quarta-feira, 27 de outubro de 2021
Anexo “8”
O “moderno capitalismo bursátil” equipara-se a um oligopólio
Prosseguindo em nossa abordagem encontramos na literatura técnica o
seguinte fragmento de texto:
“[...] Tampouco prospera a ideia de que a propriedade das empresas é
entregue aos trabalhadores por intermédio dos fundos de pensão. Há aqui um
equívoco conceitual entre propriedade formal e real, pois não é denominação
jurídica da titularidade que efetivamente evidencia o conteúdo da propriedade.
Independente da mesma, o que define a propriedade é o poder de alocação e,
PRINCIPALMENTE, O DESTINO DAS RIQUEZAS PRODUZIDAS QUE, CADA
VEZ MAIS, SE CONCENTRAM EM POUCAS MÃOS.” (9) (maiúsculo nosso)
Tentar compreender porque “[...]o destino das riquezas produzidas [...] cada
vez mais, se concentram em poucas mãos” é o primeiro passo do presente
anexo. Neste sentido, podemos ler no Anexo “5”, o seguinte fragmento de
texto: [...] [...] [...]
[...] encontramos um [...] indício para equipararmos o “moderno capitalismo
bursátil” a uma “pirâmide financeira” na associação encontrada entre a
inteligência contida nos seguintes fragmentos de texto [...]:
[...] [...] [...] “[...] o fato de um indivíduo ter a liberdade para vender um
título sempre que desejar existe apenas em virtude de um compromisso
implícito por parte da comunidade financeira como um todo de manter a
totalidade dos títulos no longo prazo.” (18)
“[...] Trata-se de transformar o que é apenas uma aposta pessoal nos
dividendos futuros em uma riqueza imediata aqui e agora.” (18) [...] [...]
[...]
Entretanto, o “[...] compromisso implícito por parte da comunidade financeira
como um todo de manter a totalidade dos títulos no longo prazo [...]”
encontrado no primeiro fragmento de texto acima, torna viável a transformação
de algo que seria apenas uma aposta pessoal em dividendos futuros numa
"riqueza imediata aqui e agora”. Não obstante, tal transformação artificial revela
a falta de fundamentação de tal riqueza obtida, o que inequivocamente permitenos
equiparar o "moderno capitalismo bursátil" a uma “transgressão da
economia produtiva”. Consequentemente, não nos parece equivocado
sustentarmos que tal transformação equipara o "moderno capitalismo bursátil"
a uma “pirâmide financeira”. [...] [...] [...]
Podemos exemplificar a conclusão acima, observando que tem ocorrido nos
fundos de pensão brasileiros a manutenção em carteira de forma quase que
permanente de determinados títulos que são apenas matéria prima para
transações. Neste sentido, vimos no anexo anterior que os títulos de Petrobras
e Vale se ajustam a esta categoria de títulos. Permitem-nos ilustrar tal
conclusão as seguintes observações: [...] [...] [...]
Em primeiro lugar, podemos ler na Tabela “1”, abaixo apresentada, que os
títulos de Petrobras e Vale tiveram valorizações extravagantes em longo
período de tempo, conforme se segue: [...] [...] [...]
[...] a Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA) valorizou estratosféricos
4.828,51%, em moeda constante (dólar norte-americano) no período de “1” de
janeiro de 1991 a “8” de maio de 2006. Não obstante, nesse mesmo lapso
temporal a valorização de algumas ações de “grande liquidez” e que se
destacam na composição do índice IBOVESPA foi ainda maior, como nos
mostra a Tabela “1”. (21) [...] [...] [...]
Ação Valorização (%) Peso no Índice Bovespa (%)
Jan/abr/91 Jan/abr/06
Petrobras Ordinária 26.390,97 0,391 2,003
Petrobras Preferencial 17.360,93 14,599 9,227
Vale do Rio Doce Ordinária 23.994,98 ‐ 2,188
Vale do Rio Doce Preferencial 13.455,25 19,430 8,095
[...] [...] [...] Tabela “1” - Valorização de algumas ações da Bovespa - Jan. de
1991 a abr. de 2006 [...] [...] [...]
Fonte: Economatica e Bovespa [...] [...] [...]
Em segundo lugar, os títulos de Petrobras e Vale tiveram valorizações desproporcionais,
pois ultrapassaram em mais de 12 (doze) vezes a valorização média dos demais títulos
da composição do índice Ibovespa, num período de pelo menos 16 (dezesseis) anos.
Chegamos a tal número por meio dos seguintes cálculos: [...] [...] [...]
(Petr3) 26.390,97 % x 2,003% = 528,61 [...] [...] [...]
(Petr4) 17.360,93 % x 9,227% = 1601,89
[...] [...] [...]
(Vale3) 23994,98% x 2,188%=525,01 [...] [...] [...]
(Vale4) 13.455,25 x 8.095%=1089,20 [...] [...] [...]
528,61+1601,89+525,01+1089,20=3744,71 [...] [...] [...]
3744,71+78,49X = 4.858,21% [...] [...] [...]
78,49X=4.828,51-3.744,71 [...] [...] [...]
78,49X=1.083,8 [...] [...] [...]
X=13,80 [...] [...] [...]
3.744,71: 21,53%=174,09 [...] [...] [...]
174,09: 13,80=12,61 [...] [...] [...]
Adicionalmente, maio de 2006 não foi o topo das altas, as quais se prolongaram até
meados de 2008. Portanto, se atualizarmos a Tabela “1” para meados de 2008
constataremos que as valorizações agora atualizadas para esta data são ainda maiores
que as apresentadas na Tabela “1”. [...] [...] [...]
Em terceiro lugar, a valorização de alguns derivativos associados aos títulos de Petrobras
e Vale foi ainda bastante superior as já extravagantes valorizações destes mesmos títulos
apresentadas na Tabela “1”, como nos permite compreender os seguintes fragmentos de
texto encontrados na Internet: [...] [...] [...]
"Puts" da Vale saltam até 20.000% após desastre de Brumadinho: mas o
que isso significa? [...] [...] [...]
Por Lara Rizério
28 jan 2019 11h30 [...] [...] [...]
SÃO PAULO - Enquanto as ações da Vale (VALE3) registram a maior
queda da história em meio à tragédia de Brumadinho, as opções de
venda registram uma sessão de disparada meteórica. [...] [...] [...]
As puts VALEN418, que dão o direito de vender os ativos da mineradora
a R$ 41,89 com vencimento em 18 de fevereiro, chegaram a saltar
impressionantes 21.100%, a R$ 2,12. O volume negociado também é
expressivo, de R$ 2,8 milhões. [...] [...] [...] [...]
Demissão em pleno pregão chama atenção [...] [...] [...]
Estadão Conteúdo
02/06/18 08h19 [...] [...] [...]
O fato de o pedido de demissão de Pedro Parente ter sido feito em
pleno pregão chamou mais a atenção do mercado do que a própria
saída do executivo do comando da companhia. [...] [...] [...]
A leitura dos agentes é que o executivo tem vasta experiência no
mercado financeiro e que, portanto, sabia que o comunicado teria forte
impacto nos ativos, levando inclusive a B3 a suspender negociações
com papéis da Petrobrás em meio à disparada das ordens de “stop
loss” que levou as ações a desabarem. Na avaliação de analistas, se
Parente não pôde aguardar o fechamento para fazer o comunicado,
isso abre precedente para o mercado esperar muitas coisas. "Algo não
encaixa e vamos saber mais para frente”, disse analista da Eleven
Financial Raphael Figueredo, que acredita que o investidor "encontrará
racionalidade" durante o fim de semana para corrigir parte do tombo
dos papéis da estatal. [...] [...] [...]
Parece-nos oportuno aqui observarmos que todos os três tipos de extravagantes
valorizações, acima mencionados, contrariam “a lei do valor”, como podemos
compreender por meio da leitura e interpretação do seguinte fragmento de texto
encontrado na literatura técnica: [...] [...] [...]
[...] But, financial assets represent the right to a share of the
surplus value that is produced. As long as this right is not
exercised, it remains virtual. But as soon as anyone exercises
it, they discover that it is subject to the law of value, which
means one cannot distribute more real wealth than is
produced. THE DISCREPANCY BETWEEN THE
EXUBERANT INFLATION OF THE FINANCIAL SPHERE
AND THE MORE MODERATE GROWTH OF THE REAL
ECONOMY IS THE CRUX OF THE PROBLEM. (44)
(maiúsculo nosso) [...] [...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
[...] Mas, os ativos financeiros representam uma parcela da
mais-valia que é produzida. Enquanto esse direito não for
exercido, ele permanecerá virtual. Mas logo que alguém o
exerce, ele descobre que esse está sujeito à lei do valor, o
que significa que não se pode distribuir mais riqueza real do
que a produzida. A DISCREPÂNCIA ENTRE A INFLAÇÃO
EXUBERANTE DA ESFERA FINANCEIRA E O
CRESCIMENTO MAIS MODERADO DA ECONOMIA REAL É
O CERNE DO PROBLEMA. (44) (maiúsculo nosso) [...] [...] [...]
Prosseguindo em nossa abordagem gostaríamos aqui de observar que as
“pirâmides financeiras” apresentam duas características em comum: o tempo
de duração da “pirâmide financeira” e um “preço extravagante”. Permite-nos
ilustrar a primeira das características das “pirâmides financeiras” (“tempo de
duração da pirâmide financeira”) o seguinte fragmento de texto encontrado na
literatura técnica:
[...] [...] [...]
[...] Ce qui distingue la finance des autres domaines étudiés par la
théorie économique est le fait qu'elle a pour objet, non pas le
rapport des individus aux marchandises, comme le plus souvent
en économie, mais le rapport des individus au temps. (18)
[...] [...] [...]
Traduzindo : [...] [...] [...]
[...] O que distingue as finanças das outras áreas estudadas pela
teoria econômica é o fato de que seu objeto não é a relação dos
indivíduos com as mercadorias, como costuma acontecer na
economia, mas a relação dos indivíduos com o tempo. (18) [...] [...]
[...]
Igualmente, permitem-nos ilustrar a primeira característica das “pirâmides
financeiras” as seguintes notícias encontradas na Internet: [...] [...] [...]
Em primeiro lugar, apresentaremos certo fragmento de texto extraído de
comentários sobre o artigo “Ora, bolhas”, de José Paulo Kupfer, publicado pelo
jornal “Estado de S. Paulo – digital” (06/10/2011) **, conforme se segue: [...]
[...] [...]
** 6 de outubro de 2011 - [...] [...] [...]
Enviado por João Flávio [...] [...] [...]
Olá, J. P.: [...] [...] [...]
Convém botar as barbas de molho com esse “paper”. Essa “cunversinha” de
que “é grande demais para quebrar” ou “dessa vez é diferente” não funciona
bem em crises. [...] [...] [...]
Lembra do Lehmann Brothers?
As agências de rating davam grau TTA (topo triple A) para as suas ações e TA
(triple A) para os títulos emitidos e negociados por eles. [...] [...] [...]
E o Lehmann Brothers já estava “MORTINHO DA SILVA”. [...] [...] [...]
Quanto ao fato de que o mercado brasileiro não é tão sofisticado, vamos com
calma. O México, a Argentina, a Rússia também não tinham mercados
sofisticados. Na verdade, a Rússia nem tinha mercado. E todos eles quebraram
feio. Talvez não tenhamos uma “bolha”. Mas, certamente, temos uma CRISE.
O que é bem pior !!! [...] [...] [...]
Quanto ao artigo do Ricardo Loureiro, ele me lembrou de uma frase de um
grande operador de mercado de Wall Street que relatou em seu depoimento
aos controladores da SEC que [...] [...] [...]
“[...] A NOSSA FUNÇÃO PRINCIPAL ERA MANTER OS INVESTIDORES
CALMOS ATÉ O ÚLTIMO MOMENTO [...] PARA ENTÃO FODÊ-LOS AO
MÁXIMO” (maiúsculo nosso). [...] [...] [...]
Em segundo lugar, encontramos a seguinte notícia na Internet: [...] [...] [...]
[...] “Wall Street está contra a América”. Texto extraído do jornal “Estado de S.
Paulo” (17/10/2008). * [...] [...] [...]
* Entre as pessoas que pararam para assistir ao comício de Nader,
predominava a resignação. “O governo não tem mais nada a fazer”, disse
Robert Kavaliauskas, de 51 anos, formado em administração de empresas e
funcionário do Estado de Nova York. “O COLAPSO DO CAPITALISMO PODE
SER LENTO OU RÁPIDO. O GOVERNO ESTÁ TENTANDO FAZER COM
QUE SEJA LENTO”. (maiúsculo nosso) [...] [...] [...]
Por meio da leitura das notícias acima constatamos que ambas possuem como
denominador comum a maximização do tempo.
Parece-nos oportuno aqui questionarmos: por que os governos querem que o
colapso do capitalismo seja lento? [...] [...] [...]
- Simplesmente para que o preço bursátil criado, entretanto de forma
necessariamente passageira, (30) seja mantido o máximo de tempo possível.
Assim, quanto maior for o tempo de permanência dos preços bursateis nas
proximidades das suas respectivas máximas, maior será a respectiva
transferência de riquezas, como iremos demonstrar no próximo anexo. [...] [...]
[...]
Entretanto, antes dissemos “[...] as “pirâmides financeiras” apresentam duas
características em comum: o tempo de duração da “pirâmide financeira” e um
“preço extravagante”. Assim, iremos a seguir fazer uma referência ao “preço
extravagante”. Neste sentido, Jesse Livermore, o lendário especulador norteamericano,
que escreveu por meio de pseudônimo o famoso livro
Reminiscências de um Especulador Financeiro (10), obra publicada
originariamente em 1923, dizia coisas semelhantes a certo objetivo dos atuais
investidores institucionais. (30) Assim, o “lendário especulador norte-americano”,
dizia: [...] [...] [...]
[...] Não há sentido em aumentar os preços das ações a um nível muito alto se
você não pode induzir o público a tirar as ações de sua mão mais tarde. Na
realidade, o único momento em que um vendedor pode ganhar dinheiro grande
vendendo uma ação é quando a ação está alta demais. E você pode apostar
seu último centavo na certeza de que os grandes acionistas não vão proclamar
este fato para o mundo. (10)
[...] [...] [...] Assim, parece-nos, pois, que a fagulha inicial da ideia que levou ao
surgimento da “alquimia da centralização financeira” remonta, assim, pelo
menos, aos idos da década de 1920. Desse modo, a ideia principal da
“alquimia da centralização financeira” seria elevar e, posteriormente, sustentar
as cotações das ações em patamares nominalmente os mais elevados
possíveis, mas por um tempo suficientemente prolongado, conforme iremos
doravante sustentar. [...] [...] [...] Consequentemente, o objetivo dos
“alquimistas da centralização financeira” (“AGENTES”) seria manter as ações
em seus níveis nominais os mais elevados possíveis por um tempo bem longo.
(30) Dessa maneira, tais títulos poderiam ser devidamente acumulados e,
posteriormente, distribuídos, materializando assim nossa hipótese de
transferência de renda, como veremos no próximo anexo. [...] [...] [...]
Entretanto, o efeito do fenômeno, acima mencionado, é equivalente aos efeitos
das “pirâmides financeiras”, conforme podemos constatar por meio da leitura
do conceito de “pirâmide financeira”, apresentado no Anexo “3”, qual seja: [...]
[...] [...]
“[...] Elas requerem uma entrada constante de investimentos, para manter o
mercado em alta e a ilusão de que, assim, todo mundo ganha. O segredo da
bolha é a adesão especulativa.” [...] [...] [...]
Prosseguindo em nossa abordagem, doravante iremos sustentar que o
“moderno capitalismo bursátil” se equipara a uma entidade social hierárquica.
Neste sentido, encontramos na literatura técnica o seguinte fragmento de texto:
[...] [...] [...]
[...] Even if the fundamental value and market price refer to different things, it is
nevertheless tempting to compare them insofar as they are both valuations of
the same asset. In this regard, empirical observation unambiguously shows that
personal estimates tend to adapt themselves to price movements. [...] This is an
important fact, for it shows that the market is a hierarchal social entity, not a
mere juxtaposition of isolated agents who trade with one another on the basis of
ideas and desires formed without any reference to what happens in the market.
(18)
[...] [...] [...]
Traduzindo: [...] [...] [...]
[...] Mesmo que o valor fundamental e o preço de mercado se refiram a coisas
diferentes, é mesmo tentador compará-los na medida em que ambos são
avaliações de um mesmo ativo. A este respeito, a observação empírica
demonstra inequivocamente que as estimativas pessoais tendem a se adaptar
aos movimentos dos preços. [...] Este é um fato importante, pois mostra que o
mercado é instituição social hierárquica, não uma mera justaposição de
agentes que negociam uns com os outros com base em idéias e desejos
formados sem qualquer referência ao que acontece no mercado. (18)
[...] [...] [...]
Parece-nos oportuno aqui fazermos uma pausa em nossa abordagem para
conhecermos os conceitos oligopólio e oligopsônio. Neste sentido,
encontramos na literatura técnica os seguintes fragmentos de texto: [...] [...] [...]
OLIGOPOLY market situation in which a small number of selling firms control
the market supply of a particular good or service and are therefore able to
control the market price. [...] Because each firm in a oligopoly knows its share of
the total market for the product or service it produces, and because any change
in price or change in market share by one firm is reflected in the sales of the
others, there tends to be a high degree of interdependence among firms; each
firm must make its price and output decisions with regard to the responses of
the other firms in the oligopoly, so that oligopoly prices, once established, are
rigid. This encourages non price competition, through advertising, packaging,
and service – a generally nonproductive form of resource allocation. Two
examples of oligopoly in the United States are airlines serving the same routes
and tobacco companies. See also OLIGOPSONY. [...] [...] [...]
OLIGOPSONY market situation in which a few large buyers control the
purchasing power an therefore the ouput and market price of a good or service;
the buy-side counterpart of OLIGOPOLY. Oligopsony prices tend to be lower
than the prices in a freely competitive market, just as oligopoly prices tend to be
higher. For example, the large tobbaco companies purchase all the output of a
large number of small tobacco growers and therefore are able to control
tobbaco prices. [...] [...] [...]
Traduzindo:
OLIGOPOLY Situação do mercado em que um pequeno número de empresas
vendedoras controla a oferta de mercado de um determinado bem ou serviço e
são, portanto, capazes de controlar o preço de mercado. [...] Porque cada
empresa em um oligopólio conhece sua participação no mercado total para o
produto ou serviço que produz, e porque qualquer mudança no preço ou
mudança na participação de mercado por uma empresa é refletido nas vendas
dos outros, tende a haver um alto grau de interdependência entre empresas;
cada empresa deve fazer seu preço e decisões de saída em relação as
respostas das outras empresas no oligopólio, de modo que os preços do
oligopólio, uma vez estabelecidos, são rígidos. Esse incentiva a competição
sem preços, por meio de publicidade, embalagem, e serviço – geralmente de
forma não produtiva de recurso alocação. Dois exemplos de oligopólio nos
Estados Unidos são companhias aéreas que servem as mesmas rotas e
empresas de tabaco. Veja também OLIGOPSÔNIO. [...] [...] [...]
OLIGOPSÔNIO Situação do mercado em que alguns grandes compradores
controlam o poder de compra e, portanto, a produção e o preço de mercado de
um bem ou serviço; o lado da compra é a contrapartida do OLIGOPÓLIO.
Os preços do oligopsônio tendem a ser menores do que os preços de uma
forma gratuita de mercado competitivo, assim como os preços do oligopólio
tendem a ser mais altos. Por exemplo, grandes empresas de tabaco compram
toda a produção de um grande número de pequenos produtores de cigarros e,
portanto, são capazes de controlar os preços do tabaco.
Permite-nos conhecer um pouco mais o conceito de oligopólio acima
apresentado a leitura do seguinte fragmento de texto encontrado na literatura
técnica: [...] [...] [...]
[...] No mundo real, cada mercado é entrelaçado com outras instituições e uma
determinada cultura social. Por conseguinte, não existe objetivamente apenas
um tipo de mercado, mas muitos mercados diferentes, cada um consoante as
suas próprias regras inerentes, normas culturais, institucionais e maquiagem. A
diferenciação dos mercados em função da tipologia encontrada nos livros texto
- da concorrência perfeita ao oligopólio até o monopólio - está longe de contar
toda a história. Instituições, rotinas e cultura têm de ser trazidos para a pintura.
Os economistas experimentais descobriram uma verdade equivalente nas
configurações de laboratório e aprenderam que os resultados experimentais
dependem freqüentemente de pressupostos tácitos e configurações culturais
dos participantes. Diferentes tipos de instituição de mercado envolvem
diferentes rotinas de procedimentos, preços e assim por diante. A noção de um
único tipo de mercado universal perdeu credibilidade (McMillan, 2002). (53) [...]
[...] [...]
Neste sentido, um exemplo de oferta não-concorrencial onde um poder
oligopolista é exercido é o mercado de petróleo, conforme a leitura do seguinte
fragmento de texto encontrado na literatura técnica nos permite compreender:
[...] [...] [...]
Em um mercado de “commodities” não-concorrenciais, onde um poder
oligopolista é exercido, como o do petróleo com a OPEP, o fundamento existe,
mas não é o custo de produção. É o preço que maximiza a receita de longo
prazo do oligopólio. (34)
[...] [...] [...]
Entretanto, doravante iremos sustentar que a evolução dos preços de alguns
títulos bursateis negociados no “moderno capitalismo bursátil”, um poder
oligopolista neste mercado, adicionalmente ao fato de obedecerem a uma
oferta não-concorrencial. [...] [...] [...]
Um primeiro indício de que a evolução dos preços de alguns títulos do
“moderno capitalismo bursátil” se equipara a evolução dos preços de um
mercado de “commodities” de oferta não-concorrencial no qual um poder
oligopolista é exercido, por meio da leitura do seguinte fragmento de texto
encontrado na literatura técnica: [...] [...] [...]
Este é um fato importante, pois mostra que o mercado é uma instituição social
hierárquica, não uma mera justaposição de agentes que negociam uns com os
outros com base em idéias e desejos formados sem qualquer referência ao que
acontece no mercado. (18)
[...] [...] [...]
Assim, o fato do moderno capitalismo bursátil se equiparar a uma instituição
social hierárquica igualmente permite-nos sustentar que a evolução dos preços
de alguns títulos do “moderno capitalismo bursátil” se equipara a evolução dos
preços de um mercado de “commodities” de oferta não-concorrencial onde um
poder oligopolista é exercido. Tal conclusão encontra seu ponto de apoio no
fato de o funcionamento de uma entidade social hierárquica se equiparar ao
modo de funcionamento de um oligopólio, conforme podemos constatar por
meio da leitura e interpretação do conceito de oligopólio antes apresentado. [...]
[...] [...]
Prosseguindo em nossa abordagem, uma importante recuperação secundária teve por
seu momento inicial o mês de Fevereiro / 2016, tanto para os títulos de Petrobras quanto
para os títulos de Vale. Coincidência, ou não, tal recuperação sugere-nos que o “moderno
capitalismo bursátil brasileiro”, mormente a evolução dos preços dos títulos de Petrobras
e Vale se equipara a um oligopólio, como a seguir iremos sustentar. Neste sentido, a
seguir vamos apresentar três indícios de que o “moderno capitalismo bursátil brasileiro” se
equipara a um oligopólio: [...] [...] [...]
Em primeiro lugar, sugere-nos que o “moderno capitalismo bursátil brasileiro” se equipara
a um oligopólio certa constatação a que chegamos anteriormente no presente anexo: o
fato dos títulos de Petrobras e Vale terem tido valorizações desproporcionais, que
ultrapassaram em mais de 12 (doze) vezes a valorização média dos demais títulos da
composição do índice Ibovespa, num período de pelo menos 16 (dezesseis) anos. Assim,
iremos demonstrar no próximo anexo que tais valorizações desproporcionais beneficiam
os detentores das ações por de um misto meio do uso de derivativos e informações
privilegiadas. [...] [...] [...]
Em segundo lugar, sugere-nos que o “moderno capitalismo bursátil brasileiro” se equipara
a um oligopólio o surgimento de longos períodos de alta e baixa, os quais podem ser
visualizados nos gráficos de certos títulos bursateis listados na Bolsa de Valores
brasileira. O surgimento de longos períodos de baixa e alta sugere-nos que uma
manipulação de longo prazo esteve por trás da evolução dos preços dos mencionados
títulos bursateis. Neste sentido, antes registramos no presente anexo que os títulos de
Petrobras e Vale tiveram valorizações desproporcionais, pois ultrapassaram em mais de
12 (doze) vezes a valorização média dos demais títulos da composição do índice
Ibovespa, num período de pelo menos 16 (dezesseis) anos. Do mesmo modo, igualmente
longos períodos de baixa podem ser observados nos gráficos de tais títulos. Neste
sentido, a simples visualização dos gráficos “9” e “10”, permite-nos comprovar tal
afirmação. Neste sentido, vimos no Gráfico “10” que o preço de mercado dos títulos de
Vale encolheu 92% em dólares norte-americanos no período compreendido entre Jan /
2011 a Fev / 2016. [...] [...] [...]
Similarmente, podemos ver no Gráfico “9” que o preço de mercado dos títulos de
Petrobras encolheu aproximadamente 90% em dólares norte-americanos no período
compreendido entre Jan / 2010 a Fev / 2016. [...] [...] [...]
Em terceiro lugar, permite-nos sustentar que o moderno capitalismo bursátil brasileiro se
equipara a um oligopólio a leitura e interpretação das seguintes notícias encontradas na
Internet: [...] [...] [...]
Notícia “1”
https://www.moneytimes.com.br/cam-acolhe-pedido-da-petrobras-e-dissolve-tribunal-deacao-
de-petros-e-previ/
[...] [...] [...]
Notícia “2”
https://www.cut.org.br/noticias/o-preco-do-golpe-petrobras-paga-r-10-bilhoes-a-acionistasnorte-
americanos-151f/*[...] [...] [...]
*Contribuição do colega Miro [...] [...] [...]
Notícia “1”
A Petrobras (PETR4) recebeu nesta quinta-feira (25/03/2021) decisão favorável da
Câmara de Arbitragem do Mercado, que acolheu um pedido de impugnação realizado
pela empresa e dissolveu o tribunal arbitral que havia proferido sentença parcial em
processo instaurado pelos fundos de pensão Petros e Previ, informou a companhia.
A decisão, segundo a Petrobras, reconhece a nulidade da sentença parcial na arbitragem,
confirmando decisão proferida pela 5ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro em novembro
do ano passado.
Agora, as partes deverão eleger três novos árbitros para condução do procedimento e
novo julgamento da causa, acrescentou a estatal, que não forneceu mais detalhes do
processo devido à confidencialidade prevista em regras da CAM.
“A Petrobras reitera que continuará a se defender vigorosamente, em respeito a seus
acionistas, em todas as arbitragens de que é parte”, afirmou a empresa.
Segundo reportagens na imprensa, publicadas pelo Valor Econômico, Petros e Previ
teriam pedido no procedimento ressarcimentos à Petrobras em razão de prejuízos
relacionados às descobertas da Operação Lava Jato, que apurou propinas envolvendo
políticos e empresas estatais e privadas no Brasil.
Notícia “2”
HOME CUT - CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES NOTÍCIAS
O preço do golpe: Petrobras paga R$10 bilhões a acionistas norte-americanos
Para coordenador geral da FUP, valor é para pagar o golpe de 2016, já que nem a Justiça
dos EUA nem a do Brasil exigiram essa compensação financeira antes do julgamento final
da ação movida contra a empresa
Publicado: 25 Junho, 2018 - 17h00 | Última modificação: 25 Junho, 2018 - 17h22
Escrito por: Rosely Rocha, especial para Portal CUT
TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL notice
Em mais um ato de lesa pátria, a Petrobras divulgou oficialmente, nessa segunda-feira
(25), que fez um acordo com investidores americanos, acionistas e detentores de títulos
da estatal, para tentar acabar com uma ação coletiva contra a empresa.
Apesar do acordo aprovado "de forma definitiva" pela Corte Federal de primeira instância
em Nova York, a própria Petrobras reconheceu que a ação coletiva (Class Action), nos
Estados Unidos, não está encerrada e que a decisão pode ser objeto de recurso à Corte
de Apelações do Segundo Circuito.
A “Class Action” foi movida por investidores da estatal em decorrência de perdas
provocadas pelo suposto envolvimento da companhia nos supostos desvios investigados
pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal.
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) questiona o valor da indenização de R$ 10 bi, já
que é sete vezes maior do que os R$ 1,4 bi, que a Operação Lava Jato recuperou para a
companhia
Para o coordenador geral da FUP, Simão Zanardi, a decisão da estatal mostra a
subserviência da Petrobras frente ao mercado financeiro internacional.
“É um absurdo a Petrobras pagar os fundos abutres sem pagar também os acionistas
brasileiros. O correto seria pagar a todos os acionistas, não apenas os residentes nos
Estados Unidos. Isto é um crime”, declara.
Segundo o dirigente, embora tenha anunciado oficialmente o acordo somente nessa
segunda-feira, a decisão de pagar os acionistas norte-americanos foi do ex-presidente da
estatal Pedro Parente, que já havia dito que queria “ficar bem” no mercado internacional.
“Nada justifica pagar uma ação sem julgamento final, sem que tenham se esgotado todos
os recursos. A Petrobras tem várias ações já transitadas e julgadas na área trabalhista,
tem dívidas de impostos no Brasil e a empresa não paga, mas paga para bancos e
acionistas dos Estados Unidos”, denuncia Zanardi.
Para ele, os 10 bilhões de reais pagos aos norte-americanos deixam claro que é o
pagamento pelo apoio que os Estados Unidos deram à Operação Lava Jato e,
conseqüentemente, ao golpe de 2016, que destituiu a presidenta Dilma Rousseff, eleita
democraticamente com mais de 54 milhões de votos.
- Assim, por meio da leitura e interpretação da inteligência contida nas notícias, acima
mencionadas, tomamos conhecimento que distintos aplicadores financeiros obtiveram
resultados totalmente diferentes em tribunais do Brasil e dos EUA, respectivamente. Em
outros termos, não nos parece equivocado dizer: existem duas castas de aplicadores
financeiros na Bolsa de Valores brasileira: os de dentro do oligopólio; e os de fora deste.
[...] [...] [...]
Neste sentido, encontramos na Introdução os seguintes fragmentos de texto: [...] [...] [...]
[...] após estudo profundo de obras do economista francês André Orléan
chegamos ao resumo dos principais pontos de tais obras: [...] [...] [...]
(1) “[...] Os economistas neoclássicos acreditam que as ações têm um valor
intrínseco [...] o qual determina o movimento dos preços. A PLAUSIBILIDADE
DESTA AFIRMAÇÃO ESTÁ LONGE DE SER ÓBVIA;” (18) (maiúsculo nosso)
[...] [...] [...]
(2) “[...] Quanto à função de financiamento, deve-se lembrar que, nos Estados
Unidos, durante o mesmo período (1995- 2000), a emissão líquida de ações
permaneceu negativa, principalmente devido aos grandes programas de
recompra de ações; mesmo assim, o mercado financeiro exerceu uma
influência dominante nas empresas e em todo o desenvolvimento econômico!
No mínimo, esse fato prova que o poder do mercado de ações tem outras
fontes além do financiamento da acumulação.” (28) [...] [...] [...]
Adicionalmente, encontramos no Anexo “3” os seguintes fragmentos de texto:
[...] [...] [...] Ademais, doravante iremos sustentar que uma “mais-valia” passou
a ser obtida de forma sistemática e recorrente por determinados participantes
do mercado por meio de uma “dinâmica que leva o preço a viver sua própria
vida, a evoluir independentemente de seu valor”. Entretanto, tal obtenção de
uma “mais-valia” de forma sistemática e recorrente viabiliza uma transferência
de riquezas igualmente de forma sistemática e recorrente para alguns poucos
participantes do mercado, como temos sustentado ao longo do presente
trabalho. [...] [...] [...]
[...] Doravante, iremos sustentar que a “mais-valia” é não apenas uma destas
“outras fontes de poder do mercado de ações”, mas indiscutivelmente é a mais
importante destas fontes. [...] [...] [...]
Por outro lado, encontramos no blog “medeirosrs.blogspot.com” o seguinte
fragmento de texto:
Negativo, prezado Trader anônimo. Ninguém aqui esta dormindo. Sabemos
muito bem que a Bolsa de Valores é semelhante a uma gangorra, ora para
cima, ora para baixo. É preciso esperar que nossos títulos voltem a subir para
efetivar qualquer venda de ativo. Vender agora é efetivar prejuízo. Quanto
entramos na negociação já sabíamos dos riscos que corríamos. E bom cabrito
não berra; espera a sua vez... [...] [...] [...]
ass: O Piramidal [...] [...] [...]
27 de setembro de 2021 16:01[...] [...] [...]
- Dr. Medeiros, colegas de blog, [...] [...] [...]
Permitam-nos contestar a hipótese apresentada pelo anônimo acima. [...] [...]
[...]
Neste sentido, encontramos no Anexo “7” publicado em 16/10/2021 no
“bolsafurada.blogspot.com” o seguinte fragmento de texto: [...] [...] [...]
[...] a literatura técnica sustenta que “dois tipos de probabilidade são
habitualmente distinguidos: probabilidades objetivas, que são calculáveis à
priori, e probabilidades subjetivas, que devem ser calculadas com base nas
crenças individuais.” (18) [...] [...] [...] Em síntese, é cristalino que tanto a
conclusão acima, quanto a conclusão da “Análise Vale1”, bem como a
conclusão da “Análise Vale2”, ajustam-se ao conceito de probabilidades
objetivas, apresentado no início do presente anexo. Assim, estas três análises
se ajustam ao conceito de probabilidades conhecidas “a priori”, conforme
podemos constatar por meio da leitura e interpretação dos fragmentos de texto
que antecedem tal conclusão. Logo, após tal conclusão parece-nos que a
manutenção em carteira de títulos de Vale, mormente de forma contínua, é
uma prática arriscada e que pode trazer conseqüências bem negativas para os
titulares de tais títulos. [...] [...] [...]
Assim, conforme sustentamos no Anexo “7” do “bolsafurada.blogspot.com” o
“valor intrínseco” dos títulos de Vale atualmente (Agosto / 2021) é 0 (zero).
Entretanto, esta não é uma boa notícia para os aplicadores financeiros que
mantêm em carteira tais títulos, mormente de forma permanente. [...] [...] [...]
Não obstante, parece-nos lícito questionarmos: por que se o valor intrínseco de
Vale é 0 (Zero) / ação o preço de mercado desta ação é de R$ 80 /ação,
atualmente (08/10/2021)? [...] [...] [...]
- Elementar meu caro WATSON: [...] [...] [...]
“preço é o que você paga; valor é o que você obtém” [...] [...] [...]
Permite-nos ilustrar tal conclusão o seguinte fragmento de texto encontrado na literatura
técnica: [...] [...] [...]
Em um mercado de commodities não-concorrencial, onde um poder oligopolista é
exercido, o fundamento existe, mas não é o custo de produção. É o preço que maximiza a
receita de longo prazo do oligopólio. (34) [...] [...] [...]
Assim, o que maximiza a receita de longo prazo dos oligopolistas dos títulos de Vale e
Petrobras são as mais-valias (ganhos financeiros) obtidas pelos oligopolistas dos
mercados dos títulos de Petrobras e Vale, como antes sustentamos existem duas castas
de aplicadores financeiros na Bolsa de Valores brasileira: os de dentro do oligopólio; e os
de fora deste. [...] [...] [...]
Neste sentido, estamos sustentando ao longo do presente trabalho que o moderno
capitalismo bursátil brasileiro tem como objetivo principal a transferência de riquezas,
obtida por meio da obtenção de mais-valias por determinado capital financeiro.
Por fim, mas não menos importante, permite-nos sustentar que o “moderno capitalismo
bursátil” equipara-se a uma “pirâmide financeira” os seguintes fragmentos de texto
encontrados no presente trabalho:
Anexo “2”
[...] Em resumo, não nos parece equivocado sustentarmos que frente às
extravagantes e desproporcionais valorizações alcançadas por certos títulos
bursateis, exsurge um fator de conhecimento objetivo do futuro, pois tais
valorizações virtuais contrariam a “lei do valor” [...]
Anexo “7”
“[...] dois tipos de probabilidade são habitualmente distinguidos: probabilidades
objetivas, que são calculáveis à priori, e probabilidades subjetivas, que devem
ser calculadas com base nas crenças individuais.”
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