terça-feira, 28 de setembro de 2021

Introdução [...] [...] [...] Índice [...] [...] [...] Anexo “1” [...] [...] [...] Os conceitos de oferta “não-concorrencial” e “mercado eficiente”: a ineficiência do “moderno capitalismo bursátil” [...] [...] [...] Anexo “2” [...] [...] [...] Um exemplo de como uma enorme diferença freqüentemente encontrada entre o “preço de mercado” e o “valor intrínseco” são conseqüências da “manipulação” e do “oligopólio” encontrados no “moderno capitalismo bursátil” [...] [...] [...] Anexo “3” [...] [...] [...] Sustentação inicial de que o "moderno capitalismo bursátil se equipara a uma “conspiração” e/ou a uma “pirâmide financeira” [...] [...] [...] Anexo “4” [...] [...] [...] Centralização financeira e concentração financeira: fundamentos da “conspiração” encontrada no “moderno capitalismo bursátil” [...] [...] [...] Anexo “5” [...] [...] [...] A “preferência pela liquidez” do “moderno capitalismo bursátil”, equipara esta instituição social a uma "pirâmide financeira" e/ou a uma "conspiração" [...] [...] [...] Anexo “6” [...] [...] [...] Nossa contestação à hipótese do “comportamento mimético” no “moderno capitalismo bursátil” [...] [...] [...] Anexo “7” [...] [...] [...] Análise da evolução dos “preços de mercado” e dos “valores intrínsecos” dos títulos de Vale e Petrobras nos últimos 10 (dez) anos [...] [...] [...] Anexo “8” [...] [...] [...] O "moderno capitalismo bursátil" tem um tempo de vida limitado e objetiva transferir riquezas dos trabalhadores e pequenos acionistas para "determinado capital financeiro" [...] [...] [...] Introdução [...] [...] [...] Há mais de vinte anos como pequeno investidor tivemos um enorme problema na intercessão da área de Bolsa de Valores com a área de fundo de pensão. Desde então, temos estudado os assuntos técnicos relacionados a estas instituições sociais. Entretanto, não demoramos a perceber que tal problema não surgia apenas para nossa pessoa. O problema igualmente surgia para outras pessoas. Não obstante, estas outras pessoas não percebiam que enfrentavam tal problema. Concluímos, então que se tal problema surgiu para nós é porque deveríamos ser parte da solução do mesmo. [...] [...] [...] Neste sentido, após estudo profundo de obras do economista francês André Orléan chegamos ao resumo dos principais pontos de tais obras: [...] [...] [...] (1) “[...] Os economistas neoclássicos acreditam que as ações têm um valor intrínseco [...] o qual determina o movimento dos preços. A plausibilidade desta afirmação está longe de ser óbvia;” (18) [...] [...] [...] (2) “[...] Quanto à função de financiamento, deve-se lembrar que, nos Estados Unidos, durante o mesmo período (1995- 2000), a emissão líquida de ações permaneceu negativa, principalmente devido aos grandes programas de recompra de ações; mesmo assim, o mercado financeiro exerceu uma influência dominante nas empresas e em todo o desenvolvimento econômico! No mínimo, esse fato prova que o poder do mercado de ações tem outras fontes além do financiamento da acumulação.” (28) [...] [...] [...] (3) “[...] Em outras palavras, a expectativa de um investidor individual é formada com base no que ele espera que sejam as expectativas de seus colegas investidores. Um tipo essencialmente mimético de racionalidade está em ação aqui, pois busca imitar o mercado para antecipar seu curso, por mais errático que seja. Se o investidor acredita que os preços de mercado vão subir amanhã, o interesse próprio o instrui a comprar ações, mesmo que ele também acredite que essa perspectiva, do ponto de vista dos fundamentos, não faz sentido.” [...] [...] [...] Não obstante, concordemos totalmente com a inteligência contida nos dois primeiros itens, iremos discordar da inteligência contida no terceiro item. [...] [...] [...] Por outro lado, financiar a acumulação e avaliar os títulos bursateis é considerado pelas pessoas, de modo geral, como as principais justificativas, se não únicas, para a existência das Bolsas de Valores. Entretanto, igualmente como o economista francês, André Orléan, concordamos com as duas primeiras finalidades atribuídas ao “moderno capitalismo bursátil”. Consequentemente, por exclusão, iremos sustentar que o “moderno capitalismo bursátil” deve servir para alguma outra coisa, diferente das mencionadas nos dois primeiros itens. Tentar descobrir qual é esta coisa vai ser uma parte primordial do presente trabalho. [...] [...] [...] Adicionalmente, iremos sustentar que as instituições sociais conhecidas por “moderno capitalismo bursátil” e “fundo de pensão”, têm 4 (quatro) características em comum: “conspiração”, “pirâmide financeira”, “manipulação” e “oligopólio” (instituições sociais altamente hierarquizadas). [...] [...] [...] Entretanto, iremos demonstrar que estas duas instituições sociais servem principalmente para transferir riquezas dos trabalhadores e pequenos acionistas para “determinado capital financeiro”. [...] [...] [...] Ademais, iremos sustentar que as “pirâmides financeiras” se equiparam a uma espécie de “conspiração” com um tempo de vida limitado. Consequentemente como o “moderno capitalismo bursátil” e o “fundo de pensão” são instituições sociais que se equiparam a “pirâmides financeiras” iremos sustentar que tais instituições sociais têm seus dias contados, pois as pirâmides financeiras têm um tempo de vida limitado; em outros termos, o “moderno capitalismo bursátil” e o “fundo de pensão” são instituições sociais fadadas a deixar de existir. [...] [...] [...] Por fim, mas não menos importante, iremos sustentar que os títulos bursáteis de Petrobras e Vale têm por “valor intrínseco” atualmente (Agosto / 2021) 0 (zero). Naturalmente, quanto mais tempo as pessoas mantêm em carteira tais títulos, mais transferem riquezas para “determinado capital financeiro”. [...] [...] [...] A extinção de tais instituições sociais será uma conseqüência do seguinte aforismo: “na era da informação a ignorância é uma escolha.” Em outros termos, as pessoas vão perceber que estavam sendo enganadas e vão requerer aos Estados a extinção de tais instituições. [...] [...] [...] Acreditamos que após a leitura total do presente trabalho estaremos preparados para responder aos seguintes questionamentos: [...] [...] [...] (1) Por que o “moderno capitalismo bursátil” é uma conspiração? [...] [...] [...] (2) Por que o “moderno capitalismo bursátil” é uma “pirâmide financeira”? [...] [...] [...] (3) Por que os preços dos títulos bursáteis são freqüentemente extravagantes? [...] [...] [...] (4) Por que o “moderno capitalismo bursátil” tem um tempo limite para durar? [...] [...] [...] (5) Por que o “moderno capitalismo bursátil” é prejudicial para os trabalhadores e pequenos acionistas? [...] [...] [...] (6) Por que a cada dia que passa os trabalhadores e pequenos acionistas transferem cada vez mais riquezas para “determinado capital financeiro”? [...] [...] [...] (7) Por que os títulos de Petrobras e Vale tem atualmente “valor intrínseco” de 0 (zero)? [...] [...] [...] (8) Quais são os sinais de que o “moderno capitalismo bursátil” chegou ao seu fim? [...] [...] [...]
Anexo “1” [...] [...] [...] Os conceitos de oferta “não-concorrencial” e “mercado eficiente”: a ineficiência do “moderno capitalismo bursátil” [...] [...] [...] Em primeiro lugar, permite-nos compreender o que vem a ser uma oferta “não-concorrencial”, igualmente conhecida como “retro-ações positivas”, o seguinte fragmento de texto encontrado na literatura técnica: [...] [...] [...] [...] Taking speculative strategies into account dramatically reduces the optimism that neoclassical theorists are justified in entertaining with regard to either the stability or the efficiency of financial markets, for it requires that the familiar negative-feedback model be abandoned and a positive feedback model substituted in its place. Because the speculator takes the price of a share as his point of reference, rather than its fundamental value, everything that has been confidently asserted about the countervailing forces exerted by competition on swings in price ceases to hold. (18) [...] [...] [...] Traduzindo: [...] [...] [...] [...] Ao levarmos em consideração as estratégias especulativas reduzimos drasticamente o otimismo que os teóricos neoclássicos têm ao justificar aquilo que diz respeito à estabilidade ou à eficiência dos mercados financeiros, pois exige que o modelo conhecido por feedback negativo seja abandonado e substituído por um modelo de feedback positivo. Como o especulador toma o preço de uma ação como seu ponto de referência, e não o seu valor fundamental, tudo o que tem sido afirmado confiantemente sobre as forças compensatórias exercidas pela concorrência nas oscilações de preços deixa de se verificar. (18) [...] [...] [...] Em segundo lugar, por meio da leitura do seguinte fragmento de texto encontrado na literatura técnica iremos compreender por que não se sustenta a hipótese dos “mercados eficientes”: [...] [...] [...] [...] The almost invariable tendency on the part of investors to follow the lead of observed changes in market price is entirely opposed to the law of supply and demand. In 2007 and 2008, for example, when the price of a great many securitized products had begun to fall dramatically, no correspondingly strong increase in private demand was forthcoming to restore stability, as the efficient markets hypothesis would have predicted. It was instead through the intervention of governments and other public authorities that a free-fall was averted. Panic was contained, and finally dispelled, only as a result of concerted action by agencies external to the system. Without it, the system would have exploded. From this it should be plain that not only financial competition is not self- regulating but also the deregulation of financial markets is fraught with danger. (18) [...] [...] [...] Traduzindo: [...] [...] [...] [...] A tendência quase invariável por parte dos investidores em seguir a liderança das mudanças observadas no preço de mercado é totalmente oposta à da lei da oferta e da demanda. Em 2007 e 2008, por exemplo, quando o preço de muitos produtos securitizados começou a cair drasticamente, não houve um aumento correspondente na demanda privada para restaurar a estabilidade, como a hipótese dos mercados eficientes previa. Foi por meio da intervenção de governos e outras autoridades públicas que se conseguiu evitar uma queda livre. O pânico foi contido e, finalmente dissipado, apenas como resultado de uma ação conjunta de agências externas ao sistema. Sem estas, o sistema teria explodido. A partir disto, deve ficar claro que não só a concorrência financeira não é auto- reguladora, mas também que as desregulamentações dos mercados financeiros estão repletas de perigos. (18) [...] [...] [...] Em terceiro lugar, a seguir vamos observar que uma das principais características do “hodierno capitalismo bursátil” é a "ineficiência dos mercados”. Neste sentido, o seguinte fragmento de texto encontrado na literatura técnica: [...] [...] [...] [...] We have seen that financial competition and ordinary competition have very different properties and operate in very different ways. In markets where ordinary goods are traded, two groups with contrary interests face each other, producers and consumers, the one looking to sell for high prices, the other looking to buy for low prices. This basic opposition, precisely because it produces countervailing forces, works to stabilize price in accordance with the law of supply and demand. In the secondary financial market, by contrast, where previously issued securities and financial instruments are traded, share owners all have the same desire for high returns. Here there is no fixed distinction between buyers and sellers; instead there are investors who alternate as buyers and sellers, depending on their need for liquidity. In order to preserve the law of supply and demand in this case, neoclassical economists must appeal to something still more fundamental-the share's intrinsic value, which is supposed to anchor stock prices in a world that lies outside the market and apart from the transactions that take place there. It is this value, in other words, that gives rise to countervailing forces, which keep the movement of prices within a relatively narrow range, and that, in this way, guarantees market efficiency. The problem is that the negative-feedback model of neoclassical finance cannot be justified, either on theoretical grounds, since the existence of such an objective magnitude rests on a mistaken assumption regarding the nature of market uncertainty, the probabilistic postulate; or on empirical grounds, since historical information about fundamentals is incompatible with observed changes in price. The orthodox belief that competition governs the exchange of both ordinary goods and financial assets must therefore be rejected. (18) [...] [...] [...] Traduzindo: [...] [...] [...] [...] Vimos que a concorrência financeira e a concorrência comum têm propriedades muito diferentes e operam de maneiras muito diferentes. Nos mercados onde se comercializam bens comuns, enfrentam-se dois grupos com interesses contrários, produtores e consumidores, um procurando vender por preços altos e o outro procurando comprar por preços baixos. Essa oposição básica, precisamente porque produz forças compensatórias, atua para estabilizar os preços de acordo com a lei da oferta e da demanda. Em contraste, no mercado financeiro secundário, onde títulos e instrumentos financeiros emitidos anteriormente são negociados, todos os acionistas têm o mesmo desejo de retornos elevados. Aqui não há distinção fixa entre compradores e vendedores; em vez disso, há investidores que se alternam como compradores e vendedores, dependendo de sua necessidade de liquidez. A fim de preservar a lei da oferta e da demanda neste caso, os economistas neoclássicos apelaram para algo ainda mais fundamental - o valor intrínseco, que deve ancorar o preço das ações em um mundo que está fora do mercado e separado das transações que acontecem lá. Em outras palavras, é esse o valor que dá origem a forças compensatórias, que mantêm a movimentação dos preços em uma faixa relativamente estreita e que, dessa forma, garante a eficiência do mercado. O problema é que o modelo de feedback negativo das finanças neoclássicas não pode ser justificado, tampouco em bases teóricas, uma vez que a existência de tal magnitude objetiva repousa em uma suposição equivocada a respeito da natureza da incerteza do mercado, o postulado probabilístico; ou em bases empíricas, uma vez que as informações históricas sobre os fundamentos são incompatíveis com as mudanças observadas no preço. A crença ortodoxa de que a concorrência governa a troca de bens comuns e os ativos financeiros devem, portanto, ser abandonados. (18) [...] [...] [...]
Anexo “2” [...] [...] [...] Um exemplo de como uma enorme diferença freqüentemente encontrada entre o “preço de mercado” e o “valor intrínseco” são conseqüências da “manipulação” e do “oligopólio” encontrados no “moderno capitalismo bursátil” [...] [...] [...] Permite-nos ilustrar a grande diferença que freqüentemente existe entre o “preço de mercado” e o “valor fundamental”, a leitura do seguinte fragmento de texto encontrado na literatura técnica: [...] [...] [...] [...] Aussi informative que soit cette approche globale, ce n’est qu’en considérant au cas par cas la manière dont la bourse a analysé telle ou telle situation spécifique qu’on prend véritablement toute la mesure des dysfonctionnements qu’a connus cette période. Considérons le marché du jouet au détail, dominé au début des années 90 par la très ancienne et vénérable entreprise Toys « R » Us. Cette domination est brutalement contestée par la toute jeune entreprise eToys, créée en 1997, qui mise sur le développement du commerce en ligne pour arriver à ses fins. (63) [...] [...] [...] [...] Si l’on compare objectivement ces deux entreprises, on observe, d’un côté, une entreprise forte d’un savoir-faire et d’une expérience indéniables, réalisant en 1998 un chiffre d’affaires de plus de 11 milliards de dollars dans 1156 magasins pour un profit de 376 millions de dollars et, de l’autre côté, une entreprise sans expérience dont le chiffre d’affaires, cette même année, se monte à 30 millions de dollars pour une perte de 28 millions. Autrement dit, eToys représente l’équivalent financier de trois magasins de Toys « R » Us et fait des pertes quand son concurrent fait des profits. En dépit de ces données, à la fin de l’année 1999, eToys était évalué en bourse 1/3 de plus que le géant américain du jouet! Pour que le marché estime de manière aussi surprenante la valeur de ces deux firmes, il faut non seulement qu’il considère que l’avenir de l’économie est tout entier contenu dans le commerce électronique mais également que les anciennes firmes seront incapables de s’adapter à cette nouvelle donne. Les années suivantes prouvèrent que ces deux jugements étaient également erronés. eToys se déclara en faillite en mars 2001, son action ne valant plus que quelques cents, alors même que Toys « R » Us s’allia à Amazon pour développer avec succès son commerce en ligne. Cette histoire n’est en rien isolée. La croyance exacerbée dans les prodiges de la Nouvelle Économie a fait perdre aux investisseurs leur capacité d’analyser sereinement les situations des entreprises. (63) [...] [...] [...] Traduzindo: [...] [...] [...] [...] Por mais informativo que seja essa abordagem abrangente, é apenas ao considerarmos caso a caso, como a Bolsa de Valores avaliou essa ou aquela situação específica que realmente vamos perceber as disfunções que ocorreram nesse período. Considere o mercado de brinquedos de varejo, dominado no início dos anos 90 pela antiga e venerável empresa Toys "R" Us. Este domínio é abruptamente desafiado pela jovem empresa eToys, criada em 1997, que atua no desenvolvimento do comércio online para chegar aos seus fins. (63) [...] [...] [...] [...] Se compararmos objetivamente essas duas empresas, observamos, de um lado, uma empresa com forte know-how e inegável experiência, realizando em 1998 um faturamento de mais de 11 bilhões de dólares em 1156 lojas para um lucro de 376 milhões de dólares e, de outro lado, uma empresa inexperiente cujo volume de negócios, nesse mesmo ano, ascende a 30 milhões de dólares para uma perda de 28 milhões. Em outras palavras, eToys representa o equivalente financeiro de três lojas da Toys “R” Us e faz perdas quando seu concorrente obtém lucro. Apesar destes dados, no final de 1999, eToys foi avaliada na Bolsa de Valores em 1/3 a mais do que a gigante de brinquedos dos EUA! Para que o mercado tenha sido tão surpreendente quanto ao valor dessas duas empresas, é necessário não apenas que ele considerasse que o futuro da economia estaria inteiramente contido no comércio eletrônico, mas também que as empresas antigas não seriam capazes de fazer algo para se adaptar a esta nova situação. Os anos seguintes provaram que ambos esses dois julgamentos eram igualmente errôneos. eToys declarou falência em março de 2001, com suas ações valendo apenas alguns centavos, ao passo que Toys “R” Us firmou parceria com a Amazon para desenvolver com sucesso seu negócio online. Esta história não é isolada. A crença exacerbada nas maravilhas da Nova Economia fez com que os investidores perdessem a capacidade de analisar com serenidade as situações de negócios. (63) [...] [...] [...] A leitura do fragmento de texto acima praticamente sugere que as ações de “eToys” tinham distintos “preço de mercado” e “valor intrínseco”. Neste sentido, selecionamos dois parágrafos do fragmento de texto acima, para apenas didaticamente fixarmos os conceitos de “preço de mercado” e “valor intrínseco”, respectivamente, conforme se segue: [...] [...] [...] (1) [...] Apesar destes dados, no final de 1999, eToys foi avaliada na Bolsa de Valores em 1/3 a mais do que a gigante de brinquedos dos EUA! [...] [...] [...] (2) [...] Os anos seguintes provaram que ambos esses dois julgamentos eram igualmente errôneos. eToys declarou falência em março de 2001, com suas ações valendo apenas alguns centavos, ao passo que Toys “R” Us firmou parceria com a Amazon para desenvolver com sucesso seu negócio online. [...] [...] [...] O contraste entre a inteligência contida nos dois fragmentos de texto, acima mencionados, é inequívoco. Por motivos tão somente didáticos, iremos identificar o primeiro fragmento de texto como representativo do “preço de mercado”. Neste sentido, pensamos que a inteligência de tal fragmento de texto se equipara a inteligência do seguinte fragmento de texto encontrado na literatura técnica: [...] [...] [...] [...] Tout dépend au fond de ce que l’on fait des revenus des actifs financiers. Tant que ceux-ci sont intégralement réinvestis, les patrimoines croissent en dehors de tout lien matériel avec la sphère réelle et l’écart peut potentiellement devenir infini. (45) [...] [...] [...] Traduzindo: [...] [...] [...] [...] Basicamente, tudo depende do que se faz com os retornos dos ativos financeiros. Desde que estes sejam totalmente reinvestidos, os ativos crescem fora de qualquer conexão material com a esfera real e a divergência pode potencialmente se tornar infinita. (45) [...] [...] [...] Igualmente, devido a motivos tão somente didáticos pensamos que o segundo fragmento de texto, se ajusta como luva ao conceito de “valor intrínseco”, ou “realidade econômica”. [...] [...] [...] Em resumo, não nos parece equivocado sustentarmos que frente às extravagantes e desproporcionais valorizações alcançadas por certos títulos bursateis, exsurge um fator de conhecimento objetivo do futuro, pois tais valorizações virtuais contrariam a “lei do valor”, como no caso de eToys acima apresentado. Consequentemente, iremos doravante sustentar que o futuro embora ainda continue a ser incerto, passa a ser probabilístico. [...] [...] [...] Neste sentido, na segunda parte do presente trabalho iremos demonstrar que a evolução dos preços do “moderno capitalismo bursátil” é apenas um misto de “manipulação” e “oligopólio”. [...] [...] [...] Prosseguindo em nossa abordagem parece-nos oportuno relembrarmos algo que mencionamos na Introdução: “[...] Os economistas neoclássicos acreditam que as ações têm um valor intrínseco [...] o qual determina o movimento dos preços. A plausibilidade desta afirmação está longe de ser óbvia;” (18). Encontramos tal afirmação no seguinte fragmento de texto: [...] [...] [...] [...] Neoclassical economists believe that shares have an intrinsic (or, as it is more commonly said, fundamental) value that determines the movement of prices. The plausibility of this claim is far from obvious. Share prices exhibit chronically erratic movements, both upward and downward. How can this state of affairs be reconciled with the assumption of stable intrinsic value? Most economists, if they speak frankly, will acknowledge that variations in price cannot be explained in this way, at least not without arbitrarily introducing some additional number of equally implausible assumptions. Inevitably one thinks of the crash of October 19, 1987, when the Dow Jones Industrial Average lost 22.6 percent of its value, the largest drop ever recorded in the United States-and yet nothing even remotely comparable was observed in the real economy, before or after. (18) [...] [...] [...] Traduzindo: [...] [...] [...] [...] Os economistas neoclássicos acreditam que as ações têm um valor intrínseco (ou, como é mais freqüentemente dito, fundamental) o qual determina o movimento dos preços. A plausibilidade desta afirmação está longe de ser óbvia. Os preços das ações exibem movimentos cronicamente erráticos, tanto para cima quanto para baixo. Como se pode conciliar este estado de coisas com a hipótese de um valor intrínseco estável? A maioria dos economistas, se falarem francamente, reconhecerá que as oscilações dos preços não podem ser explicadas desta forma, pelo menos não sem introduzir arbitrariamente um número adicional de suposições. Inevitavelmente se pensa no crash de 19 de outubro de 1987, quando o índice Industrial Dow Jones perdeu 22,6% de seu valor, a maior queda já registrada nos Estados Unidos - e, no entanto, nada mesmo remotamente comparável foi observado na economia real, antes ou depois. (18) [...] [...] [...] Encontramos escrito no fragmento de texto acima a seguinte expressão: “[...] os economistas neoclássicos acreditam que as ações têm um valor intrínseco [...] o qual determina o movimento dos preços. A plausibilidade desta afirmação está longe de ser óbvia.” [...] [...] [...] Podemos conhecer uma outra particularidade da inteligência contida no fragmento de texto acima por meio da leitura do seguinte fragmento de texto igualmente encontrado na literatura técnica: [...] [...] [...] [...] Il faut en finir avec cette conception erronée qui trouve son fondement dans l’idée que le future pourrait faire l’objet d’une description objective ex ante, à la manière des hypothèses que retient le modèle Arrow-Debreu d’équilibre général. Sur une telle base, il est alors possible de calculer une vraie valeur, celle correspondant à l’espérance mathématique des profits futurs. Dans la réalité des économies capitalistes, cette hypothèse ne tient pas. Elle est même absurde.* [...] [...] [...] * Et pourtant, c’est elle que retient toute l’approche formalisée (28) modern de la finance! [...] [...] [...] Traduzindo: [...] [...] [...] [...] Devemos pôr um fim a este equívoco, que se baseia na idéia de que o futuro poderia ser descrito objetivamente ex ante, da mesma forma que as suposições do modelo de equilíbrio geral Arrow-Debreu. Nesta base, é então possível calcular um valor verdadeiro, aquele que corresponde à expectativa matemática de lucros futuros. Na realidade das economias capitalistas, essa suposição não se sustenta. É mesmo absurda.* [...] [...] [...] * E ainda assim, é o que se mantém por toda a abordagem moderna formalizada das finanças! (28) [...] [...] [...] Adicionalmente, vai-nos permitir aprofundar um pouco mais na compreensão dos dois fragmentos de texto imediatamente acima apresentados, o seguinte fragmento de texto encontrado na literatura técnica: [...] [...] [...] [...] La « bulle Internet » a montré à quel point les évaluations boursières pouvaient se déconnecer de la réalité économique. Quant à la fonction de financement, rappelons qu’aux États-Unis, durant cette même période (1995-2000), l’émission nette d’actions est restée négative, principalement en raison des importants programmes de rachats de titres, alors même que le marché financier exerçait une influence dominante sur les firmes et sur tout le développement économique ! A tout le moins, ce fait prouve que la puissance du marché des actions a d’autres sources que le seul financement de l’accumulation. (28) Traduzindo: [...] A "bolha da Internet" mostrou como as avaliações do mercado podem se descolar da realidade econômica. Quanto à função de financiamento, deve-se lembrar que, nos Estados Unidos, durante o mesmo período (1995- 2000), a emissão líquida de ações permaneceu negativa, principalmente devido aos grandes programas de recompra de ações. Mesmo assim, o mercado financeiro exerceu uma influência dominante nas empresas e em todo o desenvolvimento econômico! No mínimo, esse fato prova que o poder do mercado de ações tem outras fontes além do financiamento da acumulação. (28) [...] [...] [...] Todos os três fragmentos de texto, acima mencionados, são de autoria do economista francês, André Orléan. Concordamos integralmente com a inteligência contida em tais fragmentos de texto, mormente com importante afirmação feita por André Orléan no primeiro destes fragmentos, qual seja: “[...] a plausibilidade das ações terem um valor intrínseco está longe de ser óbvia.” [...] [...] [...] Adicionalmente, acima podemos ler no último fragmento de texto que André Orléan sustenta que existem outras fontes do poder do mercado de ações, além do financiamento da acumulação. Tentar descobrir quais são estas outras fontes, será o próximo passo do presente trabalho. [...] [...] [...] Neste sentido, iremos apresentar a seguir dois fragmentos de texto encontrados na literatura técnica. Em primeiro lugar, iremos apresentar um fragmento de texto encontrado na literatura técnica sobre o que vem a ser o conceito de “mais-valia”. Em segundo lugar, iremos mostrar o surgimento no “moderno capitalismo bursátil” de uma “dinâmica que leva o preço de mercado a viver sua própria vida e a evoluir independentemente do seu valor”. Podemos compreender tais fenômenos meio da leitura dos seguintes fragmentos de texto encontrados na literatura técnica, respectivamente: [...] [...] [...]  [....] Le prix de l’action varie et on pourrait considérer que le bénéfice de l’actionnaire (ou sa perte) dépend essentiellement de sa plus–value, c’est–à–dire de la différence entre le prix de l’action au jour où il la vend et au jour où il l’avait préalablement acquise, auquel il faudrait ajouter, de manière accessoire, la valeur des dividendes perçus au fil des années. (52) [...] [...] [...] Traduzindo: [...] [...] [...]  [...] O preço da ação varia e pode-se considerar que o lucro (ou prejuízo) do acionista depende essencialmente de sua mais-valia, ou seja, da diferença entre o preço da ação no dia da venda e no dia da aquisição anterior, ao qual deve ser somado, ainda, o valor dos dividendos recebidos ao longo dos anos. (52) [...] [...] [...]  [...] Une dynamique s’installe ainsi qui conduit le prix à « vivre sa propre vie », à évoluer de manière indépendante de sa « valeur » en fonction de sa tendance lue par les différents acteurs dans son évolution historique récente. L’inclination des intervenants à suivre la tendance qu’indique la tendance explique les phénomènes dits de « bulle financière » où le prix décolle, parfois pour des années, de la « valeur » définie comme valeur actuelle des dividendes futurs, manifestant la persistance d’un excès d’acheteurs par rapport au nombre des vendeurs. Inversement, lorsque la tendance s’amorce à la baisse, le même effet de renforcement peut (52) conduire au krach. [...] [...] [...] Traduzindo: [...] [...] [...] [...] Assim, se estabelece uma dinâmica que leva o preço a "viver sua própria vida", a evoluir independentemente de seu "valor" de acordo com a tendência lida pelos diferentes atores em sua recente evolução histórica. A inclinação dos participantes em seguir a tendência que a tendência indica explica o chamado fenômeno da "bolha financeira" onde o preço se descola, às vezes durante anos, do "valor" definido como o valor presente dos dividendos futuros, mostrando a persistência de um excesso de compradores em relação ao número de vendedores. Inversamente, quando a tendência começa baixar, o mesmo efeito de reforço pode levar a um colapso. (52) [...] [...] [...] Por meio da leitura e interpretação dos dois fragmentos de texto acima não nos parece equivocado sustentarmos que a obtenção de uma “mais-valia” se equipara a uma transgressão da economia produtiva. Neste sentido, tal “mais-valia” é obtida por somente alguns poucos participantes do mercado. Entretanto, tal particularidade é conseqüência da “dinâmica que leva o preço de mercado a viver sua própria vida e a evoluir independentemente de seu valor”. [...] [...] [...] Adicionalmente, permite-nos ilustrar a conclusão acima a leitura dos seguintes fragmentos de texto encontrados na literatura técnica: [...] [...] [...] [...] In the first case, then, the investor is concerned with the performance of the real economy; in the second case, with the performance of the market itself. Keynes is one of the few theorists of finance to have understood the importance of this distinction, reserving "the term speculation for the activity of forecasting the psychology of the market, and the term enterprise for the activity of forecasting the prospective yield of assets over their whole life." (18) [...] [...] [...] Traduzindo: [...] [...] [...] [...] No primeiro caso, então o investidor está preocupado com o desempenho da economia real; no segundo caso com o desempenho do próprio mercado. Keynes é um dos poucos teóricos das finanças a ter compreendido a importância desta distinção, reservando “o termo especulação para a atividade de previsão da psicologia de mercado, e o termo empresa para a atividade de previsão do rendimento futuro de ativos ao longo de toda a sua vida.” (18) [...] [...] [...] [...] On this view, by contrast with the fundamentalist model, what matters in a market is not the actual content of a piece of information regarding the performance of the real economy. What matters is the manner in which it is interpreted by collective market opinion. [...] [...] [...] Traduzindo: [...] [...] [...] Nessa visão, ao contrário do modelo fundamentalista, o que importa em um mercado não é o conteúdo real de uma informação sobre o desempenho da economia real. O que importa é a maneira como é interpretado pela opinião coletiva do mercado. [...] [...] [...] Em apertada síntese, o “moderno capitalismo bursátil” equipara-se a uma manipulação, como veremos na segunda parte do presente trabalho. [...] [...] [...] Adicionalmente, a “dinâmica que leva o preço de mercado a viver sua própria vida e a evoluir independentemente de seu valor”, antes mencionada, vai-nos permitir apresentar nossa resposta a certo questionamento freqüentemente encontrado na literatura técnica: por que surgem as “bolhas especulativas” no “moderno capitalismo bursátil”? [...] [...] [...] - Em apertada síntese, a nossa resposta ao questionamento acima se encontra na seguinte conclusão: [...] [...] [...] “[...] as bolhas especulativas viabilizam uma transferência de riquezas entre distintos participantes do mercado.” [...] [...] [...] Ademais, iremos sustentar que tal transferência de riquezas é materializada por meio da obtenção de uma “mais-valia” por alguns poucos participantes do mercado. Por fim, mas não menos importante, doravante iremos sustentar que a obtenção desta “mais-valia” é uma das fontes do poder do mercado de ações, além do financiamento da acumulação. Em outros termos, a “mais-valia” obtida se equipara principalmente a um ganho financeiro, como podemos concluir por meio da leitura do conceito de “mais-valia”, antes mencionado. Entretanto, igualmente antes concordamos com a sustentação de Orléan de que o “moderno capitalismo bursátil” não serve para avaliar os títulos bursateis. Deste modo, a associação entre si destas duas afirmativas nos permite sustentar que o “moderno capitalismo bursátil” pode se equiparar a uma “pirâmide financeira”. Entretanto, um ponto importante no sentido de conhecermos a futura tendência dos mercados bursateis pertence ao conhecimento comum: as “pirâmides financeiras” têm um limitado tempo de vida. Logo, como estamos equiparando o “moderno capitalismo bursátil” a uma “pirâmide financeira” o “moderno capitalismo bursátil” igualmente tem um tempo de vida limitado. Igualmente, a “conspiração” é ligada ao tempo. Assim, é do “conhecimento comum” que toda “conspiração” depois de revelada tende a deixar de existir. Do mesmo modo, como antes equiparamos o “moderno capitalismo bursátil” a uma “conspiração” o “moderno capitalismo bursátil” tende a deixar de existir. [...] [...] [...]
Anexo “3” [...] [...] [...] Sustentação inicial de que o "moderno capitalismo bursátil se equipara a uma “conspiração” e/ou a uma “pirâmide financeira” [...] [...] [...] A seguir, iremos apresentar os conceitos de “pirâmide financeira” e de “conspiração” encontrados na literatura técnica. [...] [...] [...] Em primeiro lugar, iremos conhecer o conceito de “pirâmide financeira” por meio da leitura do seguinte fragmento de texto encontrado na literatura técnica: [...] [...] [...] [...] Como “pirâmides da felicidade”, as bolhas especulativas apóiam-se numa hipótese impossível: a de que novos investidores sempre entrarão na ciranda, para sustentar os ganhos dos que chegaram antes. Provavelmente, ninguém melhor do que Hyman Minsky evidenciou os encadeamentos da economia de mercado, resumidos por ele na eloqüente expressão “cegueira ao desastre”. Minsky dedicou particular atenção aos distúrbios provocados por Charles Ponzi, especulador dos anos 20, que iludiu pessoas ingênuas, seduzidas por promessas de rendimentos extraordinários. Na falta de qualquer ativo real capaz de cobrir os rendimentos anunciados, Ponzi oferecia a seus primeiros clientes o capital aportado pelos que vinham depois. A sustentabilidade do conjunto supunha, portanto, a manutenção infinita do fluxo de novos clientes. Próximas à fraude, todas as bolhas especulativas baseiam-se num mecanismo bastante semelhante. Elas requerem uma entrada constante de investimentos, para manter o mercado em alta e a ilusão de que, assim, todo mundo ganha. O segredo da bolha é a adesão especulativa. Investimentos de alta rentabilidade atraem aplicadores cada vez mais comuns — portanto, cada vez menos esclarecidos, porém mais numerosos. (14) [...] [...] [...] Por meio da leitura do fragmento de texto acima de autoria do economista francês, Frédéric Lordon, viemos a conhecer que, essencialmente, o segredo da bolha é a adesão especulativa. Em outros termos, essencialmente o segredo das “pirâmides financeiras” é a adesão especulativa. [...] [...] [...] Em segundo lugar, uma referência de que o “moderno capitalismo bursátil” se equipara a uma “conspiração” encontramos na leitura do seguinte fragmento de texto de autoria do trader britânico Robert Beckman (1992): [...] [...] [...] [...] The securities industry will never admit this, and probably won’t like to hear it said. But, it is a fact, and you can be certain of that: the securities industry is like a massive global conspiracy. Like any conspiracy, the stock market is not what it appears to be. IF IT PORTRAYED ITSELF AS IT ACTUALLY WERE, NO DOUBT IT WOULD CEASE TO EXIST. As an investor, it is not possible to accumulate stock profits by participating in the illusion as it is perceived. For the average investor, investing is a game of chance, nothing more, nothing less. (18) (maiúsculo nosso) [...] [...] [...] Traduzindo: [...] [...] [...] [...] A indústria de ações nunca vai admitir isso, e provavelmente não vai gostar de ouvir isso ser dito. Mas, é um fato, e você pode estar certo de que: a indústria de títulos é como uma conspiração global maciça. Como qualquer conspiração, a Bolsa de Valores não é o que esta parece ser. SE A BOLSA FOR RETRATADA – COMO ESTA REALMENTE FOI, SEM DÚVIDA, ESTA DEIXARÁ DE EXISTIR. Como um investidor, não é possível acumular lucros com ações, participando da ilusão como ela é percebida. Para o investidor médio, investir é um jogo de azar, nada mais, nada menos. (18) (maiúsculo nosso) [...] [...] [...] No fragmento de texto acima o trader Robert Beckman faz duas afirmações: (1) a Bolsa de Valores é uma conspiração; (2) “se a Bolsa for retratada – como esta realmente foi, sem dúvida, esta deixará de existir.” [...] [...] [...] Adicionalmente, uma indicação mais profunda de que o “moderno capitalismo bursátil” se equipara a uma “conspiração” iremos constatar por meio da preferência pela liquidez, escolha feita pelo “moderno capitalismo bursátil”, mormente pelo “capitalismo bursátil anglo-saxônico”. [...] [...] [...] Entretanto, a “preferência pela liquidez” é uma transgressão concebida no interesse dos detentores dos títulos, conforme a leitura do seguinte fragmento de texto encontrado na literatura técnica nos permite compreender: [...] [...] [...] [...] Conseqüentemente, a liquidez financeira deve ser interpretada, não como estando ao serviço da produção, mas como constituindo pela sua própria natureza, uma transgressão da economia produtiva, transgressão concebida no interesse dos detentores dos títulos. (18) [...] [...] [...] No mesmo sentido, da inteligência contida no fragmento de texto, acima mencionado, encontramos na literatura técnica o seguinte fragmento de texto: [...] [...] [...] [...] Keynes não cessou de lutar contra a primazia injustamente concedida à liquidez: “De todas as máximas da finança ortodoxa não há nenhuma mais anti-social do que o fetichismo da liquidez. Tal teoria ignora o fato de que para a comunidade como um todo, não há nada que corresponda à liquidez do investimento”. (28) [...] [...] [...] Prosseguindo em nossa abordagem, parece-nos aqui oportuno apresentar nossa resposta a uma importante pergunta formulada pelo economista francês, Frédéric Lordon, a qual se encontra nas partes finais do seguinte fragmento de texto: [...] [...] [...] [...] Aussi faut-il prendre le temps de défaire ce raisonnement trop beau pour être vrai, faux syllogisme et vrai sophisme dont le charme captieux tient pour beaucoup à un certain art de jouer sur les mots – sur celui de « propriété » notamment contre lequel Marx avait pourtant déjà fourni quelques moyens de se défendre en son temps. Et l’on reconnaîtra sans peine les échos d‘un vieux débat – mais il s‘agissait alors de « liberté » – lorsque l‘on aura constaté que la mystification du socialisme des fonds de pension réside presque tout entière dans la confusion savamment entretenue de la propriété formelle et de la propriété réelle. Il est évidemment impossible de contester que l’épargne collective investie em actions remet formellement la propriété du capital entre les mains des détenteurs ultimes des titres, à savoir les salariés. Mais il y a loin de cette évidence juridique au controle concret de l’allocation des fonds, à l’exercice effectif du pouvoir de l’argent, sur les marchés financiers, em assemblée générale, ou par un chuchotement suggestif à l’oreille des dirigeants. Le secret de cette dépossession réelle de la propriété formelle réside évidemment dans sa dilution entre une myriade de petits actionnaires, et dans la captation d’une rente d’intermédiation par quelques spécialistes institutionnels de la gestion qui, seuls en position d’effectuer la reconcentration de l’épargne, sont seuls à pouvoir en utiliser la force de frappé agrégée. Puisqu’il vaut mieux dire les choses clairement et plutôt deux fois qu’une, l’épargne des épargnants n’est rien, elle n’est d’aucun pouvoir, c’est l’épargne concentrée qui est tout. ET CONCENTRÉE PAR QUI ? C’est là toute la question... (4) (maúsculo nosso) (4) [...] [...] [...] Traduzindo: [...] [...] [...] [...] Temos também de dar um tempo para desfazer esse raciocínio demasiado bom para ser verdade, falso silogismo e verdadeiro sofisma cujo encanto dissimulado deve-se em grande medida a certa arte de brincar com as palavras – sobre a "propriedade", em particular, contra a qual Marx já havia previsto alguns meios de se defender, em seu tempo. E vamos reconhecer sem pena os ecos de um antigo debate – que foi então uma questão de “libertação” – quando ficou comprovado que a mistificação do socialismo dos fundos de pensão reside quase que inteiramente na confusão ardilosamente mantida entre a propriedade formal e a propriedade real. Obviamente, é impossível negar que a poupança concentrada coletiva investida em ações entrega formalmente a propriedade do capital nas mãos dos detentores finais dos títulos, ou seja, os trabalhadores. Mas esta evidência jurídica está longe do controle concreto da alocação dos fundos, no efetivo controle do poder do dinheiro, nos mercados financeiros, em assembléia geral, ou num sussurro sugestivo no ouvido dos dirigentes. O segredo desta despossessão real da propriedade formal, obviamente, é sua diluição real entre uma miríade de pequenos acionistas e da captura de uma renda de intermediação por alguns poucos especialistas da gestão institucional, os únicos em uma posição para levar a cabo a reorientação da poupança, pois só eles podem usar a força exitosa da agregação. Uma vez que é melhor dizer as coisas claramente e, às vezes duas vezes por dia: a poupança dos investidores não é nada, e não tem nenhum poder, é a poupança concentrada que é tudo. E CONCENTRADA PARA QUE? Esta é toda a questão... (4) (maiúsculo nosso) [...] [...] [...] Apresentar nossa resposta ao questionamento acima mencionado, será o próximo passo do presente trabalho. Neste sentido, encontramos em recente trabalho de nossa lavra os seguintes fragmentos de texto: [...] [...] [...] [...] Os dois primeiros fragmentos de texto, abaixo mencionados, foram extraídos de duas obras do economista francês André Orléan. O primeiro (28) consta de obra que teve sua divulgação inicial, respectivamente, no ano de 2004, ao passo que o segundo (18) teve sua primeira apresentação ao público no ano de 2011, conforme se segue: [...] [...] [...]  [...] Conseqüentemente, a liquidez financeira deve ser interpretada, não como estando ao serviço da produção, mas como constituindo uma transgressão da economia produtiva, transgressão concebida no INTERESSE DOS ACIONISTAS. (28) [...] [...] [...]  [...] Conseqüentemente, a liquidez financeira deve ser interpretada, não como estando ao serviço da produção, mas como constituindo pela sua própria natureza, uma transgressão da economia produtiva, transgressão concebida no INTERESSE DOS DETENTORES DOS TÍTULOS. (18) (maiúsculo nosso) [...] [...] [...] Parece-nos oportuno aqui ressaltarmos a singular diferença que existe entre os dois fragmentos de texto, acima mencionados. Assim, a simples leitura destes dois fragmentos de texto, permite-nos concluir que a única diferença entre os dois fragmentos de texto acima está nas expressões em maiúsculo encontradas nestes. Assim, no primeiro fragmento encontramos em maiúsculo a expressão "[...] concebida no interesse dos acionistas [...]". Por outro lado, no segundo fragmento temos em maiúsculo a expressão "[...] concebida no interesse dos detentores dos títulos [...]". [...] [...] [...] Entretanto, tal sutil distinção entre os dois fragmentos de texto mostra-nos a evolução do pensamento do economista francês, André Orléan, de 2004 (28) para 2011. (18) [...] [...] [...] Em síntese, não nos parece equivocado sustentarmos que a hipótese de uma transgressão da economia produtiva inicialmente “concebida no interesse dos acionistas” (2004) (28), passa alguns anos depois a ser “concebida no interesse dos detentores de ações” (2011), pelo mesmo autor. (18) Por seu turno, doravante iremos sustentar que a partir de certo lapso temporal às extravagantes e desproporcionais valorizações alcançadas por certos títulos bursáteis são um fator de conhecimento objetivo dos futuros “preços de mercado”. [...] [...] [...] Ademais, como conseqüência de termos equiparado o “hodierno capitalismo bursátil” a uma “pirâmide financeira”, sustentamos que este tem um tempo de vida limitado. Neste sentido, é do conhecimento comum que as "pirâmides financeiras" têm um tempo de vida limitado. Igualmente, as conspirações são ligadas ao tempo, pois toda conspiração depois de revelada tende a deixar de existir. [...] [...] [...] Ademais, doravante iremos sustentar que uma “mais-valia” passou a ser obtida de forma sistemática e recorrente por determinados participantes do mercado por meio de uma “dinâmica que leva o preço a viver sua própria vida, a evoluir independentemente de seu valor”. Entretanto, tal obtenção de uma “mais-valia” de forma sistemática e recorrente viabiliza uma transferência de riquezas igualmente de forma sistemática e recorrente para alguns poucos participantes do mercado, como iremos demonstrar ao longo do presente trabalho. Por seu turno, doravante iremos sustentar que a obtenção de uma “mais-valia” de forma sistemática e recorrente, por alguns poucos participantes do mercado, é mais um indício de que o “moderno capitalismo bursátil” se equipara a uma “conspiração”. [...] [...] [...] Adicionalmente, antes vimos que o economista francês, André Orléan, sustenta que “[...] o poder do mercado de ações tem outras fontes além do financiamento da acumulação.” (28) [...] [...] [...] Entretanto, antes dissemos que a “mais-valia” é uma dessas outras fontes do poder do mercado de ações. Doravante, iremos sustentar que a “mais-valia” é não apenas uma destas “outras fontes de poder do mercado de ações”, mas indiscutivelmente é a mais importante destas fontes. [...] [...] [...]
Anexo “4” [...] [...] [...] Centralização financeira e concentração financeira: fundamentos da “conspiração” encontrada no “moderno capitalismo bursátil” [...] [...] [...] Prosseguindo em nossa abordagem, o economista francês François Chesnais sustenta que o "fundo de pensão" é uma escolha política; escolha em benefício dos mercados financeiros. Entretanto, iremos sustentar que os prejudicados pelo “hodierno capitalismo bursátil” são o trabalhador (ativo, aposentado, pensionista) e o pequeno acionista. Tal prejuízo equivale a uma transferência de riquezas destes dois grupos para o sistema financeiro, mormente para os “proprietários materiais da poupança concentrada coletiva” (alguns poucos executivos do fundo de pensão). A chegada a tal conclusão foi semelhante à montagem de um quebra-cabeça gigante. Portanto, tal conclusão não nos parece equivocada, como doravante iremos sustentar. Em outros termos, doravante iremos sustentar que tanto o “hodierno capitalismo bursátil” quanto o “fundo de pensão” são instituições sociais que tem sido utilizadas principalmente como simples meios de transferência de riquezas. Tal transferência de riquezas é materializada por meio de um misto dos fenômenos de concentração financeira e centralização financeira, conforme iremos doravante demonstrar. [...] [...] [...] Permite-nos compreender os conceitos dos fenômenos da “concentração” e da “centralização”, o seguinte fragmento de texto encontrado na literatura técnica: [...] [...] [...] [...] Na história do capital, a expropriação dos meios de produção permitiu que se desse curso ao processo de subsunção real do trabalho, isto é, a subordinação do processo de trabalho ao capital, permitindo a criação de valor por intermédio da exploração da força de trabalho. À medida que o capitalismo avançou, o movimento da concorrência intercapitalista operou um processo de concentração e centralização* do capital que, conjuntamente a outras mudanças de natureza sociopolítica, deu surgimento à indústria moderna (PAULO (9) NETTO; BRAZ, 2006). [...] [...] [...] * Pinto (1997) assevera que há na doutrina uma grande confusão entre esses dois termos que devem ser entendidos como movimentos separados. Apresenta a concentração de capitais como um aumento da composição orgânica do capital e a centralização como uma expropriação dos capitais individuais por outros capitalistas, de modo que poderia haver a ocorrência desse processo sem aquele, em que pese ao fato de não ser uma prática comum. (9) Adicionalmente, iremos sustentar que quanto maior for o tempo de duração do “moderno capitalismo bursátil” e do “fundo de pensão” mais riquezas serão transferidas dos dois grupos antes mencionados (trabalhadores e pequenos acionistas) para “determinado capital financeiro”. [...] [...] [...] Antes dissemos que a Bolsa de Valores deve servir para alguma coisa diferente de financiar a acumulação e avaliar os títulos bursateis. Assim, tentar descobrir qual seria esta outra coisa deve ser o próximo passo do presente trabalho. O primeiro tênue indício de que o “hodierno capitalismo bursátil” se equipara a uma “pirâmide financeira” podemos lograr compreensão por meio da leitura do seguinte fragmento de texto encontrado na literatura técnica: [...] [...] [...] [...] Les théoriciens de la valeur travail (Smith, Ricardo et Marx) reconnaissent d'ailleurs explicitement que d'importants écarts peuvent exister entre ces deux grandeurs. En effet, à leurs yeux, si les évolutions de la valeur sont au fondement des évolutions des prix, la conformité entre valeur et prix ne prévaut que tendanciellement, sur le long terme. (18) [...] [...] [...] Traduzindo: [...] [...] [...] [...] De fato, os teóricos do valor trabalho (Smith, Ricardo e Marx) reconhecem explicitamente que pode haver grandes diferenças entre estas duas grandezas. Assim, na opinião dos “pais fundadores”, enquanto a evolução do valor é a base para a evolução dos preços, a conformidade entre o valor e o preço tende a prevalecer apenas no longo prazo. (18) [...] [...] [...] O fragmento de texto, acima mencionado, observa que “[...] a conformidade entre o valor e o preço tende a prevalecer apenas no longo prazo.” Consequentemente, como exceto no longo prazo existe uma conformidade entre estas duas grandezas, nos demais períodos de tempo existe uma não-conformidade entre estas duas grandezas. Adicionalmente, a leitura do fragmento de texto vai de encontro à hipótese que estamos sustentando de que “moderno capitalismo bursátil” se equipara a uma “pirâmide financeira”. Entretanto, nesta primeira parte do presente trabalho pretendemos nos aprofundar na sustentação de que as instituições sociais conhecidas como “moderno capitalismo bursátil” e “fundo de pensão” se equiparam as primeiras duas características antes mencionadas, quais sejam, “conspiração” e “pirâmide financeira”. Neste sentido, respectivamente, apresentamos a seguir dois fragmentos de texto encontrados na literatura técnica: [...] [...] [...] [...] The market, considered as a whole, cannot dispose of a security. [...] This is what I have called “the liquidity paradox”, namely, that the individual liberty to sell a security whenever one pleases exists only by virtue of an implicit commitment on the part of the financial community as a whole to hold on to the totality of securities over the long term. Yet this mutual dependence, which clearly sets financial markets apart from ordinary markets, is concealed from view by the effects of competition. Ordinary markets bring together two groups with clearly divergent interests: producers and consumers. Prices are formed as a result of the tension between these two opposed forces, the one pushing prices upward, the other downward. This is the basis for the law of supply and demand, which prevents either party from gaining too great an advantage over the other. In financial markets, by contrast, nothing of the sort occurs. There is no group of buyers that negotiates with a group of sellers; instead there is a group of individuals, each of whom acts as a buyer and a seller. Structurally, then, above and beyond whatever local reasons there may be for buying or selling, their interests converge. (18) [...] [...] [...] Traduzindo: [...] [...] [...] [...] O mercado, considerado como um todo, não pode dispor de um título. [...] Isso é o que chamei de “paradoxo da liquidez”, ou seja, a liberdade individual de vender um título sempre que quiser existe apenas em virtude de um compromisso implícito por parte da comunidade financeira como um todo de manter a totalidade dos títulos no longo prazo. No entanto, esta dependência mútua, que distingue claramente os mercados financeiros dos mercados normais, é ocultada de vista pelos efeitos da concorrência. Os mercados normais reúnem dois grupos com interesses claramente divergentes: produtores e consumidores. Os preços são formados como resultado da tensão entre essas duas forças opostas, uma empurrando os preços para cima e a outra para baixo. Esta é a base para a lei da oferta e da demanda, que impede que uma das partes obtenha uma vantagem muito grande sobre a outra. Nos mercados financeiros, ao contrário, nada disso ocorre. Não há um grupo de compradores que negocia com um grupo de vendedores; em vez disso, há um grupo de indivíduos, cada um dos quais age como um comprador e vendedor. Estruturalmente, então, acima e além de quaisquer razões locais que possam existir para comprar ou vender, seus interesses convergem. (18) [...] [...] [...] [...] Tampouco prospera a idéia de que a propriedade das empresas é entregue aos trabalhadores por intermédio dos fundos de pensão. Há aqui um equívoco conceitual entre propriedade formal e real, pois não é denominação jurídica da titularidade que efetivamente evidencia o conteúdo da propriedade. Independente da mesma, o que define a propriedade é o poder de alocação e, principalmente, o destino das riquezas produzidas que, cada vez mais, se concentram em poucas mãos. (9) [...] [...] [...] A expressão “dependência mútua, ocultada de vista pelos efeitos da concorrência”, encontrada no primeiro fragmento de texto, é o principal indício de que o “hodierno capitalismo bursátil” se equipara a uma “conspiração” e/ou a uma “pirâmide financeira”, pois no “moderno capitalismo bursátil” “[...] acima e além de quaisquer razões locais que possam existir para comprar ou vender, os interesses dos compradores e vendedores convergem”, como podemos ler no primeiro fragmento de texto. Entretanto, tal convergência não passa de uma espécie de “manipulação”, como veremos na segunda parte do presente trabalho. Por outro lado, o principal indício de que o “fundo de pensão” se equipara a uma “conspiração” e/ou a uma “pirâmide financeira” encontramos no segundo fragmento de texto: “[...] o que define a propriedade é o poder de alocação e, principalmente, o destino das riquezas produzidas que, cada vez mais, se concentram em poucas mãos”, como a seguir iremos demonstrar. Ou seja, a constatação de que “[...] o que define a propriedade é o poder de alocação” é um forte indício de que o fundo de pensão equipara-se a uma “pirâmide financeira” e/ou a uma “conspiração”, como veremos. [...] [...] [...] Em primeiro lugar, cabe-nos aqui observar que se não houvesse a “dependência mútua”, mencionada no primeiro fragmento de texto, a evolução dos preços no “hodierno capitalismo bursátil” teria sido bastante diferente daquela que encontramos na realidade. Neste sentido, iremos sustentar que o surgimento de preços extravagantes no “hodierno capitalismo bursátil” se equipara a evolução dos preços de uma “pirâmide financeira” e/ou uma “conspiração. [...] [...] [...] Ademais, iremos doravante sustentar que o surgimento de “preços extravagantes” no “moderno capitalismo bursátil” fundamenta-se em 3 (três) constatações: [...] [...] [...] (1) Os preços do mercado bursátil seguem uma oferta “não-concorrencial”; [...] [...] [...] (2) O “moderno capitalismo bursátil” equipara-se a um misto de “manipulação” e “oligopólio”; (3) A maioria dos participantes do “moderno capitalismo bursátil” é pouco informada sobre o que é o “moderno capitalismo bursátil”. Em segundo lugar, parece-nos importante aqui realçarmos algo mencionado no primeiro fragmento de texto acima, vale dizer: “[...] esta dependência mútua [...] é ocultada de vista pelos efeitos da concorrência.” Assim, são apenas “efeitos da concorrência”, as palavras encontradas no fragmento de texto acima. Em outros termos, nos mercados bursateis não existe concorrência, pois nos mercados bursáteis prevalece uma oferta “não-concorrencial”, como vimos no Anexo “1”. [...] [...] [...] Por outro lado, no segundo fragmento de texto encontramos podemos ler o seguinte: [...] [...] [...] “[...] o que define a propriedade é o poder de alocação” [...] [...] [...] Permitem-nos ilustrar tal observação dois fragmentos de texto encontrados na literatura técnica. [...] [...] [...] O primeiro é de autoria de um grande trader, o norte- americano, Warren Buffett; no segundo dois grandes economistas sintetizam as fragilidades do sistema de capitalização, conforme se segue: [...] [...] [...]  [...] Pension fund managers continue to make investment decisions with their eyes firmly fixed on the rear-view mirror. This general fight-the- last-war approach has proven costly in the past and will likely prove equally costly this time around. (24) [...] [...] [...]  [...] Um segundo conjunto de contestações à “sabedoria convencional” sobre a oportunidade de um desenvolvimento da previdência com capitalização obrigatória é mais fundamental e pode ser reconduzido a uma verdade afirmada claramente por Keynes, na Teoria Geral. Face à idéia segundo a qual os trabalhadores, ao fazerem poupança financeira em contas individuais, estariam em condições de acumular fundos, ao longo do tempo, cujos rendimentos lhes garantiriam uma pensão em termos reais, vale ainda a observação que “como coletividade, não podemos fazer reservas para o consumo futuro, mediante mecanismos financeiros, mas apenas pela produção física corrente”. Em outras palavras, em termos reais, os bens reais dos pensionistas de 2030 não podem ser retirados senão da produção real de 2030. O mesmo ponto é sublinhado até mesmo por Milton Friedman, grande adversário de Keynes, que, em 1999, reafirmou que “as taxas pagas pelos trabalhadores de hoje são usadas para pagar os pensionistas de hoje”, ainda que tenha perdido a ocasião de atacar a reserva dos fundos estatais no seu país e manifestar o temor de um crescimento de imposições futuras. Em suma, a questão do pagamento real das pensões se refere à distribuição real do rendimento do período em que aquele pagamento é efetuado, e não há como contornar esta circunstância com mágica de cartas. Pelo contrário, na medida em que as políticas de compressão dos gastos previdenciários públicos ou a instituição da previdência complementar obrigatória, deprimem, ao invés de ampliar a força de trabalho ocupada e a sua atividade, não fazem senão piorar a situação. (33) [...] [...] [...]

sábado, 11 de setembro de 2021

Anexo “5” [...] [...] [...] A “preferência pela liquidez” do “moderno capitalismo bursátil”, equipara tal instituição social a uma "pirâmide financeira" e/ou a uma "conspiração" [...] [...] [...] Prosseguindo em nossa abordagem encontramos na literatura técnica o seguinte fragmento de texto: [...] [...] [...] [...] Liquidity, in other words, furnishes the basis for market sociability, for without it isolated individuals would not be able to make a common life for themselves. Its power to create close bonds among economic actors derives, in the first instance, from the fact that the value of a liquid asset held by an investor depends on the behavior of others who hold the same asset. If for one reason or another they no longer wish to hold it, its value will fall to zero, and the last one left holding it risks being ruined even though he has done nothing. (18) [...] [...] [...] Traduzindo: [...] [...] [...] [...] A liquidez, em outras palavras, fornece a base para a sociabilidade do mercado, pois sem ela os indivíduos isolados não seriam capazes de construir uma vida em comum para si. Seu poder de criar vínculos estreitos entre os atores econômicos decorre, em primeira instância, do fato de que o valor de um ativo líquido detido por um investidor depende do comportamento de outros que detêm o mesmo ativo. Se por um motivo ou outro não quiserem mais mantê-lo, seu valor cairá para zero, e o último detentor corre o risco de ser arruinado, embora não tenha feito nada. (18) [...] [...] [...] Parece-nos aqui oportuno fazermos uma pausa em nossa tratativa para propormos a substituição da palavra “valor” pela palavra “preço” no fragmento de texto acima. [...] [...] [...] Entretanto, antes de demonstrarmos a necessidade e conveniência de tal substituição precisamos apresentar os conceitos de “valor intrínseco” e “mercado eficiente”. Neste sentido, encontramos na literatura técnica os seguintes fragmentos de texto, respectivamente: [...] [...] [...] [...] By definition, the intrinsic value of a share expresses the amount of money that comes back to its owner as a result of having put capital into circulation through the production and sale of commodities. (18) [...] [...] [...] [...] A financial market is efficient, in other words, if the effect of competition is to assure that the price of an asset will always reflect its inherent worth. "In an efficient market," as Fama puts it, "at any point in time the actual price of a security will be a good estimate of its intrinsic value." (18) [...] [...] [...] Traduzindo: [...] [...] [...] [...] Por definição, o valor intrínseco de uma ação expressa à quantidade de dinheiro que retorna ao seu dono como resultado de ter colocado capital em circulação através da produção e venda de commodities. (18) [...] [...] [...] [...] Em outras palavras, um mercado financeiro é eficiente se o efeito da concorrência for que o preço de um ativo sempre refletirá seu valor inerente. “Em um mercado eficiente”, como diz Fama, “em qualquer momento, o preço real de um título será uma boa estimativa de seu valor intrínseco.” (18) [...] [...] [...] Após a leitura e interpretação dos conceitos acima concluímos que o “preço de mercado” equipara-se ao “valor intrínseco” tão somente em um “mercado eficiente”. Não obstante, raramente tal situação é encontrada na realidade. Entretanto, observamos que não seria esperada outra situação. Assim, inicialmente parece-nos oportuno recordamos que os mercados bursáteis obedecem a uma oferta “não-concorrencial”, conforme vimos no Anexo “2”. Permite-nos ilustrar esta última afirmação o seguinte fragmento de texto encontrado na literatura técnica: [...] "a instabilidade da avaliação financeira se revela endêmica porque é totalmente ancorada nas estruturas das finanças." (7) [...] [...] [...] Ademais, todas as referências acima são feitas ao “preço de mercado”. Assim, parece-nos que a palavra “preço” mostra-se adequada e conveniente para substituir a palavra “valor” no fragmento de texto em comento. [...] [...] [...] Prosseguindo em nossa abordagem encontramos no Anexo “1” o seguinte fragmento de texto: [...] [...] [...] [...] Isso é o que chamei de “paradoxo da liquidez”, ou seja, a liberdade individual de vender um título sempre que quiser existe apenas em virtude de um compromisso implícito por parte da comunidade financeira como um todo de manter a totalidade dos títulos no longo prazo. Entretanto, tal “[...] compromisso implícito por parte da comunidade financeira como um todo de manter a totalidade dos títulos no longo prazo” contrasta radicalmente com a inteligência contida nos conceitos de “valor intrínseco” e/ou “mercado eficiente”, apresentados anteriormente no presente anexo. As observações acima são um primeiro indício da veracidade da sustentação que pretendemos fazer no presente anexo: o "moderno capitalismo bursátil equipara-se a uma "pirâmide financeira". [...] [...] [...] Prosseguindo em nossa abordagem, encontramos na literatura técnica o seguinte fragmento de texto: [...] [...] [...] [...] La spéculation est la conséquence directe de la négociabilité des titres, encore appelée « liquidité ». Cette proposition relève de l'évidence puisque, sans liquidité, il n'y aurait pas de cotation permanente des prix, les actifs seraient totalement immobilisés et la seule variable qui importerait aux yeux de l'investisseur serait le flux des revenus que la détention du titre permet d'obtenir. L'investisseur n'aurait alors d'autre choix que de considérer la valeur fondamentale du titre. Seule l'émergence de la liquidité modifie cette configuration. Elle introduit de nouvelles opportunités. Comment est-ce possible? Et d'abord, d'où vient la liquidité? (18) [...] [...] [...] [...] Pour surmonter cette difficulté et rendre plus facile l'investissement, il convient de rendre liquides les investissements, c'est-àdire négociables. Il s'agit de transformer ce qui n'est qu'un pari personnel sur des dividendes futurs en une richesse immédiate hic et nunc. (18) [...] [...] [...] Traduzindo: [...] [...] [...] [...] A especulação é a conseqüência direta da negociabilidade dos títulos, também chamada de “liquidez”. Essa proposição é óbvia, pois, sem liquidez, não haveria cotação permanente, os ativos estariam totalmente imobilizados e a única variável importante aos olhos do investidor seria o fluxo de receitas que a posse do título permite obter. O investidor, então, não teria outra escolha senão considerar o valor fundamental do título. Apenas o surgimento da liquidez altera esta configuração. Ela introduz novas oportunidades. Como isto é possível? E, em primeiro lugar, de onde vem a liquidez? [...] [...] [...] [...] Para superar essa dificuldade e facilitar o investimento, é preciso tornar líquidos os investimentos, ou seja, negociáveis. Trata-se de transformar o que é apenas uma aposta pessoal nos dividendos futuros em uma riqueza imediata aqui e agora (18) [...] [...] [...] Gostaríamos de enfatizar no fragmento de texto acima a seguinte expressão: [...] [...] [...] “[...] Trata-se de transformar o que é apenas uma aposta pessoal em dividendos futuros em uma riqueza imediata aqui e agora.” [...] [...] [...] Entretanto, a obtenção de uma “riqueza imediata aqui e agora”, se equipara tão somente a obtenção de uma “mais-valia” (ganho financeiro). Assim, parece-nos oportuno aqui observarmos que a obtenção de uma “mais-valia aqui e agora” embora se equipare a algo semelhante à obtenção de uma riqueza não guarda nenhuma correspondência com a obtenção de futuros dividendos. Em outros termos, a obtenção de uma “mais-valia aqui e agora” não guarda nenhuma correspondência com o conceito de “mercado eficiente”, mesmo com o conceito de “valor intrínseco”, conforme podemos constatar por meio da leitura de tais conceitos, antes apresentados. Não por acaso, antes vimos que: "a instabilidade da avaliação financeira se revela endêmica porque é totalmente ancorada nas estruturas das finanças." (7) [...] [...] [...] Assim, tal constatação é um segundo indício de que o “moderno capitalismo bursátil” se equipara a uma “pirâmide financeira”. [...] [...] [...] Adicionalmente, encontramos um terceiro indício para equipararmos o “moderno capitalismo bursátil” a uma “pirâmide financeira” por meio da comparação da inteligência contida nos seguintes fragmentos de texto, antes mencionados no presente trabalho: [...] [...] [...] “[...] o fato de um indivíduo ter a liberdade para vender um título sempre que desejar existe apenas em virtude de um compromisso implícito por parte da comunidade financeira como um todo de manter a totalidade dos títulos no longo prazo.” (18) “[...] Trata-se de transformar o que é apenas uma aposta pessoal nos dividendos futuros em uma riqueza imediata aqui e agora.” (18) [...] [...] [...] Assim, o “[...] compromisso implícito por parte da comunidade financeira como um todo de manter a totalidade dos títulos no longo prazo [...]” encontrado no primeiro fragmento de texto acima transforma o que é apenas uma aposta pessoal em dividendos futuros em uma "riqueza imediata aqui e agora”, expressão que podemos ler no segundo fragmento de texto acima. Entretanto, tal transformação artificial revela a falta de fundamentação desta riqueza obtida, o que inequivocamente permite-nos equiparar o "moderno capitalismo bursátil" a uma “transgressão da economia produtiva”. Consequentemente, tal transformação equipara o "moderno capitalismo bursátil" a uma “pirâmide financeira”, como estamos sustentando. [...] [...] [...] Prosseguindo em nossa abordagem, iremos a seguir sustentar que a expressão, agora reescrita como “[...] o PREÇO de um ativo líquido detido por um investidor depende do comportamento de outros que detêm o mesmo ativo” (18), tem seus fundamentos na expressão: [...] [...] [...] “[...] um compromisso implícito por parte da comunidade financeira como um todo de manter a totalidade dos títulos no longo prazo.” (18) [...] [...] [...] Em outros termos, o “[...] compromisso implícito por parte da comunidade financeira como um todo de manter a totalidade dos títulos no longo prazo”, nada tem a ver com a inteligência contida nos conceitos de “valor intrínseco” e/ou “mercado eficiente”, antes apresentados. Portanto, a conclusão acima é um quarto indício que permite-nos equiparar o “moderno capitalismo bursátil” a uma “pirâmide financeira”. [...] [...] [...] Prosseguindo em nossa abordagem, mencionamos no Anexo “3” que uma “mais-valia” passou a ser obtida por determinados participantes do mercado por meio de uma “dinâmica que leva o preço a viver sua própria vida, a evoluir independentemente de seu valor”. [...] [...] [...] Entretanto, tal dinâmica se assemelha a uma espécie de favoritismo, como a seguir iremos sustentar. Neste sentido, as raízes de tal favoritismo localizam-se no fato de que tal “mais-valia” é obtida por apenas alguns poucos participantes do mercado bursátil. Assim, parece-nos oportuno a leitura do seguinte fragmento de texto encontrado na literatura técnica: [...] [...] [...] [...] Trata-se de mais um mercado, no qual a transação se faz essencialmente na compra e venda do novo produto, os títulos de rendimento. Os ganhos e perdas se dão, essencialmente, nos diferenciais das oscilações. (VACCARO, 2009, p. 24). (9) [...] [...] [...] Permite-nos conhecer de que forma tal “mais-valia” é obtida, por meio da leitura e interpretação do seguinte fragmento de texto encontrado na literatura técnica: [...] [...] [...] [...] Desde o ressurgimento dos mercados bursáteis com toda sua força, o Departamento do Tesouro e o FED fizeram o que era necessário em cada ocasião – 1987, 1995, 1998, 2001 – para criar liquidez e outros meios necessários para conter as crises. Continuarão a fazê-lo ainda que isso contrarie formalmente as teorias professadas.* (19) [...] [...] [...] * Em particular a do “risco moral” (moral hasard), que condena as operações de socorro financeiro porque elas reforçam o sentimento de impunidade daqueles que participam dos mercados financeiros. (19) [...] [...] [...] Antes vimos que “os ganhos e perdas se dão, essencialmente, nos diferenciais das oscilações”. Por outro lado, acima vimos que “[...] o Departamento do Tesouro e o FED fizeram o que era necessário em cada ocasião [...] para criar liquidez e outros meios necessários para conter as crises”. Assim, não nos parece equivocado sustentarmos que tal criação de liquidez permite a apenas alguns poucos participantes do mercado obter uma “mais-valia”. Ademais, tal “mais-valia” é obtida de forma sistemática e recorrente, como podemos ler no fragmento de texto acima: "[...] Continuarão a fazê-lo ainda que isso contrarie formalmente as teorias professadas." Neste sentido, encontramos no conceito de “mais-valia” apresentado no Anexo “3”, a seguinte expressão: “[...] diferença entre o preço da ação no dia da venda e do dia da aquisição anterior.” Assim, a continuada criação de liquidez significa que uma continuada obtenção de uma "mais-valia" de forma sistemática e recorrente fica viabilizada. Em síntese, a obtenção de uma “mais-valia” se equipara, essencialmente, a um ganho financeiro. Adicionalmente, as expressões “[...] o Departamento do Tesouro e o FED fizeram o que era necessário em cada ocasião” e “[...] Continuarão a fazê-lo ainda que isso contrarie formalmente as teorias professadas.”, conduz-nos a concluir pela quinta vez que o “moderno capitalismo bursátil” se equipara a uma “pirâmide financeira”. [...] [...] [...] Podemos compreender o favoritismo presente em tal dinâmica no fato de que “os ganhos e perdas se dão, essencialmente, nos diferenciais das oscilações”. Entretanto, devido à continuada criação de liquidez um equivalente e continuado ganho financeiro fica viabilizado para alguns poucos participantes do mercado bursátil. Tal ganho financeiro é conseqüência dos diferenciais positivos de tais oscilações. Voltaremos ao tema na parte do presente trabalho consagrada à "manipulação" e ao "oligopólio". [...] [...] [...] Adicionalmente, permite-nos reforçar a conclusão acima a comparação da inteligência contida no fragmento de texto acima com a inteligência contida no seguinte fragmento de texto, antes mencionado no anexo anterior: [...] [...] [...] [...] Próximas à fraude, todas as bolhas especulativas baseiam-se num mecanismo bastante semelhante. Elas requerem uma entrada constante de investimentos, para manter o mercado em alta e a ilusão de que, assim, todo mundo ganha. O segredo da bolha é a adesão especulativa, como vimos no anexo anterior. [...] [...] [...] Em outros termos, a inteligência contida na expressão “[...] entrada constante de investimentos, para manter o mercado em alta [...]” encontrada no fragmento de texto acima pode ser equiparada a inteligência contida em certa expressão encontrada no fragmento de texto mencionado no presente anexo, qual seja: [...] [...] [...] “[...] fizeram o que era necessário em cada ocasião [...] para criar liquidez e outros meios necessários para conter as crises” e "[...] Continuarão a fazê-lo ainda que isso contrarie formalmente as teorias professadas." [...] [...] [...] Assim, a inteligência contida no fragmento de texto acima não encontra seus fundamentos no conceito de “valor intrínseco”. Em resumo, encontramos neste Anexo "5" os seguintes fragmentos de texto que sugerem-nos que o "moderno capitalismo bursátil" se equipara a uma "pirâmide financeira":[...] [...] [...] (1) [...] Assim, parece-nos que a palavra “preço” mostra-se adequada e conveniente para substituir a palavra “valor” no fragmento de texto em comento. [...] [...] [...] Prosseguindo em nossa abordagem encontramos no Anexo “1” o seguinte fragmento de texto: [...] [...] [...] [...] Isso é o que chamei de “paradoxo da liquidez”, ou seja, a liberdade individual de vender um título sempre que quiser existe apenas em virtude de um compromisso implícito por parte da comunidade financeira como um todo de manter a totalidade dos títulos no longo prazo. Entretanto, tal “[...] compromisso implícito por parte da comunidade financeira como um todo de manter a totalidade dos títulos no longo prazo” contrasta radicalmente com a inteligência contida nos conceitos de “valor intrínseco” e/ou “mercado eficiente”, apresentados anteriormente no presente anexo. As observações acima são um primeiro indício da veracidade da sustentação que estamos fazendo: o "moderno capitalismo bursátil equipara-se a uma "pirâmide financeira". [...] [...] [...] (2) [...] Em síntese, a obtenção de uma “mais-valia aqui e agora” contrasta radicalmente tanto com o conceito de “mercado eficiente”, quanto com o conceito de “valor intrínseco”, como podemos comprovar por meio da simples leitura de tais conceitos. Assim, tal constatação é um segundo indício de que o “moderno capitalismo bursátil” se equipara a uma “pirâmide financeira”. [...] [...] [...] [...] [...] [...] (3) [...] Assim, o “[...] compromisso implícito por parte da comunidade financeira como um todo de manter a totalidade dos títulos no longo prazo [...]” encontrado no primeiro fragmento de texto acima transforma o que é apenas uma aposta pessoal em dividendos futuros em uma "riqueza imediata aqui e agora”, expressão que podemos ler no segundo fragmento de texto acima. Entretanto, tal transformação artificial revela a falta de fundamentação de tal correspondente riqueza, o que inequivocamente permite-nos equiparar o "moderno capitalismo bursátil" a uma “transgressão da economia produtiva”. Consequentemente, tal transformação equipara o "moderno capitalismo bursátil" a uma “pirâmide financeira”, como estamos sustentando. [...] [...] [...] (4) Adicionalmente, encontramos um terceiro indício para equipararmos o “moderno capitalismo bursátil” a uma “pirâmide financeira” ao compararmos a inteligência contida nos seguintes fragmentos de texto, antes mencionados no presente trabalho: [...] [...] [...] “[...] o fato de um indivíduo ter a liberdade para vender um título sempre que desejar existe apenas em virtude de um compromisso implícito por parte da comunidade financeira como um todo de manter a totalidade dos títulos no longo prazo.” (18) “[...] Trata-se de transformar o que é apenas uma aposta pessoal nos dividendos futuros em uma riqueza imediata aqui e agora.” (18) [...] [...] [...] Em síntese, o “[...] compromisso implícito por parte da comunidade financeira como um todo de manter a totalidade dos títulos no longo prazo [...]” encontrado no primeiro fragmento de texto acima transforma o que é apenas uma aposta pessoal em dividendos futuros em uma "riqueza imediata aqui e agora”, conforme podemos ler no segundo fragmento de texto acima. Entretanto, tal transformação artificial revela a falta de fundamentação de tal correspondente riqueza, o que inequivocamente permite-nos equiparar o "moderno capitalismo bursátil" a uma “transgressão da economia produtiva”. Consequentemente, tal transformação equipara o "moderno capitalismo bursátil" a uma “pirâmide financeira”, como estamos sustentando. [...] [...] [...] (5) [...] Em outros termos, o “[...] compromisso implícito por parte da comunidade financeira como um todo de manter a totalidade dos títulos no longo prazo”, nada tem a ver com a inteligência contida nos conceitos de “valor intrínseco” e/ou “mercado eficiente”, antes apresentados. Portanto, a conclusão acima é um quarto indício que permite-nos equiparar o “moderno capitalismo bursátil” a uma “pirâmide financeira”. [...] [...] [...] (6) [...] Em síntese, a obtenção de uma “mais-valia” se equipara, essencialmente, a um ganho financeiro. Adicionalmente, as expressões “[...] o Departamento do Tesouro e o FED fizeram o que era necessário em cada ocasião” e “[...] Continuarão a fazê-lo ainda que isso contrarie formalmente as teorias professadas.”, conduz-nos a concluir pela quinta vez que o “moderno capitalismo bursátil” se equipara a uma “pirâmide financeira”. [...] [...] [...]