quarta-feira, 27 de outubro de 2021
Anexo doze
Indícios de que a Bolsa de Valores
hodierna é apenas um meio de
transferência de riquezas (itens IV.1 -
IV.3)
IV.1. Que a Bolsa como instituição
de financiamento, se diferencie da
Bolsa de Valores como instituição de
especulação, ou se tornou inútil, são
as empresas que poderiam falar
melhor. O problema simplesmente
não surge para as pequenas e
médias... Que não são cotadas, mas
ainda recordamos que estas são a
grande maioria da produção e do
emprego - repetimos para chamar
atenção: a esmagadora maioria da
produção e do emprego está indo
perfeitamente bem sem a Bolsa. Mais
surpreendentemente, as grandes
empresas têm pouco recurso lá
também - a menos que estas sejam
tomadas pelo desejo de se divertir
com o jogo de fusões e ofertas
públicas de aquisição (OPA). Porque
quando se trata de encontrar
financiamento, o paradoxo é que os
carros-chefe do CAC 40 e do Dow
Jones normalmente vão a outro lugar:
aos mercados de obrigações, ou por
uma persistência arcaica
inconfessável... ao banco! Uma
suculenta ironia é que há menos o
efeito de uma relutância filosófica do
que um efeito de mais
constrangimento do acionista em si,
que vê em qualquer nova emissão a
desvantagem da diluição, portanto, o
declínio do lucro por ação. Em suma,
o triunfo do poder do acionista é o de
impedir as empresas que mais
poderiam financiar a si próprias na
Bolsa! (55)
IV.2. [...] A história recente do
capitalismo é (em parte) a história de
uma luta de poder entre duas frações
do capital: o capital financeiro e o
capital industrial, o primeiro tendo
recebido uma modificação das
estruturas de poder sem precedentes
que lhe permitiu desbancar o segundo
da sua antiga soberania. E impor tudo
e mais alguma coisa. E no final o
capital industrial passa o “mico”
para o trabalhador... (56) (negrito
nosso)
IV.3. Nada no seu financiamento,
sem dúvida, justifica
incontestavelmente manter uma
passagem pela Bolsa, exceto o
desejo de enriquecer fora de
proporção dos empreendedores e
de seus anjos de negócios
impulsionados tanto quanto
possível por meio do projeto de
fazer fortuna com a criação de
alguma coisa. Em termos de
contribuição das finanças para o
crescimento, sugiro que você
compare a taxa de crescimento médio
dos trinta gloriosos, portanto sem
desregulamentação das finanças e
uma Bolsa de Valores de traseiro (5%
ao ano, em média) e do período de
desregulamentação-hurra das duas
últimas décadas. O caso é visualizado
rapidamente. E este não é um apelo
ao retrógrado, mas simplesmente a
ideia - lógica - que um contraexemplo
é suficiente para arruinar
uma generalidade. Por isso, devemos
deixar de ser prisioneiros (negrito
nosso). (56)
O que particulariza os itens IV.1 a IV.3
é o fato de que nestes três itens podemos
identificar facilmente situações em que
existe um ganhador e um perdedor.
Logo, tais situações podem ser
equiparadas a situações em que ocorrem
transferência de riquezas. Assim, no
item IV.1. ao dizermos que a Bolsa de
Valores hodierna é uma “instituição de
especulação”, isto equivale a dizer que
“determinado capital financeiro” irá
obter na Bolsa alguma riqueza;
entretanto, tal riqueza auferida é obtida
dos demais participantes deste mercado,
pois a Bolsa não cria riquezas; a Bolsa é
apenas mais um jogo de SOMA ZERO,
como sustentamos na primeira tese. Da
mesma maneira, no item IV.2 o capital
financeiro ao desbancar o capital
industrial indica que esse último
transfere riquezas para o primeiro. Não
obstante, como antes vimos o capital
industrial repassa o “mico” para o
“trabalhador”, este passa a ser o
perdedor final, o que materializa
novamente a hipótese de transferência
de riqueza que ora estamos sustentando.
No item IV.3. nitidamente podemos
identificar o ganhador na pessoa dos
empreendedores bem-sucedidos e de
seus respectivos “anjos”. Resta aos
demais participantes do mercado
compartilhar o prejuízo resultante, o que
caracteriza novamente a hipótese de
transferência de riqueza, que
sustentamos na segunda tese.
Anexo “7” *[...] [...] [...]
Análise da evolução dos “preços de mercado” e dos “valores intrínsecos”
dos títulos de Vale e Petrobras nos últimos 10 (dez) anos. [...] [...] [...]
* Os gráficos “1” e “2”, mencionados no presente anexo são visualizados
no Anexo “7” publicado em 13/08/2021. O motivo da necessidade de tal
manobra para visualizarmos tais gráficos cinge-se ao fato de estarmos
enfrentando problema de configuração em nosso blog, o qual não nos
possibilita publicar gráficos e espaçamento entre parágrafos. [...] [...] [...]
Encontramos na literatura técnica o seguinte fragmento de texto: [...] [...] [...]
“[...] Neoclassical theory in this domain has at its disposal the results of more
than fifty years' study of individual behavior under uncertainty. Let us begin by
considering a well-known example given by the great mathematical economist
and statistician Leonard Savage. Suppose that you wish to make an omelet,
and that on going into the kitchen you find five fresh eggs already broken and
whipped in a bowl, next to which there is a sixth egg still in its shell.' You have
to decide what to do with this egg, knowing there is a chance that it may be
rotten. Three options are open to you: breaking the egg into the bowl with the
first five eggs; breaking the egg into a separate bowl and inspecting it before
deciding what to do with it; throwing out the egg without inspecting it. The
existence of uncertainty as to the nature of the sixth egg, which may be either
good or bad, means that each option itself has uncertain consequences. It is
therefore possible to describe this uncertainty by distinguishing the
consequences of each action with reference to a corresponding state of the
world:” (18) [...] [...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
“[...] A teoria neoclássica neste domínio tem à sua disposição os resultados de
mais de cinqüenta anos de estudos do comportamento individual sob incerteza.
Comecemos considerando um exemplo bem conhecido dado pelo grande
economista matemático e estatístico Leonard Savage. Suponha que você
queira fazer uma omelete e que, ao entrar na cozinha, encontre cinco ovos
frescos já quebrados e batidos em uma tigela, ao lado da qual há um sexto ovo
ainda em sua casca. Você tem que decidir o que fazer com esse ovo, sabendo
que há uma chance de que ele esteja podre. Três opções estão disponíveis
para você: quebrar o ovo na tigela com os primeiros cinco ovos; quebrar o ovo
em uma tigela separada e inspecioná-lo antes de decidir o que fazer com este;
jogar o ovo fora sem inspecioná-lo. A existência de incerteza como à natureza
do sexto ovo, que pode ser bom ou mau, significa que cada opção em si tem
conseqüências incertas. Portanto, é possível descrever essa incerteza,
distinguindo as conseqüências de cada ação com referência a um estado
correspondente do mundo:” (18) [...] [...] [...]
“[...] The notion of a state of the world is fundamental. Without it, uncertainty
could not be modeled. Agents do not know in advance which state will be
realized by their actions. They examine the situation that is presented to them
and draw up a list of possible outcomes. Once all the actions and resulting
states of the world have been specified, further analysis furnishes a criterion for
determining which action should be chosen. This criterion, known as expected
utility, involves two elements. On the one hand, the decision depends on the
satisfaction promised by each of the final outcomes. This element varies with
the individual. (For example, if he prefers an omelet with five rather than six
eggs, he will throw out the sixth egg: since it cannot bring any additional
satisfaction, it is a matter of indifference to him whether it is good or bad.) On
the other hand, his choice also depends on the probabilities associated with the
state of the world. The result in this case is wholly intuitive: if the probability that
the egg is rotten is very small, then the satisfaction obtained from a fresh egg
will generally be decisive. Two types of probability are customarily
distinguished: objective probabilities, which are calculable a priori, and
subjective probabilities, which must be reckoned on the basis of individual
beliefs. This analytical perspective is directly transposable to investment
decisions. When an investor buys a capital asset (typically a share of the equity,
or stock, of a firm), he acquires the stream of revenue that this asset will
produce over its entire life. The exact magnitude of this stream is not known
with certainty, however. It depends on many things, including the tastes of
consumers, the cost of energy to the firm, its competitive position, the present
state of the economy, and so on. The investor is therefore obliged to concern
himself with all the different values these variables are liable to assume.' This
means drawing up a complete list of all possible states of the world at all future
moments and, for each state of the world, working out the value of the expected
return. To select one investment rather than another therefore amounts to
choosing one course of action from among a number of available alternatives,
all of whose results depend on the possible states of the world, exactly as in
Savage's simplified example.” (18) [...] [...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
“[...] A noção de um estado do mundo é fundamental. Sem este, a incerteza
não poderia ser modelada. Os agentes não sabem com antecedência qual
estado será percebido por suas ações. Eles examinam a situação que lhes é
apresentada e elaboram uma lista de possíveis resultados. Uma vez que todas
as ações e estados resultantes do mundo tenham sido especificados, uma
análise posterior fornece um critério para determinar qual ação deve ser
escolhida. Esse critério, conhecido como utilidade esperada, envolve dois
elementos. Por um lado, a decisão depende da satisfação prometida por cada
um dos resultados finais. Este elemento varia de acordo com o indivíduo. (Por
exemplo, se ele preferir uma omelete com cinco em vez de seis ovos, ele
jogará fora o sexto ovo: uma vez que não pode trazer nenhuma satisfação
adicional, é indiferente para ele se é bom ou ruim.) Por outro lado, sua escolha
também depende das probabilidades associadas ao estado do mundo. O
resultado, nesse caso, é totalmente intuitivo: se a probabilidade de o ovo estar
podre for muito pequena, a satisfação obtida com um ovo fresco será
geralmente decisiva. Dois tipos de probabilidade são habitualmente
distinguidos: probabilidades objetivas, que são calculáveis a priori, e
probabilidades subjetivas, que devem ser calculadas com base nas crenças
individuais. Essa perspectiva analítica pode ser transposta diretamente para as
decisões de investimento. Quando um investidor compra um bem de capital
(normalmente uma parte do capital, ou ações, de uma empresa), adquire o
fluxo de receitas que este bem irá produzir durante toda a sua vida útil. A
magnitude exata deste fluxo não é conhecida com certeza, entretanto.
Depende de muitas coisas, incluindo os gostos dos consumidores, o custo da
energia para a empresa, sua posição competitiva, o estado atual da economia
e assim por diante. O investidor é, portanto, obrigado a se preocupar com todos
os diferentes valores que essas variáveis são passíveis de assumir. Isso
significa elaborar uma lista completa de todos os estados possíveis do mundo
no futuro momentos e, para cada estado do mundo, trabalhar o valor do retorno
esperado. “Selecionar um investimento, em vez de outro, portanto, equivale a
escolher um curso de ação entre um número de alternativas disponíveis, cujos
resultados dependem dos estados possíveis do mundo, exatamente como no
modelo simplificado de Savage.” (18) [...] [...] [...]
Selecionamos da literatura técnica acima os seguintes fragmentos de texto:
“[...] Portanto, é possível descrever essa incerteza, distinguindo as
conseqüências de cada ação com referência a um estado correspondente do
mundo.”
“[...] dois tipos de probabilidade são habitualmente distinguidos: probabilidades
objetivas, que são calculáveis à priori, e probabilidades subjetivas, que devem
ser calculadas com base nas crenças individuais.”
“[...] Essa perspectiva analítica pode ser transposta diretamente para as
decisões de investimento.”
“[...] Quando um investidor compra um bem de capital (normalmente uma parte
do capital, ou ações, de uma empresa), adquire o fluxo de receitas que este
bem irá produzir durante toda a sua vida útil.”
Com fundamentos nos fragmentos de texto acima selecionados, iremos
sustentar que o “valor intrínseco” da empresa Vale em Dezembro / 2020 era 0
(zero). [...] [...] [...]
Entretanto, como demonstração intermediária da observação acima iremos
sustentar que tanto o “preço de mercado” quanto o “valor intrínseco” dos títulos
bursáteis de Vale estiveram próximos de 0 (zero) em passado recente. [...] [...]
[...]
Neste sentido, iremos sustentar em primeiro lugar que o “preço de mercado”
dos títulos de Vale esteve próximo de 0 (zero) em passado recente. Em
segundo lugar, iremos sustentar que o “valor intrínseco” dos títulos de Vale
esteve próximo de 0 (zero), igualmente em passado recente.
Podemos facilmente comprovar a primeira afirmação por meio da simples
visualização do Gráfico “1”, abaixo disponibilizado: [...] [...] [...]
Gráfico 1 – ADRs de Vale na Bolsa Nasdaq (acesso em 15/09/2016) [...] [...] [...]
www.nasdaq.com/symbol/vale/inter active-chart (opção: Max.) [...] [...] [...]
Assim, podemos visualizar no Gráfico “1”, acima apresentado, que o “preço de
mercado” dos títulos ADRs de Vale encolheu aproximadamente 92% em
dólares norte-americanos no período de Janeiro / 2011 à Fevereiro / 2016.
Portanto, é lícito concluirmos que uma queda adicional de apenas 8% no preço
de mercado dos títulos de Vale levaria o preço de mercado de tais títulos para
0 (zero)[...] [...] [...]
Por outro lado, vamos sustentar a segunda afirmação, antes mencionada, por
meio da análise de duas notícias encontradas na Internet. Neste sentido,
vamos a seguir apresentar as notícias que denominaremos de “Análise Vale 1”
e “Análise Vale 2”. [...] [...] [...]
“Análise Vale 1” [...] [...] [...]
“[...] During the last three years, Vale has failed to grow revenues or improve
margins. Even worse, the company has paid out almost $8B in dividends since
2009, while it has incurred Free Cash Flows of less than $1.2B at the same
time. In conjunction with that, Net Debt has increased from less than $10B in
2009 to whoping $24b+ as of the end of 2014. In addition to that, interest
expense has almost doubled from $594M in 2009 to $1.1B last year. Capital
expenditures totaling $56B over the past 6 years, which were largely financed
by the debt, have failed to produce any meaningful returns. [...] Dividends are
unsustainable and largely paid by money raised from asset sales and debt. [...]
[...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
“[...] Durante os últimos três anos, a Vale não conseguiu aumentar as receitas
ou melhorar as margens. Pior ainda, a empresa pagou quase US $ 8 Bi em
dividendos desde 2009, embora tenha incorrido em fluxos de caixa livre de
menos de US $ 1,2 Bi, no mesmo período. Em conjunto com isso, a dívida
líquida aumentou de menos de US $ 10 Bi em 2009 para impressionantes
números superiores a US $ 24 Bi no final de 2014. Além disso, a despesa de
juros quase dobrou de US $ 594 Mi em 2009 para US $ 1,1Bi no ano de 2014.
As despesas de capital totalizaram US $ 56 Bi ao longo dos últimos 6 anos,
que foram em grande parte financiadas pela dívida, e falharam em produzir
quaisquer retornos significativos.
[...] Os dividendos são insustentáveis e foram grandemente pagos com dinheiro
levantado da venda de ativos e aumento de dívida. [...] [...] [...]
A leitura da notícia acima
indica-nos que os dividendos pagos pela Vale de 2009 a 2014 foram bastante
superiores aos próprios “fluxos de caixa livre” desta empresa neste período de
tempo. Deste modo, os dividendos pagos pela Vale de 2009 a 2014 foram
retirados em grande parte de recursos provenientes da venda de ativos e
aumento de dívida, ao invés de terem sido retirados dos “fluxos de caixa livre”
da empresa, conforme mencionado na notícia acima. Neste sentido, US $ 8 Bi -
US $ 1,2 Bi= - US $ 6,8 Bi. Em outros termos, o fato da Vale ter pago de 2009
a 2014 US$ 6,8 Bi em dividendos além dos “fluxos de caixa livre” sugere-nos
que o “valor intrínseco” desta empresa neste período de 6 (seis) anos esteve
próximo de 0 (zero), ou mesmo era negativo. Assim, tal diferença a menor de
US $ 6,8 Bi sugere-nos, no mínimo, que a Vale ficou após 2014 com a
obrigação “moral” de “recuperar” tais dividendos pagos com insuficiente
contrapartida de “fluxos de caixa livre”. [...] [...] [...]
Reasons Why Vale Is A Fail? (NYSE:VALE) [...] [...] [...]
Seeking Alpha
http://seekingalpha.com/article/299 2216-reasons-why-vale-is-afail?
auth_param=14eeqk:1ag3deq:f580f47d8ee466982567d59998e749d6&d
r=1 [...] [...] [...]
Encontramos a fundamentação para a nossa observação acima na leitura e
interpretação do seguinte fragmento de texto encontrado na literatura técnica:
[...] [...] [...]
[...] Le retournement boursier doit donc être interprété comme une forme de
rappel à l’ordre de la loi de la valeur qui se fraie la voie, sans se soucier des
modes économiques. Que dit cette loi ? Deux choses assez simples : qu’il n’y a
de valeur que celle créée par le travail, et qu’on ne peut distribuer plus de
valeur que celle qui a été créée. Cette loi n’exclut pas les phases d’envol
boursier, PARCE QU’ELLE INTRODUIT UNE DISTINCTION ÉLÉMENTAIRE
ENTRE LES FLUX DE REVENUS ET LES PLUS-VALUES
CORRESPONDANT À LA VALORISATION DES PATRIMOINES. La richesse
virtuelle peut évoluer de manière parfaitement extravagante tant qu’elle ne
prétend pas être convertie en pouvoir d’achat et donner lieu à des
revendications de revenus incompatibles avec la création de valeur réelle. (45)
(maiúsculo nosso)
[...] [...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
[...] A reversão bursátil, portanto, deve ser interpretada como uma forma de um
lembrete da existência da lei do valor, que segue sua trilha independentemente
das tendências econômicas. O que diz esta lei? Duas coisas bem simples: que
há um valor que é apenas aquele criado pelo trabalho e que não se pode
distribuir mais valor do que aquele criado. Esta lei não exclui as fases de alta
bursátil, PORQUE INTRODUZ UMA DISTINÇÃO BÁSICA ENTRE OS
FLUXOS DE RECEITAS E OS GANHOS CORRESPONDENTES À
VALORIZAÇÃO DOS PATRIMÔNIOS. A riqueza virtual pode evoluir de forma
perfeitamente extravagante, desde que não reivindique ser convertida em
poder de compra e dar origem a reivindicações de renda incompatíveis com a
criação de valor real. (45) (Maiúsculo nosso)
[...] [...] [...]
Assim, o pagamento de US$ 8 bi em dividendos de 2009-2014 pela Vale, ao
passo que os “fluxos de caixa livre” deste mesmo período foram de apenas o
equivalente a US $ 1,2 bi expõe a fragilidade do valor intrínseco de Vale
naquele período de tempo.
Uma segunda notícia vai igualmente nos permitir continuar nossa sustentação
de que em passado recente o “valor intrínseco” da empresa Vale esteve
próximo de 0 (zero). Neste sentido, a seguir iremos ler o fragmento de texto
que denominamos de “Análise Vale 2”, igualmente encontrado na Internet: [...]
[...] [...]
“Análise Vale 2” [...] [...] [...]
« Fugir da Bolsa por juros nos EUA e corte de rating é não conhecer o passado
do mercado » [...] [...] [...]
(25/11/2015 - Infomoney) [...] [...] [...]
Dilema da Vale [...] [...] [...]
Mesmo sem citar a tragédia envolvendo a Samarco na cidade de Mariana
(MG), o cenário da Vale é bem complicado por causa da enorme sensibilidade
da empresa ao preço do minério de ferro o que ficou mais evidente no
momento atual de forte queda que a commodity acumula nos últimos meses.
Só para se ter uma idéia: se o minério de ferro cair de US$ 50 para US 45 (algo
que vem ocorrendo com freqüência), a geração de caixa da Vale zera, ou seja,
a empresa será obrigada a fazer uma chamada de capital caso esse cenário se
mantenha. [...] [...] [...]
- Pretendemos aqui realçar a seguinte expressão encontrada no fragmento de
texto acima: [...] [...] [...]
“[...] Só para se ter uma ideia: se o minério de ferro cair de US$ 50 para US $
45 (algo que vem ocorrendo com freqüência), a geração de caixa da Vale zera,
ou seja, a empresa será obrigada a fazer uma chamada de capital caso esse
cenário se mantenha.” [...] [...] [...]
Entretanto, ao lermos e interpretarmos o fragmento de texto acima, mormente a
expressão “a geração de caixa da Vale zera”, compreendemos porque a Vale
não deveria ter pago US$ 8 Bi em dividendos de 2009 a 2014. Neste sentido, a
Vale não deveria ter pago US $ 8 BI de dividendos de 2009 a 2014, porque os
“fluxos de caixa livre” da Vale neste período de tempo foram de apenas US $
1,2 BI, o que contraria o especificado pela literatura técnica como antes vimos
no Anexo “5”. Adicionalmente, uma empresa que não pode pagar dividendos
em determinado período de tempo, aproxima-se de uma empresa que nada
vale, conforme os dizeres do conceito de “valor intrínseco”, apresentado no
Anexo “5”. [...] [...] [...]
Consequentemente, não nos parece equivocado dizermos que na época da
notícia acima (“Novembro de 2015”) o “valor intrínseco” da empresa Vale era
algum número nas proximidades de zero, ou mesmo zero. [...] [...] [...]
Parece-nos oportuno aqui observarmos que a conclusão a que chegamos na
“Análise Vale2” coincide com a mesma conclusão a que chegamos na “Análise
Vale 1”. [...] [...] [...]
Adicionalmente, as duas conclusões acima nos permitem uma terceira
conclusão: no fundo do poço dos “preços de mercado” de Fevereiro / 2016 dos
títulos bursáteis de Vale igualmente o “valor intrínseco” dos títulos bursáteis de
Vale esteve próximo de 0 (zero). [...] [...] [...]
Prosseguindo em nossa abordagem, visualizamos no Gráfico “1” que o “preço
de mercado” dos títulos ADRs de Vale encolheu aproximadamente 92% em
dólares
norte-americanos no período de Janeiro / 2011 à Fevereiro / 2016. Entretanto,
após Fevereiro / 2016 iniciou-se uma aparentemente vigorosa recuperação dos
“preços de mercado” dos títulos de Vale, exceto em alguns poucos meses após
o acidente ocorrido em Brumadinho. Assim, os títulos de Vale3 que eram
cotados em Fevereiro / 2016 por R$ 9 / ação são cotados atualmente (13/08
/2021) em R$ 108 / ação, como podemos constatar por meio da simples
visualização do Gráfico “2”, abaixo disponibilizado. [...] [...] [...]
https://www.advfn.com/p.php?pid =staticchart&s=BOV%5EVALE3&t
=37&p=5&dm=0&vol=0&width=67 0&height=600&min_pre=0&min_a fter=0 [...]
[...] [...]
Gráfico “2” [...] [...] [...]
https://www.advfn.com/stock-market/bovespa/VALE3/chart (acesso em
13/08/2021) [...] [...] [...]
Entretanto, a seguir iremos
sustentar que esta última alta de
aproximadamente 5 (cinco) anos (Fevereiro 2016 / Agosto 2021)
dos “preços de mercado” dos
títulos bursáteis de Vale foi
artificial, pois não guarda nenhuma
correspondência com uma melhora
do “valor intrínseco” da empresa Vale. Permite-nos sustentar tal afirmação a
apresentação de duas notícias com impacto negativo nos balanços contábeis
de Vale.
A primeira notícia é a de que a
Vale será obrigada a pagar
pesadas indenizações, como
conseqüência do acidente ocorrido
em Brumadinho. Assim, encontramos na Internet o seguinte fragmento de
texto: [...] [...] [...]
“[...] A Vale informou que o impacto, para a empresa, com o acordo global de
Brumadinho, foi R$ 19,9 bilhões (US$ 3,872 bilhões), dos quais R$ 5,4 bilhões
(US$ 1 bilhão) serão liquidados com a liberação de depósitos judiciais feitos
pela mineradora.” [...] [...] [...]
(“Preços do minério garantem bom resultado à Vale mesmo com provisão para
Brumadinho” / Empresas / Valor Econômico - 25 de fev. de 2021) [...] [...] [...]
Uma segunda notícia é a enorme dívida líquida apresentada pela empresa Vale
em Dezembro / 2020. Neste sentido, encontramos na Internet o seguinte
fragmento de texto: [...] [...] [...]
“[...] A dívida líquida da Vale no final do ano passado era de US$ 25,075
bilhões.” [...] [...] [...]
(https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/2017/02/economia/548 600-valediz-
ser-possivel-atingir-di vida-liquida-de-us-15-bi-nos-proxim os-12-meses.html
- 8 de ago. de 2021) [...] [...] [...]
Ao tomarmos por fundamentos as duas notícias acima, não nos parece
equivocado sustentarmos que o “valor intrínseco” dos títulos
bursáteis de Vale em Dezembro /
2020 não apenas equipara-se ao
“valor intrínseco” de Vale que
encontramos tanto na “Análise
Vale 1”, quanto na “Análise Vale
2”, mas é ainda pior do que o
“valor intrínseco” encontrado
nestas duas análises.
Assim, a Vale apresentava uma dívida líquida de US $ 24 Bi no final de 2014,
conforme mencionado na “Análise Vale 1”. Por outro lado, a dívida líquida da
Vale em Dezembro / 2020 era de US$ 25,075 bilhões, como igualmente antes
vimos. Entretanto, a Vale informou que o impacto, para a empresa, com o
acordo global de Brumadinho, foi de US$ 3,872 bilhões. Assim, podemos dizer,
que a dívida líquida da Vale em Dezembro / 2020 era de US$ 28,947 Bi = US$
25,075 Bi + US$ 3,872 Bi. Em síntese, não nos parece equivocado dizermos
que a dívida líquida da Vale evoluiu de US $ 24 Bi no final de 2014 para US$
28,947 Bi no final de 2020. Por outro lado, os “preços de mercado” de Vale
evoluíram de US$ 9/ ação em Fevereiro / 2016 para US $ 108 / ação em
13/08/2021. [...] [...] [...]
Consequentemente, a comparação entre estas duas últimas observações
permite-nos concluir que a valorização dos títulos de Vale após Fevereiro /
2016 até Agosto / 2021 não encontra correspondente apoio nos fundamentos
da empresa Vale, pelo menos até Dezembro / 2020. [...] [...] [...]
Em síntese, é cristalino que tanto a conclusão acima, quanto a conclusão da
“Análise Vale1”, bem como a conclusão da “Análise Vale2”, ajustam-se ao
conceito de probabilidades objetivas, apresentado no início do presente anexo.
Assim, estas três análises se ajustam ao conceito de probabilidades
conhecidas “a priori”, conforme podemos constatar por meio da leitura e
interpretação dos fragmentos de texto que antecedem tal conclusão. Logo,
após tal conclusão parece-nos que a manutenção em carteira de títulos de
Vale, mormente de forma contínua, é uma prática arriscada e que pode trazer
conseqüências bem negativas para os titulares de tais títulos.
[...] [...] [...]
Adicionalmente, podemos ler na “Análise Vale 2” que “[...] o cenário da Vale é
bem complicado por causa da enorme sensibilidade da empresa ao preço do
minério de ferro.” Neste sentido, o preço do minério de ferro é de
aproximadamente US$ 168 / tonelada métrica atualmente (13/08/2021). Não
obstante, encontramos na Internet menção de que estas altas dos últimos
pouco mais de 5 (cinco) anos (Fevereiro 2016 / Agosto 2021) dos preços do
minério de ferro são atribuídas à baixa dos estoques do referido minério. Deste
modo, a “enorme sensibilidade da empresa ao preço do minério de ferro”,
mencionada na “Análise Vale 2”, Vale teria ocasionado uma melhora acentuada
nos preços dos títulos de Vale. Entretanto, embora a alta nos “preços de
mercado” dos títulos de Vale3 tenha sido acentuada de Fevereiro / 2016 a
Agosto / 2021, estamos sustentando que tal melhora nos “preços de mercado”
dos títulos de Vale3 não guarda nenhuma correspondência com os “valores
intrínsecos” da empresa Vale, como antes vimos no presente anexo. Em outros
termos, estamos sustentando que tal “enorme sensibilidade da empresa Vale
ao preço do minério de ferro” não passa de um misto de "manipulação" e
"oligopólio". Em apertada síntese, a manipulação dos títulos bursáteis de Vale
de Fevereiro 2016 a Agosto 2021 teve por suporte inicial a evolução dos preços
de uma commodity de oferta “concorrencial”: o minério de ferro. Neste sentido,
iremos sustentar que a evolução dos preços dos títulos de Vale que passou a
ocorrer simultaneamente à valorização dos preços do minério de ferro após
Fevereiro de 2016, foi apenas um misto de “manipulação” e “oligopólio” como
doravante veremos. [...]
Consequentemente, não nos parece equivocado sustentarmos que uma
eventual recuperação dos estoques do minério de ferro muito provavelmente
reconduzirá os preços do minério de ferro para menores preços. Assim, como o
mercado não é uma coisa estática os preços dos títulos bursáteis de Vale vão
tender igualmente para menores preços. [...] [...] [...] Assim, esta última
conclusão igualmente equipara-se as três outras conclusões que chegamos no
presente anexo. Ou seja, esta nossa última conclusão enquadra-se no conceito
de probabilidades objetivas. Entretanto, como antes vimos às probabilidades
objetivas são probabilidades conhecias à “priori”.
Permite-nos ilustrar a conclusão acima o seguinte fragmento de texto
encontrado na literatura técnica: “[...] Ora, o próprio mercado manda sinais.
Outras, entretanto, demoram mais tempo para compreender o que está
acontecendo e continuam suas operações utilizando as mesmas estratégias
como se o mercado fosse uma coisa estática.”
[...] [...] [...] Vai-nos permitir compreender a antes mencionada acentuada
evolução dos preços do minério de ferro o comentário que faremos após a
leitura e interpretação do seguinte fragmento de texto encontrado na literatura
técnica: [...] [...] [...]
[...] Em resumo, o custo de produção das unidades marginais é, em uma
situação de oferta concorrencial, o preço fundamental em torno do qual o preço
de mercado oscila, porque existem forças de compensação que conduzem os
preços aos fundamentos. Essas forças resultam do fato de que uma commodity
pode ser produzida em uma quantidade que é a priori ilimitada. Se o preço de
mercado exceder os custos de produção, a produção, após um período mais
longo ou mais curto, eventualmente aumenta, o que diminui o preço. Se o
preço de mercado for menor que o custo de produção das unidades marginais,
a produção acaba sendo reduzida porque essas unidades fecham e o preço
aumenta novamente. [...] Mas o preço de mercado continua sujeito a uma
inegável ancoragem "real". Isto é o que leva os profissionais do mercado e os
analistas de "commodities" a dizer, "com toda razão", que "a física sempre
acaba por impor sua lei". (34) [...] [...] [...]
A leitura e interpretação do fragmento de texto acima são suficientes para
compreendermos o mecanismo conhecido por “regulação”. Em apertada
síntese, no caso concreto da queda dos preços do minério de ferro para até US
$45 / tonelada métrica, mencionado na Análise Vale “1”, causou o fechamento
de algumas minas produtoras do minério de ferro, o que causou a diminuição
dos estoques do referido minério noticiado na Internet. Em seguida, tal
diminuição dos estoques do mencionado minério, ocasionou um conseqüente
aumento dos preços do minério de ferro, devido aos efeitos do mecanismo de
“regulação”, acima mencionado. Por outro lado, os preços dos títulos bursateis
de Vale teriam tido uma acentuada valorização devido à mencionada “[...]
enorme sensibilidade da empresa Vale ao preço do minério de ferro”.
Entretanto, estamos sustentando que esta mencionada “enorme sensibilidade
da empresa Vale ao preço do minério de ferro” não passa de um misto de
“manipulação” e “oligopólio”. [...] [...] [...]
Em síntese, estamos sustentando que uma análise isenta do mercado bursátil
deve ser feita similarmente àquela análise que os médicos urologistas fazem
do PSA.* Desta maneira, não devemos analisar a evolução do “valor intrínseco”
das ações como analisamos uma foto; ao invés, devemos analisar a evolução
do “valor intrínseco” das ações como analisamos um filme. Neste sentido, a
seguir iremos fazer uma comparação entre a dívida líquida da Vale de
Dezembro / 2014 e Dezembro / 2020. [...] [...] [...]
*Prostate Specific Antigen [...] [...] [...]
Assim, a dívida líquida da Vale era superior a US $ 24 Bi no final de 2014,
conforme podemos ler na “Análise Vale 1”. Entretanto, mesmo com a enorme
melhoria nos preços do minério de ferro nos últimos pouco mais de 5 (cinco)
anos (Fevereiro 2016 / Agosto 2016) não houve uma correspondente
diminuição da dívida líquida da empresa, como seria o esperado. Ao invés,
houve um aumento da dívida líquida da empresa, como antes vimos.
Lamentavelmente, grande parte do aumento da dívida líquida da Vale é
conseqüência de indenizações que a Vale será obrigada a fazer, como
conseqüência do acidente de Brumadinho. Em síntese, temos razões para
suspeitarmos que os “preços de mercado” dos títulos de Vale atualmente
(Agosto / 2021) são insustentáveis. Neste sentido, parece-nos oportuno
relembrarmos que o mercado do minério de ferro obedece a uma oferta
“concorrencial”. Logo, a esperada queda dos preços do minério de ferro, como
antes sustentamos, provavelmente reconduzirá os “preços de mercado” dos
títulos de bursáteis de Vale para menores preços. [...] [...] [...]
Parece-nos oportuno fazermos uma pausa em nossa abordagem para a leitura
e interpretação do seguinte fragmento de texto encontrado na literatura técnica:
[...] [...] [...]
[...] Essa hipótese é baseada em uma concepção particular do tempo humano,
segundo a qual não há uma ruptura qualitativa entre o passado, o presente e o
futuro. É certo que, nesta concepção, o futuro ainda é incerto, mas começa a
ser probabilizável. O ator econômico autômato calcula assim o futuro tal como
calcula o presente. Simplesmente as variáveis, certeiras do passado e do
presente, são probabilísticas no futuro. O mesmo cálculo, portanto, engloba
passado, presente e futuro. A mesma racionalidade dos atores autômatos está
em ação. É por isso que o futuro é "previsível". Certamente esta previsão está
sujeita a incertezas (previsíveis), entretanto TAL INCERTEZA É SEMPRE
REDUZIDA PELO ACÚMULO DE INFORMAÇÕES E, PORTANTO, DIMINUI À
MEDIDA QUE O HORIZONTE DA PREVISÃO SE APROXIMA. (34) (maiúsculo
nosso) [...] [...] [...]
A leitura e interpretação do fragmento de texto acima permite-nos compreender
por que partir de certo lapso temporal o futuro embora ainda continue a incerto,
passa a ser probabilístico.
[...] [...] [...]
Antes sustentamos que o “valor intrínseco” dos títulos bursáteis de Vale em
Dezembro / 2020 equipara-se ao “valor intrínseco” de Vale que encontramos
tanto na “Análise Vale 1” quanto na “Análise Vale 2”, qual seja, 0 (zero). [...] [...]
[...]
Permite-nos ilustrar a conclusão acima o seguinte fragmento de texto que
retiramos do conceito de “pirâmide financeira", antes mencionado: [...] [...] [...]
“[...] Na falta de qualquer ativo real capaz de cobrir os rendimentos anunciados,
Ponzi oferecia a seus primeiros clientes o capital aportado pelos que vinham
depois.” (14) [...] [...] [...]
Em síntese, a evolução dos preços de mercado dos títulos de Vale de
Fevereiro 2016 a Agosto 2021 pode ser equiparada a seguinte expressão: “[...]
falta de qualquer ativo real capaz de cobrir os rendimentos anunciados.”
Igualmente, vai-nos permitir ilustrar nossa sustentação de que em Dezembro /
2020 o “valor intrínseco” dos títulos de bursáteis de Vale é 0 (zero) os
seguintes aforismos de autoria do grande trader norte-americano, Warren
Buffett: [...] [...] [...]
(1) Price is what you pay; value is what you get. (24) [...] [...] [...]
(2) In the short run, the market is a voting machine, but in the long run, it is a
weighing machine. (24) [...] [...] [...]
[...] [...] [...] Neste sentido, gostaríamos aqui observar que nossa conclusão
antes mencionada significa que os últimos titulares de ações que nada valem,
como os titulares de títulos de Vale, correm o risco de receber pouco, ou nada.
[...] [...] [...]
[...] [...] [...] Igualmente, permite-nos ilustrar nossa última conclusão o seguinte
comentário encontrado em certo blog freqüentado por traders: [...] [...] [...]
“[...] Se você observar o gráfico de Vale há 6 anos atrás ele mostrava só um
lado da MONTANHA ... Eu falava para uns caras na última corretora que eu
trabalhei, SE VOCÊ TEM UM LADO DA MONTANHA FATALMENTE NO
FUTURO TERÁ O OUTRO LADO. Não deu outra. Mas as pessoas são céticas
só acreditam quando acontece. Tenho um amigo que foi meu cliente, e tem já
há muito tempo, eu calculo 400.000 Vale5... Falei isso para ele, quase perdi o
amigo...” (maiúsculo nosso). [...] [...] [...]
(comentário retirado do blog Investmania em 04/12/2014) [...] [...] [...]
Neste sentido, doravante iremos sustentar que os aposentados e pensionistas
participantes de um fundo de pensão podem estar transferindo riquezas para
alguns poucos executivos de tais instituições sociais. Desta forma,
principalmente por meio de um misto do uso de mecanismos endógenos à
liquidez associados a informações privilegiadas é viabilizada uma transferência
de riquezas de titularidade dos aposentados e pensionistas de um fundo de
pensão, como nos permite compreender o seguinte fragmento de texto
encontrado na literatura técnica:
“[...] a teoria da agência enfatiza a tendência natural de os dirigentes
(de cooperativas), em função da posição que ocupam, deterem mais
informações que os associados, cujo poder de controle se apresenta
fraco. Desse modo, a assimetria de informação abre espaço para
informações oportunistas, pois pressupõe que o agente pode utilizar
informações em seu benefício próprio. Assim, resta como alternativa
a observação dos resultados alcançados pelo agente.” (54)
Assim, do mesmo modo que os dirigentes de cooperativas detêm mais informações que
os associados de uma cooperativa, não nos parece equivocado sustentarmos que os
“pMdpcc”* detêm mais informações que os “pFdpcc”*.
*proprietários MATERIAIS da poupança concentrada coletiva
** proprietários FORMAIS da poupança concentrada coletiva
Por fim, mas não menos importante, observamos no Gráfico "1" que o último
longo período de baixa dos títulos bursáteis ADRs de Vale ocorreu de Janeiro /
2011 a Fevereiro / 2016, ou seja, cinco anos e um mês. Entretanto, o último
período de alta destes mesmos títulos teve por início Fevereiro / 2016 e dura
até o presente (Agosto / 2021). Deste modo, já atinge aproximadamente cinco
anos e cinco meses este último período de alta, como podemos constatar pela
visualização do Gráfico “2”. A comparação dos tempos destes períodos
significa uma importante informação enviada pelo próprio mercado. Neste
sentido, o fato do tempo de duração deste mais recente ciclo de alta dos títulos
bursáteis de Vale já ter ultrapassado o tempo de duração do anterior ciclo de
baixa deste mesmo título em aproximadamente 5 (cinco) meses é um sinal
enviado pelo próprio mercado de que tal ciclo de alta pode estar próximo ao
seu final. Consequentemente, tal observação reforça nossa sustentação
anterior de que os “preços de mercado” dos títulos bursáteis de Vale tendem
para menores preços. Adicionalmente, nos parece que àqueles participantes do
mercado que obtiveram o grosso dos lucros devido a esta última tendência de
alta (Fevereiro 2016 a Agosto 2021), provavelmente serão os mesmos
participantes do mercado que irão obter o grosso dos lucros na tendência de
baixa que provavelmente se avizinha. [...] [...] [...] Inicialmente, iremos sustentar
tal prognóstico com fundamentos na alternância dos longos ciclos de alta e
baixa dos preços encontrados tanto nos preços do minério de ferro quanto nos
“preços de mercado” dos títulos bursáteis de Vale, como podemos comprovar
pela simples visualização dos gráficos de longo prazo de tais commodities.
Voltaremos ao tema na parte do presente trabalho consagrado à “manipulação”
e ao “oligopólio”. [...] [...] [...]
Em seguida, vamos apresentar uma análise fundamentalista dos títulos de
“Petrobras” igualmente encontrada na Internet. [...] [...] [...]
« Fugir da Bolsa por juros nos EUA e corte de rating é não conhecer o passado
do mercado » (25/11/2015 - Infomoney) [...] [...] [...]
[...] Petrobras está barata? [...] [...]
[...]
Imagine um carro que custa R$ 100 mil. Se eu dissesse que estou vendendo
esse mesmo carro 0 km por R$ 10 mil, você compraria? Certamente sim. Mas
e se o proprietário desse carro tem uma dívida de R$ 110 mil, esses R$ 10 mil
ainda seriam uma boa oferta? É exatamente esta a situação da Petrobras. A
ação já valeu R$ 40 e hoje está quase R$ 7, será que já não caiu muito? Não
tenha dúvida. MAS SE VOCÊ SOMAR O VALOR DE MERCADO COM A
DÍVIDA DELA, VERÁ QUE ELA NUNCA ESTEVE TÃO CARA NA BOLSA.
(obs.: a Petrobras fechou o terceiro trimestre de 2015 com uma dívida de
pouco mais de R$ 500 bilhões, consolidando-se como uma das empresas mais
endividadas do mundo). (maiúsculo nosso)
[...] [...] [...] (João Braga, cogestor da XP Gestão) [...] [...] [...]
- Outra maneira de falar que “Petrobras nunca esteve tão cara na Bolsa” se
equipara a dizer que a cotação dos títulos de Petrobras, na época da presente
análise acima (Novembro / 2015), já estava próxima de um número infinito.
Entretanto, em termos matemáticos, se você vem a adquirir títulos cujos preços
já estão nas proximidades de um número infinito, isto equivale a dizer que a
probabilidade de você vir a lucrar com a venda de tais títulos, após tal lapso
temporal é próxima de zero. Sustentamos a veracidade da afirmação acima,
fundamentado no fato de que não é possível a existência de um número maior
que um número infinito. Assim, após tal conclusão quer nos parecer que
“manter em carteira” títulos de Petrobras, após Novembro / 2015, se equipara a
algo que temos sustentado no presente trabalho: o principal objetivo do
“hodierno capitalismo bursátil” é transferir riquezas. Em outros termos, se você
mantém em carteira após tal lapso temporal títulos que apresentam valor
intrínseco próximo de 0 (zero) a probabilidade maior é de você ao alienar tais
títulos venha a obter um lucro pequeno, ou mesmo um prejuízo.
Conseqüentemente, cada vez mais a probabilidade de você vir no futuro a
comprar títulos de Petrobras no intuito de revender posteriormente com lucro
tais mesmos títulos é cada vez menor. Em outros termos, não nos parece
equivocado equipararmos as oscilações de preços sofridas pelos títulos de
Petrobras a partir de Novembro / 2015 a inteligência de certo fragmento de
texto antes encontrado na literatura técnica: [...] [...] [...]
“[...] as orgias de especulação cada vez têm menos relação com a realidade
econômica”. (9) [...] [...] [...]
Neste sentido, pela lógica, uma diminuição das cotações teria um efeito
sinalizador semelhante àquele de tornar cada vez mais baratas as ações de
determinada empresa cotada na Bolsa de Valores. Entretanto, freqüentemente
tem ocorrido o inverso: os títulos ficam cada vez mais caros, quando as
cotações diminuem, como no caso dos títulos de Petrobras, ora em comento. A
nosso ver, tal paradoxo só pode ser atribuído ao fato de o “valor intrínseco” de
tais títulos terem tido seu valor estimado diminuído ainda mais que a queda das
respectivas cotações. [...] [...] [...]
Reforça nossa conclusão acima algo que temos sustentado ao longo do
presente trabalho: o “moderno capitalismo bursátil” equipara-se a uma
“pirâmide financeira administrada e/ou planejada”. Entretanto, as
características primordiais das “pirâmides financeiras” são a transferência de
riquezas e a limitação temporal de existência de tais fenômenos. Parece-nos
oportuno aqui recordamos certa conclusão encontrada no presente trabalho:
[...] [...] [...]
“[...] um compromisso implícito por parte da comunidade financeira como um
todo de manter leva-nos a relembrar algo que antes dissemos: [...] [...] [...]
“[...] significa que àqueles que mantêm a “[...] totalidade dos títulos no longo
prazo” carregam um pesado fardo.” [...] [...] [...]
Em síntese: [...] [...] [...]
(1) O “moderno capitalismo bursátil” se equipara a uma “conspiração” e/ou uma
“pirâmide financeira”. Entretanto, toda “pirâmide financeira” têm um tempo de
vida limitado. Ou seja, a Bolsa de Valores tende a deixar de existir. Igualmente,
antes sustentamos que a Bolsa de Valores se equipara a uma conspiração;
entretanto, igualmente toda conspiração depois de revelada tende a deixar de
existir. [...] [...] [...]
(2) Os indícios de que os títulos de Petrobras e Vale atualmente (Dezembro /
2020) têm “valor intrínseco” nas proximidades de 0 (zero) são robustos, como
antes vimos; [...] [...] [...]
(3) Um misto do uso informações privilegiadas e do uso de mecanismos
endógenos à liquidez permite àqueles que detêm o “poder de alocação” obter
enormes ganhos, como veremos na parte do presente trabalho consagrada à
manipulação. [...] [...] [...]
Em síntese, a leitura e interpretação dos fragmentos de texto, mencionados no
presente anexo, permitem-nos concluir que o “preço de mercado” dos títulos de
Vale e de Petrobras tendem a entrar numa tendência primária de baixa, ou
mesmo colapsar. Consequentemente, o problema maior é determinar o tempo
restante de funcionamento do "moderno capitalismo bursátil".
[...] [...] [...] Neste sentido, sustentamos no Anexo “5” que o “moderno
capitalismo bursátil” se equipara as "pirâmides financeiras". Entretanto, as
“pirâmides financeiras” são fenômenos que tem um prazo limite de duração.
Em outros termos, o "moderno capitalismo bursátil" tende a deixar de existir.
[...] [...] [...]
Anexo “8”
O “moderno capitalismo bursátil” equipara-se a um oligopólio
Prosseguindo em nossa abordagem encontramos na literatura técnica o
seguinte fragmento de texto:
“[...] Tampouco prospera a ideia de que a propriedade das empresas é
entregue aos trabalhadores por intermédio dos fundos de pensão. Há aqui um
equívoco conceitual entre propriedade formal e real, pois não é denominação
jurídica da titularidade que efetivamente evidencia o conteúdo da propriedade.
Independente da mesma, o que define a propriedade é o poder de alocação e,
PRINCIPALMENTE, O DESTINO DAS RIQUEZAS PRODUZIDAS QUE, CADA
VEZ MAIS, SE CONCENTRAM EM POUCAS MÃOS.” (9) (maiúsculo nosso)
Tentar compreender porque “[...]o destino das riquezas produzidas [...] cada
vez mais, se concentram em poucas mãos” é o primeiro passo do presente
anexo. Neste sentido, podemos ler no Anexo “5”, o seguinte fragmento de
texto: [...] [...] [...]
[...] encontramos um [...] indício para equipararmos o “moderno capitalismo
bursátil” a uma “pirâmide financeira” na associação encontrada entre a
inteligência contida nos seguintes fragmentos de texto [...]:
[...] [...] [...] “[...] o fato de um indivíduo ter a liberdade para vender um
título sempre que desejar existe apenas em virtude de um compromisso
implícito por parte da comunidade financeira como um todo de manter a
totalidade dos títulos no longo prazo.” (18)
“[...] Trata-se de transformar o que é apenas uma aposta pessoal nos
dividendos futuros em uma riqueza imediata aqui e agora.” (18) [...] [...]
[...]
Entretanto, o “[...] compromisso implícito por parte da comunidade financeira
como um todo de manter a totalidade dos títulos no longo prazo [...]”
encontrado no primeiro fragmento de texto acima, torna viável a transformação
de algo que seria apenas uma aposta pessoal em dividendos futuros numa
"riqueza imediata aqui e agora”. Não obstante, tal transformação artificial revela
a falta de fundamentação de tal riqueza obtida, o que inequivocamente permitenos
equiparar o "moderno capitalismo bursátil" a uma “transgressão da
economia produtiva”. Consequentemente, não nos parece equivocado
sustentarmos que tal transformação equipara o "moderno capitalismo bursátil"
a uma “pirâmide financeira”. [...] [...] [...]
Podemos exemplificar a conclusão acima, observando que tem ocorrido nos
fundos de pensão brasileiros a manutenção em carteira de forma quase que
permanente de determinados títulos que são apenas matéria prima para
transações. Neste sentido, vimos no anexo anterior que os títulos de Petrobras
e Vale se ajustam a esta categoria de títulos. Permitem-nos ilustrar tal
conclusão as seguintes observações: [...] [...] [...]
Em primeiro lugar, podemos ler na Tabela “1”, abaixo apresentada, que os
títulos de Petrobras e Vale tiveram valorizações extravagantes em longo
período de tempo, conforme se segue: [...] [...] [...]
[...] a Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA) valorizou estratosféricos
4.828,51%, em moeda constante (dólar norte-americano) no período de “1” de
janeiro de 1991 a “8” de maio de 2006. Não obstante, nesse mesmo lapso
temporal a valorização de algumas ações de “grande liquidez” e que se
destacam na composição do índice IBOVESPA foi ainda maior, como nos
mostra a Tabela “1”. (21) [...] [...] [...]
Ação Valorização (%) Peso no Índice Bovespa (%)
Jan/abr/91 Jan/abr/06
Petrobras Ordinária 26.390,97 0,391 2,003
Petrobras Preferencial 17.360,93 14,599 9,227
Vale do Rio Doce Ordinária 23.994,98 ‐ 2,188
Vale do Rio Doce Preferencial 13.455,25 19,430 8,095
[...] [...] [...] Tabela “1” - Valorização de algumas ações da Bovespa - Jan. de
1991 a abr. de 2006 [...] [...] [...]
Fonte: Economatica e Bovespa [...] [...] [...]
Em segundo lugar, os títulos de Petrobras e Vale tiveram valorizações desproporcionais,
pois ultrapassaram em mais de 12 (doze) vezes a valorização média dos demais títulos
da composição do índice Ibovespa, num período de pelo menos 16 (dezesseis) anos.
Chegamos a tal número por meio dos seguintes cálculos: [...] [...] [...]
(Petr3) 26.390,97 % x 2,003% = 528,61 [...] [...] [...]
(Petr4) 17.360,93 % x 9,227% = 1601,89
[...] [...] [...]
(Vale3) 23994,98% x 2,188%=525,01 [...] [...] [...]
(Vale4) 13.455,25 x 8.095%=1089,20 [...] [...] [...]
528,61+1601,89+525,01+1089,20=3744,71 [...] [...] [...]
3744,71+78,49X = 4.858,21% [...] [...] [...]
78,49X=4.828,51-3.744,71 [...] [...] [...]
78,49X=1.083,8 [...] [...] [...]
X=13,80 [...] [...] [...]
3.744,71: 21,53%=174,09 [...] [...] [...]
174,09: 13,80=12,61 [...] [...] [...]
Adicionalmente, maio de 2006 não foi o topo das altas, as quais se prolongaram até
meados de 2008. Portanto, se atualizarmos a Tabela “1” para meados de 2008
constataremos que as valorizações agora atualizadas para esta data são ainda maiores
que as apresentadas na Tabela “1”. [...] [...] [...]
Em terceiro lugar, a valorização de alguns derivativos associados aos títulos de Petrobras
e Vale foi ainda bastante superior as já extravagantes valorizações destes mesmos títulos
apresentadas na Tabela “1”, como nos permite compreender os seguintes fragmentos de
texto encontrados na Internet: [...] [...] [...]
"Puts" da Vale saltam até 20.000% após desastre de Brumadinho: mas o
que isso significa? [...] [...] [...]
Por Lara Rizério
28 jan 2019 11h30 [...] [...] [...]
SÃO PAULO - Enquanto as ações da Vale (VALE3) registram a maior
queda da história em meio à tragédia de Brumadinho, as opções de
venda registram uma sessão de disparada meteórica. [...] [...] [...]
As puts VALEN418, que dão o direito de vender os ativos da mineradora
a R$ 41,89 com vencimento em 18 de fevereiro, chegaram a saltar
impressionantes 21.100%, a R$ 2,12. O volume negociado também é
expressivo, de R$ 2,8 milhões. [...] [...] [...] [...]
Demissão em pleno pregão chama atenção [...] [...] [...]
Estadão Conteúdo
02/06/18 08h19 [...] [...] [...]
O fato de o pedido de demissão de Pedro Parente ter sido feito em
pleno pregão chamou mais a atenção do mercado do que a própria
saída do executivo do comando da companhia. [...] [...] [...]
A leitura dos agentes é que o executivo tem vasta experiência no
mercado financeiro e que, portanto, sabia que o comunicado teria forte
impacto nos ativos, levando inclusive a B3 a suspender negociações
com papéis da Petrobrás em meio à disparada das ordens de “stop
loss” que levou as ações a desabarem. Na avaliação de analistas, se
Parente não pôde aguardar o fechamento para fazer o comunicado,
isso abre precedente para o mercado esperar muitas coisas. "Algo não
encaixa e vamos saber mais para frente”, disse analista da Eleven
Financial Raphael Figueredo, que acredita que o investidor "encontrará
racionalidade" durante o fim de semana para corrigir parte do tombo
dos papéis da estatal. [...] [...] [...]
Parece-nos oportuno aqui observarmos que todos os três tipos de extravagantes
valorizações, acima mencionados, contrariam “a lei do valor”, como podemos
compreender por meio da leitura e interpretação do seguinte fragmento de texto
encontrado na literatura técnica: [...] [...] [...]
[...] But, financial assets represent the right to a share of the
surplus value that is produced. As long as this right is not
exercised, it remains virtual. But as soon as anyone exercises
it, they discover that it is subject to the law of value, which
means one cannot distribute more real wealth than is
produced. THE DISCREPANCY BETWEEN THE
EXUBERANT INFLATION OF THE FINANCIAL SPHERE
AND THE MORE MODERATE GROWTH OF THE REAL
ECONOMY IS THE CRUX OF THE PROBLEM. (44)
(maiúsculo nosso) [...] [...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
[...] Mas, os ativos financeiros representam uma parcela da
mais-valia que é produzida. Enquanto esse direito não for
exercido, ele permanecerá virtual. Mas logo que alguém o
exerce, ele descobre que esse está sujeito à lei do valor, o
que significa que não se pode distribuir mais riqueza real do
que a produzida. A DISCREPÂNCIA ENTRE A INFLAÇÃO
EXUBERANTE DA ESFERA FINANCEIRA E O
CRESCIMENTO MAIS MODERADO DA ECONOMIA REAL É
O CERNE DO PROBLEMA. (44) (maiúsculo nosso) [...] [...] [...]
Prosseguindo em nossa abordagem gostaríamos aqui de observar que as
“pirâmides financeiras” apresentam duas características em comum: o tempo
de duração da “pirâmide financeira” e um “preço extravagante”. Permite-nos
ilustrar a primeira das características das “pirâmides financeiras” (“tempo de
duração da pirâmide financeira”) o seguinte fragmento de texto encontrado na
literatura técnica:
[...] [...] [...]
[...] Ce qui distingue la finance des autres domaines étudiés par la
théorie économique est le fait qu'elle a pour objet, non pas le
rapport des individus aux marchandises, comme le plus souvent
en économie, mais le rapport des individus au temps. (18)
[...] [...] [...]
Traduzindo : [...] [...] [...]
[...] O que distingue as finanças das outras áreas estudadas pela
teoria econômica é o fato de que seu objeto não é a relação dos
indivíduos com as mercadorias, como costuma acontecer na
economia, mas a relação dos indivíduos com o tempo. (18) [...] [...]
[...]
Igualmente, permitem-nos ilustrar a primeira característica das “pirâmides
financeiras” as seguintes notícias encontradas na Internet: [...] [...] [...]
Em primeiro lugar, apresentaremos certo fragmento de texto extraído de
comentários sobre o artigo “Ora, bolhas”, de José Paulo Kupfer, publicado pelo
jornal “Estado de S. Paulo – digital” (06/10/2011) **, conforme se segue: [...]
[...] [...]
** 6 de outubro de 2011 - [...] [...] [...]
Enviado por João Flávio [...] [...] [...]
Olá, J. P.: [...] [...] [...]
Convém botar as barbas de molho com esse “paper”. Essa “cunversinha” de
que “é grande demais para quebrar” ou “dessa vez é diferente” não funciona
bem em crises. [...] [...] [...]
Lembra do Lehmann Brothers?
As agências de rating davam grau TTA (topo triple A) para as suas ações e TA
(triple A) para os títulos emitidos e negociados por eles. [...] [...] [...]
E o Lehmann Brothers já estava “MORTINHO DA SILVA”. [...] [...] [...]
Quanto ao fato de que o mercado brasileiro não é tão sofisticado, vamos com
calma. O México, a Argentina, a Rússia também não tinham mercados
sofisticados. Na verdade, a Rússia nem tinha mercado. E todos eles quebraram
feio. Talvez não tenhamos uma “bolha”. Mas, certamente, temos uma CRISE.
O que é bem pior !!! [...] [...] [...]
Quanto ao artigo do Ricardo Loureiro, ele me lembrou de uma frase de um
grande operador de mercado de Wall Street que relatou em seu depoimento
aos controladores da SEC que [...] [...] [...]
“[...] A NOSSA FUNÇÃO PRINCIPAL ERA MANTER OS INVESTIDORES
CALMOS ATÉ O ÚLTIMO MOMENTO [...] PARA ENTÃO FODÊ-LOS AO
MÁXIMO” (maiúsculo nosso). [...] [...] [...]
Em segundo lugar, encontramos a seguinte notícia na Internet: [...] [...] [...]
[...] “Wall Street está contra a América”. Texto extraído do jornal “Estado de S.
Paulo” (17/10/2008). * [...] [...] [...]
* Entre as pessoas que pararam para assistir ao comício de Nader,
predominava a resignação. “O governo não tem mais nada a fazer”, disse
Robert Kavaliauskas, de 51 anos, formado em administração de empresas e
funcionário do Estado de Nova York. “O COLAPSO DO CAPITALISMO PODE
SER LENTO OU RÁPIDO. O GOVERNO ESTÁ TENTANDO FAZER COM
QUE SEJA LENTO”. (maiúsculo nosso) [...] [...] [...]
Por meio da leitura das notícias acima constatamos que ambas possuem como
denominador comum a maximização do tempo.
Parece-nos oportuno aqui questionarmos: por que os governos querem que o
colapso do capitalismo seja lento? [...] [...] [...]
- Simplesmente para que o preço bursátil criado, entretanto de forma
necessariamente passageira, (30) seja mantido o máximo de tempo possível.
Assim, quanto maior for o tempo de permanência dos preços bursateis nas
proximidades das suas respectivas máximas, maior será a respectiva
transferência de riquezas, como iremos demonstrar no próximo anexo. [...] [...]
[...]
Entretanto, antes dissemos “[...] as “pirâmides financeiras” apresentam duas
características em comum: o tempo de duração da “pirâmide financeira” e um
“preço extravagante”. Assim, iremos a seguir fazer uma referência ao “preço
extravagante”. Neste sentido, Jesse Livermore, o lendário especulador norteamericano,
que escreveu por meio de pseudônimo o famoso livro
Reminiscências de um Especulador Financeiro (10), obra publicada
originariamente em 1923, dizia coisas semelhantes a certo objetivo dos atuais
investidores institucionais. (30) Assim, o “lendário especulador norte-americano”,
dizia: [...] [...] [...]
[...] Não há sentido em aumentar os preços das ações a um nível muito alto se
você não pode induzir o público a tirar as ações de sua mão mais tarde. Na
realidade, o único momento em que um vendedor pode ganhar dinheiro grande
vendendo uma ação é quando a ação está alta demais. E você pode apostar
seu último centavo na certeza de que os grandes acionistas não vão proclamar
este fato para o mundo. (10)
[...] [...] [...] Assim, parece-nos, pois, que a fagulha inicial da ideia que levou ao
surgimento da “alquimia da centralização financeira” remonta, assim, pelo
menos, aos idos da década de 1920. Desse modo, a ideia principal da
“alquimia da centralização financeira” seria elevar e, posteriormente, sustentar
as cotações das ações em patamares nominalmente os mais elevados
possíveis, mas por um tempo suficientemente prolongado, conforme iremos
doravante sustentar. [...] [...] [...] Consequentemente, o objetivo dos
“alquimistas da centralização financeira” (“AGENTES”) seria manter as ações
em seus níveis nominais os mais elevados possíveis por um tempo bem longo.
(30) Dessa maneira, tais títulos poderiam ser devidamente acumulados e,
posteriormente, distribuídos, materializando assim nossa hipótese de
transferência de renda, como veremos no próximo anexo. [...] [...] [...]
Entretanto, o efeito do fenômeno, acima mencionado, é equivalente aos efeitos
das “pirâmides financeiras”, conforme podemos constatar por meio da leitura
do conceito de “pirâmide financeira”, apresentado no Anexo “3”, qual seja: [...]
[...] [...]
“[...] Elas requerem uma entrada constante de investimentos, para manter o
mercado em alta e a ilusão de que, assim, todo mundo ganha. O segredo da
bolha é a adesão especulativa.” [...] [...] [...]
Prosseguindo em nossa abordagem, doravante iremos sustentar que o
“moderno capitalismo bursátil” se equipara a uma entidade social hierárquica.
Neste sentido, encontramos na literatura técnica o seguinte fragmento de texto:
[...] [...] [...]
[...] Even if the fundamental value and market price refer to different things, it is
nevertheless tempting to compare them insofar as they are both valuations of
the same asset. In this regard, empirical observation unambiguously shows that
personal estimates tend to adapt themselves to price movements. [...] This is an
important fact, for it shows that the market is a hierarchal social entity, not a
mere juxtaposition of isolated agents who trade with one another on the basis of
ideas and desires formed without any reference to what happens in the market.
(18)
[...] [...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
[...] Mesmo que o valor fundamental e o preço de mercado se refiram a coisas
diferentes, é mesmo tentador compará-los na medida em que ambos são
avaliações de um mesmo ativo. A este respeito, a observação empírica
demonstra inequivocamente que as estimativas pessoais tendem a se adaptar
aos movimentos dos preços. [...] Este é um fato importante, pois mostra que o
mercado é instituição social hierárquica, não uma mera justaposição de
agentes que negociam uns com os outros com base em idéias e desejos
formados sem qualquer referência ao que acontece no mercado. (18)
[...] [...] [...]
Parece-nos oportuno aqui fazermos uma pausa em nossa abordagem para
conhecermos os conceitos oligopólio e oligopsônio. Neste sentido,
encontramos na literatura técnica os seguintes fragmentos de texto: [...] [...] [...]
OLIGOPOLY market situation in which a small number of selling firms control
the market supply of a particular good or service and are therefore able to
control the market price. [...] Because each firm in a oligopoly knows its share of
the total market for the product or service it produces, and because any change
in price or change in market share by one firm is reflected in the sales of the
others, there tends to be a high degree of interdependence among firms; each
firm must make its price and output decisions with regard to the responses of
the other firms in the oligopoly, so that oligopoly prices, once established, are
rigid. This encourages non price competition, through advertising, packaging,
and service – a generally nonproductive form of resource allocation. Two
examples of oligopoly in the United States are airlines serving the same routes
and tobacco companies. See also OLIGOPSONY. [...] [...] [...]
OLIGOPSONY market situation in which a few large buyers control the
purchasing power an therefore the ouput and market price of a good or service;
the buy-side counterpart of OLIGOPOLY. Oligopsony prices tend to be lower
than the prices in a freely competitive market, just as oligopoly prices tend to be
higher. For example, the large tobbaco companies purchase all the output of a
large number of small tobacco growers and therefore are able to control
tobbaco prices. [...] [...] [...]
Traduzindo:
OLIGOPOLY Situação do mercado em que um pequeno número de empresas
vendedoras controla a oferta de mercado de um determinado bem ou serviço e
são, portanto, capazes de controlar o preço de mercado. [...] Porque cada
empresa em um oligopólio conhece sua participação no mercado total para o
produto ou serviço que produz, e porque qualquer mudança no preço ou
mudança na participação de mercado por uma empresa é refletido nas vendas
dos outros, tende a haver um alto grau de interdependência entre empresas;
cada empresa deve fazer seu preço e decisões de saída em relação as
respostas das outras empresas no oligopólio, de modo que os preços do
oligopólio, uma vez estabelecidos, são rígidos. Esse incentiva a competição
sem preços, por meio de publicidade, embalagem, e serviço – geralmente de
forma não produtiva de recurso alocação. Dois exemplos de oligopólio nos
Estados Unidos são companhias aéreas que servem as mesmas rotas e
empresas de tabaco. Veja também OLIGOPSÔNIO. [...] [...] [...]
OLIGOPSÔNIO Situação do mercado em que alguns grandes compradores
controlam o poder de compra e, portanto, a produção e o preço de mercado de
um bem ou serviço; o lado da compra é a contrapartida do OLIGOPÓLIO.
Os preços do oligopsônio tendem a ser menores do que os preços de uma
forma gratuita de mercado competitivo, assim como os preços do oligopólio
tendem a ser mais altos. Por exemplo, grandes empresas de tabaco compram
toda a produção de um grande número de pequenos produtores de cigarros e,
portanto, são capazes de controlar os preços do tabaco.
Permite-nos conhecer um pouco mais o conceito de oligopólio acima
apresentado a leitura do seguinte fragmento de texto encontrado na literatura
técnica: [...] [...] [...]
[...] No mundo real, cada mercado é entrelaçado com outras instituições e uma
determinada cultura social. Por conseguinte, não existe objetivamente apenas
um tipo de mercado, mas muitos mercados diferentes, cada um consoante as
suas próprias regras inerentes, normas culturais, institucionais e maquiagem. A
diferenciação dos mercados em função da tipologia encontrada nos livros texto
- da concorrência perfeita ao oligopólio até o monopólio - está longe de contar
toda a história. Instituições, rotinas e cultura têm de ser trazidos para a pintura.
Os economistas experimentais descobriram uma verdade equivalente nas
configurações de laboratório e aprenderam que os resultados experimentais
dependem freqüentemente de pressupostos tácitos e configurações culturais
dos participantes. Diferentes tipos de instituição de mercado envolvem
diferentes rotinas de procedimentos, preços e assim por diante. A noção de um
único tipo de mercado universal perdeu credibilidade (McMillan, 2002). (53) [...]
[...] [...]
Neste sentido, um exemplo de oferta não-concorrencial onde um poder
oligopolista é exercido é o mercado de petróleo, conforme a leitura do seguinte
fragmento de texto encontrado na literatura técnica nos permite compreender:
[...] [...] [...]
Em um mercado de “commodities” não-concorrenciais, onde um poder
oligopolista é exercido, como o do petróleo com a OPEP, o fundamento existe,
mas não é o custo de produção. É o preço que maximiza a receita de longo
prazo do oligopólio. (34)
[...] [...] [...]
Entretanto, doravante iremos sustentar que a evolução dos preços de alguns
títulos bursateis negociados no “moderno capitalismo bursátil”, um poder
oligopolista neste mercado, adicionalmente ao fato de obedecerem a uma
oferta não-concorrencial. [...] [...] [...]
Um primeiro indício de que a evolução dos preços de alguns títulos do
“moderno capitalismo bursátil” se equipara a evolução dos preços de um
mercado de “commodities” de oferta não-concorrencial no qual um poder
oligopolista é exercido, por meio da leitura do seguinte fragmento de texto
encontrado na literatura técnica: [...] [...] [...]
Este é um fato importante, pois mostra que o mercado é uma instituição social
hierárquica, não uma mera justaposição de agentes que negociam uns com os
outros com base em idéias e desejos formados sem qualquer referência ao que
acontece no mercado. (18)
[...] [...] [...]
Assim, o fato do moderno capitalismo bursátil se equiparar a uma instituição
social hierárquica igualmente permite-nos sustentar que a evolução dos preços
de alguns títulos do “moderno capitalismo bursátil” se equipara a evolução dos
preços de um mercado de “commodities” de oferta não-concorrencial onde um
poder oligopolista é exercido. Tal conclusão encontra seu ponto de apoio no
fato de o funcionamento de uma entidade social hierárquica se equiparar ao
modo de funcionamento de um oligopólio, conforme podemos constatar por
meio da leitura e interpretação do conceito de oligopólio antes apresentado. [...]
[...] [...]
Prosseguindo em nossa abordagem, uma importante recuperação secundária teve por
seu momento inicial o mês de Fevereiro / 2016, tanto para os títulos de Petrobras quanto
para os títulos de Vale. Coincidência, ou não, tal recuperação sugere-nos que o “moderno
capitalismo bursátil brasileiro”, mormente a evolução dos preços dos títulos de Petrobras
e Vale se equipara a um oligopólio, como a seguir iremos sustentar. Neste sentido, a
seguir vamos apresentar três indícios de que o “moderno capitalismo bursátil brasileiro” se
equipara a um oligopólio: [...] [...] [...]
Em primeiro lugar, sugere-nos que o “moderno capitalismo bursátil brasileiro” se equipara
a um oligopólio certa constatação a que chegamos anteriormente no presente anexo: o
fato dos títulos de Petrobras e Vale terem tido valorizações desproporcionais, que
ultrapassaram em mais de 12 (doze) vezes a valorização média dos demais títulos da
composição do índice Ibovespa, num período de pelo menos 16 (dezesseis) anos. Assim,
iremos demonstrar no próximo anexo que tais valorizações desproporcionais beneficiam
os detentores das ações por de um misto meio do uso de derivativos e informações
privilegiadas. [...] [...] [...]
Em segundo lugar, sugere-nos que o “moderno capitalismo bursátil brasileiro” se equipara
a um oligopólio o surgimento de longos períodos de alta e baixa, os quais podem ser
visualizados nos gráficos de certos títulos bursateis listados na Bolsa de Valores
brasileira. O surgimento de longos períodos de baixa e alta sugere-nos que uma
manipulação de longo prazo esteve por trás da evolução dos preços dos mencionados
títulos bursateis. Neste sentido, antes registramos no presente anexo que os títulos de
Petrobras e Vale tiveram valorizações desproporcionais, pois ultrapassaram em mais de
12 (doze) vezes a valorização média dos demais títulos da composição do índice
Ibovespa, num período de pelo menos 16 (dezesseis) anos. Do mesmo modo, igualmente
longos períodos de baixa podem ser observados nos gráficos de tais títulos. Neste
sentido, a simples visualização dos gráficos “9” e “10”, permite-nos comprovar tal
afirmação. Neste sentido, vimos no Gráfico “10” que o preço de mercado dos títulos de
Vale encolheu 92% em dólares norte-americanos no período compreendido entre Jan /
2011 a Fev / 2016. [...] [...] [...]
Similarmente, podemos ver no Gráfico “9” que o preço de mercado dos títulos de
Petrobras encolheu aproximadamente 90% em dólares norte-americanos no período
compreendido entre Jan / 2010 a Fev / 2016. [...] [...] [...]
Em terceiro lugar, permite-nos sustentar que o moderno capitalismo bursátil brasileiro se
equipara a um oligopólio a leitura e interpretação das seguintes notícias encontradas na
Internet: [...] [...] [...]
Notícia “1”
https://www.moneytimes.com.br/cam-acolhe-pedido-da-petrobras-e-dissolve-tribunal-deacao-
de-petros-e-previ/
[...] [...] [...]
Notícia “2”
https://www.cut.org.br/noticias/o-preco-do-golpe-petrobras-paga-r-10-bilhoes-a-acionistasnorte-
americanos-151f/*[...] [...] [...]
*Contribuição do colega Miro [...] [...] [...]
Notícia “1”
A Petrobras (PETR4) recebeu nesta quinta-feira (25/03/2021) decisão favorável da
Câmara de Arbitragem do Mercado, que acolheu um pedido de impugnação realizado
pela empresa e dissolveu o tribunal arbitral que havia proferido sentença parcial em
processo instaurado pelos fundos de pensão Petros e Previ, informou a companhia.
A decisão, segundo a Petrobras, reconhece a nulidade da sentença parcial na arbitragem,
confirmando decisão proferida pela 5ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro em novembro
do ano passado.
Agora, as partes deverão eleger três novos árbitros para condução do procedimento e
novo julgamento da causa, acrescentou a estatal, que não forneceu mais detalhes do
processo devido à confidencialidade prevista em regras da CAM.
“A Petrobras reitera que continuará a se defender vigorosamente, em respeito a seus
acionistas, em todas as arbitragens de que é parte”, afirmou a empresa.
Segundo reportagens na imprensa, publicadas pelo Valor Econômico, Petros e Previ
teriam pedido no procedimento ressarcimentos à Petrobras em razão de prejuízos
relacionados às descobertas da Operação Lava Jato, que apurou propinas envolvendo
políticos e empresas estatais e privadas no Brasil.
Notícia “2”
HOME CUT - CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES NOTÍCIAS
O preço do golpe: Petrobras paga R$10 bilhões a acionistas norte-americanos
Para coordenador geral da FUP, valor é para pagar o golpe de 2016, já que nem a Justiça
dos EUA nem a do Brasil exigiram essa compensação financeira antes do julgamento final
da ação movida contra a empresa
Publicado: 25 Junho, 2018 - 17h00 | Última modificação: 25 Junho, 2018 - 17h22
Escrito por: Rosely Rocha, especial para Portal CUT
TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL notice
Em mais um ato de lesa pátria, a Petrobras divulgou oficialmente, nessa segunda-feira
(25), que fez um acordo com investidores americanos, acionistas e detentores de títulos
da estatal, para tentar acabar com uma ação coletiva contra a empresa.
Apesar do acordo aprovado "de forma definitiva" pela Corte Federal de primeira instância
em Nova York, a própria Petrobras reconheceu que a ação coletiva (Class Action), nos
Estados Unidos, não está encerrada e que a decisão pode ser objeto de recurso à Corte
de Apelações do Segundo Circuito.
A “Class Action” foi movida por investidores da estatal em decorrência de perdas
provocadas pelo suposto envolvimento da companhia nos supostos desvios investigados
pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal.
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) questiona o valor da indenização de R$ 10 bi, já
que é sete vezes maior do que os R$ 1,4 bi, que a Operação Lava Jato recuperou para a
companhia
Para o coordenador geral da FUP, Simão Zanardi, a decisão da estatal mostra a
subserviência da Petrobras frente ao mercado financeiro internacional.
“É um absurdo a Petrobras pagar os fundos abutres sem pagar também os acionistas
brasileiros. O correto seria pagar a todos os acionistas, não apenas os residentes nos
Estados Unidos. Isto é um crime”, declara.
Segundo o dirigente, embora tenha anunciado oficialmente o acordo somente nessa
segunda-feira, a decisão de pagar os acionistas norte-americanos foi do ex-presidente da
estatal Pedro Parente, que já havia dito que queria “ficar bem” no mercado internacional.
“Nada justifica pagar uma ação sem julgamento final, sem que tenham se esgotado todos
os recursos. A Petrobras tem várias ações já transitadas e julgadas na área trabalhista,
tem dívidas de impostos no Brasil e a empresa não paga, mas paga para bancos e
acionistas dos Estados Unidos”, denuncia Zanardi.
Para ele, os 10 bilhões de reais pagos aos norte-americanos deixam claro que é o
pagamento pelo apoio que os Estados Unidos deram à Operação Lava Jato e,
conseqüentemente, ao golpe de 2016, que destituiu a presidenta Dilma Rousseff, eleita
democraticamente com mais de 54 milhões de votos.
- Assim, por meio da leitura e interpretação da inteligência contida nas notícias, acima
mencionadas, tomamos conhecimento que distintos aplicadores financeiros obtiveram
resultados totalmente diferentes em tribunais do Brasil e dos EUA, respectivamente. Em
outros termos, não nos parece equivocado dizer: existem duas castas de aplicadores
financeiros na Bolsa de Valores brasileira: os de dentro do oligopólio; e os de fora deste.
[...] [...] [...]
Neste sentido, encontramos na Introdução os seguintes fragmentos de texto: [...] [...] [...]
[...] após estudo profundo de obras do economista francês André Orléan
chegamos ao resumo dos principais pontos de tais obras: [...] [...] [...]
(1) “[...] Os economistas neoclássicos acreditam que as ações têm um valor
intrínseco [...] o qual determina o movimento dos preços. A PLAUSIBILIDADE
DESTA AFIRMAÇÃO ESTÁ LONGE DE SER ÓBVIA;” (18) (maiúsculo nosso)
[...] [...] [...]
(2) “[...] Quanto à função de financiamento, deve-se lembrar que, nos Estados
Unidos, durante o mesmo período (1995- 2000), a emissão líquida de ações
permaneceu negativa, principalmente devido aos grandes programas de
recompra de ações; mesmo assim, o mercado financeiro exerceu uma
influência dominante nas empresas e em todo o desenvolvimento econômico!
No mínimo, esse fato prova que o poder do mercado de ações tem outras
fontes além do financiamento da acumulação.” (28) [...] [...] [...]
Adicionalmente, encontramos no Anexo “3” os seguintes fragmentos de texto:
[...] [...] [...] Ademais, doravante iremos sustentar que uma “mais-valia” passou
a ser obtida de forma sistemática e recorrente por determinados participantes
do mercado por meio de uma “dinâmica que leva o preço a viver sua própria
vida, a evoluir independentemente de seu valor”. Entretanto, tal obtenção de
uma “mais-valia” de forma sistemática e recorrente viabiliza uma transferência
de riquezas igualmente de forma sistemática e recorrente para alguns poucos
participantes do mercado, como temos sustentado ao longo do presente
trabalho. [...] [...] [...]
[...] Doravante, iremos sustentar que a “mais-valia” é não apenas uma destas
“outras fontes de poder do mercado de ações”, mas indiscutivelmente é a mais
importante destas fontes. [...] [...] [...]
Por outro lado, encontramos no blog “medeirosrs.blogspot.com” o seguinte
fragmento de texto:
Negativo, prezado Trader anônimo. Ninguém aqui esta dormindo. Sabemos
muito bem que a Bolsa de Valores é semelhante a uma gangorra, ora para
cima, ora para baixo. É preciso esperar que nossos títulos voltem a subir para
efetivar qualquer venda de ativo. Vender agora é efetivar prejuízo. Quanto
entramos na negociação já sabíamos dos riscos que corríamos. E bom cabrito
não berra; espera a sua vez... [...] [...] [...]
ass: O Piramidal [...] [...] [...]
27 de setembro de 2021 16:01[...] [...] [...]
- Dr. Medeiros, colegas de blog, [...] [...] [...]
Permitam-nos contestar a hipótese apresentada pelo anônimo acima. [...] [...]
[...]
Neste sentido, encontramos no Anexo “7” publicado em 16/10/2021 no
“bolsafurada.blogspot.com” o seguinte fragmento de texto: [...] [...] [...]
[...] a literatura técnica sustenta que “dois tipos de probabilidade são
habitualmente distinguidos: probabilidades objetivas, que são calculáveis à
priori, e probabilidades subjetivas, que devem ser calculadas com base nas
crenças individuais.” (18) [...] [...] [...] Em síntese, é cristalino que tanto a
conclusão acima, quanto a conclusão da “Análise Vale1”, bem como a
conclusão da “Análise Vale2”, ajustam-se ao conceito de probabilidades
objetivas, apresentado no início do presente anexo. Assim, estas três análises
se ajustam ao conceito de probabilidades conhecidas “a priori”, conforme
podemos constatar por meio da leitura e interpretação dos fragmentos de texto
que antecedem tal conclusão. Logo, após tal conclusão parece-nos que a
manutenção em carteira de títulos de Vale, mormente de forma contínua, é
uma prática arriscada e que pode trazer conseqüências bem negativas para os
titulares de tais títulos. [...] [...] [...]
Assim, conforme sustentamos no Anexo “7” do “bolsafurada.blogspot.com” o
“valor intrínseco” dos títulos de Vale atualmente (Agosto / 2021) é 0 (zero).
Entretanto, esta não é uma boa notícia para os aplicadores financeiros que
mantêm em carteira tais títulos, mormente de forma permanente. [...] [...] [...]
Não obstante, parece-nos lícito questionarmos: por que se o valor intrínseco de
Vale é 0 (Zero) / ação o preço de mercado desta ação é de R$ 80 /ação,
atualmente (08/10/2021)? [...] [...] [...]
- Elementar meu caro WATSON: [...] [...] [...]
“preço é o que você paga; valor é o que você obtém” [...] [...] [...]
Permite-nos ilustrar tal conclusão o seguinte fragmento de texto encontrado na literatura
técnica: [...] [...] [...]
Em um mercado de commodities não-concorrencial, onde um poder oligopolista é
exercido, o fundamento existe, mas não é o custo de produção. É o preço que maximiza a
receita de longo prazo do oligopólio. (34) [...] [...] [...]
Assim, o que maximiza a receita de longo prazo dos oligopolistas dos títulos de Vale e
Petrobras são as mais-valias (ganhos financeiros) obtidas pelos oligopolistas dos
mercados dos títulos de Petrobras e Vale, como antes sustentamos existem duas castas
de aplicadores financeiros na Bolsa de Valores brasileira: os de dentro do oligopólio; e os
de fora deste. [...] [...] [...]
Neste sentido, estamos sustentando ao longo do presente trabalho que o moderno
capitalismo bursátil brasileiro tem como objetivo principal a transferência de riquezas,
obtida por meio da obtenção de mais-valias por determinado capital financeiro.
Por fim, mas não menos importante, permite-nos sustentar que o “moderno capitalismo
bursátil” equipara-se a uma “pirâmide financeira” os seguintes fragmentos de texto
encontrados no presente trabalho:
Anexo “2”
[...] Em resumo, não nos parece equivocado sustentarmos que frente às
extravagantes e desproporcionais valorizações alcançadas por certos títulos
bursateis, exsurge um fator de conhecimento objetivo do futuro, pois tais
valorizações virtuais contrariam a “lei do valor” [...]
Anexo “7”
“[...] dois tipos de probabilidade são habitualmente distinguidos: probabilidades
objetivas, que são calculáveis à priori, e probabilidades subjetivas, que devem
ser calculadas com base nas crenças individuais.”
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