Anexo "5"
O "moderno capitalismo bursátil" tem um tempo de vida limitado e objetiva transferir riquezas dos trabalhadores e pequenos acionistas para "determinado capital financeiro"
Prosseguindo em nossa abordagem, parece-nos oportuno relembrarmos que antes encontramos certo fragmento de texto no qual é dito que a “Bolsa de Valores” tende a deixar de existir. Sustentar tal afirmação é o próximo passo do presente trabalho. Neste sentido, iremos sustentar tal afirmação tendo como suporte para nossa linha de argumentação dois fragmentos de texto de autoria de dois renomados economistas.
Entretanto, antes de apresentarmos tais textos parece-nos oportuno lermos e interpretarmos uma afirmação genérica relacionada ao tema, conforme se segue:
[...] E eu acho que há um último elemento, que retiramos de Prigogine, que é o seguinte:
Todos os sistemas, do universo ao menor sistema possível, têm vidas que não duram para sempre!
Portanto, é preciso descobrir como elas surgiram, quais eram suas regras durante o que eu chamo de “vida normal”. E como elas sempre se afastam do equilíbrio, elas entram em crise estrutural...
e isso...
[...] o sistema se bifurca, toma uma direção ou outra, mas não continua como era antes. E eu alego que a economia mundial capitalista hoje passa por uma crise estrutural e não vai sobreviver por muito tempo.
Aí você tem que analisar os processos pelos quais o sistema entra em colapso. Em primeiro lugar, temos que falar como os capitalistas ganham dinheiro. Os capitalistas não conseguem mais ganhar muito dinheiro com a produção
[...] e isso mina o valor do capitalismo para o capitalista, certo? Isso é um aspecto...
[...] e temos um sistema em que os capitalistas não fazem mais dinheiro, a única coisa que conseguem fazer é especular e a especulação tem limite, e estamos chegando a ele, neste momento em toda parte. *
* (fragmento de texto extraído de entrevista do sociólogo Immanuel Wallerstein ao canal Globo News - programa Milênio, de 13.02.2012, sobre o tema “Otimismo e caos na crise do capitalismo”)
No fragmento de texto acima o ponto que gostaríamos de enfatizar é o seguinte:
“[...] Todos os sistemas, do universo ao menor sistema possível, têm vidas que não duram para sempre!”
Um dos sistemas que tende a deixar de existir é o “moderno capitalismo bursátil”. Neste sentido, vamos continuar nossa sustentação de que o “moderno capitalismo bursátil” tende a deixar de existir. Assim, vamos apresentar em primeiro lugar certo fragmento de texto, de autoria do economista norte-americano, Paul Krugman. Tal fragmento de texto foi extraído do artigo "A instabilidade da moderação" ("O Estado de S. Paulo", edição de 26/11/2010):
“[...] Mas, depois de assistir ao fracasso das medidas econômicas durante os últimos três anos, vejo-me acreditando cada vez mais que este fracasso tem raízes profundas - que estávamos de alguma maneira, condenados a passar por tudo isto. Mais especificamente, suspeito agora que o tipo de regime de medidas econômicas moderadas que Brad e eu apoiamos – um regime que, em grande medida, permite que os mercados trabalhem, mas no qual o governo está pronto tanto para conter os excessos quanto para combater os declínios – seja inerentemente instável. Trata-se de algo que se pode sustentar durante aproximadamente uma geração, mas não por um período muito mais longo do que isto.”
Para nos permitir compreender o extraordinário alcance do fragmento de texto acima vamos nos deter em nossa abordagem para realizarmos um importante questionamento: onde se encontra na teoria econômica a explicação do por que o “tipo de regime de medidas econômicas moderadas”, pode se sustentar durante aproximadamente uma geração, mas não por um período muito mais longo do que isto?
- Por razões práticas vamos deixar de apontar inicialmente onde se encontra na teoria econômica a explicação acima. Ao invés, vamos sustentar algo por analogia. Neste sentido, vamos sustentar que as fundamentações do “tipo de regime de medidas econômicas moderadas” se equiparam as fundamentações do “moderno capitalismo bursátil”. Assim, vamos sustentar que a expressão – “O GOVERNO ESTÁ PRONTO TANTO PARA CONTER OS EXCESSOS QUANTO PARA COMBATER OS DECLÍNIOS” –, que ocorre no “tipo de regime de medidas econômicas moderadas” se equipara a expressão – “[...] O OBJETIVO DOS FORMADORES DE MERCADO É [...] A OBRIGAÇÃO DE COMPRAR E VENDER OS PAPÉIS EM DETERMINADA FAIXA DE PREÇO” –, que vamos encontrar na parte do presente trabalho consagrada a manipulação. Assim, doravante iremos demonstrar que se equipara a uma forma de manipulação, “a obrigação de comprar e vender os papéis em determinada faixa de preço”, acima mencionada.
Assim, não nos parece equivocado concluirmos que ambos os fragmentos de texto em maiúsculo, acima mencionados, se equiparam a uma espécie de manipulação. Logo, afrontam “a lei do valor”. Ademais, tais manipulações permitem-nos equiparar o "moderno capitalismo bursátil" a uma “pirâmide financeira”.
Neste sentido, acima sustentamos que o “tipo de regime de medidas econômicas moderadas” afronta “a lei do valor”. Em outros termos, quer nos parecer que é uma consequência da existência da “lei do valor”, àquilo que Krugman antes observou:
“[...] que estávamos de alguma maneira, condenados a passar por tudo isto [...]”. Do mesmo modo, não nos parece equivocado sustentarmos que algo semelhante tende a ocorrer no “moderno capitalismo bursátil”. Assim, no Anexo "7" iremos sustentar que os proprietários de títulos que são apenas matéria prima para transações se encaixam em situação semelhante .
Por outro lado, a evolução dos preços das ações deve ser determinada por esta mesma “lei”: “a lei do valor”. Entretanto, embora a “lei do valor” ainda seja uma lei, no “moderno capitalismo bursátil” tal lei tem características bem mais elásticas e complexas do que àquelas das leis da física, como doravante veremos.
Adicionalmente, no fragmento de texto antes mencionado Krugman observou: “[...] Mais especificamente, suspeito agora que o tipo de regime de medidas econômicas moderadas que [...] permite que os mercados trabalhem [...] seja inerentemente instável. Trata-se de algo que se pode sustentar durante aproximadamente uma geração, mas não por um período muito mais longo do que isto.”
Assim, a limitação temporal, acima mencionada, é uma característica do “tipo de regime de medidas econômicas moderadas”, conforme Krugman sustenta. Igualmente, é do conhecimento comum que uma das características essenciais das “pirâmides financeiras” é a limitação temporal de tais fenômenos. Não obstante, como antes equiparamos o “moderno capitalismo bursátil” ao “tipo de regime de medidas econômicas moderadas”, não nos parece equivocado mais uma vez equipararmos o “moderno capitalismo financeiro” a uma “pirâmide financeira”. Em síntese, chegamos às seguintes conclusões:
(1) tanto o “regime de medidas econômicas moderadas”, quanto o “moderno capitalismo bursátil” se equiparam a uma "pirâmide financeira";
(2) tanto o “regime de medidas econômicas moderadas”, quanto o “moderno capitalismo bursátil” “[...] se pode sustentar durante aproximadamente uma geração, mas não por um período muito mais longo do que isto”. Assim, o “moderno capitalismo bursátil” se equipara a uma "pirâmide financeira". Entretanto, como antes vimos às "pirâmides financeiras" têm um prazo de existência limitado. Consequentemente, o “moderno capitalismo bursátil” tem um prazo de existência limitado.
Prosseguindo
em nossa abordagem, vamos apresentar a seguir determinado fragmento de
texto de autoria do economista britânico, John Kay. Neste
sentido, a literatura técnica sustenta que os extravagantes preços
alcançados pelos títulos bursáteis são consequência da formação de
“bolhas especulativas”. Entretanto, as “bolhas especulativas” igualmente
podem ocorrer como consequência do “QE”*, como adiante veremos.
* Quantitative Expansion
Assim, por meio de certo fragmento de texto de autoria do economista britânico, John Kay, vamos continuar nossa sustentação de que o “moderno capitalismo bursátil” tende a deixar de existir. Neste sentido, o seguinte fragmento de texto de autoria do economista britânico:
[...] Now there is far more liquidity in the system, most of it supporting the short-term trading of financial institutions. Or at least there is the appearance of liquidity: when confidence dried up towards the end of 2008, so did liquidity. The primary intention and effect of central bank interventions since 2008 has been to restore such liquidity. [...] In the modern financial economy, the main effect of “QE” is to boost asset prices, as market gyrations of recent weeks have clearly illustrated. But is the pursuit of higher asset prices an effective or desirable means of promoting economic growth? The distributional impact of the policy demands attention; the one certain consequence of boosting asset prices is that those with assets benefit relative to those without. [...] The public also holds financial assets indirectly, largely through pension funds. But here there has been a paradoxical effect: because the way pension funds are valued, “QE” has generally increased pension funds' liabilities more than their assets. (49)
Traduzindo:
[...] Agora há muito mais liquidez no sistema, a maior parte dela suportando as negociações de curto prazo das instituições financeiras. Ou pelo menos há a aparência de liquidez: quando a confiança secou no final de 2008, o mesmo aconteceu com a liquidez. A principal intenção e efeito das intervenções do banco central desde 2008 tem sido restaurar essa liquidez. [...] Na economia financeira moderna, o principal efeito do “QE” é impulsionar os preços dos ativos, como as oscilações de mercado das últimas semanas têm claramente ilustrado. Mas é a busca por preços mais elevados para os ativos um meio eficaz ou desejável de se promover o crescimento econômico? O impacto distributivo desta política exige atenção; a consequência certa de impulsionar os preços dos ativos é que aqueles com ativos se beneficiam mais em relação àqueles sem. [...] O público também detém ativos financeiros indiretamente, em grande parte por meio dos fundos de pensão. Mas, aqui tem ocorrido um efeito paradoxal: devido à maneira por meio do qual os fundos de pensão são avaliados, o “QE” geralmente tem aumentado mais as obrigações dos fundos de pensão do que dos seus ativos. (49)
Entretanto, parece-nos oportuno realçar algo acima mencionado: o paradoxo de o “QE” geralmente aumentar mais as obrigações dos fundos de pensão do que dos seus ativos.
Neste sentido, a seguir vamos fazer uma pausa em nossa abordagem para fazermos o seguinte questionamento: a busca por preços mais elevados para os títulos bursáteis seria um meio mais eficaz ou desejável de promover o crescimento econômico?
- O estímulo conhecido por “QE” é a espécie mais recente do gênero incremento de “liquidez”. Entretanto, pretendemos aqui chamar a atenção do leitor para duas observações acima apontadas pelo economista britânico, John Kay, sobre o “QE”. Neste sentido, o economista britânico observou:
Assim, por meio de certo fragmento de texto de autoria do economista britânico, John Kay, vamos continuar nossa sustentação de que o “moderno capitalismo bursátil” tende a deixar de existir. Neste sentido, o seguinte fragmento de texto de autoria do economista britânico:
[...] Now there is far more liquidity in the system, most of it supporting the short-term trading of financial institutions. Or at least there is the appearance of liquidity: when confidence dried up towards the end of 2008, so did liquidity. The primary intention and effect of central bank interventions since 2008 has been to restore such liquidity. [...] In the modern financial economy, the main effect of “QE” is to boost asset prices, as market gyrations of recent weeks have clearly illustrated. But is the pursuit of higher asset prices an effective or desirable means of promoting economic growth? The distributional impact of the policy demands attention; the one certain consequence of boosting asset prices is that those with assets benefit relative to those without. [...] The public also holds financial assets indirectly, largely through pension funds. But here there has been a paradoxical effect: because the way pension funds are valued, “QE” has generally increased pension funds' liabilities more than their assets. (49)
Traduzindo:
[...] Agora há muito mais liquidez no sistema, a maior parte dela suportando as negociações de curto prazo das instituições financeiras. Ou pelo menos há a aparência de liquidez: quando a confiança secou no final de 2008, o mesmo aconteceu com a liquidez. A principal intenção e efeito das intervenções do banco central desde 2008 tem sido restaurar essa liquidez. [...] Na economia financeira moderna, o principal efeito do “QE” é impulsionar os preços dos ativos, como as oscilações de mercado das últimas semanas têm claramente ilustrado. Mas é a busca por preços mais elevados para os ativos um meio eficaz ou desejável de se promover o crescimento econômico? O impacto distributivo desta política exige atenção; a consequência certa de impulsionar os preços dos ativos é que aqueles com ativos se beneficiam mais em relação àqueles sem. [...] O público também detém ativos financeiros indiretamente, em grande parte por meio dos fundos de pensão. Mas, aqui tem ocorrido um efeito paradoxal: devido à maneira por meio do qual os fundos de pensão são avaliados, o “QE” geralmente tem aumentado mais as obrigações dos fundos de pensão do que dos seus ativos. (49)
Entretanto, parece-nos oportuno realçar algo acima mencionado: o paradoxo de o “QE” geralmente aumentar mais as obrigações dos fundos de pensão do que dos seus ativos.
Neste sentido, a seguir vamos fazer uma pausa em nossa abordagem para fazermos o seguinte questionamento: a busca por preços mais elevados para os títulos bursáteis seria um meio mais eficaz ou desejável de promover o crescimento econômico?
- O estímulo conhecido por “QE” é a espécie mais recente do gênero incremento de “liquidez”. Entretanto, pretendemos aqui chamar a atenção do leitor para duas observações acima apontadas pelo economista britânico, John Kay, sobre o “QE”. Neste sentido, o economista britânico observou:
Assim, inequivocamente a conseqüência certa de impulsionar os preços dos ativos é que aqueles com ativos se beneficiam mais em relação àqueles sem, conforme John Kay observou. Entretanto, quer-nos parecer que tal impulso nos preços não teria sido possível sem a ajuda dos bancos centrais.
Iremos a seguir tentar demonstrar ambas as afirmações, acima mencionadas por meio da seguinte interpretação que faremos do fragmento de texto de autoria do economista britânico, John Kay.
É do conhecimento comum que realiza prejuízo certo investidor que comprou determinada ação e na eventual posterior baixa de tal título venda o referido título por preço inferior ao da compra anterior em moeda constante. Por outro lado, realiza lucro certo investidor que esteja igualmente comprado em determinado título e numa posterior alta de tal título venda o referido título por preço superior em moeda constante ao de uma compra anterior. Entretanto, parece-nos um paradoxo certo investidor que anteriormente tenha comprado determinado título, venha a ter prejuízo quando este mesmo título eventualmente alcançar preço superior ao da anterior aquisição do mesmo título em moeda constante. Não obstante, é isto o que nos parece acontecer nos fundos de pensão do Reino Unido. Neste sentido, podemos ler no texto antes mencionado que como conseqüência da alta das ações ocorre nos fundos de pensão do Reino Unido certo paradoxo. Assim, devido ao modo como os fundos de pensão são avaliados o “QE” geralmente tem aumentado mais as obrigações destas instituições sociais.
Em apertada síntese, a observação acima nos permite chegar a mais uma conclusão: no “hodierno capitalismo bursátil” sempre existe um beneficiário e um perdedor. O beneficiário é usualmente “determinado capital financeiro”; o perdedor é geralmente o “trabalhador”. Chegamos à conclusão de que o beneficiário do “hodierno capitalismo bursátil” é “determinado capital financeiro”, pois como antes vimos o estímulo proporcionado pelo “QE” só foi possível devido à ajuda dos bancos centrais. No caso dos EUA a ajuda veio do FED e do Departamento do Tesouro, como antes vimos. Entretanto, o FED é uma empresa privada. Não obstante, é do conhecimento comum que toda empresa privada procura obter os interesses de seus donos. Logo, o simples fato de o FED ser uma empresa privada é um indício de que o “moderno capitalismo bursátil” pode ser equiparado a uma “conspiração”.
Encontramos a explicação para nossa observação acima no fato de que embora o estímulo conhecido por “QE” venha a conter crises, igualmente viabiliza que determinado capital financeiro obtenha uma “mais-valia” de forma sistemática e recorrente. Neste sentido, antes sustentamos que uma das fontes do poder do mercado de ações, além do financiamento da acumulação, é a obtenção de uma “mais-valia”. Ademais, doravante vamos sustentar que a obtenção de uma “mais-valia” é a principal destas outras fontes. Por fim, mas não menos importante, antes sustentamos que a obtenção de “mais-valia” de forma sistemática e recorrente por apenas alguns poucos participantes do mercado é um indício de que o “moderno capitalismo bursátil” se equipara a uma “conspiração”.
Por
outro lado, não nos parece equivocado sustentar que existem indícios de
que o trabalhador é o principal “perdedor” do hodierno capitalismo
bursátil, pois como antes vimos devido ao modo como os fundos de pensão
são avaliados no Reino Unido o “QE” geralmente tem aumentado mais as
obrigações de tais instituições sociais. Assim, nos fundos de pensão do
Reino Unido o aumento a maior das obrigações com toda certeza é um
prejuízo para os associados de tais instituições sociais: os
trabalhadores.
Ademais,
a obtenção de uma “mais-valia” por “determinado capital financeiro” de
forma sistemática e recorrente significa que uma transferência de
riquezas dos trabalhadores e pequenos acionistas é viabilizada para
“determinado capital financeiro”, como adiante veremos. Entretanto, tal
“transferência de riquezas” é um sinal enviado pelo próprio mercado que
vai-nos permitir reforçar duas conclusões a que chegamos anteriormente:
(1) o “moderno capitalismo bursátil” pode ser equiparado a uma
“conspiração”; (2) e que o mesmo tende a deixar de existir.
Parece-nos
oportuno sustentar que certa prática com efeito semelhante a do “QE”
tem ocorrido nos fundos de pensão brasileiros: a manutenção em carteira
de forma quase que permanente de determinados títulos que são apenas a
matéria prima para transações. Neste sentido, iremos sustentar no Anexo
“7” que os títulos de Petrobras e Vale se encaixam nesta categoria de
títulos.
Chegamos
a estas duas conclusões com fundamentos no simples fato de que como o
“moderno capitalismo bursátil” se resume ao ganho de uns poucos em
detrimento da perda de dois grupos específicos, conforme doravante
iremos demonstrar. Assim, podemos dizer que o “moderno capitalismo
bursátil” se equipara a algo como uma “conspiração”. Entretanto, é do
conhecimento comum que toda “conspiração” depois de descoberta tende a
deixar de existir. Logo, o “moderno capitalismo bursátil” tende a deixar
de existir.
Permite-nos reforçar a sustentação acima, a comparação entre a inteligência contida nos seguintes fragmentos de texto:
[...]
Próximas à fraude, todas as bolhas especulativas baseiam-se num
mecanismo bastante semelhante. Elas requerem uma entrada constante de
investimentos, para manter o mercado em alta e a ilusão de que, assim,
todo mundo ganha. O segredo da bolha é a adesão especulativa. (14)
[...]
Agora há muito mais liquidez no sistema, a maior parte dela suportando
as negociações de curto prazo das instituições financeiras. (49)
O
primeiro fragmento de texto acima mencionado é parte do conceito de
“pirâmide financeira”, antes apresentado. Por outro lado, o segundo
fragmento de texto acima é parte essencial do texto que faz referência
ao “QE” igualmente antes apresentado.
Entretanto,
“[...] uma entrada constante de investimentos, para manter o mercado em
alta [...]”, expressão encontrada no primeiro fragmento de texto se
assemelha a seguinte expressão encontrada no segundo fragmento de texto
acima: “agora há muito mais liquidez no sistema, a maior parte dela
suportando as negociações de curto prazo das instituições financeiras.”
Deste
modo, não nos parece equivocado concluirmos que o “moderno capitalismo
bursátil” se equipara a uma “pirâmide financeira”. Por seu turno, somos
levados a relembrar algo que sustentamos no item anterior: a principal
fonte do poder do “moderno capitalismo bursátil” é a obtenção de uma
“mais-valia” por alguns poucos participantes do mercado bursátil, em
detrimento dos trabalhadores e pequenos acionistas, como veremos.
Igualmente, chegamos a tal conclusão de forma excludente, pois como
sustentamos anteriormente o “moderno capitalismo bursátil” não serve
tanto para avaliar os títulos bursáteis quanto para financiar a
acumulação.
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