segunda-feira, 22 de novembro de 2021
Anexo “6” [...] [...] [...]
Nossa contestação à hipótese
do “comportamento mimético”
no “moderno capitalismo
bursátil” [...] [...] [...]
Prosseguindo em nossa
abordagem parece-nos oportuno
a leitura de dois fragmentos de
texto de autoria do economista
francês, André Orléan: [...] [...] [...]
[...] An individual investor's
expectation, in other words, is
formed on the basis of what he
expects the expectations of his
fellow investors to be. An
essentially mimetic sort of
rationality is at work here, for it
seeks to mimic the market in
order to anticipate its course,
however erratic this may be. If
the investor believes that
market prices will rise
tomorrow, self-interest instructs
him to buy shares, even if he
also believes that this
prospect, from the point of view
of fundamentals, makes no
sense. [...] [...] [...]
[...] As we will see later in
connection with financial
markets, a propensity to wild
swings, both upward and
downward, is the direct
expression of mimetic
behavior. (18) [...] [...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
[...] Em outras palavras, a
expectativa de um investidor
individual é formada com base
no que ele espera que sejam
as expectativas de seus
colegas investidores. Um tipo
essencialmente mimético de
racionalidade está em ação
aqui, pois busca imitar o
mercado para antecipar seu
curso, por mais errático que
seja. Se o investidor acredita
que os preços de mercado vão
subir amanhã, o interesse
próprio o instrui a comprar
ações, mesmo que ele
também acredite que essa
perspectiva, do ponto de vista
dos fundamentos, não faz
sentido.
[...] Como veremos mais
adiante em relação aos
mercados financeiros, a
propensão a oscilações
excessivas, tanto para cima
quanto para baixo, é uma
expressão direta do
comportamento mimético. (18)
[...] [...] [...]
Entretanto, sustentamos no
anexo anterior que o “moderno
capitalismo bursátil” se equipara a
uma “pirâmide financeira”.
Portanto, estamos contestando a
hipótese do “comportamento
mimético”. [...] [...] [...]
Adicionalmente, tal contestação a
o seguinte fragmento de texto
encontrado na literatura técnica:
[...] [...] [...]
[...] La croissance de la sphère
financière et des revenus qu’elle
procure n’est possible qu’en
proportion exacte de
l’augmentation de la plus-value
non accumulée, et l’une comme
l’autre admettent des limites, qui
ont été atteintes.(22) [...] [...] [...]
Traduzindo:
[...] [...] [...]
[...] O crescimento do setor
financeiro e dos ganhos que este
proporciona só é possível na
proporção exata do aumento da
mais-valia não acumulada, e um,
como o outro, admitem limites
que foram atingidos. (22) [...] [...]
[...]
Assim, a expressão “[...] admitem
limites que foram atingidos”,
acima mencionada, sugere-nos
que o “moderno capitalismo
bursátil” se assemelha a uma
“pirâmide financeira”. Neste
sentido, as “pirâmides
financeiras” têm um tempo de
vida limitado. E, tal limitação
temporal evidencia um nítido
contraste com a inteligência
contida nos dois fragmentos de
texto de autoria do economista
francês, André Orléan, antes
mencionados no presente anexo:
[...] [...] [...]
“[...] Um tipo
essencialmente mimético
de racionalidade está em
ação aqui, pois busca imitar
o mercado para antecipar
seu curso, por mais errático
que seja.Se o investidor
acredita que os preços de
mercado vão subir amanhã,
o interesse próprio o instrui
a comprar ações, mesmo
que ele também acredite
que essa perspectiva, do
ponto de vista dos
fundamentos, não faz
sentido.”
“[...] a propensão a
oscilações excessivas [...] é
uma expressão direta do
comportamento mimético.”
(18) [...] [...] [...]
Entretanto, parece-nos que André
Orléan se esqueceu de algo que
ele próprio disse: [...] [...] [...]
“[...] o fato de um indivíduo ter a
liberdade para vender um título
sempre que desejar existe
apenas em virtude de um
compromisso implícito por parte
da comunidade financeira como
um todo de manter a totalidade
dos títulos no longo prazo.” (18)
[...] [...] [...]
Deste modo, “[...] o compromisso
implícito”, encontrado no
fragmento de texto acima,
contrasta com a expressão “[...]
Um tipo essencialmente mimético
de racionalidade está em ação
aqui”. Logo, tal contraste
fortalece nossa sustentação de
que o “moderno capitalismo
bursátil” se equipara a uma
“pirâmide financeira”. Em outros
termos, o “[...] compromisso
implícito por parte da comunidade
financeira como um todo de
manter a totalidade dos títulos no
longo prazo” significa que àqueles
que mantêm a “[...] totalidade dos
títulos no longo prazo” carregam
um pesado fardo, pois como
estamos sustentando o “moderno
capitalismo bursátil” equipara-se
a uma “pirâmide financeira”. E,
nas “pirâmides financeiras” os
últimos a vender são os que mais
perdem. Entretanto, doravante
veremos que tais títulos são
mantidos em carteira de forma
quase que permanente devido a
interesses. Neste sentido, se
encontram àqueles participantes
do mercado que “mantêm em
carteira” de forma quase que
permanente títulos que têm por
“valor intrínseco” valores bem
inferiores aos do “preço de
mercado”. Desta maneira, tais
aplicadores financeiros
transferem riquezas para
“determinado capital financeiro”,
como veremos no Anexo “8”.
Adicionalmente, iremos sustentar
no próximo anexo que prevalece
em certos mercados bursáteis
além de uma oferta “nãoconcorrencial”,
certo poder
oligopolístico. Entretanto, uma
oferta “não-concorrencial”,
mormente quando associada a
um poder oligopolístico, contraria
totalmente a “hipótese dos
mercados eficientes”, como
veremos no próximo anexo. [...]
[...] [...]
Permite-nos ilustrar tal afirmação
o contraste entre dois fragmentos
de texto encontrados na literatura
técnica sobre a maximização dos
fluxos dos dividendos. Neste
sentido, em primeiro lugar,
encontramos na literatura técnica
o seguinte fragmento de texto: [...]
[...] [...]
[...] It stands to reason that the
greater the present dividends and
their rate of increase, the greater
the value the stock; thus,
differences in growth rates are a
major factor in stock valuation.
(48) [...] [...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
[...] É óbvio que quanto maiores
forem os dividendos atuais e sua
taxa de crescimento, maior será o
valor da ação. Assim, as
diferenças entre as taxas de
crescimento são o principal fator
na avaliação de uma ação. (48)
[...] [...] [...]
Em segundo lugar, encontramos
na literatura técnica o seguinte
fragmento de texto: [...] [...] [...]
[...] eles exigem que a atividade
dos grupos nos quais eles detêm
ações seja voltada para dois
objetivos: manter as cotações das
ações no nível mais elevado
possível e manter a maximização
dos fluxos de dividendos. (30) [...]
[...] [...]
Embora ambos os fragmentos de
texto acima mencionados
objetivem a “maximização dos
fluxos de dividendos” saltam aos
olhos a total diferença da
inteligência contida nestes. Em
outros termos, é total a
incompatibilidade entre a
maximização artificial do fluxo de
dividendos, mencionada no
segundo fragmento de texto
acima, com àquilo que seria a
verdadeira finalidade dos
dividendos, mencionada no
primeiro fragmento de texto. [...]
[...] [...]
Neste sentido, o mercado,
segundo o filósofo francês Dany-
Robert Dufour, “seria a única
verdadeira realidade no mundo
de ficção dos homens”. Assim,
em seu livro, O Divino Mercado
(46), ao se referir ao Mercado,
Dufour, aduz: “ELE POSSUI A
ONIPOTÊNCIA, CONTANTO
QUE O DEIXEM REALMENTE
AGIR”. Ou, ainda, quando
declara: “NADA DEVE PODER
ENTRAVAR O EXERCÍCIO
SOBERANO DESSA FORÇA”.
[...] [...] [...]
Antes vimos que o “moderno
capitalismo bursátil” ao ser
equiparado a uma “pirâmide
financeira” se equipara a algo que
tem um tempo de vida limitado;
Em contraste, o “comportamento
mimético” sugere algo sem
limites, mesmo sem
comprometimento não apenas
com o tempo, mas igualmente
com o “valor intrínseco”, como
André Orléan observa. Ademais,
a afirmação “[...] um compromisso
implícito por parte da comunidade
financeira como um todo de
manter a totalidade dos títulos no
longo prazo” sugere-nos que o
“moderno capitalismo bursátil” se
equipara a uma instituição social
que eventualmente terá um fim.
Tal afirmação parece-nos correta,
pois é nítido que tal
“compromisso implícito” limita-se
ao “preço de mercado”. Assim,
embora o mencionado
“compromisso implícito” viabilize
a obtenção de uma “mais-valia”
não tem nenhuma influência na
formação do “valor intrínseco”,
como antes vimos. Assim, a
contínua obtenção de uma “maisvalia”
diminui o tempo de vida do
mercado, pois como segredo da
bolha é a adesão especulativa,
quer-nos parecer que tal adesão
especulativa tende a diminuir com
o passar do tempo. [...] [...] [...]
Em síntese, estamos assim
demonstrando a
insustentabilidade da hipótese do
comportamento mimético no
“moderno capitalismo bursátil” de
autoria do economista francês,
André Orléan. Assim, por
exclusão iremos doravante
sustentar que o “moderno
capitalismo bursátil” serve tão
somente para transferir riquezas
dos trabalhadores e pequenos
acionistas para “determinado
capital financeiro”. [...] [...] [...]
Permite-nos ilustrar nossa
contestação a hipótese do
“comportamento mimético”
tomando por ponto de apoio o
seguinte fragmento de texto
encontrado na literatura técnica:
[...] Tout dépend au fond de ce
que l’on fait des revenus des
actifs financiers. Tant que ceux-ci
sont intégralement réinvestis, lês
patrimoines croissent en-dehors
de tout lien matériel avec la
sphère réelle et l’écart peut
potentiellement devenir infini.
Mais si une partie des droits de
tirage qui correspondent aux
revenus financiers cherchent à se
porter dans la sphère réelle,
autrement dit à s’échanger contre
des biens et services, ce transfert
doit se plier à la loi de la valeur ou
plus prosaïquement à celle de
l’offre et de la demande. [...] Ce
scénario est typiquement celui
d’une crise des fonds de pension,
quand toute une génération de
retraités passe en même temps
de la situation d’épargnant qui
achète des titres à celle de
retraité. qui vend les titres pour
financer sa consommation. (22)
[...] [...] [...]
Traduzindo:
[...] Tudo, no fundo, depende do
que fazemos com os ganhos dos
ativos financeiros. Enquanto eles
forem totalmente reinvestidos, os
ativos crescem sem qualquer
conexão física com a economia
real e a diferença pode tornar-se
potencialmente infinita. Mas se
uma parte destes direitos de
retiradas correspondentes aos
ganhos financeiros procurar se
transferir para a esfera real – ou
seja, procurar se trocar por bens
e serviços –, tal transferência
deve obedecer à lei do valor ou,
mais prosaicamente, àquela lei da
oferta e da procura. [...] Este
cenário é tipicamente aquele de
uma crise nos fundos de
pensões, quando toda uma
geração de aposentados passa
ao mesmo tempo, de uma
situação de investidor, que
compra títulos para aquela de um
aposentado, que vende os títulos
para financiar o seu consumo. [...]
[...] [...]
Em síntese, “[...] este cenário [...]
quando toda uma geração de
aposentados passa ao mesmo
tempo, de uma situação de
investidor, que compra títulos
para aquela de um aposentado,
que vende os títulos para
financiar o seu consumo”,
equivale a uma “pirâmide
financeira”. [...] [...] [...]
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