on prend
véritablement toute la mesure des
dysfonctionnements qu’a connus
cette période. Considérons le
marché du jouet au détail, dominé
au début des années 90 par la
très ancienne et vénérable
entreprise Toys « R » Us. Cette
domination est brutalement
contestée par la toute jeune
entreprise eToys, créée en 1997,
qui mise sur le développement du
commerce en ligne pour arriver à
ses fins. (63) [...] [...] [...]
[...] Si l’on compare objectivement
ces deux entreprises, on observe,
d’un côté, une entreprise forte
d’un savoir-faire et d’une
expérience indéniables, réalisant
en 1998 un chiffre d’affaires de
plus de 11 milliards de dollars
dans 1156 magasins pour un
profit de 376 millions de dollars et,
de l’autre côté, une entreprise
sans expérience dont le chiffre
d’affaires, cette même année, se
monte à 30 millions de dollars
pour une perte de 28 millions.
Autrement dit, eToys représente
l’équivalent financier de trois
magasins de Toys « R » Us et fait
des pertes quand son concurrent
fait des profits. En dépit de ces
données, à la fin de l’année 1999,
eToys était évalué en bourse 1/3
de plus que le géant américain du
jouet! Pour que le marché estime
de manière aussi surprenante la
valeur de ces deux firmes, il faut
non seulement qu’il considère que
l’avenir de l’économie est tout
entier contenu dans le commerce
électronique mais également que
les anciennes firmes seront
incapables de s’adapter à cette
nouvelle donne. Les années
suivantes prouvèrent que ces
deux jugements étaient
également erronés. eToys se
déclara en faillite en mars 2001,
son action ne valant plus que
quelques cents, alors même que
Toys « R » Us s’allia à Amazon
pour développer avec succès son
commerce en ligne. Cette histoire
n’est en rien isolée. La croyance
exacerbée dans les prodiges de
la Nouvelle Économie a fait
perdre aux investisseurs leur
capacité d’analyser sereinement
les situations des entreprises.
(63) [...] [...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
[...] Por mais informativo que seja
essa abordagem abrangente, é
apenas ao considerarmos caso a
caso, como a Bolsa de Valores
avaliou essa ou aquela situação
específica que realmente vamos
perceber as disfunções que
ocorreram nesse período.
Considere o mercado de
brinquedos de varejo, dominado
no início dos anos 90 pela antiga
e venerável empresa Toys "R"
Us. Este domínio é abruptamente
desafiado pela jovem empresa
eToys, criada em 1997, que atua
no desenvolvimento do comércio
online para chegar aos seus fins.
(63) [...] [...] [...]
[...] Se compararmos
objetivamente essas duas
empresas, observamos, de um
lado, uma empresa com forte
know-how e inegável experiência,
realizando em 1998 um
faturamento de mais de 11
bilhões de dólares em 1156 lojas
para um lucro de 376 milhões de
dólares e, de outro lado, uma
empresa inexperiente cujo
volume de negócios, nesse
mesmo ano, ascende a 30
milhões de dólares para uma
perda de 28 milhões. Em outras
palavras, eToys representa o
equivalente financeiro de três
lojas da Toys “R” Us e faz perdas
quando seu concorrente obtém
lucro. Apesar destes dados, no
final de 1999, eToys foi avaliada
na Bolsa de Valores em 1/3 a
mais do que a gigante de
brinquedos dos EUA! Para que o
mercado tenha sido tão
surpreendente quanto ao valor
dessas duas empresas, é
necessário não apenas que ele
considerasse que o futuro da
economia estaria inteiramente
contido no comércio eletrônico,
mas também que as empresas
antigas não seriam capazes de
fazer algo para se adaptar a esta
nova situação. Os anos seguintes
provaram que ambos esses dois
julgamentos eram igualmente
errôneos. eToys declarou falência
em março de 2001, com suas
ações valendo apenas alguns
centavos, ao passo que Toys “R”
Us firmou parceria com a Amazon
para desenvolver com sucesso
seu negócio online. Esta história
não é isolada. A crença
exacerbada nas maravilhas da
Nova Economia fez com que os
investidores perdessem a
capacidade de analisar com
serenidade as situações de
negócios. (63) [...] [...] [...]
A leitura do fragmento de texto
acima praticamente sugere que
as ações de “eToys” tinham
distintos “preço de mercado” e
“valor intrínseco”. Neste sentido,
selecionamos dois parágrafos do
fragmento de texto acima, para
apenas didaticamente fixarmos os
conceitos de “preço de mercado”
e “valor intrínseco”,
respectivamente, conforme se
segue: [...] [...] [...]
(1) [...] Apesar destes dados, no
final de 1999, eToys foi avaliada
na Bolsa de Valores em 1/3 a
mais do que a gigante de
brinquedos dos EUA! [...] [...] [...]
(2) [...] Os anos seguintes
provaram que ambos esses dois
julgamentos eram igualmente
errôneos. eToys declarou falência
em março de 2001, com suas
ações valendo apenas alguns
centavos, ao passo que Toys “R”
Us firmou parceria com a Amazon
para desenvolver com sucesso
seu negócio online. [...] [...] [...]
O contraste entre a inteligência
contida nos dois fragmentos de
texto, acima mencionados, é
inequívoco. Por motivos tão
somente didáticos, iremos
identificar o primeiro fragmento de
texto como representativo do
“preço de mercado”. Neste
sentido, pensamos que a
inteligência de tal fragmento de
texto se equipara a inteligência do
seguinte fragmento de texto
encontrado na literatura técnica:
[...] [...] [...]
[...] Tout dépend au fond de ce
que l’on fait des revenus des
actifs financiers. Tant que ceux-ci
sont intégralement réinvestis, les
patrimoines croissent en dehors
de tout lien matériel avec la
sphère réelle et l’écart peut
potentiellement devenir infini. (45)
[...] [...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
[...] Basicamente, tudo depende
do que se faz com os retornos
dos ativos financeiros. Desde que
estes sejam totalmente
reinvestidos, os ativos crescem
fora de qualquer conexão material
com a esfera real e a divergência
pode potencialmente se tornar
infinita. (45) [...] [...] [...]
Igualmente, devido a motivos tão
somente didáticos pensamos que
o segundo fragmento de texto, se
ajusta como luva ao conceito de
“valor intrínseco”, ou “realidade
econômica”. [...] [...] [...]
Em resumo, não nos parece
equivocado sustentarmos que
frente às extravagantes e
desproporcionais valorizações
alcançadas por certos títulos
bursateis, exsurge um fator de
conhecimento objetivo do futuro,
pois tais valorizações virtuais
contrariam a “lei do valor”, como
no caso de eToys acima
apresentado. Consequentemente,
iremos doravante sustentar que o
futuro embora ainda continue a
ser incerto, passa a ser
probabilístico. [...] [...] [...]
Neste sentido, na segunda parte
do presente trabalho iremos
demonstrar que a evolução dos
preços do “moderno capitalismo
bursátil” é apenas um misto de
“manipulação” e “oligopólio”. [...]
[...] [...]
Prosseguindo em nossa
abordagem parece-nos oportuno
relembrarmos algo que
mencionamos na Introdução: “[...]
Os economistas neoclássicos
acreditam que as ações têm um
valor intrínseco [...] o qual
determina o movimento dos
preços. A plausibilidade desta
afirmação está longe de ser
óbvia;” (18). Encontramos tal
afirmação no seguinte fragmento
de texto: [...] [...] [...]
[...] Neoclassical economists
believe that shares have an
intrinsic (or, as it is more
commonly said, fundamental)
value that determines the
movement of prices. The
plausibility of this claim is far from
obvious. Share prices exhibit
chronically erratic movements,
both upward and downward. How
can this state of affairs be
reconciled with the assumption of
stable intrinsic value? Most
economists, if they speak frankly,
will acknowledge that variations in
price cannot be explained in this
way, at least not without arbitrarily
introducing some additional
number of equally implausible
assumptions. Inevitably one
thinks of the crash of October 19,
1987, when the Dow Jones
Industrial Average lost 22.6
percent of its value, the largest
drop ever recorded in the United
States-and yet nothing even
remotely comparable was
observed in the real economy,
before or after. (18) [...] [...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
[...] Os economistas neoclássicos
acreditam que as ações têm um
valor intrínseco (ou, como é mais
freqüentemente dito,
fundamental) o qual determina o
movimento dos preços. A
plausibilidade desta afirmação
está longe de ser óbvia. Os
preços das ações exibem
movimentos cronicamente
erráticos, tanto para cima quanto
para baixo. Como se pode
conciliar este estado de coisas
com a hipótese de um valor
intrínseco estável? A maioria dos
economistas, se falarem
francamente, reconhecerá que as
oscilações dos preços não podem
ser explicadas desta forma, pelo
menos não sem introduzir
arbitrariamente um número
adicional de suposições.
Inevitavelmente se pensa no
crash de 19 de outubro de 1987,
quando o índice Industrial Dow
Jones perdeu 22,6% de seu valor,
a maior queda já registrada nos
Estados Unidos - e, no entanto,
nada mesmo remotamente
comparável foi observado na
economia real, antes ou depois.
(18) [...] [...] [...]
Encontramos escrito no
fragmento de texto acima a
seguinte expressão: “[...] os
economistas neoclássicos
acreditam que as ações têm um
valor intrínseco [...] o qual
determina o movimento dos
preços. A plausibilidade desta
afirmação está longe de ser
óbvia.” [...] [...] [...]
Podemos conhecer uma outra
particularidade da inteligência
contida no fragmento de texto
acima por meio da leitura do
seguinte fragmento de texto
igualmente encontrado na
literatura técnica: [...] [...] [...]
[...] Il faut en finir avec cette
conception erronée qui trouve son
fondement dans l’idée que le
future pourrait faire l’objet d’une
description objective ex ante, à la
manière des hypothèses que
retient le modèle Arrow-Debreu
d’équilibre général. Sur une telle
base, il est alors possible de
calculer une vraie valeur, celle
correspondant à l’espérance
mathématique des profits futurs.
Dans la réalité des économies
capitalistes, cette hypothèse ne
tient pas. Elle est même
absurde.* [...] [...] [...]
* Et pourtant, c’est elle que retient
toute l’approche formalisée (28)
modern de la finance! [...] [...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
[...] Devemos pôr um fim a este
equívoco, que se baseia na idéia
de que o futuro poderia ser
descrito objetivamente ex ante,
da mesma forma que as
suposições do modelo de
equilíbrio geral Arrow-Debreu.
Nesta base, é então possível
calcular um valor verdadeiro,
aquele que corresponde à
expectativa matemática de lucros
futuros. Na realidade das
economias capitalistas, essa
suposição não se sustenta. É
mesmo absurda.* [...] [...] [...]
* E ainda assim, é o que se
mantém por toda a abordagem
moderna formalizada das
finanças! (28) [...] [...] [...]
Adicionalmente, vai-nos permitir
aprofundar um pouco mais na
compreensão dos dois
fragmentos de texto
imediatamente acima
apresentados, o seguinte
fragmento de texto encontrado na
literatura técnica: [...] [...] [...]
[...] La « bulle Internet » a montré
à quel point les évaluations
boursières pouvaient se
déconnecer de la réalité
économique. Quant à la fonction
de financement, rappelons qu’aux
États-Unis, durant cette même
période (1995-2000), l’émission
nette d’actions est restée
négative, principalement en
raison des importants
programmes de rachats de titres,
alors même que le marché
financier exerçait une influence
dominante sur les firmes et sur
tout le développement
économique ! A tout le moins, ce
fait prouve que la puissance du
marché des actions a d’autres
sources que le seul financement
de l’accumulation. (28)
Traduzindo:
[...] A "bolha da Internet" mostrou
como as avaliações do mercado
podem se descolar da realidade
econômica. Quanto à função de
financiamento, deve-se lembrar
que, nos Estados Unidos, durante
o mesmo período (1995- 2000), a
emissão líquida de ações
permaneceu negativa,
principalmente devido aos
grandes programas de recompra
de ações. Mesmo assim, o
mercado financeiro exerceu uma
influência dominante nas
empresas e em todo o
desenvolvimento econômico! No
mínimo, esse fato prova que o
poder do mercado de ações tem
outras fontes além do
financiamento da acumulação.
(28) [...] [...] [...]
Todos os três fragmentos de
texto, acima mencionados, são de
autoria do economista francês,
André Orléan. Concordamos
integralmente com a inteligência
contida em tais fragmentos de
texto, mormente com importante
afirmação feita por André Orléan
no primeiro destes fragmentos,
qual seja: “[...] a plausibilidade
das ações terem um valor
intrínseco está longe de ser
óbvia.” [...] [...] [...]
Adicionalmente, acima podemos
ler no último fragmento de texto
que André Orléan sustenta que
existem outras fontes do poder do
mercado de ações, além do
financiamento da acumulação.
Tentar descobrir quais são estas
outras fontes, será o próximo
passo do presente trabalho. [...]
[...] [...]
Neste sentido, iremos apresentar
a seguir dois fragmentos de texto
encontrados na literatura técnica.
Em primeiro lugar, iremos
apresentar um fragmento de texto
encontrado na literatura técnica
sobre o que vem a ser o conceito
de “mais-valia”. Em segundo
lugar, iremos mostrar o
surgimento no “moderno
capitalismo bursátil” de uma
“dinâmica que leva o preço de
mercado a viver sua própria vida
e a evoluir independentemente do
seu valor”. Podemos
compreender tais fenômenos
meio da leitura dos seguintes
fragmentos de texto encontrados
na literatura técnica,
respectivamente: [...] [...] [...]
[....] Le prix de l’action varie et
on pourrait considérer que le
bénéfice de l’actionnaire (ou sa
perte) dépend essentiellement de
sa plus–value, c’est–à–dire de la
différence entre le prix de l’action
au jour où il la vend et au jour où
il l’avait préalablement acquise,
auquel il faudrait ajouter, de
manière accessoire, la valeur des
dividendes perçus au fil des
années. (52) [...] [...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
[...] O preço da ação varia e
pode-se considerar que o lucro
(ou prejuízo) do acionista
depende essencialmente de sua
mais-valia, ou seja, da diferença
entre o preço da ação no dia da
venda e no dia da aquisição
anterior, ao qual deve ser
somado, ainda, o valor dos
dividendos recebidos ao longo
dos anos. (52) [...] [...] [...]
[...] Une dynamique s’installe
ainsi qui conduit le prix à « vivre
sa propre vie », à évoluer de
manière indépendante de sa «
valeur » en fonction de sa
tendance lue par les différents
acteurs dans son évolution
historique récente. L’inclination
des intervenants à suivre la
tendance qu’indique la tendance
explique les phénomènes dits de
« bulle financière » où le prix
décolle, parfois pour des années,
de la « valeur » définie comme
valeur actuelle des dividendes
futurs, manifestant la persistance
d’un excès d’acheteurs par
rapport au nombre des vendeurs.
Inversement, lorsque la tendance
s’amorce à la baisse, le même
effet de renforcement peut (52)
conduire au krach. [...] [...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
[...] Assim, se estabelece uma
dinâmica que leva o preço a
"viver sua própria vida", a evoluir
independentemente de seu
"valor" de acordo com a
tendência lida pelos diferentes
atores em sua recente evolução
histórica. A inclinação dos
participantes em seguir a
tendência que a tendência indica
explica o chamado fenômeno da
"bolha financeira" onde o preço
se descola, às vezes durante
anos, do "valor" definido como o
valor presente dos dividendos
futuros, mostrando a persistência
de um excesso de compradores
em relação ao número de
vendedores. Inversamente,
quando a tendência começa
baixar, o mesmo efeito de reforço
pode levar a um colapso. (52) [...]
[...] [...]
Por meio da leitura e
interpretação dos dois fragmentos
de texto acima não nos parece
equivocado sustentarmos que a
obtenção de uma
“mais-valia” se equipara a uma
transgressão da economia
produtiva. Neste sentido, tal
“mais-valia” é obtida por somente
alguns poucos participantes do
mercado. Entretanto, tal
particularidade é conseqüência
da “dinâmica que leva o preço de
mercado a viver sua própria vida
e a evoluir independentemente de
seu valor”. [...] [...] [...]
Adicionalmente, permite-nos
ilustrar a conclusão acima a
leitura dos seguintes fragmentos
de texto encontrados na literatura
técnica: [...] [...] [...]
[...] In the first case, then, the
investor is concerned with the
performance of the real economy;
in the second case, with the
performance of the market itself.
Keynes is one of the few theorists
of finance to have understood the
importance of this distinction,
reserving "the term speculation
for the activity of forecasting the
psychology of the market, and the
term enterprise for the activity of
forecasting the prospective yield
of assets over their whole life."
(18) [...] [...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
[...] No primeiro caso, então o
investidor está preocupado com o
desempenho da economia real;
no segundo caso com o
desempenho do próprio mercado.
Keynes é um dos poucos teóricos
das finanças a ter compreendido
a importância desta distinção,
reservando “o termo especulação
para a atividade de previsão da
psicologia de mercado, e o termo
empresa para a atividade de
previsão do rendimento futuro de
ativos ao longo de toda a sua
vida.”
(18) [...] [...] [...]
[...] On this view, by contrast with
the fundamentalist model, what
matters in a market is not the
actual content of a piece of
information regarding the
performance of the real economy.
What matters is the manner in
which it is interpreted by collective
market opinion. [...] [...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
Nessa visão, ao contrário do
modelo fundamentalista, o que
importa em um mercado não é o
conteúdo real de uma informação
sobre o desempenho da
economia real. O que importa é a
maneira como é interpretado pela
opinião coletiva do mercado. [...]
[...] [...] Em apertada síntese, o
“moderno capitalismo bursátil”
equipara-se a uma manipulação,
como veremos na segunda parte
do presente trabalho. [...] [...] [...]
Adicionalmente, a “dinâmica que
leva o preço de mercado a viver
sua própria vida e a evoluir
independentemente de seu valor”,
antes mencionada, vai-nos
permitir apresentar nossa
resposta a certo questionamento
freqüentemente encontrado na
literatura técnica: por que surgem
as “bolhas especulativas” no
“moderno capitalismo bursátil”?
[...] [...] [...]
- Em apertada síntese, a nossa
resposta ao questionamento
acima se encontra na seguinte
conclusão: [...] [...] [...] “[...] as
bolhas especulativas viabilizam
uma transferência de riquezas
entre distintos participantes do
mercado.” [...] [...] [...]
Ademais, iremos sustentar que tal
transferência de riquezas é
materializada por meio da
obtenção de uma “mais-valia” por
alguns poucos participantes do
mercado. Por fim, mas não
menos importante, doravante
iremos sustentar que a obtenção
desta “mais-valia” é uma das
fontes do poder do mercado de
ações, além do financiamento da
acumulação.
Em outros termos, a “mais-valia”
obtida se equipara principalmente
a um ganho financeiro, como
podemos concluir por meio da
leitura do conceito de
“mais-valia”, antes mencionado.
Entretanto, igualmente antes
concordamos com a sustentação
de Orléan de que o “moderno
capitalismo bursátil” não serve
para avaliar os títulos bursateis.
Deste modo, a associação entre
si destas duas afirmativas nos
permite sustentar que o “moderno
capitalismo bursátil” pode se
equiparar a uma “pirâmide
financeira”. Entretanto, um ponto
importante no sentido de
conhecermos a futura tendência
dos mercados bursateis pertence
ao conhecimento comum: as
“pirâmides financeiras” têm um
limitado tempo de vida. Logo,
como estamos equiparando o
“moderno capitalismo bursátil” a
uma “pirâmide financeira” o
“moderno capitalismo bursátil”
igualmente tem um tempo de vida
limitado. Igualmente, a
“conspiração” é ligada ao tempo.
Assim, é do “conhecimento
comum” que toda “conspiração”
depois de revelada tende a deixar
de existir. Do mesmo modo, como
antes equiparamos o “moderno
capitalismo bursátil” a uma
“conspiração” o “moderno
capitalismo bursátil” tende a
deixar de existir. [...] [...] [...]
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