terça-feira, 28 de setembro de 2021
Introdução [...] [...] [...]
Índice [...] [...] [...]
Anexo “1” [...] [...] [...]
Os conceitos de oferta
“não-concorrencial” e
“mercado eficiente”: a
ineficiência do “moderno
capitalismo bursátil” [...] [...]
[...]
Anexo “2” [...] [...] [...]
Um exemplo de como uma
enorme diferença freqüentemente
encontrada entre o “preço de
mercado” e o “valor intrínseco”
são conseqüências da
“manipulação” e do “oligopólio”
encontrados no “moderno
capitalismo bursátil” [...] [...] [...]
Anexo “3” [...] [...] [...]
Sustentação inicial de que o
"moderno capitalismo bursátil se
equipara a uma “conspiração”
e/ou a uma “pirâmide financeira”
[...] [...] [...]
Anexo “4” [...] [...] [...]
Centralização financeira e
concentração financeira:
fundamentos da “conspiração”
encontrada no “moderno
capitalismo bursátil” [...] [...]
[...]
Anexo “5” [...] [...] [...]
A “preferência pela liquidez” do
“moderno capitalismo bursátil”,
equipara esta instituição social a
uma "pirâmide financeira" e/ou a
uma "conspiração" [...] [...] [...]
Anexo “6” [...] [...] [...]
Nossa contestação à hipótese do
“comportamento mimético” no
“moderno capitalismo bursátil” [...]
[...] [...]
Anexo “7” [...] [...] [...]
Análise da evolução dos “preços
de mercado” e dos “valores
intrínsecos” dos títulos de Vale e
Petrobras nos últimos 10 (dez)
anos [...] [...] [...]
Anexo “8” [...] [...] [...]
O "moderno capitalismo bursátil"
tem um tempo de vida limitado e
objetiva transferir riquezas dos
trabalhadores e pequenos
acionistas para "determinado
capital financeiro" [...] [...] [...]
Introdução [...] [...] [...]
Há mais de vinte anos como
pequeno investidor tivemos um
enorme problema na intercessão
da área de Bolsa de Valores com
a área de fundo de pensão.
Desde então, temos estudado os
assuntos técnicos relacionados a
estas instituições sociais.
Entretanto, não demoramos a
perceber que tal problema não
surgia apenas para nossa
pessoa. O problema igualmente
surgia para outras pessoas. Não
obstante, estas outras pessoas
não percebiam que enfrentavam
tal problema. Concluímos, então
que se tal problema surgiu para
nós é porque deveríamos ser
parte da solução do mesmo. [...]
[...] [...]
Neste sentido, após estudo
profundo de obras do economista
francês André Orléan chegamos
ao resumo dos principais pontos
de tais obras: [...] [...] [...]
(1) “[...] Os economistas
neoclássicos acreditam que as
ações têm um valor intrínseco [...]
o qual determina o movimento
dos preços. A plausibilidade desta
afirmação está longe de ser
óbvia;” (18) [...] [...] [...]
(2) “[...] Quanto à função de
financiamento, deve-se lembrar
que, nos Estados Unidos, durante
o mesmo período (1995- 2000), a
emissão líquida de ações
permaneceu negativa,
principalmente devido aos
grandes programas de recompra
de ações; mesmo assim, o
mercado financeiro exerceu uma
influência dominante nas
empresas e em todo o
desenvolvimento econômico! No
mínimo, esse fato prova que o
poder do mercado de ações tem
outras fontes além do
financiamento da acumulação.”
(28) [...] [...] [...]
(3) “[...] Em outras palavras, a
expectativa de um investidor
individual é formada com base no
que ele espera que sejam as
expectativas de seus colegas
investidores. Um tipo
essencialmente mimético de
racionalidade está em ação aqui,
pois busca imitar o mercado para
antecipar seu curso, por mais
errático que seja. Se o investidor
acredita que os preços de
mercado vão subir amanhã, o
interesse próprio o instrui a
comprar ações, mesmo que ele
também acredite que essa
perspectiva, do ponto de vista dos
fundamentos, não faz sentido.”
[...] [...] [...]
Não obstante, concordemos
totalmente com a inteligência
contida nos dois primeiros itens,
iremos discordar da inteligência
contida no terceiro item. [...] [...]
[...]
Por outro lado, financiar a
acumulação e avaliar os títulos
bursateis é considerado pelas
pessoas, de modo geral, como as
principais justificativas, se não
únicas, para a existência das
Bolsas de Valores. Entretanto,
igualmente como o economista
francês, André Orléan,
concordamos com as duas
primeiras finalidades atribuídas
ao “moderno capitalismo bursátil”.
Consequentemente, por
exclusão, iremos sustentar que o
“moderno capitalismo bursátil”
deve servir para alguma outra
coisa, diferente das mencionadas
nos dois primeiros itens. Tentar
descobrir qual é esta coisa vai ser
uma parte primordial do presente
trabalho. [...] [...] [...]
Adicionalmente, iremos sustentar
que as instituições sociais
conhecidas por “moderno
capitalismo bursátil” e “fundo de
pensão”, têm 4 (quatro)
características em comum:
“conspiração”, “pirâmide
financeira”, “manipulação” e
“oligopólio” (instituições sociais
altamente hierarquizadas). [...]
[...] [...]
Entretanto, iremos demonstrar
que estas duas instituições
sociais servem principalmente
para transferir riquezas dos
trabalhadores e pequenos
acionistas para “determinado
capital financeiro”. [...] [...] [...]
Ademais, iremos sustentar que as
“pirâmides financeiras” se
equiparam a uma espécie de
“conspiração” com um tempo de
vida limitado. Consequentemente
como o “moderno capitalismo
bursátil” e o “fundo de pensão”
são instituições sociais que se
equiparam a “pirâmides
financeiras” iremos sustentar que
tais instituições sociais têm seus
dias contados, pois as pirâmides
financeiras têm um tempo de vida
limitado; em outros termos, o
“moderno capitalismo bursátil” e o
“fundo de pensão” são
instituições sociais fadadas a
deixar de existir. [...] [...] [...]
Por fim, mas não menos
importante, iremos sustentar que
os títulos bursáteis de Petrobras e
Vale têm por “valor intrínseco”
atualmente (Agosto / 2021) 0
(zero). Naturalmente, quanto mais
tempo as pessoas mantêm em
carteira tais títulos, mais
transferem riquezas para
“determinado capital financeiro”.
[...] [...] [...]
A extinção de tais instituições
sociais será uma conseqüência
do seguinte aforismo: “na era da
informação a ignorância é uma
escolha.” Em outros termos, as
pessoas vão perceber que
estavam sendo enganadas e vão
requerer aos Estados a extinção
de tais instituições. [...] [...] [...]
Acreditamos que após a leitura
total do presente trabalho
estaremos preparados para
responder aos seguintes
questionamentos: [...] [...] [...]
(1) Por que o “moderno
capitalismo bursátil” é uma
conspiração? [...] [...] [...]
(2) Por que o “moderno
capitalismo bursátil” é uma
“pirâmide financeira”? [...] [...] [...]
(3) Por que os preços dos títulos
bursáteis são freqüentemente
extravagantes? [...] [...] [...]
(4) Por que o “moderno
capitalismo bursátil” tem um
tempo limite para durar? [...] [...]
[...]
(5) Por que o “moderno
capitalismo bursátil” é prejudicial
para os trabalhadores e
pequenos acionistas? [...] [...] [...]
(6) Por que a cada dia que passa
os trabalhadores e pequenos
acionistas transferem cada vez
mais riquezas para “determinado
capital financeiro”? [...] [...] [...]
(7) Por que os títulos de
Petrobras e Vale tem atualmente
“valor intrínseco” de 0 (zero)? [...]
[...] [...]
(8) Quais são os sinais de que o
“moderno capitalismo bursátil”
chegou ao seu fim? [...] [...] [...]
Anexo “1” [...] [...] [...]
Os conceitos de oferta
“não-concorrencial”
e “mercado eficiente”: a
ineficiência do “moderno
capitalismo bursátil” [...] [...] [...]
Em primeiro lugar, permite-nos
compreender o que vem a ser
uma oferta “não-concorrencial”,
igualmente conhecida como
“retro-ações positivas”, o seguinte
fragmento de texto encontrado na
literatura técnica: [...] [...] [...]
[...] Taking speculative strategies
into account dramatically reduces
the optimism that neoclassical
theorists are justified in
entertaining with regard to either
the stability or the efficiency of
financial markets, for it requires
that the familiar
negative-feedback model be
abandoned and a positive
feedback model substituted in its
place. Because the speculator
takes the price of a share as his
point of reference, rather than its
fundamental value, everything
that has been confidently
asserted about the countervailing
forces exerted by competition on
swings in price ceases to hold.
(18) [...] [...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
[...] Ao levarmos em consideração
as estratégias especulativas
reduzimos drasticamente o
otimismo que os teóricos
neoclássicos têm ao justificar
aquilo que diz respeito à
estabilidade ou à eficiência dos
mercados financeiros, pois exige
que o modelo conhecido por
feedback negativo seja
abandonado e substituído por um
modelo de feedback positivo.
Como o especulador toma o
preço de uma ação como seu
ponto de referência, e não o seu
valor fundamental, tudo o que tem
sido afirmado confiantemente
sobre as forças compensatórias
exercidas pela concorrência nas
oscilações de preços deixa de se
verificar. (18) [...] [...] [...]
Em segundo lugar, por meio da
leitura do seguinte fragmento de
texto encontrado na literatura
técnica iremos compreender por
que não se sustenta a hipótese
dos “mercados eficientes”: [...]
[...] [...]
[...] The almost invariable
tendency on the part of investors
to follow the lead of observed
changes in market price is entirely
opposed to the law of supply and
demand. In 2007 and 2008, for
example, when the price of a
great many securitized products
had begun to fall dramatically, no
correspondingly strong increase
in private demand was
forthcoming to restore stability, as
the efficient markets hypothesis
would have predicted. It was
instead through the intervention of
governments and other public
authorities that a free-fall was
averted. Panic was contained,
and finally dispelled, only as a
result of concerted action by
agencies external to the system.
Without it, the system would have
exploded. From this it should be
plain that not only financial
competition is not self- regulating
but also the deregulation of
financial markets is fraught with
danger. (18) [...] [...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
[...] A tendência quase invariável
por parte dos investidores em
seguir a liderança das mudanças
observadas no preço de mercado
é totalmente oposta à da lei da
oferta e da demanda. Em 2007 e
2008, por exemplo, quando o
preço de muitos produtos
securitizados começou a cair
drasticamente, não houve um
aumento correspondente na
demanda privada para restaurar a
estabilidade, como a hipótese dos
mercados eficientes previa. Foi
por meio da intervenção de
governos e outras autoridades
públicas que se conseguiu evitar
uma queda livre. O pânico foi
contido e, finalmente dissipado,
apenas como resultado de uma
ação conjunta de agências
externas ao sistema. Sem estas,
o sistema teria explodido. A partir
disto, deve ficar claro que não só
a concorrência financeira não é
auto- reguladora, mas também
que as desregulamentações dos
mercados financeiros estão
repletas de perigos. (18) [...] [...]
[...]
Em terceiro lugar, a seguir vamos
observar que uma das principais
características do “hodierno
capitalismo bursátil” é a
"ineficiência dos mercados”.
Neste sentido, o seguinte
fragmento de texto encontrado na
literatura técnica: [...] [...] [...]
[...] We have seen that financial
competition and ordinary
competition have very different
properties and operate in very
different ways. In markets where
ordinary goods are traded, two
groups with contrary interests
face each other, producers and
consumers, the one looking to sell
for high prices, the other looking
to buy for low prices. This basic
opposition, precisely because it
produces countervailing forces,
works to stabilize price in
accordance with the law of supply
and demand. In the secondary
financial market, by contrast,
where previously issued securities
and financial instruments are
traded, share owners all have the
same desire for high returns.
Here there is no fixed distinction
between buyers and sellers;
instead there are investors who
alternate as buyers and sellers,
depending on their need for
liquidity. In order to preserve the
law of supply and demand in this
case, neoclassical economists
must appeal to something still
more fundamental-the share's
intrinsic value, which is supposed
to anchor stock prices in a world
that lies outside the market and
apart from the transactions that
take place there. It is this value, in
other words, that gives rise to
countervailing forces, which keep
the movement of prices within a
relatively narrow range, and that,
in this way, guarantees market
efficiency. The problem is that the
negative-feedback model of
neoclassical finance cannot be
justified, either on theoretical
grounds, since the existence of
such an objective magnitude rests
on a mistaken assumption
regarding the nature of market
uncertainty, the probabilistic
postulate; or on empirical
grounds, since historical
information about fundamentals is
incompatible with observed
changes in price. The orthodox
belief that competition governs
the exchange of both ordinary
goods and financial assets must
therefore be rejected. (18) [...]
[...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
[...] Vimos que a concorrência
financeira e a concorrência
comum têm propriedades muito
diferentes e operam de maneiras
muito diferentes. Nos mercados
onde se comercializam bens
comuns, enfrentam-se dois
grupos com interesses contrários,
produtores e consumidores, um
procurando vender por preços
altos e o outro procurando
comprar por preços baixos. Essa
oposição básica, precisamente
porque produz forças
compensatórias, atua para
estabilizar os preços de acordo
com a lei da oferta e da demanda.
Em contraste, no mercado
financeiro secundário, onde
títulos e instrumentos financeiros
emitidos anteriormente são
negociados, todos os acionistas
têm o mesmo desejo de retornos
elevados. Aqui não há distinção
fixa entre compradores e
vendedores; em vez disso, há
investidores que se alternam
como compradores e vendedores,
dependendo de sua necessidade
de liquidez. A fim de preservar a
lei da oferta e da demanda neste
caso, os economistas
neoclássicos apelaram para algo
ainda mais fundamental - o valor
intrínseco, que deve ancorar o
preço das ações em um mundo
que está fora do mercado e
separado das transações que
acontecem lá. Em outras
palavras, é esse o valor que dá
origem a forças compensatórias,
que mantêm a movimentação dos
preços em uma faixa
relativamente estreita e que,
dessa forma, garante a eficiência
do mercado. O problema é que o
modelo de feedback negativo das
finanças neoclássicas não pode
ser justificado, tampouco em
bases teóricas, uma vez que a
existência de tal magnitude
objetiva repousa em uma
suposição equivocada a respeito
da natureza da incerteza do
mercado, o postulado
probabilístico; ou em bases
empíricas, uma vez que as
informações históricas sobre os
fundamentos são incompatíveis
com as mudanças observadas no
preço. A crença ortodoxa de que
a concorrência governa a troca de
bens comuns e os ativos
financeiros devem, portanto, ser
abandonados. (18) [...] [...] [...]
Anexo “2” [...] [...] [...]
Um exemplo de como uma
enorme diferença freqüentemente
encontrada entre o “preço de
mercado” e o “valor intrínseco”
são conseqüências da
“manipulação” e do “oligopólio”
encontrados no “moderno
capitalismo bursátil” [...] [...] [...]
Permite-nos ilustrar a grande
diferença que freqüentemente
existe entre o “preço de mercado”
e o “valor fundamental”, a leitura
do seguinte fragmento de texto
encontrado na literatura técnica:
[...] [...] [...]
[...] Aussi informative que soit
cette approche globale, ce n’est
qu’en considérant au cas par cas
la manière dont la bourse a
analysé telle ou telle situation
spécifique qu’on prend
véritablement toute la mesure des
dysfonctionnements qu’a connus
cette période. Considérons le
marché du jouet au détail, dominé
au début des années 90 par la
très ancienne et vénérable
entreprise Toys « R » Us. Cette
domination est brutalement
contestée par la toute jeune
entreprise eToys, créée en 1997,
qui mise sur le développement du
commerce en ligne pour arriver à
ses fins. (63) [...] [...] [...]
[...] Si l’on compare objectivement
ces deux entreprises, on observe,
d’un côté, une entreprise forte
d’un savoir-faire et d’une
expérience indéniables, réalisant
en 1998 un chiffre d’affaires de
plus de 11 milliards de dollars
dans 1156 magasins pour un
profit de 376 millions de dollars et,
de l’autre côté, une entreprise
sans expérience dont le chiffre
d’affaires, cette même année, se
monte à 30 millions de dollars
pour une perte de 28 millions.
Autrement dit, eToys représente
l’équivalent financier de trois
magasins de Toys « R » Us et fait
des pertes quand son concurrent
fait des profits. En dépit de ces
données, à la fin de l’année 1999,
eToys était évalué en bourse 1/3
de plus que le géant américain du
jouet! Pour que le marché estime
de manière aussi surprenante la
valeur de ces deux firmes, il faut
non seulement qu’il considère que
l’avenir de l’économie est tout
entier contenu dans le commerce
électronique mais également que
les anciennes firmes seront
incapables de s’adapter à cette
nouvelle donne. Les années
suivantes prouvèrent que ces
deux jugements étaient
également erronés. eToys se
déclara en faillite en mars 2001,
son action ne valant plus que
quelques cents, alors même que
Toys « R » Us s’allia à Amazon
pour développer avec succès son
commerce en ligne. Cette histoire
n’est en rien isolée. La croyance
exacerbée dans les prodiges de
la Nouvelle Économie a fait
perdre aux investisseurs leur
capacité d’analyser sereinement
les situations des entreprises.
(63) [...] [...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
[...] Por mais informativo que seja
essa abordagem abrangente, é
apenas ao considerarmos caso a
caso, como a Bolsa de Valores
avaliou essa ou aquela situação
específica que realmente vamos
perceber as disfunções que
ocorreram nesse período.
Considere o mercado de
brinquedos de varejo, dominado
no início dos anos 90 pela antiga
e venerável empresa Toys "R"
Us. Este domínio é abruptamente
desafiado pela jovem empresa
eToys, criada em 1997, que atua
no desenvolvimento do comércio
online para chegar aos seus fins.
(63) [...] [...] [...]
[...] Se compararmos
objetivamente essas duas
empresas, observamos, de um
lado, uma empresa com forte
know-how e inegável experiência,
realizando em 1998 um
faturamento de mais de 11
bilhões de dólares em 1156 lojas
para um lucro de 376 milhões de
dólares e, de outro lado, uma
empresa inexperiente cujo
volume de negócios, nesse
mesmo ano, ascende a 30
milhões de dólares para uma
perda de 28 milhões. Em outras
palavras, eToys representa o
equivalente financeiro de três
lojas da Toys “R” Us e faz perdas
quando seu concorrente obtém
lucro. Apesar destes dados, no
final de 1999, eToys foi avaliada
na Bolsa de Valores em 1/3 a
mais do que a gigante de
brinquedos dos EUA! Para que o
mercado tenha sido tão
surpreendente quanto ao valor
dessas duas empresas, é
necessário não apenas que ele
considerasse que o futuro da
economia estaria inteiramente
contido no comércio eletrônico,
mas também que as empresas
antigas não seriam capazes de
fazer algo para se adaptar a esta
nova situação. Os anos seguintes
provaram que ambos esses dois
julgamentos eram igualmente
errôneos. eToys declarou falência
em março de 2001, com suas
ações valendo apenas alguns
centavos, ao passo que Toys “R”
Us firmou parceria com a Amazon
para desenvolver com sucesso
seu negócio online. Esta história
não é isolada. A crença
exacerbada nas maravilhas da
Nova Economia fez com que os
investidores perdessem a
capacidade de analisar com
serenidade as situações de
negócios. (63) [...] [...] [...]
A leitura do fragmento de texto
acima praticamente sugere que
as ações de “eToys” tinham
distintos “preço de mercado” e
“valor intrínseco”. Neste sentido,
selecionamos dois parágrafos do
fragmento de texto acima, para
apenas didaticamente fixarmos os
conceitos de “preço de mercado”
e “valor intrínseco”,
respectivamente, conforme se
segue: [...] [...] [...]
(1) [...] Apesar destes dados, no
final de 1999, eToys foi avaliada
na Bolsa de Valores em 1/3 a
mais do que a gigante de
brinquedos dos EUA! [...] [...] [...]
(2) [...] Os anos seguintes
provaram que ambos esses dois
julgamentos eram igualmente
errôneos. eToys declarou falência
em março de 2001, com suas
ações valendo apenas alguns
centavos, ao passo que Toys “R”
Us firmou parceria com a Amazon
para desenvolver com sucesso
seu negócio online. [...] [...] [...]
O contraste entre a inteligência
contida nos dois fragmentos de
texto, acima mencionados, é
inequívoco. Por motivos tão
somente didáticos, iremos
identificar o primeiro fragmento de
texto como representativo do
“preço de mercado”. Neste
sentido, pensamos que a
inteligência de tal fragmento de
texto se equipara a inteligência do
seguinte fragmento de texto
encontrado na literatura técnica:
[...] [...] [...]
[...] Tout dépend au fond de ce
que l’on fait des revenus des
actifs financiers. Tant que ceux-ci
sont intégralement réinvestis, les
patrimoines croissent en dehors
de tout lien matériel avec la
sphère réelle et l’écart peut
potentiellement devenir infini. (45)
[...] [...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
[...] Basicamente, tudo depende
do que se faz com os retornos
dos ativos financeiros. Desde que
estes sejam totalmente
reinvestidos, os ativos crescem
fora de qualquer conexão material
com a esfera real e a divergência
pode potencialmente se tornar
infinita. (45) [...] [...] [...]
Igualmente, devido a motivos tão
somente didáticos pensamos que
o segundo fragmento de texto, se
ajusta como luva ao conceito de
“valor intrínseco”, ou “realidade
econômica”. [...] [...] [...]
Em resumo, não nos parece
equivocado sustentarmos que
frente às extravagantes e
desproporcionais valorizações
alcançadas por certos títulos
bursateis, exsurge um fator de
conhecimento objetivo do futuro,
pois tais valorizações virtuais
contrariam a “lei do valor”, como
no caso de eToys acima
apresentado. Consequentemente,
iremos doravante sustentar que o
futuro embora ainda continue a
ser incerto, passa a ser
probabilístico. [...] [...] [...]
Neste sentido, na segunda parte
do presente trabalho iremos
demonstrar que a evolução dos
preços do “moderno capitalismo
bursátil” é apenas um misto de
“manipulação” e “oligopólio”. [...]
[...] [...]
Prosseguindo em nossa
abordagem parece-nos oportuno
relembrarmos algo que
mencionamos na Introdução: “[...]
Os economistas neoclássicos
acreditam que as ações têm um
valor intrínseco [...] o qual
determina o movimento dos
preços. A plausibilidade desta
afirmação está longe de ser
óbvia;” (18). Encontramos tal
afirmação no seguinte fragmento
de texto: [...] [...] [...]
[...] Neoclassical economists
believe that shares have an
intrinsic (or, as it is more
commonly said, fundamental)
value that determines the
movement of prices. The
plausibility of this claim is far from
obvious. Share prices exhibit
chronically erratic movements,
both upward and downward. How
can this state of affairs be
reconciled with the assumption of
stable intrinsic value? Most
economists, if they speak frankly,
will acknowledge that variations in
price cannot be explained in this
way, at least not without arbitrarily
introducing some additional
number of equally implausible
assumptions. Inevitably one
thinks of the crash of October 19,
1987, when the Dow Jones
Industrial Average lost 22.6
percent of its value, the largest
drop ever recorded in the United
States-and yet nothing even
remotely comparable was
observed in the real economy,
before or after. (18) [...] [...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
[...] Os economistas neoclássicos
acreditam que as ações têm um
valor intrínseco (ou, como é mais
freqüentemente dito,
fundamental) o qual determina o
movimento dos preços. A
plausibilidade desta afirmação
está longe de ser óbvia. Os
preços das ações exibem
movimentos cronicamente
erráticos, tanto para cima quanto
para baixo. Como se pode
conciliar este estado de coisas
com a hipótese de um valor
intrínseco estável? A maioria dos
economistas, se falarem
francamente, reconhecerá que as
oscilações dos preços não podem
ser explicadas desta forma, pelo
menos não sem introduzir
arbitrariamente um número
adicional de suposições.
Inevitavelmente se pensa no
crash de 19 de outubro de 1987,
quando o índice Industrial Dow
Jones perdeu 22,6% de seu valor,
a maior queda já registrada nos
Estados Unidos - e, no entanto,
nada mesmo remotamente
comparável foi observado na
economia real, antes ou depois.
(18) [...] [...] [...]
Encontramos escrito no
fragmento de texto acima a
seguinte expressão: “[...] os
economistas neoclássicos
acreditam que as ações têm um
valor intrínseco [...] o qual
determina o movimento dos
preços. A plausibilidade desta
afirmação está longe de ser
óbvia.” [...] [...] [...]
Podemos conhecer uma outra
particularidade da inteligência
contida no fragmento de texto
acima por meio da leitura do
seguinte fragmento de texto
igualmente encontrado na
literatura técnica: [...] [...] [...]
[...] Il faut en finir avec cette
conception erronée qui trouve son
fondement dans l’idée que le
future pourrait faire l’objet d’une
description objective ex ante, à la
manière des hypothèses que
retient le modèle Arrow-Debreu
d’équilibre général. Sur une telle
base, il est alors possible de
calculer une vraie valeur, celle
correspondant à l’espérance
mathématique des profits futurs.
Dans la réalité des économies
capitalistes, cette hypothèse ne
tient pas. Elle est même
absurde.* [...] [...] [...]
* Et pourtant, c’est elle que retient
toute l’approche formalisée (28)
modern de la finance! [...] [...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
[...] Devemos pôr um fim a este
equívoco, que se baseia na idéia
de que o futuro poderia ser
descrito objetivamente ex ante,
da mesma forma que as
suposições do modelo de
equilíbrio geral Arrow-Debreu.
Nesta base, é então possível
calcular um valor verdadeiro,
aquele que corresponde à
expectativa matemática de lucros
futuros. Na realidade das
economias capitalistas, essa
suposição não se sustenta. É
mesmo absurda.* [...] [...] [...]
* E ainda assim, é o que se
mantém por toda a abordagem
moderna formalizada das
finanças! (28) [...] [...] [...]
Adicionalmente, vai-nos permitir
aprofundar um pouco mais na
compreensão dos dois
fragmentos de texto
imediatamente acima
apresentados, o seguinte
fragmento de texto encontrado na
literatura técnica: [...] [...] [...]
[...] La « bulle Internet » a montré
à quel point les évaluations
boursières pouvaient se
déconnecer de la réalité
économique. Quant à la fonction
de financement, rappelons qu’aux
États-Unis, durant cette même
période (1995-2000), l’émission
nette d’actions est restée
négative, principalement en
raison des importants
programmes de rachats de titres,
alors même que le marché
financier exerçait une influence
dominante sur les firmes et sur
tout le développement
économique ! A tout le moins, ce
fait prouve que la puissance du
marché des actions a d’autres
sources que le seul financement
de l’accumulation. (28)
Traduzindo:
[...] A "bolha da Internet" mostrou
como as avaliações do mercado
podem se descolar da realidade
econômica. Quanto à função de
financiamento, deve-se lembrar
que, nos Estados Unidos, durante
o mesmo período (1995- 2000), a
emissão líquida de ações
permaneceu negativa,
principalmente devido aos
grandes programas de recompra
de ações. Mesmo assim, o
mercado financeiro exerceu uma
influência dominante nas
empresas e em todo o
desenvolvimento econômico! No
mínimo, esse fato prova que o
poder do mercado de ações tem
outras fontes além do
financiamento da acumulação.
(28) [...] [...] [...]
Todos os três fragmentos de
texto, acima mencionados, são de
autoria do economista francês,
André Orléan. Concordamos
integralmente com a inteligência
contida em tais fragmentos de
texto, mormente com importante
afirmação feita por André Orléan
no primeiro destes fragmentos,
qual seja: “[...] a plausibilidade
das ações terem um valor
intrínseco está longe de ser
óbvia.” [...] [...] [...]
Adicionalmente, acima podemos
ler no último fragmento de texto
que André Orléan sustenta que
existem outras fontes do poder do
mercado de ações, além do
financiamento da acumulação.
Tentar descobrir quais são estas
outras fontes, será o próximo
passo do presente trabalho. [...]
[...] [...]
Neste sentido, iremos apresentar
a seguir dois fragmentos de texto
encontrados na literatura técnica.
Em primeiro lugar, iremos
apresentar um fragmento de texto
encontrado na literatura técnica
sobre o que vem a ser o conceito
de “mais-valia”. Em segundo
lugar, iremos mostrar o
surgimento no “moderno
capitalismo bursátil” de uma
“dinâmica que leva o preço de
mercado a viver sua própria vida
e a evoluir independentemente do
seu valor”. Podemos
compreender tais fenômenos
meio da leitura dos seguintes
fragmentos de texto encontrados
na literatura técnica,
respectivamente: [...] [...] [...]
[....] Le prix de l’action varie et
on pourrait considérer que le
bénéfice de l’actionnaire (ou sa
perte) dépend essentiellement de
sa plus–value, c’est–à–dire de la
différence entre le prix de l’action
au jour où il la vend et au jour où
il l’avait préalablement acquise,
auquel il faudrait ajouter, de
manière accessoire, la valeur des
dividendes perçus au fil des
années. (52) [...] [...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
[...] O preço da ação varia e
pode-se considerar que o lucro
(ou prejuízo) do acionista
depende essencialmente de sua
mais-valia, ou seja, da diferença
entre o preço da ação no dia da
venda e no dia da aquisição
anterior, ao qual deve ser
somado, ainda, o valor dos
dividendos recebidos ao longo
dos anos. (52) [...] [...] [...]
[...] Une dynamique s’installe
ainsi qui conduit le prix à « vivre
sa propre vie », à évoluer de
manière indépendante de sa «
valeur » en fonction de sa
tendance lue par les différents
acteurs dans son évolution
historique récente. L’inclination
des intervenants à suivre la
tendance qu’indique la tendance
explique les phénomènes dits de
« bulle financière » où le prix
décolle, parfois pour des années,
de la « valeur » définie comme
valeur actuelle des dividendes
futurs, manifestant la persistance
d’un excès d’acheteurs par
rapport au nombre des vendeurs.
Inversement, lorsque la tendance
s’amorce à la baisse, le même
effet de renforcement peut (52)
conduire au krach. [...] [...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
[...] Assim, se estabelece uma
dinâmica que leva o preço a
"viver sua própria vida", a evoluir
independentemente de seu
"valor" de acordo com a
tendência lida pelos diferentes
atores em sua recente evolução
histórica. A inclinação dos
participantes em seguir a
tendência que a tendência indica
explica o chamado fenômeno da
"bolha financeira" onde o preço
se descola, às vezes durante
anos, do "valor" definido como o
valor presente dos dividendos
futuros, mostrando a persistência
de um excesso de compradores
em relação ao número de
vendedores. Inversamente,
quando a tendência começa
baixar, o mesmo efeito de reforço
pode levar a um colapso. (52) [...]
[...] [...]
Por meio da leitura e
interpretação dos dois fragmentos
de texto acima não nos parece
equivocado sustentarmos que a
obtenção de uma
“mais-valia” se equipara a uma
transgressão da economia
produtiva. Neste sentido, tal
“mais-valia” é obtida por somente
alguns poucos participantes do
mercado. Entretanto, tal
particularidade é conseqüência
da “dinâmica que leva o preço de
mercado a viver sua própria vida
e a evoluir independentemente de
seu valor”. [...] [...] [...]
Adicionalmente, permite-nos
ilustrar a conclusão acima a
leitura dos seguintes fragmentos
de texto encontrados na literatura
técnica: [...] [...] [...]
[...] In the first case, then, the
investor is concerned with the
performance of the real economy;
in the second case, with the
performance of the market itself.
Keynes is one of the few theorists
of finance to have understood the
importance of this distinction,
reserving "the term speculation
for the activity of forecasting the
psychology of the market, and the
term enterprise for the activity of
forecasting the prospective yield
of assets over their whole life."
(18) [...] [...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
[...] No primeiro caso, então o
investidor está preocupado com o
desempenho da economia real;
no segundo caso com o
desempenho do próprio mercado.
Keynes é um dos poucos teóricos
das finanças a ter compreendido
a importância desta distinção,
reservando “o termo especulação
para a atividade de previsão da
psicologia de mercado, e o termo
empresa para a atividade de
previsão do rendimento futuro de
ativos ao longo de toda a sua
vida.”
(18) [...] [...] [...]
[...] On this view, by contrast with
the fundamentalist model, what
matters in a market is not the
actual content of a piece of
information regarding the
performance of the real economy.
What matters is the manner in
which it is interpreted by collective
market opinion. [...] [...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
Nessa visão, ao contrário do
modelo fundamentalista, o que
importa em um mercado não é o
conteúdo real de uma informação
sobre o desempenho da
economia real. O que importa é a
maneira como é interpretado pela
opinião coletiva do mercado. [...]
[...] [...] Em apertada síntese, o
“moderno capitalismo bursátil”
equipara-se a uma manipulação,
como veremos na segunda parte
do presente trabalho. [...] [...] [...]
Adicionalmente, a “dinâmica que
leva o preço de mercado a viver
sua própria vida e a evoluir
independentemente de seu valor”,
antes mencionada, vai-nos
permitir apresentar nossa
resposta a certo questionamento
freqüentemente encontrado na
literatura técnica: por que surgem
as “bolhas especulativas” no
“moderno capitalismo bursátil”?
[...] [...] [...]
- Em apertada síntese, a nossa
resposta ao questionamento
acima se encontra na seguinte
conclusão: [...] [...] [...] “[...] as
bolhas especulativas viabilizam
uma transferência de riquezas
entre distintos participantes do
mercado.” [...] [...] [...]
Ademais, iremos sustentar que tal
transferência de riquezas é
materializada por meio da
obtenção de uma “mais-valia” por
alguns poucos participantes do
mercado. Por fim, mas não
menos importante, doravante
iremos sustentar que a obtenção
desta “mais-valia” é uma das
fontes do poder do mercado de
ações, além do financiamento da
acumulação.
Em outros termos, a “mais-valia”
obtida se equipara principalmente
a um ganho financeiro, como
podemos concluir por meio da
leitura do conceito de
“mais-valia”, antes mencionado.
Entretanto, igualmente antes
concordamos com a sustentação
de Orléan de que o “moderno
capitalismo bursátil” não serve
para avaliar os títulos bursateis.
Deste modo, a associação entre
si destas duas afirmativas nos
permite sustentar que o “moderno
capitalismo bursátil” pode se
equiparar a uma “pirâmide
financeira”. Entretanto, um ponto
importante no sentido de
conhecermos a futura tendência
dos mercados bursateis pertence
ao conhecimento comum: as
“pirâmides financeiras” têm um
limitado tempo de vida. Logo,
como estamos equiparando o
“moderno capitalismo bursátil” a
uma “pirâmide financeira” o
“moderno capitalismo bursátil”
igualmente tem um tempo de vida
limitado. Igualmente, a
“conspiração” é ligada ao tempo.
Assim, é do “conhecimento
comum” que toda “conspiração”
depois de revelada tende a deixar
de existir. Do mesmo modo, como
antes equiparamos o “moderno
capitalismo bursátil” a uma
“conspiração” o “moderno
capitalismo bursátil” tende a
deixar de existir. [...] [...] [...]
Anexo “3” [...] [...] [...]
Sustentação inicial de que o
"moderno capitalismo bursátil se
equipara a uma “conspiração”
e/ou a uma “pirâmide financeira”
[...] [...] [...]
A seguir, iremos apresentar os
conceitos de “pirâmide financeira”
e de “conspiração” encontrados
na literatura técnica. [...] [...] [...]
Em primeiro lugar, iremos
conhecer o conceito de “pirâmide
financeira” por meio da leitura do
seguinte fragmento de texto
encontrado na literatura técnica:
[...] [...] [...]
[...] Como “pirâmides da
felicidade”, as bolhas
especulativas apóiam-se numa
hipótese impossível: a de que
novos investidores sempre
entrarão na ciranda, para
sustentar os ganhos dos que
chegaram antes. Provavelmente,
ninguém melhor do que Hyman
Minsky evidenciou os
encadeamentos da economia de
mercado, resumidos por ele na
eloqüente expressão “cegueira ao
desastre”. Minsky dedicou
particular atenção aos distúrbios
provocados por Charles Ponzi,
especulador dos anos 20, que
iludiu pessoas ingênuas,
seduzidas por promessas de
rendimentos extraordinários. Na
falta de qualquer ativo real capaz
de cobrir os rendimentos
anunciados, Ponzi oferecia a
seus primeiros clientes o capital
aportado pelos que vinham
depois. A sustentabilidade do
conjunto supunha, portanto, a
manutenção infinita do fluxo de
novos clientes. Próximas à
fraude, todas as bolhas
especulativas baseiam-se num
mecanismo bastante semelhante.
Elas requerem uma entrada
constante de investimentos, para
manter o mercado em alta e a
ilusão de que, assim, todo mundo
ganha. O segredo da bolha é a
adesão especulativa.
Investimentos de alta
rentabilidade atraem aplicadores
cada vez mais comuns —
portanto, cada vez menos
esclarecidos, porém mais
numerosos. (14) [...] [...] [...]
Por meio da leitura do fragmento
de texto acima de autoria do
economista francês, Frédéric
Lordon, viemos a conhecer que,
essencialmente, o segredo da
bolha é a adesão especulativa.
Em outros termos,
essencialmente o segredo das
“pirâmides financeiras” é a
adesão especulativa. [...] [...] [...]
Em segundo lugar, uma
referência de que o “moderno
capitalismo bursátil” se equipara a
uma “conspiração” encontramos
na leitura do seguinte fragmento
de texto de autoria do trader
britânico Robert Beckman (1992):
[...] [...] [...]
[...] The securities industry will
never admit this, and probably
won’t like to hear it said. But, it is
a fact, and you can be certain of
that: the securities industry is like
a massive global conspiracy. Like
any conspiracy, the stock market
is not what it appears to be. IF IT
PORTRAYED ITSELF AS IT
ACTUALLY WERE, NO DOUBT
IT WOULD CEASE TO EXIST. As
an investor, it is not possible to
accumulate stock profits by
participating in the illusion as it is
perceived. For the average
investor, investing is a game of
chance, nothing more, nothing
less. (18) (maiúsculo nosso) [...]
[...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
[...] A indústria de ações nunca
vai admitir isso, e provavelmente
não vai gostar de ouvir isso ser
dito. Mas, é um fato, e você pode
estar certo de que: a indústria de
títulos é como uma conspiração
global maciça. Como qualquer
conspiração, a Bolsa de Valores
não é o que esta parece ser. SE
A BOLSA FOR RETRATADA –
COMO ESTA REALMENTE FOI,
SEM DÚVIDA, ESTA DEIXARÁ
DE EXISTIR. Como um
investidor, não é possível
acumular lucros com ações,
participando da ilusão como ela é
percebida. Para o investidor
médio, investir é um jogo de azar,
nada mais, nada menos. (18)
(maiúsculo nosso) [...] [...] [...]
No fragmento de texto acima o
trader Robert Beckman faz duas
afirmações: (1) a Bolsa de
Valores é uma conspiração; (2)
“se a Bolsa for retratada – como
esta realmente foi, sem dúvida,
esta deixará de existir.” [...] [...]
[...]
Adicionalmente, uma indicação
mais profunda de que o “moderno
capitalismo bursátil” se equipara a
uma “conspiração” iremos
constatar por meio da preferência
pela liquidez, escolha feita pelo
“moderno capitalismo bursátil”,
mormente pelo “capitalismo
bursátil anglo-saxônico”. [...] [...]
[...]
Entretanto, a “preferência pela
liquidez” é uma transgressão
concebida no interesse dos
detentores dos títulos, conforme a
leitura do seguinte fragmento de
texto encontrado na literatura
técnica nos permite compreender:
[...] [...] [...]
[...] Conseqüentemente, a liquidez
financeira deve ser interpretada,
não como estando ao serviço da
produção, mas como constituindo
pela sua própria natureza, uma
transgressão da economia
produtiva, transgressão
concebida no interesse dos
detentores dos títulos. (18) [...]
[...] [...]
No mesmo sentido, da
inteligência contida no fragmento
de texto, acima mencionado,
encontramos na literatura técnica
o seguinte fragmento de texto:
[...] [...] [...]
[...] Keynes não cessou de lutar
contra a primazia injustamente
concedida à liquidez: “De todas
as máximas da finança ortodoxa
não há nenhuma mais anti-social
do que o fetichismo da liquidez.
Tal teoria ignora o fato de que
para a comunidade como um
todo, não há nada que
corresponda à liquidez do
investimento”. (28) [...] [...] [...]
Prosseguindo em nossa
abordagem, parece-nos aqui
oportuno apresentar nossa
resposta a uma importante
pergunta formulada pelo
economista francês, Frédéric
Lordon, a qual se encontra nas
partes finais do seguinte
fragmento de texto: [...] [...] [...]
[...] Aussi faut-il prendre le temps
de défaire ce raisonnement trop
beau pour être vrai, faux
syllogisme et vrai sophisme dont
le charme captieux tient pour
beaucoup à un certain art de
jouer sur les mots – sur celui de
« propriété » notamment contre
lequel Marx avait pourtant déjà
fourni quelques moyens de se
défendre en son temps. Et l’on
reconnaîtra sans peine les échos
d‘un vieux débat – mais il
s‘agissait alors de « liberté » –
lorsque l‘on aura constaté que la
mystification du socialisme des
fonds de pension réside presque
tout entière dans la confusion
savamment entretenue de la
propriété formelle et de la
propriété réelle. Il est
évidemment impossible de
contester que l’épargne collective
investie em actions remet
formellement la propriété du
capital entre les mains des
détenteurs ultimes des titres, à
savoir les salariés. Mais il y a loin
de cette évidence juridique au
controle concret de l’allocation
des fonds, à l’exercice effectif du
pouvoir de l’argent, sur les
marchés financiers, em
assemblée générale, ou par un
chuchotement suggestif à l’oreille
des dirigeants. Le secret de cette
dépossession réelle de la
propriété formelle réside
évidemment dans sa dilution
entre une myriade de petits
actionnaires, et dans la captation
d’une rente d’intermédiation par
quelques spécialistes
institutionnels de la gestion qui,
seuls en position d’effectuer la
reconcentration de l’épargne, sont
seuls à pouvoir en utiliser la force
de frappé agrégée. Puisqu’il vaut
mieux dire les choses clairement
et plutôt deux fois qu’une,
l’épargne des épargnants n’est
rien, elle n’est d’aucun pouvoir,
c’est l’épargne concentrée qui est
tout. ET CONCENTRÉE PAR QUI
? C’est là toute la question... (4)
(maúsculo nosso) (4) [...] [...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
[...] Temos também de dar um
tempo para desfazer esse
raciocínio demasiado bom para
ser verdade, falso silogismo e
verdadeiro sofisma cujo encanto
dissimulado deve-se em grande
medida a certa arte de brincar
com as palavras – sobre a
"propriedade", em particular,
contra a qual Marx já havia
previsto alguns meios de se
defender, em seu tempo. E
vamos reconhecer sem pena os
ecos de um antigo debate – que
foi então uma questão de
“libertação” – quando ficou
comprovado que a mistificação do
socialismo dos fundos de pensão
reside quase que inteiramente na
confusão ardilosamente mantida
entre a propriedade formal e a
propriedade real. Obviamente, é
impossível negar que a poupança
concentrada coletiva investida em
ações entrega formalmente a
propriedade do capital nas mãos
dos detentores finais dos títulos,
ou seja, os trabalhadores. Mas
esta evidência jurídica está longe
do controle concreto da alocação
dos fundos, no efetivo controle do
poder do dinheiro, nos mercados
financeiros, em assembléia geral,
ou num sussurro sugestivo no
ouvido dos dirigentes. O segredo
desta despossessão real da
propriedade formal, obviamente,
é sua diluição real entre uma
miríade de pequenos acionistas e
da captura de uma renda de
intermediação por alguns poucos
especialistas da gestão
institucional, os únicos em uma
posição para levar a cabo a
reorientação da poupança, pois
só eles podem usar a força
exitosa da agregação. Uma vez
que é melhor dizer as coisas
claramente e, às vezes duas
vezes por dia: a poupança dos
investidores não é nada, e não
tem nenhum poder, é a poupança
concentrada que é tudo. E
CONCENTRADA PARA QUE?
Esta é toda a questão... (4)
(maiúsculo nosso) [...] [...] [...]
Apresentar nossa resposta ao
questionamento acima
mencionado, será o próximo
passo do presente trabalho.
Neste sentido, encontramos em
recente trabalho de nossa lavra
os seguintes fragmentos de texto:
[...] [...] [...]
[...] Os dois primeiros fragmentos
de texto, abaixo mencionados,
foram extraídos de duas obras do
economista francês André Orléan.
O primeiro (28) consta de obra que
teve sua divulgação inicial,
respectivamente, no ano de 2004,
ao passo que o segundo (18) teve
sua primeira apresentação ao
público no ano de 2011, conforme
se segue: [...] [...] [...]
[...] Conseqüentemente, a
liquidez financeira deve ser
interpretada, não como
estando ao serviço da
produção, mas como
constituindo uma transgressão
da economia produtiva,
transgressão concebida no
INTERESSE DOS
ACIONISTAS. (28) [...] [...] [...]
[...] Conseqüentemente, a
liquidez financeira deve ser
interpretada, não como
estando ao serviço da
produção, mas como
constituindo pela sua própria
natureza, uma transgressão da
economia produtiva,
transgressão concebida no
INTERESSE DOS
DETENTORES DOS
TÍTULOS. (18) (maiúsculo
nosso) [...] [...] [...]
Parece-nos oportuno aqui
ressaltarmos a singular diferença
que existe entre os dois
fragmentos de texto, acima
mencionados. Assim, a simples
leitura destes dois fragmentos de
texto, permite-nos concluir que a
única diferença entre os dois
fragmentos de texto acima está
nas expressões em maiúsculo
encontradas nestes. Assim, no
primeiro fragmento encontramos
em maiúsculo a expressão "[...]
concebida no interesse dos
acionistas [...]". Por outro lado, no
segundo fragmento temos em
maiúsculo a expressão "[...]
concebida no interesse dos
detentores dos títulos [...]". [...]
[...] [...]
Entretanto, tal sutil distinção entre
os dois fragmentos de texto
mostra-nos a evolução do
pensamento do economista
francês, André Orléan, de 2004
(28) para 2011. (18) [...] [...] [...]
Em síntese, não nos parece
equivocado sustentarmos que a
hipótese de uma transgressão da
economia produtiva inicialmente
“concebida no interesse dos
acionistas” (2004) (28), passa
alguns anos depois a ser
“concebida no interesse dos
detentores de ações” (2011), pelo
mesmo autor. (18)
Por seu turno, doravante iremos
sustentar que a partir de certo
lapso temporal às extravagantes
e desproporcionais valorizações
alcançadas por certos títulos
bursáteis são um fator de
conhecimento objetivo dos futuros
“preços de mercado”. [...] [...] [...]
Ademais, como conseqüência de
termos equiparado o “hodierno
capitalismo bursátil” a uma
“pirâmide financeira”,
sustentamos que este tem um
tempo de vida limitado. Neste
sentido, é do conhecimento
comum que as "pirâmides
financeiras" têm um tempo de
vida limitado. Igualmente, as
conspirações são ligadas ao
tempo, pois toda conspiração
depois de revelada tende a deixar
de existir. [...] [...] [...]
Ademais, doravante iremos
sustentar que uma “mais-valia”
passou a ser obtida de forma
sistemática e recorrente por
determinados participantes do
mercado por meio de uma
“dinâmica que leva o preço a
viver sua própria vida, a evoluir
independentemente de seu valor”.
Entretanto, tal obtenção de uma
“mais-valia” de forma sistemática
e recorrente viabiliza uma
transferência de riquezas
igualmente de forma sistemática
e recorrente para alguns poucos
participantes do mercado, como
iremos demonstrar ao longo do
presente trabalho. Por seu turno,
doravante iremos sustentar que a
obtenção de uma “mais-valia” de
forma sistemática e recorrente,
por alguns poucos participantes
do mercado, é mais um indício de
que o “moderno capitalismo
bursátil” se equipara a uma
“conspiração”. [...] [...] [...]
Adicionalmente, antes vimos que
o economista francês, André
Orléan, sustenta que “[...] o poder
do mercado de ações tem outras
fontes além do financiamento da
acumulação.” (28) [...] [...] [...]
Entretanto, antes dissemos que a
“mais-valia” é uma dessas outras
fontes do poder do mercado de
ações. Doravante, iremos
sustentar que a “mais-valia” é não
apenas uma destas “outras fontes
de poder do mercado de ações”,
mas indiscutivelmente é a mais
importante destas fontes. [...] [...]
[...]
Anexo “4” [...] [...] [...]
Centralização financeira e
concentração financeira:
fundamentos da “conspiração”
encontrada no “moderno
capitalismo bursátil” [...] [...]
[...]
Prosseguindo em nossa
abordagem, o economista francês
François Chesnais sustenta que o
"fundo de pensão" é uma escolha
política; escolha em benefício dos
mercados financeiros. Entretanto,
iremos sustentar que os
prejudicados pelo “hodierno
capitalismo bursátil” são o
trabalhador (ativo, aposentado,
pensionista) e o pequeno
acionista. Tal prejuízo equivale a
uma transferência de riquezas
destes dois grupos para o
sistema financeiro, mormente
para os “proprietários materiais
da poupança concentrada
coletiva” (alguns poucos
executivos do fundo de pensão).
A chegada a tal conclusão foi
semelhante à montagem de um
quebra-cabeça gigante. Portanto,
tal conclusão não nos parece
equivocada, como doravante
iremos sustentar. Em outros
termos, doravante iremos
sustentar que tanto o “hodierno
capitalismo bursátil” quanto o
“fundo de pensão” são
instituições sociais que tem sido
utilizadas principalmente como
simples meios de transferência de
riquezas. Tal transferência de
riquezas é materializada por meio
de um misto dos fenômenos de
concentração financeira e
centralização financeira,
conforme iremos doravante
demonstrar. [...] [...] [...]
Permite-nos compreender os
conceitos dos fenômenos da
“concentração” e da
“centralização”, o seguinte
fragmento de texto encontrado na
literatura técnica: [...] [...] [...]
[...] Na história do capital, a
expropriação dos meios de
produção permitiu que se desse
curso ao processo de subsunção
real do trabalho, isto é, a
subordinação do processo de
trabalho ao capital, permitindo a
criação de valor por intermédio da
exploração da força de trabalho.
À medida que o capitalismo
avançou, o movimento da
concorrência intercapitalista
operou um processo de
concentração e centralização* do
capital que, conjuntamente a
outras mudanças de natureza
sociopolítica, deu surgimento à
indústria moderna (PAULO (9)
NETTO; BRAZ, 2006). [...] [...]
[...]
* Pinto (1997) assevera que há na
doutrina uma grande confusão
entre esses dois termos que
devem ser entendidos como
movimentos separados.
Apresenta a concentração de
capitais como um aumento da
composição orgânica do capital e
a centralização como uma
expropriação dos capitais
individuais por outros capitalistas,
de modo que poderia haver a
ocorrência desse processo sem
aquele, em que pese ao fato de
não ser uma prática comum. (9)
Adicionalmente, iremos sustentar
que quanto maior for o tempo de
duração do “moderno capitalismo
bursátil” e do “fundo de pensão”
mais riquezas serão transferidas
dos dois grupos antes
mencionados (trabalhadores e
pequenos acionistas) para
“determinado capital financeiro”.
[...] [...] [...]
Antes dissemos que a Bolsa de
Valores deve servir para alguma
coisa diferente de financiar a
acumulação e avaliar os títulos
bursateis. Assim, tentar descobrir
qual seria esta outra coisa deve
ser o próximo passo do presente
trabalho. O primeiro tênue indício
de que o “hodierno capitalismo
bursátil” se equipara a uma
“pirâmide financeira” podemos
lograr compreensão por meio da
leitura do seguinte fragmento de
texto encontrado na literatura
técnica: [...] [...] [...]
[...] Les théoriciens de la valeur
travail (Smith, Ricardo et Marx)
reconnaissent d'ailleurs
explicitement que d'importants
écarts peuvent exister entre ces
deux grandeurs. En effet, à leurs
yeux, si les évolutions de la valeur
sont au fondement des évolutions
des prix, la conformité entre
valeur et prix ne prévaut que
tendanciellement, sur le long
terme. (18) [...] [...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
[...] De fato, os teóricos do valor
trabalho (Smith, Ricardo e Marx)
reconhecem explicitamente que
pode haver grandes diferenças
entre estas duas grandezas.
Assim, na opinião dos “pais
fundadores”, enquanto a evolução
do valor é a base para a evolução
dos preços, a conformidade entre
o valor e o preço tende a
prevalecer apenas no longo
prazo. (18) [...] [...] [...]
O fragmento de texto, acima
mencionado, observa que “[...] a
conformidade entre o valor e o
preço tende a prevalecer apenas
no longo prazo.”
Consequentemente, como exceto
no longo prazo existe uma
conformidade entre estas duas
grandezas, nos demais períodos
de tempo existe uma
não-conformidade entre estas
duas grandezas. Adicionalmente,
a leitura do fragmento de texto vai
de encontro à hipótese que
estamos sustentando de que
“moderno capitalismo bursátil” se
equipara a uma “pirâmide
financeira”.
Entretanto, nesta primeira parte
do presente trabalho
pretendemos nos aprofundar na
sustentação de que as
instituições sociais conhecidas
como “moderno capitalismo
bursátil” e “fundo de pensão” se
equiparam as primeiras duas
características antes
mencionadas, quais sejam,
“conspiração” e “pirâmide
financeira”. Neste sentido,
respectivamente, apresentamos a
seguir dois fragmentos de texto
encontrados na literatura técnica:
[...] [...] [...]
[...] The market, considered as a
whole, cannot dispose of a
security. [...] This is what I have
called “the liquidity paradox”,
namely, that the individual liberty
to sell a security whenever one
pleases exists only by virtue of an
implicit commitment on the part of
the financial community as a
whole to hold on to the totality of
securities over the long term. Yet
this mutual dependence, which
clearly sets financial markets
apart from ordinary markets, is
concealed from view by the
effects of competition. Ordinary
markets bring together two groups
with clearly divergent interests:
producers and consumers. Prices
are formed as a result of the
tension between these two
opposed forces, the one pushing
prices upward, the other
downward. This is the basis for
the law of supply and demand,
which prevents either party from
gaining too great an advantage
over the other. In financial
markets, by contrast, nothing of
the sort occurs. There is no group
of buyers that negotiates with a
group of sellers; instead there is a
group of individuals, each of
whom acts as a buyer and a
seller. Structurally, then, above
and beyond whatever local
reasons there may be for buying
or selling, their interests
converge. (18) [...] [...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
[...] O mercado, considerado
como um todo, não pode dispor
de um título. [...] Isso é o que
chamei de “paradoxo da liquidez”,
ou seja, a liberdade individual de
vender um título sempre que
quiser existe apenas em virtude
de um compromisso implícito por
parte da comunidade financeira
como um todo de manter a
totalidade dos títulos no longo
prazo. No entanto, esta
dependência mútua, que
distingue claramente os
mercados financeiros dos
mercados normais, é ocultada de
vista pelos efeitos da
concorrência. Os mercados
normais reúnem dois grupos com
interesses claramente
divergentes: produtores e
consumidores. Os preços são
formados como resultado da
tensão entre essas duas forças
opostas, uma empurrando os
preços para cima e a outra para
baixo. Esta é a base para a lei da
oferta e da demanda, que impede
que uma das partes obtenha uma
vantagem muito grande sobre a
outra. Nos mercados financeiros,
ao contrário, nada disso ocorre.
Não há um grupo de
compradores que negocia com
um grupo de vendedores; em vez
disso, há um grupo de indivíduos,
cada um dos quais age como um
comprador e vendedor.
Estruturalmente, então, acima e
além de quaisquer razões locais
que possam existir para comprar
ou vender, seus interesses
convergem. (18) [...] [...] [...]
[...] Tampouco prospera a idéia
de que a propriedade das
empresas é entregue aos
trabalhadores por intermédio dos
fundos de pensão. Há aqui um
equívoco conceitual entre
propriedade formal e real, pois
não é denominação jurídica da
titularidade que efetivamente
evidencia o conteúdo da
propriedade. Independente da
mesma, o que define a
propriedade é o poder de
alocação e, principalmente, o
destino das riquezas produzidas
que, cada vez mais, se
concentram em poucas mãos. (9)
[...] [...] [...]
A expressão “dependência
mútua, ocultada de vista pelos
efeitos da concorrência”,
encontrada no primeiro fragmento
de texto, é o principal indício de
que o “hodierno capitalismo
bursátil” se equipara a uma
“conspiração” e/ou a uma
“pirâmide financeira”, pois no
“moderno capitalismo bursátil”
“[...] acima e além de quaisquer
razões locais que possam existir
para comprar ou vender, os
interesses dos compradores e
vendedores convergem”, como
podemos ler no primeiro
fragmento de texto. Entretanto, tal
convergência não passa de uma
espécie de “manipulação”, como
veremos na segunda parte do
presente trabalho. Por outro lado,
o principal indício de que o “fundo
de pensão” se equipara a uma
“conspiração” e/ou a uma
“pirâmide financeira” encontramos
no segundo fragmento de texto:
“[...] o que define a propriedade é
o poder de alocação e,
principalmente, o destino das
riquezas produzidas que, cada
vez mais, se concentram em
poucas mãos”, como a seguir
iremos demonstrar. Ou seja, a
constatação de que “[...] o que
define a propriedade é o poder de
alocação” é um forte indício de
que o fundo de pensão
equipara-se a uma “pirâmide
financeira” e/ou a uma
“conspiração”, como veremos.
[...] [...] [...]
Em primeiro lugar, cabe-nos aqui
observar que se não houvesse a
“dependência mútua”,
mencionada no primeiro
fragmento de texto, a evolução
dos preços no “hodierno
capitalismo bursátil” teria sido
bastante diferente daquela que
encontramos na realidade. Neste
sentido, iremos sustentar que o
surgimento de preços
extravagantes no “hodierno
capitalismo bursátil” se equipara a
evolução dos preços de uma
“pirâmide financeira” e/ou uma
“conspiração. [...] [...] [...]
Ademais, iremos doravante
sustentar que o surgimento de
“preços extravagantes” no
“moderno capitalismo bursátil”
fundamenta-se em 3 (três)
constatações: [...] [...] [...]
(1) Os preços do mercado bursátil
seguem uma oferta
“não-concorrencial”; [...] [...] [...]
(2) O “moderno capitalismo
bursátil” equipara-se a um misto
de “manipulação” e “oligopólio”;
(3) A maioria dos participantes do
“moderno capitalismo bursátil” é
pouco informada sobre o que é o
“moderno capitalismo bursátil”.
Em segundo lugar, parece-nos
importante aqui realçarmos algo
mencionado no primeiro
fragmento de texto acima, vale
dizer: “[...] esta dependência
mútua [...] é ocultada de vista
pelos efeitos da concorrência.”
Assim, são apenas “efeitos da
concorrência”, as palavras
encontradas no fragmento de
texto acima. Em outros termos,
nos mercados bursateis não
existe concorrência, pois nos
mercados bursáteis prevalece
uma oferta “não-concorrencial”,
como vimos no Anexo “1”. [...] [...]
[...]
Por outro lado, no segundo
fragmento de texto encontramos
podemos ler o seguinte: [...] [...]
[...]
“[...] o que define a propriedade é
o poder de alocação” [...] [...] [...]
Permitem-nos ilustrar tal
observação dois fragmentos de
texto encontrados na literatura
técnica. [...] [...] [...]
O primeiro é de autoria de um
grande trader,
o norte- americano, Warren
Buffett; no segundo dois grandes
economistas sintetizam as
fragilidades do sistema de
capitalização, conforme se segue:
[...] [...] [...]
[...] Pension fund managers
continue to make investment
decisions with their eyes firmly
fixed on the rear-view mirror. This
general fight-the- last-war
approach has proven costly in the
past and will likely prove equally
costly this time around. (24) [...]
[...] [...]
[...] Um segundo conjunto de
contestações à “sabedoria
convencional” sobre a
oportunidade de um
desenvolvimento da previdência
com capitalização obrigatória é
mais fundamental e pode ser
reconduzido a uma verdade
afirmada claramente por Keynes,
na Teoria Geral. Face à idéia
segundo a qual os trabalhadores,
ao fazerem poupança financeira
em contas individuais, estariam
em condições de acumular
fundos, ao longo do tempo, cujos
rendimentos lhes garantiriam uma
pensão em termos reais, vale
ainda a observação que “como
coletividade, não podemos fazer
reservas para o consumo futuro,
mediante mecanismos
financeiros, mas apenas pela
produção física corrente”. Em
outras palavras, em termos reais,
os bens reais dos pensionistas de
2030 não podem ser retirados
senão da produção real de 2030.
O mesmo ponto é sublinhado até
mesmo por Milton Friedman,
grande adversário de Keynes,
que, em 1999, reafirmou que “as
taxas pagas pelos trabalhadores
de hoje são usadas para pagar os
pensionistas de hoje”, ainda que
tenha perdido a ocasião de atacar
a reserva dos fundos estatais no
seu país e manifestar o temor de
um crescimento de imposições
futuras. Em suma, a questão do
pagamento real das pensões se
refere à distribuição real do
rendimento do período em que
aquele pagamento é efetuado, e
não há como contornar esta
circunstância com mágica de
cartas. Pelo contrário, na medida
em que as políticas de
compressão dos gastos
previdenciários públicos ou a
instituição da previdência
complementar obrigatória,
deprimem, ao invés de ampliar a
força de trabalho ocupada e a sua
atividade, não fazem senão piorar
a situação. (33) [...] [...] [...]
sábado, 11 de setembro de 2021
Anexo “5” [...] [...] [...]
A “preferência pela liquidez” do
“moderno capitalismo bursátil”,
equipara tal instituição social a
uma "pirâmide financeira" e/ou a
uma "conspiração" [...] [...] [...]
Prosseguindo em nossa
abordagem encontramos na
literatura técnica o seguinte
fragmento de texto: [...] [...] [...]
[...] Liquidity, in other words,
furnishes the basis for market
sociability, for without it isolated
individuals would not be able to
make a common life for
themselves. Its power to create
close bonds among economic
actors derives, in the first
instance, from the fact that the
value of a liquid asset held by an
investor depends on the behavior
of others who hold the same
asset. If for one reason or another
they no longer wish to hold it, its
value will fall to zero, and the last
one left holding it risks being
ruined even though he has done
nothing. (18) [...] [...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
[...] A liquidez, em outras
palavras, fornece a base para a
sociabilidade do mercado, pois
sem ela os indivíduos isolados
não seriam capazes de construir
uma vida em comum para si. Seu
poder de criar vínculos estreitos
entre os atores econômicos
decorre, em primeira instância, do
fato de que o valor de um ativo
líquido detido por um investidor
depende do comportamento de
outros que detêm o mesmo ativo.
Se por um motivo ou outro não
quiserem mais mantê-lo, seu
valor cairá para zero, e o último
detentor corre o risco de ser
arruinado, embora não tenha feito
nada. (18) [...] [...] [...]
Parece-nos aqui oportuno
fazermos uma pausa em nossa
tratativa para propormos a
substituição da palavra “valor”
pela palavra “preço” no fragmento
de texto acima. [...] [...] [...]
Entretanto, antes de
demonstrarmos a necessidade e
conveniência de tal substituição
precisamos apresentar os
conceitos de “valor intrínseco” e
“mercado eficiente”. Neste
sentido, encontramos na literatura
técnica os seguintes fragmentos
de texto, respectivamente: [...]
[...] [...]
[...] By definition, the intrinsic
value of a share expresses the
amount of money that comes
back to its owner as a result of
having put capital into circulation
through the production and sale of
commodities. (18) [...] [...] [...]
[...] A financial market is efficient,
in other words, if the effect of
competition is to assure that the
price of an asset will always
reflect its inherent worth. "In an
efficient market," as Fama puts it,
"at any point in time the actual
price of a security will be a good
estimate of its intrinsic value."
(18) [...] [...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
[...] Por definição, o valor
intrínseco de uma ação expressa
à quantidade de dinheiro que
retorna ao seu dono como
resultado de ter colocado capital
em circulação através da
produção e venda de
commodities. (18) [...] [...] [...]
[...] Em outras palavras, um
mercado financeiro é eficiente se
o efeito da concorrência for que o
preço de um ativo sempre refletirá
seu valor inerente. “Em um
mercado eficiente”, como diz
Fama, “em qualquer momento, o
preço real de um título será uma
boa estimativa de seu valor
intrínseco.” (18) [...] [...] [...]
Após a leitura e interpretação dos
conceitos acima concluímos que
o “preço de mercado” equipara-se
ao “valor intrínseco” tão somente
em um “mercado eficiente”. Não
obstante, raramente tal situação é
encontrada na realidade.
Entretanto, observamos que não
seria esperada outra situação.
Assim, inicialmente parece-nos
oportuno recordamos que os
mercados bursáteis obedecem a
uma oferta “não-concorrencial”,
conforme vimos no Anexo “2”.
Permite-nos ilustrar esta última
afirmação o seguinte fragmento
de texto encontrado na literatura
técnica: [...] "a instabilidade da
avaliação financeira se revela
endêmica porque é totalmente
ancorada nas estruturas das
finanças." (7) [...] [...] [...]
Ademais, todas as referências
acima são feitas ao “preço de
mercado”. Assim, parece-nos que
a palavra “preço” mostra-se
adequada e conveniente para
substituir a palavra “valor” no
fragmento de texto em comento.
[...] [...] [...]
Prosseguindo em nossa
abordagem encontramos no
Anexo “1” o seguinte fragmento
de texto: [...] [...] [...]
[...] Isso é o que chamei de
“paradoxo da liquidez”, ou seja, a
liberdade individual de vender um
título sempre que quiser existe
apenas em virtude de um
compromisso implícito por parte
da comunidade financeira como
um todo de manter a totalidade
dos títulos no longo prazo.
Entretanto, tal “[...] compromisso
implícito por parte da comunidade
financeira como um todo de
manter a totalidade dos títulos no
longo prazo” contrasta
radicalmente com a inteligência
contida nos conceitos de “valor
intrínseco” e/ou “mercado
eficiente”, apresentados
anteriormente no presente anexo.
As observações acima são um
primeiro indício da veracidade da
sustentação que pretendemos
fazer no presente anexo: o
"moderno capitalismo bursátil
equipara-se a uma "pirâmide
financeira". [...] [...] [...]
Prosseguindo em nossa
abordagem, encontramos na
literatura técnica o seguinte
fragmento de texto: [...] [...] [...]
[...] La spéculation est la
conséquence directe de la
négociabilité des titres, encore
appelée « liquidité ». Cette
proposition relève de l'évidence
puisque, sans liquidité, il n'y aurait
pas de cotation permanente des
prix, les actifs seraient totalement
immobilisés et la seule variable
qui importerait aux yeux de
l'investisseur serait le flux des
revenus que la détention du titre
permet d'obtenir. L'investisseur
n'aurait alors d'autre choix que de
considérer la valeur fondamentale
du titre. Seule l'émergence de la
liquidité modifie cette
configuration. Elle introduit de
nouvelles opportunités. Comment
est-ce possible? Et d'abord, d'où
vient la liquidité? (18) [...] [...] [...]
[...] Pour surmonter cette difficulté
et rendre plus facile
l'investissement, il convient de
rendre liquides les
investissements, c'est-àdire
négociables. Il s'agit de
transformer ce qui n'est qu'un pari
personnel sur des dividendes
futurs en une richesse immédiate
hic et nunc. (18) [...] [...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
[...] A especulação é a
conseqüência direta da
negociabilidade dos títulos,
também chamada de “liquidez”.
Essa proposição é óbvia, pois,
sem liquidez, não haveria cotação
permanente, os ativos estariam
totalmente imobilizados e a única
variável importante aos olhos do
investidor seria o fluxo de receitas
que a posse do título permite
obter. O investidor, então, não
teria outra escolha senão
considerar o valor fundamental do
título. Apenas o surgimento da
liquidez altera esta configuração.
Ela introduz novas oportunidades.
Como isto é possível? E, em
primeiro lugar, de onde vem a
liquidez? [...] [...] [...]
[...] Para superar essa dificuldade
e facilitar o investimento, é
preciso tornar líquidos os
investimentos, ou seja,
negociáveis. Trata-se de
transformar o que é apenas uma
aposta pessoal nos dividendos
futuros em uma riqueza imediata
aqui e agora (18) [...] [...] [...]
Gostaríamos de enfatizar no
fragmento de texto acima a
seguinte expressão: [...] [...] [...]
“[...] Trata-se de transformar o
que é apenas uma aposta
pessoal em dividendos futuros em
uma riqueza imediata aqui e
agora.” [...] [...] [...]
Entretanto, a obtenção de uma
“riqueza imediata aqui e agora”,
se equipara tão somente a
obtenção de uma “mais-valia”
(ganho financeiro). Assim,
parece-nos oportuno aqui
observarmos que a obtenção de
uma “mais-valia aqui e agora”
embora se equipare a algo
semelhante à obtenção de uma
riqueza não guarda nenhuma
correspondência com a obtenção
de futuros dividendos. Em outros
termos, a obtenção de uma
“mais-valia aqui e agora” não
guarda nenhuma
correspondência com o conceito
de “mercado eficiente”, mesmo
com o conceito de “valor
intrínseco”, conforme podemos
constatar por meio da leitura de
tais conceitos, antes
apresentados. Não por acaso,
antes vimos que: "a instabilidade
da avaliação financeira se revela
endêmica porque é totalmente
ancorada nas estruturas das
finanças." (7) [...] [...] [...]
Assim, tal constatação é um
segundo indício de que o
“moderno capitalismo bursátil” se
equipara a uma “pirâmide
financeira”. [...] [...] [...]
Adicionalmente, encontramos um
terceiro indício para equipararmos
o “moderno capitalismo bursátil” a
uma “pirâmide financeira” por
meio da comparação da
inteligência contida nos seguintes
fragmentos de texto, antes
mencionados no presente
trabalho: [...] [...] [...]
“[...] o fato de um indivíduo ter a
liberdade para vender um título
sempre que desejar existe
apenas em virtude de um
compromisso implícito por parte
da comunidade financeira como
um todo de manter a totalidade
dos títulos no longo prazo.” (18)
“[...] Trata-se de transformar o
que é apenas uma aposta
pessoal nos dividendos futuros
em uma riqueza imediata aqui e
agora.” (18) [...] [...] [...]
Assim, o “[...] compromisso
implícito por parte da comunidade
financeira como um todo de
manter a totalidade dos títulos no
longo prazo [...]” encontrado no
primeiro fragmento de texto acima
transforma o que é apenas uma
aposta pessoal em dividendos
futuros em uma "riqueza imediata
aqui e agora”, expressão que
podemos ler no segundo
fragmento de texto acima.
Entretanto, tal transformação
artificial revela a falta de
fundamentação desta riqueza
obtida, o que inequivocamente
permite-nos equiparar o
"moderno capitalismo bursátil" a
uma “transgressão da economia
produtiva”. Consequentemente,
tal transformação equipara o
"moderno capitalismo bursátil" a
uma “pirâmide financeira”, como
estamos sustentando. [...] [...] [...]
Prosseguindo em nossa
abordagem, iremos a seguir
sustentar que a expressão, agora
reescrita como “[...] o PREÇO de
um ativo líquido detido por um
investidor depende do
comportamento de outros que
detêm o mesmo ativo” (18), tem
seus fundamentos na expressão:
[...] [...] [...]
“[...] um compromisso implícito
por parte da comunidade
financeira como um todo de
manter a totalidade dos títulos no
longo prazo.” (18) [...] [...] [...]
Em outros termos, o “[...]
compromisso implícito por parte
da comunidade financeira como
um todo de manter a totalidade
dos títulos no longo prazo”, nada
tem a ver com a inteligência
contida nos conceitos de “valor
intrínseco” e/ou “mercado
eficiente”, antes apresentados.
Portanto, a conclusão acima é um
quarto indício que permite-nos
equiparar o “moderno capitalismo
bursátil” a uma “pirâmide
financeira”. [...] [...] [...]
Prosseguindo em nossa
abordagem, mencionamos no
Anexo “3” que uma “mais-valia”
passou a ser obtida por
determinados participantes do
mercado por meio de uma
“dinâmica que leva o preço a
viver sua própria vida, a evoluir
independentemente de seu valor”.
[...] [...] [...]
Entretanto, tal dinâmica se
assemelha a uma espécie de
favoritismo, como a seguir iremos
sustentar. Neste sentido, as
raízes de tal favoritismo
localizam-se no fato de que tal
“mais-valia” é obtida por apenas
alguns poucos participantes do
mercado bursátil. Assim,
parece-nos oportuno a leitura do
seguinte fragmento de texto
encontrado na literatura técnica:
[...] [...] [...]
[...] Trata-se de mais um
mercado, no qual a transação se
faz essencialmente na compra e
venda do novo produto, os títulos
de rendimento. Os ganhos e
perdas se dão, essencialmente,
nos diferenciais das oscilações.
(VACCARO, 2009, p. 24). (9) [...]
[...] [...]
Permite-nos conhecer de que
forma tal “mais-valia” é obtida, por
meio da leitura e interpretação do
seguinte fragmento de texto
encontrado na literatura técnica:
[...] [...] [...]
[...] Desde o ressurgimento dos
mercados bursáteis com toda sua
força, o Departamento do
Tesouro e o FED fizeram o que
era necessário em cada ocasião
– 1987, 1995, 1998, 2001 – para
criar liquidez e outros meios
necessários para conter as crises.
Continuarão a fazê-lo ainda que
isso contrarie formalmente as
teorias professadas.* (19) [...] [...]
[...]
* Em particular a do “risco moral”
(moral hasard), que condena as
operações de socorro financeiro
porque elas reforçam o
sentimento de impunidade
daqueles que participam dos
mercados financeiros. (19) [...]
[...] [...]
Antes vimos que “os ganhos e
perdas se dão, essencialmente,
nos diferenciais das oscilações”.
Por outro lado, acima vimos que
“[...] o Departamento do Tesouro
e o FED fizeram o que era
necessário em cada ocasião [...]
para criar liquidez e outros meios
necessários para conter as
crises”. Assim, não nos parece
equivocado sustentarmos que tal
criação de liquidez permite a
apenas alguns poucos
participantes do mercado obter
uma “mais-valia”. Ademais, tal
“mais-valia” é obtida de forma
sistemática e recorrente, como
podemos ler no fragmento de
texto acima: "[...] Continuarão a
fazê-lo ainda que isso contrarie
formalmente as teorias
professadas." Neste sentido,
encontramos no conceito de
“mais-valia” apresentado no
Anexo “3”, a seguinte expressão:
“[...] diferença entre o preço da
ação no dia da venda e do dia da
aquisição anterior.” Assim, a
continuada criação de liquidez
significa que uma continuada
obtenção de uma "mais-valia" de
forma sistemática e recorrente
fica viabilizada.
Em síntese, a obtenção de uma
“mais-valia” se equipara,
essencialmente, a um ganho
financeiro. Adicionalmente, as
expressões “[...] o Departamento
do Tesouro e o FED fizeram o
que era necessário em cada
ocasião” e “[...] Continuarão a
fazê-lo ainda que isso contrarie
formalmente as teorias
professadas.”, conduz-nos a
concluir pela quinta vez que o
“moderno capitalismo bursátil” se
equipara a uma “pirâmide
financeira”. [...] [...] [...]
Podemos compreender o
favoritismo presente em tal
dinâmica no fato de que “os
ganhos e perdas se dão,
essencialmente, nos diferenciais
das oscilações”. Entretanto,
devido à continuada criação de
liquidez um equivalente e
continuado ganho financeiro fica
viabilizado para alguns poucos
participantes do mercado bursátil.
Tal ganho financeiro é
conseqüência dos diferenciais
positivos de tais oscilações.
Voltaremos ao tema na parte do
presente trabalho consagrada à
"manipulação" e ao "oligopólio".
[...] [...] [...]
Adicionalmente, permite-nos
reforçar a conclusão acima a
comparação da inteligência
contida no fragmento de texto
acima com a inteligência contida
no seguinte fragmento de texto,
antes mencionado no anexo
anterior: [...] [...] [...]
[...] Próximas à fraude, todas as
bolhas especulativas baseiam-se
num mecanismo bastante
semelhante. Elas requerem uma
entrada constante de
investimentos, para manter o
mercado em alta e a ilusão de
que, assim, todo mundo ganha. O
segredo da bolha é a adesão
especulativa, como vimos no
anexo anterior. [...] [...] [...]
Em outros termos, a inteligência
contida na expressão “[...] entrada
constante de investimentos, para
manter o mercado em alta [...]”
encontrada no fragmento de texto
acima pode ser equiparada a
inteligência contida em certa
expressão encontrada no
fragmento de texto mencionado
no presente anexo, qual seja: [...]
[...] [...]
“[...] fizeram o que era necessário
em cada ocasião [...] para criar
liquidez e outros meios
necessários para conter as
crises” e "[...] Continuarão a
fazê-lo ainda que isso contrarie
formalmente as teorias
professadas." [...] [...] [...] Assim,
a inteligência contida no
fragmento de texto acima não
encontra seus fundamentos no
conceito de “valor intrínseco”.
Em resumo, encontramos neste
Anexo "5" os seguintes
fragmentos de texto que
sugerem-nos que o "moderno
capitalismo bursátil" se equipara
a uma "pirâmide financeira":[...]
[...] [...]
(1) [...] Assim, parece-nos que a
palavra “preço” mostra-se
adequada e conveniente para
substituir a palavra “valor” no
fragmento de texto em comento.
[...] [...] [...]
Prosseguindo em nossa
abordagem encontramos no
Anexo “1” o seguinte fragmento
de texto: [...] [...] [...]
[...] Isso é o que chamei de
“paradoxo da liquidez”, ou seja, a
liberdade individual de vender um
título sempre que quiser existe
apenas em virtude de um
compromisso implícito por parte
da comunidade financeira como
um todo de manter a totalidade
dos títulos no longo prazo.
Entretanto, tal “[...] compromisso
implícito por parte da comunidade
financeira como um todo de
manter a totalidade dos títulos no
longo prazo” contrasta
radicalmente com a inteligência
contida nos conceitos de “valor
intrínseco” e/ou “mercado
eficiente”, apresentados
anteriormente no presente anexo.
As observações acima são um
primeiro indício da veracidade da
sustentação que estamos
fazendo: o "moderno capitalismo
bursátil equipara-se a uma
"pirâmide financeira". [...] [...] [...]
(2) [...] Em síntese, a obtenção de
uma “mais-valia aqui e agora”
contrasta radicalmente tanto com
o conceito de “mercado eficiente”,
quanto com o conceito de “valor
intrínseco”, como podemos
comprovar por meio da simples
leitura de tais conceitos. Assim,
tal constatação é um segundo
indício de que o “moderno
capitalismo bursátil” se equipara a
uma “pirâmide financeira”. [...] [...]
[...]
[...] [...] [...]
(3) [...] Assim, o “[...]
compromisso implícito por parte
da comunidade financeira como
um todo de manter a totalidade
dos títulos no longo prazo [...]”
encontrado no primeiro fragmento
de texto acima transforma o que é
apenas uma aposta pessoal em
dividendos futuros em uma
"riqueza imediata aqui e agora”,
expressão que podemos ler no
segundo fragmento de texto
acima. Entretanto, tal
transformação artificial revela a
falta de fundamentação de tal
correspondente riqueza, o que
inequivocamente permite-nos
equiparar o "moderno capitalismo
bursátil" a uma “transgressão da
economia produtiva”.
Consequentemente, tal
transformação equipara o
"moderno capitalismo bursátil" a
uma “pirâmide financeira”, como
estamos sustentando. [...] [...] [...]
(4) Adicionalmente, encontramos
um terceiro indício para
equipararmos o “moderno
capitalismo bursátil” a uma
“pirâmide financeira” ao
compararmos a inteligência
contida nos seguintes fragmentos
de texto, antes mencionados no
presente trabalho: [...] [...] [...]
“[...] o fato de um indivíduo ter a
liberdade para vender um título
sempre que desejar existe
apenas em virtude de um
compromisso implícito por parte
da comunidade financeira como
um todo de manter a totalidade
dos títulos no longo prazo.” (18)
“[...] Trata-se de transformar o
que é apenas uma aposta
pessoal nos dividendos futuros
em uma riqueza imediata aqui e
agora.” (18) [...] [...] [...]
Em síntese, o “[...] compromisso
implícito por parte da comunidade
financeira como um todo de
manter a totalidade dos títulos no
longo prazo [...]” encontrado no
primeiro fragmento de texto acima
transforma o que é apenas uma
aposta pessoal em dividendos
futuros em uma "riqueza imediata
aqui e agora”, conforme podemos
ler no segundo fragmento de
texto acima. Entretanto, tal
transformação artificial revela a
falta de fundamentação de tal
correspondente riqueza, o que
inequivocamente permite-nos
equiparar o "moderno capitalismo
bursátil" a uma “transgressão da
economia produtiva”.
Consequentemente, tal
transformação equipara o
"moderno capitalismo bursátil" a
uma “pirâmide financeira”, como
estamos sustentando. [...] [...] [...]
(5) [...] Em outros termos, o “[...]
compromisso implícito por parte
da comunidade financeira como
um todo de manter a totalidade
dos títulos no longo prazo”, nada
tem a ver com a inteligência
contida nos conceitos de “valor
intrínseco” e/ou “mercado
eficiente”, antes apresentados.
Portanto, a conclusão acima é um
quarto indício que permite-nos
equiparar o “moderno capitalismo
bursátil” a uma “pirâmide
financeira”. [...] [...] [...]
(6) [...] Em síntese, a obtenção de
uma “mais-valia” se equipara,
essencialmente, a um ganho
financeiro. Adicionalmente, as
expressões “[...] o Departamento
do Tesouro e o FED fizeram o
que era necessário em cada
ocasião” e “[...] Continuarão a
fazê-lo ainda que isso contrarie
formalmente as teorias
professadas.”, conduz-nos a
concluir pela quinta vez que o
“moderno capitalismo bursátil” se
equipara a uma “pirâmide
financeira”. [...] [...] [...]
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