terça-feira, 28 de setembro de 2021

Anexo “1” [...] [...] [...] Os conceitos de oferta “não-concorrencial” e “mercado eficiente”: a ineficiência do “moderno capitalismo bursátil” [...] [...] [...] Em primeiro lugar, permite-nos compreender o que vem a ser uma oferta “não-concorrencial”, igualmente conhecida como “retro-ações positivas”, o seguinte fragmento de texto encontrado na literatura técnica: [...] [...] [...] [...] Taking speculative strategies into account dramatically reduces the optimism that neoclassical theorists are justified in entertaining with regard to either the stability or the efficiency of financial markets, for it requires that the familiar negative-feedback model be abandoned and a positive feedback model substituted in its place. Because the speculator takes the price of a share as his point of reference, rather than its fundamental value, everything that has been confidently asserted about the countervailing forces exerted by competition on swings in price ceases to hold. (18) [...] [...] [...] Traduzindo: [...] [...] [...] [...] Ao levarmos em consideração as estratégias especulativas reduzimos drasticamente o otimismo que os teóricos neoclássicos têm ao justificar aquilo que diz respeito à estabilidade ou à eficiência dos mercados financeiros, pois exige que o modelo conhecido por feedback negativo seja abandonado e substituído por um modelo de feedback positivo. Como o especulador toma o preço de uma ação como seu ponto de referência, e não o seu valor fundamental, tudo o que tem sido afirmado confiantemente sobre as forças compensatórias exercidas pela concorrência nas oscilações de preços deixa de se verificar. (18) [...] [...] [...] Em segundo lugar, por meio da leitura do seguinte fragmento de texto encontrado na literatura técnica iremos compreender por que não se sustenta a hipótese dos “mercados eficientes”: [...] [...] [...] [...] The almost invariable tendency on the part of investors to follow the lead of observed changes in market price is entirely opposed to the law of supply and demand. In 2007 and 2008, for example, when the price of a great many securitized products had begun to fall dramatically, no correspondingly strong increase in private demand was forthcoming to restore stability, as the efficient markets hypothesis would have predicted. It was instead through the intervention of governments and other public authorities that a free-fall was averted. Panic was contained, and finally dispelled, only as a result of concerted action by agencies external to the system. Without it, the system would have exploded. From this it should be plain that not only financial competition is not self- regulating but also the deregulation of financial markets is fraught with danger. (18) [...] [...] [...] Traduzindo: [...] [...] [...] [...] A tendência quase invariável por parte dos investidores em seguir a liderança das mudanças observadas no preço de mercado é totalmente oposta à da lei da oferta e da demanda. Em 2007 e 2008, por exemplo, quando o preço de muitos produtos securitizados começou a cair drasticamente, não houve um aumento correspondente na demanda privada para restaurar a estabilidade, como a hipótese dos mercados eficientes previa. Foi por meio da intervenção de governos e outras autoridades públicas que se conseguiu evitar uma queda livre. O pânico foi contido e, finalmente dissipado, apenas como resultado de uma ação conjunta de agências externas ao sistema. Sem estas, o sistema teria explodido. A partir disto, deve ficar claro que não só a concorrência financeira não é auto- reguladora, mas também que as desregulamentações dos mercados financeiros estão repletas de perigos. (18) [...] [...] [...] Em terceiro lugar, a seguir vamos observar que uma das principais características do “hodierno capitalismo bursátil” é a "ineficiência dos mercados”. Neste sentido, o seguinte fragmento de texto encontrado na literatura técnica: [...] [...] [...] [...] We have seen that financial competition and ordinary competition have very different properties and operate in very different ways. In markets where ordinary goods are traded, two groups with contrary interests face each other, producers and consumers, the one looking to sell for high prices, the other looking to buy for low prices. This basic opposition, precisely because it produces countervailing forces, works to stabilize price in accordance with the law of supply and demand. In the secondary financial market, by contrast, where previously issued securities and financial instruments are traded, share owners all have the same desire for high returns. Here there is no fixed distinction between buyers and sellers; instead there are investors who alternate as buyers and sellers, depending on their need for liquidity. In order to preserve the law of supply and demand in this case, neoclassical economists must appeal to something still more fundamental-the share's intrinsic value, which is supposed to anchor stock prices in a world that lies outside the market and apart from the transactions that take place there. It is this value, in other words, that gives rise to countervailing forces, which keep the movement of prices within a relatively narrow range, and that, in this way, guarantees market efficiency. The problem is that the negative-feedback model of neoclassical finance cannot be justified, either on theoretical grounds, since the existence of such an objective magnitude rests on a mistaken assumption regarding the nature of market uncertainty, the probabilistic postulate; or on empirical grounds, since historical information about fundamentals is incompatible with observed changes in price. The orthodox belief that competition governs the exchange of both ordinary goods and financial assets must therefore be rejected. (18) [...] [...] [...] Traduzindo: [...] [...] [...] [...] Vimos que a concorrência financeira e a concorrência comum têm propriedades muito diferentes e operam de maneiras muito diferentes. Nos mercados onde se comercializam bens comuns, enfrentam-se dois grupos com interesses contrários, produtores e consumidores, um procurando vender por preços altos e o outro procurando comprar por preços baixos. Essa oposição básica, precisamente porque produz forças compensatórias, atua para estabilizar os preços de acordo com a lei da oferta e da demanda. Em contraste, no mercado financeiro secundário, onde títulos e instrumentos financeiros emitidos anteriormente são negociados, todos os acionistas têm o mesmo desejo de retornos elevados. Aqui não há distinção fixa entre compradores e vendedores; em vez disso, há investidores que se alternam como compradores e vendedores, dependendo de sua necessidade de liquidez. A fim de preservar a lei da oferta e da demanda neste caso, os economistas neoclássicos apelaram para algo ainda mais fundamental - o valor intrínseco, que deve ancorar o preço das ações em um mundo que está fora do mercado e separado das transações que acontecem lá. Em outras palavras, é esse o valor que dá origem a forças compensatórias, que mantêm a movimentação dos preços em uma faixa relativamente estreita e que, dessa forma, garante a eficiência do mercado. O problema é que o modelo de feedback negativo das finanças neoclássicas não pode ser justificado, tampouco em bases teóricas, uma vez que a existência de tal magnitude objetiva repousa em uma suposição equivocada a respeito da natureza da incerteza do mercado, o postulado probabilístico; ou em bases empíricas, uma vez que as informações históricas sobre os fundamentos são incompatíveis com as mudanças observadas no preço. A crença ortodoxa de que a concorrência governa a troca de bens comuns e os ativos financeiros devem, portanto, ser abandonados. (18) [...] [...] [...]

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