quarta-feira, 27 de outubro de 2021
Anexo “7” *[...] [...] [...]
Análise da evolução dos “preços de mercado” e dos “valores intrínsecos”
dos títulos de Vale e Petrobras nos últimos 10 (dez) anos. [...] [...] [...]
* Os gráficos “1” e “2”, mencionados no presente anexo são visualizados
no Anexo “7” publicado em 13/08/2021. O motivo da necessidade de tal
manobra para visualizarmos tais gráficos cinge-se ao fato de estarmos
enfrentando problema de configuração em nosso blog, o qual não nos
possibilita publicar gráficos e espaçamento entre parágrafos. [...] [...] [...]
Encontramos na literatura técnica o seguinte fragmento de texto: [...] [...] [...]
“[...] Neoclassical theory in this domain has at its disposal the results of more
than fifty years' study of individual behavior under uncertainty. Let us begin by
considering a well-known example given by the great mathematical economist
and statistician Leonard Savage. Suppose that you wish to make an omelet,
and that on going into the kitchen you find five fresh eggs already broken and
whipped in a bowl, next to which there is a sixth egg still in its shell.' You have
to decide what to do with this egg, knowing there is a chance that it may be
rotten. Three options are open to you: breaking the egg into the bowl with the
first five eggs; breaking the egg into a separate bowl and inspecting it before
deciding what to do with it; throwing out the egg without inspecting it. The
existence of uncertainty as to the nature of the sixth egg, which may be either
good or bad, means that each option itself has uncertain consequences. It is
therefore possible to describe this uncertainty by distinguishing the
consequences of each action with reference to a corresponding state of the
world:” (18) [...] [...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
“[...] A teoria neoclássica neste domínio tem à sua disposição os resultados de
mais de cinqüenta anos de estudos do comportamento individual sob incerteza.
Comecemos considerando um exemplo bem conhecido dado pelo grande
economista matemático e estatístico Leonard Savage. Suponha que você
queira fazer uma omelete e que, ao entrar na cozinha, encontre cinco ovos
frescos já quebrados e batidos em uma tigela, ao lado da qual há um sexto ovo
ainda em sua casca. Você tem que decidir o que fazer com esse ovo, sabendo
que há uma chance de que ele esteja podre. Três opções estão disponíveis
para você: quebrar o ovo na tigela com os primeiros cinco ovos; quebrar o ovo
em uma tigela separada e inspecioná-lo antes de decidir o que fazer com este;
jogar o ovo fora sem inspecioná-lo. A existência de incerteza como à natureza
do sexto ovo, que pode ser bom ou mau, significa que cada opção em si tem
conseqüências incertas. Portanto, é possível descrever essa incerteza,
distinguindo as conseqüências de cada ação com referência a um estado
correspondente do mundo:” (18) [...] [...] [...]
“[...] The notion of a state of the world is fundamental. Without it, uncertainty
could not be modeled. Agents do not know in advance which state will be
realized by their actions. They examine the situation that is presented to them
and draw up a list of possible outcomes. Once all the actions and resulting
states of the world have been specified, further analysis furnishes a criterion for
determining which action should be chosen. This criterion, known as expected
utility, involves two elements. On the one hand, the decision depends on the
satisfaction promised by each of the final outcomes. This element varies with
the individual. (For example, if he prefers an omelet with five rather than six
eggs, he will throw out the sixth egg: since it cannot bring any additional
satisfaction, it is a matter of indifference to him whether it is good or bad.) On
the other hand, his choice also depends on the probabilities associated with the
state of the world. The result in this case is wholly intuitive: if the probability that
the egg is rotten is very small, then the satisfaction obtained from a fresh egg
will generally be decisive. Two types of probability are customarily
distinguished: objective probabilities, which are calculable a priori, and
subjective probabilities, which must be reckoned on the basis of individual
beliefs. This analytical perspective is directly transposable to investment
decisions. When an investor buys a capital asset (typically a share of the equity,
or stock, of a firm), he acquires the stream of revenue that this asset will
produce over its entire life. The exact magnitude of this stream is not known
with certainty, however. It depends on many things, including the tastes of
consumers, the cost of energy to the firm, its competitive position, the present
state of the economy, and so on. The investor is therefore obliged to concern
himself with all the different values these variables are liable to assume.' This
means drawing up a complete list of all possible states of the world at all future
moments and, for each state of the world, working out the value of the expected
return. To select one investment rather than another therefore amounts to
choosing one course of action from among a number of available alternatives,
all of whose results depend on the possible states of the world, exactly as in
Savage's simplified example.” (18) [...] [...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
“[...] A noção de um estado do mundo é fundamental. Sem este, a incerteza
não poderia ser modelada. Os agentes não sabem com antecedência qual
estado será percebido por suas ações. Eles examinam a situação que lhes é
apresentada e elaboram uma lista de possíveis resultados. Uma vez que todas
as ações e estados resultantes do mundo tenham sido especificados, uma
análise posterior fornece um critério para determinar qual ação deve ser
escolhida. Esse critério, conhecido como utilidade esperada, envolve dois
elementos. Por um lado, a decisão depende da satisfação prometida por cada
um dos resultados finais. Este elemento varia de acordo com o indivíduo. (Por
exemplo, se ele preferir uma omelete com cinco em vez de seis ovos, ele
jogará fora o sexto ovo: uma vez que não pode trazer nenhuma satisfação
adicional, é indiferente para ele se é bom ou ruim.) Por outro lado, sua escolha
também depende das probabilidades associadas ao estado do mundo. O
resultado, nesse caso, é totalmente intuitivo: se a probabilidade de o ovo estar
podre for muito pequena, a satisfação obtida com um ovo fresco será
geralmente decisiva. Dois tipos de probabilidade são habitualmente
distinguidos: probabilidades objetivas, que são calculáveis a priori, e
probabilidades subjetivas, que devem ser calculadas com base nas crenças
individuais. Essa perspectiva analítica pode ser transposta diretamente para as
decisões de investimento. Quando um investidor compra um bem de capital
(normalmente uma parte do capital, ou ações, de uma empresa), adquire o
fluxo de receitas que este bem irá produzir durante toda a sua vida útil. A
magnitude exata deste fluxo não é conhecida com certeza, entretanto.
Depende de muitas coisas, incluindo os gostos dos consumidores, o custo da
energia para a empresa, sua posição competitiva, o estado atual da economia
e assim por diante. O investidor é, portanto, obrigado a se preocupar com todos
os diferentes valores que essas variáveis são passíveis de assumir. Isso
significa elaborar uma lista completa de todos os estados possíveis do mundo
no futuro momentos e, para cada estado do mundo, trabalhar o valor do retorno
esperado. “Selecionar um investimento, em vez de outro, portanto, equivale a
escolher um curso de ação entre um número de alternativas disponíveis, cujos
resultados dependem dos estados possíveis do mundo, exatamente como no
modelo simplificado de Savage.” (18) [...] [...] [...]
Selecionamos da literatura técnica acima os seguintes fragmentos de texto:
“[...] Portanto, é possível descrever essa incerteza, distinguindo as
conseqüências de cada ação com referência a um estado correspondente do
mundo.”
“[...] dois tipos de probabilidade são habitualmente distinguidos: probabilidades
objetivas, que são calculáveis à priori, e probabilidades subjetivas, que devem
ser calculadas com base nas crenças individuais.”
“[...] Essa perspectiva analítica pode ser transposta diretamente para as
decisões de investimento.”
“[...] Quando um investidor compra um bem de capital (normalmente uma parte
do capital, ou ações, de uma empresa), adquire o fluxo de receitas que este
bem irá produzir durante toda a sua vida útil.”
Com fundamentos nos fragmentos de texto acima selecionados, iremos
sustentar que o “valor intrínseco” da empresa Vale em Dezembro / 2020 era 0
(zero). [...] [...] [...]
Entretanto, como demonstração intermediária da observação acima iremos
sustentar que tanto o “preço de mercado” quanto o “valor intrínseco” dos títulos
bursáteis de Vale estiveram próximos de 0 (zero) em passado recente. [...] [...]
[...]
Neste sentido, iremos sustentar em primeiro lugar que o “preço de mercado”
dos títulos de Vale esteve próximo de 0 (zero) em passado recente. Em
segundo lugar, iremos sustentar que o “valor intrínseco” dos títulos de Vale
esteve próximo de 0 (zero), igualmente em passado recente.
Podemos facilmente comprovar a primeira afirmação por meio da simples
visualização do Gráfico “1”, abaixo disponibilizado: [...] [...] [...]
Gráfico 1 – ADRs de Vale na Bolsa Nasdaq (acesso em 15/09/2016) [...] [...] [...]
www.nasdaq.com/symbol/vale/inter active-chart (opção: Max.) [...] [...] [...]
Assim, podemos visualizar no Gráfico “1”, acima apresentado, que o “preço de
mercado” dos títulos ADRs de Vale encolheu aproximadamente 92% em
dólares norte-americanos no período de Janeiro / 2011 à Fevereiro / 2016.
Portanto, é lícito concluirmos que uma queda adicional de apenas 8% no preço
de mercado dos títulos de Vale levaria o preço de mercado de tais títulos para
0 (zero)[...] [...] [...]
Por outro lado, vamos sustentar a segunda afirmação, antes mencionada, por
meio da análise de duas notícias encontradas na Internet. Neste sentido,
vamos a seguir apresentar as notícias que denominaremos de “Análise Vale 1”
e “Análise Vale 2”. [...] [...] [...]
“Análise Vale 1” [...] [...] [...]
“[...] During the last three years, Vale has failed to grow revenues or improve
margins. Even worse, the company has paid out almost $8B in dividends since
2009, while it has incurred Free Cash Flows of less than $1.2B at the same
time. In conjunction with that, Net Debt has increased from less than $10B in
2009 to whoping $24b+ as of the end of 2014. In addition to that, interest
expense has almost doubled from $594M in 2009 to $1.1B last year. Capital
expenditures totaling $56B over the past 6 years, which were largely financed
by the debt, have failed to produce any meaningful returns. [...] Dividends are
unsustainable and largely paid by money raised from asset sales and debt. [...]
[...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
“[...] Durante os últimos três anos, a Vale não conseguiu aumentar as receitas
ou melhorar as margens. Pior ainda, a empresa pagou quase US $ 8 Bi em
dividendos desde 2009, embora tenha incorrido em fluxos de caixa livre de
menos de US $ 1,2 Bi, no mesmo período. Em conjunto com isso, a dívida
líquida aumentou de menos de US $ 10 Bi em 2009 para impressionantes
números superiores a US $ 24 Bi no final de 2014. Além disso, a despesa de
juros quase dobrou de US $ 594 Mi em 2009 para US $ 1,1Bi no ano de 2014.
As despesas de capital totalizaram US $ 56 Bi ao longo dos últimos 6 anos,
que foram em grande parte financiadas pela dívida, e falharam em produzir
quaisquer retornos significativos.
[...] Os dividendos são insustentáveis e foram grandemente pagos com dinheiro
levantado da venda de ativos e aumento de dívida. [...] [...] [...]
A leitura da notícia acima
indica-nos que os dividendos pagos pela Vale de 2009 a 2014 foram bastante
superiores aos próprios “fluxos de caixa livre” desta empresa neste período de
tempo. Deste modo, os dividendos pagos pela Vale de 2009 a 2014 foram
retirados em grande parte de recursos provenientes da venda de ativos e
aumento de dívida, ao invés de terem sido retirados dos “fluxos de caixa livre”
da empresa, conforme mencionado na notícia acima. Neste sentido, US $ 8 Bi -
US $ 1,2 Bi= - US $ 6,8 Bi. Em outros termos, o fato da Vale ter pago de 2009
a 2014 US$ 6,8 Bi em dividendos além dos “fluxos de caixa livre” sugere-nos
que o “valor intrínseco” desta empresa neste período de 6 (seis) anos esteve
próximo de 0 (zero), ou mesmo era negativo. Assim, tal diferença a menor de
US $ 6,8 Bi sugere-nos, no mínimo, que a Vale ficou após 2014 com a
obrigação “moral” de “recuperar” tais dividendos pagos com insuficiente
contrapartida de “fluxos de caixa livre”. [...] [...] [...]
Reasons Why Vale Is A Fail? (NYSE:VALE) [...] [...] [...]
Seeking Alpha
http://seekingalpha.com/article/299 2216-reasons-why-vale-is-afail?
auth_param=14eeqk:1ag3deq:f580f47d8ee466982567d59998e749d6&d
r=1 [...] [...] [...]
Encontramos a fundamentação para a nossa observação acima na leitura e
interpretação do seguinte fragmento de texto encontrado na literatura técnica:
[...] [...] [...]
[...] Le retournement boursier doit donc être interprété comme une forme de
rappel à l’ordre de la loi de la valeur qui se fraie la voie, sans se soucier des
modes économiques. Que dit cette loi ? Deux choses assez simples : qu’il n’y a
de valeur que celle créée par le travail, et qu’on ne peut distribuer plus de
valeur que celle qui a été créée. Cette loi n’exclut pas les phases d’envol
boursier, PARCE QU’ELLE INTRODUIT UNE DISTINCTION ÉLÉMENTAIRE
ENTRE LES FLUX DE REVENUS ET LES PLUS-VALUES
CORRESPONDANT À LA VALORISATION DES PATRIMOINES. La richesse
virtuelle peut évoluer de manière parfaitement extravagante tant qu’elle ne
prétend pas être convertie en pouvoir d’achat et donner lieu à des
revendications de revenus incompatibles avec la création de valeur réelle. (45)
(maiúsculo nosso)
[...] [...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
[...] A reversão bursátil, portanto, deve ser interpretada como uma forma de um
lembrete da existência da lei do valor, que segue sua trilha independentemente
das tendências econômicas. O que diz esta lei? Duas coisas bem simples: que
há um valor que é apenas aquele criado pelo trabalho e que não se pode
distribuir mais valor do que aquele criado. Esta lei não exclui as fases de alta
bursátil, PORQUE INTRODUZ UMA DISTINÇÃO BÁSICA ENTRE OS
FLUXOS DE RECEITAS E OS GANHOS CORRESPONDENTES À
VALORIZAÇÃO DOS PATRIMÔNIOS. A riqueza virtual pode evoluir de forma
perfeitamente extravagante, desde que não reivindique ser convertida em
poder de compra e dar origem a reivindicações de renda incompatíveis com a
criação de valor real. (45) (Maiúsculo nosso)
[...] [...] [...]
Assim, o pagamento de US$ 8 bi em dividendos de 2009-2014 pela Vale, ao
passo que os “fluxos de caixa livre” deste mesmo período foram de apenas o
equivalente a US $ 1,2 bi expõe a fragilidade do valor intrínseco de Vale
naquele período de tempo.
Uma segunda notícia vai igualmente nos permitir continuar nossa sustentação
de que em passado recente o “valor intrínseco” da empresa Vale esteve
próximo de 0 (zero). Neste sentido, a seguir iremos ler o fragmento de texto
que denominamos de “Análise Vale 2”, igualmente encontrado na Internet: [...]
[...] [...]
“Análise Vale 2” [...] [...] [...]
« Fugir da Bolsa por juros nos EUA e corte de rating é não conhecer o passado
do mercado » [...] [...] [...]
(25/11/2015 - Infomoney) [...] [...] [...]
Dilema da Vale [...] [...] [...]
Mesmo sem citar a tragédia envolvendo a Samarco na cidade de Mariana
(MG), o cenário da Vale é bem complicado por causa da enorme sensibilidade
da empresa ao preço do minério de ferro o que ficou mais evidente no
momento atual de forte queda que a commodity acumula nos últimos meses.
Só para se ter uma idéia: se o minério de ferro cair de US$ 50 para US 45 (algo
que vem ocorrendo com freqüência), a geração de caixa da Vale zera, ou seja,
a empresa será obrigada a fazer uma chamada de capital caso esse cenário se
mantenha. [...] [...] [...]
- Pretendemos aqui realçar a seguinte expressão encontrada no fragmento de
texto acima: [...] [...] [...]
“[...] Só para se ter uma ideia: se o minério de ferro cair de US$ 50 para US $
45 (algo que vem ocorrendo com freqüência), a geração de caixa da Vale zera,
ou seja, a empresa será obrigada a fazer uma chamada de capital caso esse
cenário se mantenha.” [...] [...] [...]
Entretanto, ao lermos e interpretarmos o fragmento de texto acima, mormente a
expressão “a geração de caixa da Vale zera”, compreendemos porque a Vale
não deveria ter pago US$ 8 Bi em dividendos de 2009 a 2014. Neste sentido, a
Vale não deveria ter pago US $ 8 BI de dividendos de 2009 a 2014, porque os
“fluxos de caixa livre” da Vale neste período de tempo foram de apenas US $
1,2 BI, o que contraria o especificado pela literatura técnica como antes vimos
no Anexo “5”. Adicionalmente, uma empresa que não pode pagar dividendos
em determinado período de tempo, aproxima-se de uma empresa que nada
vale, conforme os dizeres do conceito de “valor intrínseco”, apresentado no
Anexo “5”. [...] [...] [...]
Consequentemente, não nos parece equivocado dizermos que na época da
notícia acima (“Novembro de 2015”) o “valor intrínseco” da empresa Vale era
algum número nas proximidades de zero, ou mesmo zero. [...] [...] [...]
Parece-nos oportuno aqui observarmos que a conclusão a que chegamos na
“Análise Vale2” coincide com a mesma conclusão a que chegamos na “Análise
Vale 1”. [...] [...] [...]
Adicionalmente, as duas conclusões acima nos permitem uma terceira
conclusão: no fundo do poço dos “preços de mercado” de Fevereiro / 2016 dos
títulos bursáteis de Vale igualmente o “valor intrínseco” dos títulos bursáteis de
Vale esteve próximo de 0 (zero). [...] [...] [...]
Prosseguindo em nossa abordagem, visualizamos no Gráfico “1” que o “preço
de mercado” dos títulos ADRs de Vale encolheu aproximadamente 92% em
dólares
norte-americanos no período de Janeiro / 2011 à Fevereiro / 2016. Entretanto,
após Fevereiro / 2016 iniciou-se uma aparentemente vigorosa recuperação dos
“preços de mercado” dos títulos de Vale, exceto em alguns poucos meses após
o acidente ocorrido em Brumadinho. Assim, os títulos de Vale3 que eram
cotados em Fevereiro / 2016 por R$ 9 / ação são cotados atualmente (13/08
/2021) em R$ 108 / ação, como podemos constatar por meio da simples
visualização do Gráfico “2”, abaixo disponibilizado. [...] [...] [...]
https://www.advfn.com/p.php?pid =staticchart&s=BOV%5EVALE3&t
=37&p=5&dm=0&vol=0&width=67 0&height=600&min_pre=0&min_a fter=0 [...]
[...] [...]
Gráfico “2” [...] [...] [...]
https://www.advfn.com/stock-market/bovespa/VALE3/chart (acesso em
13/08/2021) [...] [...] [...]
Entretanto, a seguir iremos
sustentar que esta última alta de
aproximadamente 5 (cinco) anos (Fevereiro 2016 / Agosto 2021)
dos “preços de mercado” dos
títulos bursáteis de Vale foi
artificial, pois não guarda nenhuma
correspondência com uma melhora
do “valor intrínseco” da empresa Vale. Permite-nos sustentar tal afirmação a
apresentação de duas notícias com impacto negativo nos balanços contábeis
de Vale.
A primeira notícia é a de que a
Vale será obrigada a pagar
pesadas indenizações, como
conseqüência do acidente ocorrido
em Brumadinho. Assim, encontramos na Internet o seguinte fragmento de
texto: [...] [...] [...]
“[...] A Vale informou que o impacto, para a empresa, com o acordo global de
Brumadinho, foi R$ 19,9 bilhões (US$ 3,872 bilhões), dos quais R$ 5,4 bilhões
(US$ 1 bilhão) serão liquidados com a liberação de depósitos judiciais feitos
pela mineradora.” [...] [...] [...]
(“Preços do minério garantem bom resultado à Vale mesmo com provisão para
Brumadinho” / Empresas / Valor Econômico - 25 de fev. de 2021) [...] [...] [...]
Uma segunda notícia é a enorme dívida líquida apresentada pela empresa Vale
em Dezembro / 2020. Neste sentido, encontramos na Internet o seguinte
fragmento de texto: [...] [...] [...]
“[...] A dívida líquida da Vale no final do ano passado era de US$ 25,075
bilhões.” [...] [...] [...]
(https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/2017/02/economia/548 600-valediz-
ser-possivel-atingir-di vida-liquida-de-us-15-bi-nos-proxim os-12-meses.html
- 8 de ago. de 2021) [...] [...] [...]
Ao tomarmos por fundamentos as duas notícias acima, não nos parece
equivocado sustentarmos que o “valor intrínseco” dos títulos
bursáteis de Vale em Dezembro /
2020 não apenas equipara-se ao
“valor intrínseco” de Vale que
encontramos tanto na “Análise
Vale 1”, quanto na “Análise Vale
2”, mas é ainda pior do que o
“valor intrínseco” encontrado
nestas duas análises.
Assim, a Vale apresentava uma dívida líquida de US $ 24 Bi no final de 2014,
conforme mencionado na “Análise Vale 1”. Por outro lado, a dívida líquida da
Vale em Dezembro / 2020 era de US$ 25,075 bilhões, como igualmente antes
vimos. Entretanto, a Vale informou que o impacto, para a empresa, com o
acordo global de Brumadinho, foi de US$ 3,872 bilhões. Assim, podemos dizer,
que a dívida líquida da Vale em Dezembro / 2020 era de US$ 28,947 Bi = US$
25,075 Bi + US$ 3,872 Bi. Em síntese, não nos parece equivocado dizermos
que a dívida líquida da Vale evoluiu de US $ 24 Bi no final de 2014 para US$
28,947 Bi no final de 2020. Por outro lado, os “preços de mercado” de Vale
evoluíram de US$ 9/ ação em Fevereiro / 2016 para US $ 108 / ação em
13/08/2021. [...] [...] [...]
Consequentemente, a comparação entre estas duas últimas observações
permite-nos concluir que a valorização dos títulos de Vale após Fevereiro /
2016 até Agosto / 2021 não encontra correspondente apoio nos fundamentos
da empresa Vale, pelo menos até Dezembro / 2020. [...] [...] [...]
Em síntese, é cristalino que tanto a conclusão acima, quanto a conclusão da
“Análise Vale1”, bem como a conclusão da “Análise Vale2”, ajustam-se ao
conceito de probabilidades objetivas, apresentado no início do presente anexo.
Assim, estas três análises se ajustam ao conceito de probabilidades
conhecidas “a priori”, conforme podemos constatar por meio da leitura e
interpretação dos fragmentos de texto que antecedem tal conclusão. Logo,
após tal conclusão parece-nos que a manutenção em carteira de títulos de
Vale, mormente de forma contínua, é uma prática arriscada e que pode trazer
conseqüências bem negativas para os titulares de tais títulos.
[...] [...] [...]
Adicionalmente, podemos ler na “Análise Vale 2” que “[...] o cenário da Vale é
bem complicado por causa da enorme sensibilidade da empresa ao preço do
minério de ferro.” Neste sentido, o preço do minério de ferro é de
aproximadamente US$ 168 / tonelada métrica atualmente (13/08/2021). Não
obstante, encontramos na Internet menção de que estas altas dos últimos
pouco mais de 5 (cinco) anos (Fevereiro 2016 / Agosto 2021) dos preços do
minério de ferro são atribuídas à baixa dos estoques do referido minério. Deste
modo, a “enorme sensibilidade da empresa ao preço do minério de ferro”,
mencionada na “Análise Vale 2”, Vale teria ocasionado uma melhora acentuada
nos preços dos títulos de Vale. Entretanto, embora a alta nos “preços de
mercado” dos títulos de Vale3 tenha sido acentuada de Fevereiro / 2016 a
Agosto / 2021, estamos sustentando que tal melhora nos “preços de mercado”
dos títulos de Vale3 não guarda nenhuma correspondência com os “valores
intrínsecos” da empresa Vale, como antes vimos no presente anexo. Em outros
termos, estamos sustentando que tal “enorme sensibilidade da empresa Vale
ao preço do minério de ferro” não passa de um misto de "manipulação" e
"oligopólio". Em apertada síntese, a manipulação dos títulos bursáteis de Vale
de Fevereiro 2016 a Agosto 2021 teve por suporte inicial a evolução dos preços
de uma commodity de oferta “concorrencial”: o minério de ferro. Neste sentido,
iremos sustentar que a evolução dos preços dos títulos de Vale que passou a
ocorrer simultaneamente à valorização dos preços do minério de ferro após
Fevereiro de 2016, foi apenas um misto de “manipulação” e “oligopólio” como
doravante veremos. [...]
Consequentemente, não nos parece equivocado sustentarmos que uma
eventual recuperação dos estoques do minério de ferro muito provavelmente
reconduzirá os preços do minério de ferro para menores preços. Assim, como o
mercado não é uma coisa estática os preços dos títulos bursáteis de Vale vão
tender igualmente para menores preços. [...] [...] [...] Assim, esta última
conclusão igualmente equipara-se as três outras conclusões que chegamos no
presente anexo. Ou seja, esta nossa última conclusão enquadra-se no conceito
de probabilidades objetivas. Entretanto, como antes vimos às probabilidades
objetivas são probabilidades conhecias à “priori”.
Permite-nos ilustrar a conclusão acima o seguinte fragmento de texto
encontrado na literatura técnica: “[...] Ora, o próprio mercado manda sinais.
Outras, entretanto, demoram mais tempo para compreender o que está
acontecendo e continuam suas operações utilizando as mesmas estratégias
como se o mercado fosse uma coisa estática.”
[...] [...] [...] Vai-nos permitir compreender a antes mencionada acentuada
evolução dos preços do minério de ferro o comentário que faremos após a
leitura e interpretação do seguinte fragmento de texto encontrado na literatura
técnica: [...] [...] [...]
[...] Em resumo, o custo de produção das unidades marginais é, em uma
situação de oferta concorrencial, o preço fundamental em torno do qual o preço
de mercado oscila, porque existem forças de compensação que conduzem os
preços aos fundamentos. Essas forças resultam do fato de que uma commodity
pode ser produzida em uma quantidade que é a priori ilimitada. Se o preço de
mercado exceder os custos de produção, a produção, após um período mais
longo ou mais curto, eventualmente aumenta, o que diminui o preço. Se o
preço de mercado for menor que o custo de produção das unidades marginais,
a produção acaba sendo reduzida porque essas unidades fecham e o preço
aumenta novamente. [...] Mas o preço de mercado continua sujeito a uma
inegável ancoragem "real". Isto é o que leva os profissionais do mercado e os
analistas de "commodities" a dizer, "com toda razão", que "a física sempre
acaba por impor sua lei". (34) [...] [...] [...]
A leitura e interpretação do fragmento de texto acima são suficientes para
compreendermos o mecanismo conhecido por “regulação”. Em apertada
síntese, no caso concreto da queda dos preços do minério de ferro para até US
$45 / tonelada métrica, mencionado na Análise Vale “1”, causou o fechamento
de algumas minas produtoras do minério de ferro, o que causou a diminuição
dos estoques do referido minério noticiado na Internet. Em seguida, tal
diminuição dos estoques do mencionado minério, ocasionou um conseqüente
aumento dos preços do minério de ferro, devido aos efeitos do mecanismo de
“regulação”, acima mencionado. Por outro lado, os preços dos títulos bursateis
de Vale teriam tido uma acentuada valorização devido à mencionada “[...]
enorme sensibilidade da empresa Vale ao preço do minério de ferro”.
Entretanto, estamos sustentando que esta mencionada “enorme sensibilidade
da empresa Vale ao preço do minério de ferro” não passa de um misto de
“manipulação” e “oligopólio”. [...] [...] [...]
Em síntese, estamos sustentando que uma análise isenta do mercado bursátil
deve ser feita similarmente àquela análise que os médicos urologistas fazem
do PSA.* Desta maneira, não devemos analisar a evolução do “valor intrínseco”
das ações como analisamos uma foto; ao invés, devemos analisar a evolução
do “valor intrínseco” das ações como analisamos um filme. Neste sentido, a
seguir iremos fazer uma comparação entre a dívida líquida da Vale de
Dezembro / 2014 e Dezembro / 2020. [...] [...] [...]
*Prostate Specific Antigen [...] [...] [...]
Assim, a dívida líquida da Vale era superior a US $ 24 Bi no final de 2014,
conforme podemos ler na “Análise Vale 1”. Entretanto, mesmo com a enorme
melhoria nos preços do minério de ferro nos últimos pouco mais de 5 (cinco)
anos (Fevereiro 2016 / Agosto 2016) não houve uma correspondente
diminuição da dívida líquida da empresa, como seria o esperado. Ao invés,
houve um aumento da dívida líquida da empresa, como antes vimos.
Lamentavelmente, grande parte do aumento da dívida líquida da Vale é
conseqüência de indenizações que a Vale será obrigada a fazer, como
conseqüência do acidente de Brumadinho. Em síntese, temos razões para
suspeitarmos que os “preços de mercado” dos títulos de Vale atualmente
(Agosto / 2021) são insustentáveis. Neste sentido, parece-nos oportuno
relembrarmos que o mercado do minério de ferro obedece a uma oferta
“concorrencial”. Logo, a esperada queda dos preços do minério de ferro, como
antes sustentamos, provavelmente reconduzirá os “preços de mercado” dos
títulos de bursáteis de Vale para menores preços. [...] [...] [...]
Parece-nos oportuno fazermos uma pausa em nossa abordagem para a leitura
e interpretação do seguinte fragmento de texto encontrado na literatura técnica:
[...] [...] [...]
[...] Essa hipótese é baseada em uma concepção particular do tempo humano,
segundo a qual não há uma ruptura qualitativa entre o passado, o presente e o
futuro. É certo que, nesta concepção, o futuro ainda é incerto, mas começa a
ser probabilizável. O ator econômico autômato calcula assim o futuro tal como
calcula o presente. Simplesmente as variáveis, certeiras do passado e do
presente, são probabilísticas no futuro. O mesmo cálculo, portanto, engloba
passado, presente e futuro. A mesma racionalidade dos atores autômatos está
em ação. É por isso que o futuro é "previsível". Certamente esta previsão está
sujeita a incertezas (previsíveis), entretanto TAL INCERTEZA É SEMPRE
REDUZIDA PELO ACÚMULO DE INFORMAÇÕES E, PORTANTO, DIMINUI À
MEDIDA QUE O HORIZONTE DA PREVISÃO SE APROXIMA. (34) (maiúsculo
nosso) [...] [...] [...]
A leitura e interpretação do fragmento de texto acima permite-nos compreender
por que partir de certo lapso temporal o futuro embora ainda continue a incerto,
passa a ser probabilístico.
[...] [...] [...]
Antes sustentamos que o “valor intrínseco” dos títulos bursáteis de Vale em
Dezembro / 2020 equipara-se ao “valor intrínseco” de Vale que encontramos
tanto na “Análise Vale 1” quanto na “Análise Vale 2”, qual seja, 0 (zero). [...] [...]
[...]
Permite-nos ilustrar a conclusão acima o seguinte fragmento de texto que
retiramos do conceito de “pirâmide financeira", antes mencionado: [...] [...] [...]
“[...] Na falta de qualquer ativo real capaz de cobrir os rendimentos anunciados,
Ponzi oferecia a seus primeiros clientes o capital aportado pelos que vinham
depois.” (14) [...] [...] [...]
Em síntese, a evolução dos preços de mercado dos títulos de Vale de
Fevereiro 2016 a Agosto 2021 pode ser equiparada a seguinte expressão: “[...]
falta de qualquer ativo real capaz de cobrir os rendimentos anunciados.”
Igualmente, vai-nos permitir ilustrar nossa sustentação de que em Dezembro /
2020 o “valor intrínseco” dos títulos de bursáteis de Vale é 0 (zero) os
seguintes aforismos de autoria do grande trader norte-americano, Warren
Buffett: [...] [...] [...]
(1) Price is what you pay; value is what you get. (24) [...] [...] [...]
(2) In the short run, the market is a voting machine, but in the long run, it is a
weighing machine. (24) [...] [...] [...]
[...] [...] [...] Neste sentido, gostaríamos aqui observar que nossa conclusão
antes mencionada significa que os últimos titulares de ações que nada valem,
como os titulares de títulos de Vale, correm o risco de receber pouco, ou nada.
[...] [...] [...]
[...] [...] [...] Igualmente, permite-nos ilustrar nossa última conclusão o seguinte
comentário encontrado em certo blog freqüentado por traders: [...] [...] [...]
“[...] Se você observar o gráfico de Vale há 6 anos atrás ele mostrava só um
lado da MONTANHA ... Eu falava para uns caras na última corretora que eu
trabalhei, SE VOCÊ TEM UM LADO DA MONTANHA FATALMENTE NO
FUTURO TERÁ O OUTRO LADO. Não deu outra. Mas as pessoas são céticas
só acreditam quando acontece. Tenho um amigo que foi meu cliente, e tem já
há muito tempo, eu calculo 400.000 Vale5... Falei isso para ele, quase perdi o
amigo...” (maiúsculo nosso). [...] [...] [...]
(comentário retirado do blog Investmania em 04/12/2014) [...] [...] [...]
Neste sentido, doravante iremos sustentar que os aposentados e pensionistas
participantes de um fundo de pensão podem estar transferindo riquezas para
alguns poucos executivos de tais instituições sociais. Desta forma,
principalmente por meio de um misto do uso de mecanismos endógenos à
liquidez associados a informações privilegiadas é viabilizada uma transferência
de riquezas de titularidade dos aposentados e pensionistas de um fundo de
pensão, como nos permite compreender o seguinte fragmento de texto
encontrado na literatura técnica:
“[...] a teoria da agência enfatiza a tendência natural de os dirigentes
(de cooperativas), em função da posição que ocupam, deterem mais
informações que os associados, cujo poder de controle se apresenta
fraco. Desse modo, a assimetria de informação abre espaço para
informações oportunistas, pois pressupõe que o agente pode utilizar
informações em seu benefício próprio. Assim, resta como alternativa
a observação dos resultados alcançados pelo agente.” (54)
Assim, do mesmo modo que os dirigentes de cooperativas detêm mais informações que
os associados de uma cooperativa, não nos parece equivocado sustentarmos que os
“pMdpcc”* detêm mais informações que os “pFdpcc”*.
*proprietários MATERIAIS da poupança concentrada coletiva
** proprietários FORMAIS da poupança concentrada coletiva
Por fim, mas não menos importante, observamos no Gráfico "1" que o último
longo período de baixa dos títulos bursáteis ADRs de Vale ocorreu de Janeiro /
2011 a Fevereiro / 2016, ou seja, cinco anos e um mês. Entretanto, o último
período de alta destes mesmos títulos teve por início Fevereiro / 2016 e dura
até o presente (Agosto / 2021). Deste modo, já atinge aproximadamente cinco
anos e cinco meses este último período de alta, como podemos constatar pela
visualização do Gráfico “2”. A comparação dos tempos destes períodos
significa uma importante informação enviada pelo próprio mercado. Neste
sentido, o fato do tempo de duração deste mais recente ciclo de alta dos títulos
bursáteis de Vale já ter ultrapassado o tempo de duração do anterior ciclo de
baixa deste mesmo título em aproximadamente 5 (cinco) meses é um sinal
enviado pelo próprio mercado de que tal ciclo de alta pode estar próximo ao
seu final. Consequentemente, tal observação reforça nossa sustentação
anterior de que os “preços de mercado” dos títulos bursáteis de Vale tendem
para menores preços. Adicionalmente, nos parece que àqueles participantes do
mercado que obtiveram o grosso dos lucros devido a esta última tendência de
alta (Fevereiro 2016 a Agosto 2021), provavelmente serão os mesmos
participantes do mercado que irão obter o grosso dos lucros na tendência de
baixa que provavelmente se avizinha. [...] [...] [...] Inicialmente, iremos sustentar
tal prognóstico com fundamentos na alternância dos longos ciclos de alta e
baixa dos preços encontrados tanto nos preços do minério de ferro quanto nos
“preços de mercado” dos títulos bursáteis de Vale, como podemos comprovar
pela simples visualização dos gráficos de longo prazo de tais commodities.
Voltaremos ao tema na parte do presente trabalho consagrado à “manipulação”
e ao “oligopólio”. [...] [...] [...]
Em seguida, vamos apresentar uma análise fundamentalista dos títulos de
“Petrobras” igualmente encontrada na Internet. [...] [...] [...]
« Fugir da Bolsa por juros nos EUA e corte de rating é não conhecer o passado
do mercado » (25/11/2015 - Infomoney) [...] [...] [...]
[...] Petrobras está barata? [...] [...]
[...]
Imagine um carro que custa R$ 100 mil. Se eu dissesse que estou vendendo
esse mesmo carro 0 km por R$ 10 mil, você compraria? Certamente sim. Mas
e se o proprietário desse carro tem uma dívida de R$ 110 mil, esses R$ 10 mil
ainda seriam uma boa oferta? É exatamente esta a situação da Petrobras. A
ação já valeu R$ 40 e hoje está quase R$ 7, será que já não caiu muito? Não
tenha dúvida. MAS SE VOCÊ SOMAR O VALOR DE MERCADO COM A
DÍVIDA DELA, VERÁ QUE ELA NUNCA ESTEVE TÃO CARA NA BOLSA.
(obs.: a Petrobras fechou o terceiro trimestre de 2015 com uma dívida de
pouco mais de R$ 500 bilhões, consolidando-se como uma das empresas mais
endividadas do mundo). (maiúsculo nosso)
[...] [...] [...] (João Braga, cogestor da XP Gestão) [...] [...] [...]
- Outra maneira de falar que “Petrobras nunca esteve tão cara na Bolsa” se
equipara a dizer que a cotação dos títulos de Petrobras, na época da presente
análise acima (Novembro / 2015), já estava próxima de um número infinito.
Entretanto, em termos matemáticos, se você vem a adquirir títulos cujos preços
já estão nas proximidades de um número infinito, isto equivale a dizer que a
probabilidade de você vir a lucrar com a venda de tais títulos, após tal lapso
temporal é próxima de zero. Sustentamos a veracidade da afirmação acima,
fundamentado no fato de que não é possível a existência de um número maior
que um número infinito. Assim, após tal conclusão quer nos parecer que
“manter em carteira” títulos de Petrobras, após Novembro / 2015, se equipara a
algo que temos sustentado no presente trabalho: o principal objetivo do
“hodierno capitalismo bursátil” é transferir riquezas. Em outros termos, se você
mantém em carteira após tal lapso temporal títulos que apresentam valor
intrínseco próximo de 0 (zero) a probabilidade maior é de você ao alienar tais
títulos venha a obter um lucro pequeno, ou mesmo um prejuízo.
Conseqüentemente, cada vez mais a probabilidade de você vir no futuro a
comprar títulos de Petrobras no intuito de revender posteriormente com lucro
tais mesmos títulos é cada vez menor. Em outros termos, não nos parece
equivocado equipararmos as oscilações de preços sofridas pelos títulos de
Petrobras a partir de Novembro / 2015 a inteligência de certo fragmento de
texto antes encontrado na literatura técnica: [...] [...] [...]
“[...] as orgias de especulação cada vez têm menos relação com a realidade
econômica”. (9) [...] [...] [...]
Neste sentido, pela lógica, uma diminuição das cotações teria um efeito
sinalizador semelhante àquele de tornar cada vez mais baratas as ações de
determinada empresa cotada na Bolsa de Valores. Entretanto, freqüentemente
tem ocorrido o inverso: os títulos ficam cada vez mais caros, quando as
cotações diminuem, como no caso dos títulos de Petrobras, ora em comento. A
nosso ver, tal paradoxo só pode ser atribuído ao fato de o “valor intrínseco” de
tais títulos terem tido seu valor estimado diminuído ainda mais que a queda das
respectivas cotações. [...] [...] [...]
Reforça nossa conclusão acima algo que temos sustentado ao longo do
presente trabalho: o “moderno capitalismo bursátil” equipara-se a uma
“pirâmide financeira administrada e/ou planejada”. Entretanto, as
características primordiais das “pirâmides financeiras” são a transferência de
riquezas e a limitação temporal de existência de tais fenômenos. Parece-nos
oportuno aqui recordamos certa conclusão encontrada no presente trabalho:
[...] [...] [...]
“[...] um compromisso implícito por parte da comunidade financeira como um
todo de manter leva-nos a relembrar algo que antes dissemos: [...] [...] [...]
“[...] significa que àqueles que mantêm a “[...] totalidade dos títulos no longo
prazo” carregam um pesado fardo.” [...] [...] [...]
Em síntese: [...] [...] [...]
(1) O “moderno capitalismo bursátil” se equipara a uma “conspiração” e/ou uma
“pirâmide financeira”. Entretanto, toda “pirâmide financeira” têm um tempo de
vida limitado. Ou seja, a Bolsa de Valores tende a deixar de existir. Igualmente,
antes sustentamos que a Bolsa de Valores se equipara a uma conspiração;
entretanto, igualmente toda conspiração depois de revelada tende a deixar de
existir. [...] [...] [...]
(2) Os indícios de que os títulos de Petrobras e Vale atualmente (Dezembro /
2020) têm “valor intrínseco” nas proximidades de 0 (zero) são robustos, como
antes vimos; [...] [...] [...]
(3) Um misto do uso informações privilegiadas e do uso de mecanismos
endógenos à liquidez permite àqueles que detêm o “poder de alocação” obter
enormes ganhos, como veremos na parte do presente trabalho consagrada à
manipulação. [...] [...] [...]
Em síntese, a leitura e interpretação dos fragmentos de texto, mencionados no
presente anexo, permitem-nos concluir que o “preço de mercado” dos títulos de
Vale e de Petrobras tendem a entrar numa tendência primária de baixa, ou
mesmo colapsar. Consequentemente, o problema maior é determinar o tempo
restante de funcionamento do "moderno capitalismo bursátil".
[...] [...] [...] Neste sentido, sustentamos no Anexo “5” que o “moderno
capitalismo bursátil” se equipara as "pirâmides financeiras". Entretanto, as
“pirâmides financeiras” são fenômenos que tem um prazo limite de duração.
Em outros termos, o "moderno capitalismo bursátil" tende a deixar de existir.
[...] [...] [...]
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