quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Anexo “8” O “moderno capitalismo bursátil” equipara-se a um oligopólio Prosseguindo em nossa abordagem encontramos na literatura técnica o seguinte fragmento de texto: “[...] Tampouco prospera a ideia de que a propriedade das empresas é entregue aos trabalhadores por intermédio dos fundos de pensão. Há aqui um equívoco conceitual entre propriedade formal e real, pois não é denominação jurídica da titularidade que efetivamente evidencia o conteúdo da propriedade. Independente da mesma, o que define a propriedade é o poder de alocação e, PRINCIPALMENTE, O DESTINO DAS RIQUEZAS PRODUZIDAS QUE, CADA VEZ MAIS, SE CONCENTRAM EM POUCAS MÃOS.” (9) (maiúsculo nosso) Tentar compreender porque “[...]o destino das riquezas produzidas [...] cada vez mais, se concentram em poucas mãos” é o primeiro passo do presente anexo. Neste sentido, podemos ler no Anexo “5”, o seguinte fragmento de texto: [...] [...] [...] [...] encontramos um [...] indício para equipararmos o “moderno capitalismo bursátil” a uma “pirâmide financeira” na associação encontrada entre a inteligência contida nos seguintes fragmentos de texto [...]:  [...] [...] [...] “[...] o fato de um indivíduo ter a liberdade para vender um título sempre que desejar existe apenas em virtude de um compromisso implícito por parte da comunidade financeira como um todo de manter a totalidade dos títulos no longo prazo.” (18)  “[...] Trata-se de transformar o que é apenas uma aposta pessoal nos dividendos futuros em uma riqueza imediata aqui e agora.” (18) [...] [...] [...] Entretanto, o “[...] compromisso implícito por parte da comunidade financeira como um todo de manter a totalidade dos títulos no longo prazo [...]” encontrado no primeiro fragmento de texto acima, torna viável a transformação de algo que seria apenas uma aposta pessoal em dividendos futuros numa "riqueza imediata aqui e agora”. Não obstante, tal transformação artificial revela a falta de fundamentação de tal riqueza obtida, o que inequivocamente permitenos equiparar o "moderno capitalismo bursátil" a uma “transgressão da economia produtiva”. Consequentemente, não nos parece equivocado sustentarmos que tal transformação equipara o "moderno capitalismo bursátil" a uma “pirâmide financeira”. [...] [...] [...] Podemos exemplificar a conclusão acima, observando que tem ocorrido nos fundos de pensão brasileiros a manutenção em carteira de forma quase que permanente de determinados títulos que são apenas matéria prima para transações. Neste sentido, vimos no anexo anterior que os títulos de Petrobras e Vale se ajustam a esta categoria de títulos. Permitem-nos ilustrar tal conclusão as seguintes observações: [...] [...] [...] Em primeiro lugar, podemos ler na Tabela “1”, abaixo apresentada, que os títulos de Petrobras e Vale tiveram valorizações extravagantes em longo período de tempo, conforme se segue: [...] [...] [...] [...] a Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA) valorizou estratosféricos 4.828,51%, em moeda constante (dólar norte-americano) no período de “1” de janeiro de 1991 a “8” de maio de 2006. Não obstante, nesse mesmo lapso temporal a valorização de algumas ações de “grande liquidez” e que se destacam na composição do índice IBOVESPA foi ainda maior, como nos mostra a Tabela “1”. (21) [...] [...] [...] Ação Valorização (%) Peso no Índice Bovespa (%) Jan/abr/91 Jan/abr/06 Petrobras Ordinária 26.390,97 0,391 2,003 Petrobras Preferencial 17.360,93 14,599 9,227 Vale do Rio Doce Ordinária 23.994,98 ‐ 2,188 Vale do Rio Doce Preferencial 13.455,25 19,430 8,095 [...] [...] [...] Tabela “1” - Valorização de algumas ações da Bovespa - Jan. de 1991 a abr. de 2006 [...] [...] [...] Fonte: Economatica e Bovespa [...] [...] [...] Em segundo lugar, os títulos de Petrobras e Vale tiveram valorizações desproporcionais, pois ultrapassaram em mais de 12 (doze) vezes a valorização média dos demais títulos da composição do índice Ibovespa, num período de pelo menos 16 (dezesseis) anos. Chegamos a tal número por meio dos seguintes cálculos: [...] [...] [...] (Petr3) 26.390,97 % x 2,003% = 528,61 [...] [...] [...] (Petr4) 17.360,93 % x 9,227% = 1601,89 [...] [...] [...] (Vale3) 23994,98% x 2,188%=525,01 [...] [...] [...] (Vale4) 13.455,25 x 8.095%=1089,20 [...] [...] [...] 528,61+1601,89+525,01+1089,20=3744,71 [...] [...] [...] 3744,71+78,49X = 4.858,21% [...] [...] [...] 78,49X=4.828,51-3.744,71 [...] [...] [...] 78,49X=1.083,8 [...] [...] [...] X=13,80 [...] [...] [...] 3.744,71: 21,53%=174,09 [...] [...] [...] 174,09: 13,80=12,61 [...] [...] [...] Adicionalmente, maio de 2006 não foi o topo das altas, as quais se prolongaram até meados de 2008. Portanto, se atualizarmos a Tabela “1” para meados de 2008 constataremos que as valorizações agora atualizadas para esta data são ainda maiores que as apresentadas na Tabela “1”. [...] [...] [...] Em terceiro lugar, a valorização de alguns derivativos associados aos títulos de Petrobras e Vale foi ainda bastante superior as já extravagantes valorizações destes mesmos títulos apresentadas na Tabela “1”, como nos permite compreender os seguintes fragmentos de texto encontrados na Internet: [...] [...] [...]  "Puts" da Vale saltam até 20.000% após desastre de Brumadinho: mas o que isso significa? [...] [...] [...] Por Lara Rizério 28 jan 2019 11h30 [...] [...] [...] SÃO PAULO - Enquanto as ações da Vale (VALE3) registram a maior queda da história em meio à tragédia de Brumadinho, as opções de venda registram uma sessão de disparada meteórica. [...] [...] [...] As puts VALEN418, que dão o direito de vender os ativos da mineradora a R$ 41,89 com vencimento em 18 de fevereiro, chegaram a saltar impressionantes 21.100%, a R$ 2,12. O volume negociado também é expressivo, de R$ 2,8 milhões. [...] [...] [...] [...]  Demissão em pleno pregão chama atenção [...] [...] [...] Estadão Conteúdo 02/06/18 08h19 [...] [...] [...] O fato de o pedido de demissão de Pedro Parente ter sido feito em pleno pregão chamou mais a atenção do mercado do que a própria saída do executivo do comando da companhia. [...] [...] [...] A leitura dos agentes é que o executivo tem vasta experiência no mercado financeiro e que, portanto, sabia que o comunicado teria forte impacto nos ativos, levando inclusive a B3 a suspender negociações com papéis da Petrobrás em meio à disparada das ordens de “stop loss” que levou as ações a desabarem. Na avaliação de analistas, se Parente não pôde aguardar o fechamento para fazer o comunicado, isso abre precedente para o mercado esperar muitas coisas. "Algo não encaixa e vamos saber mais para frente”, disse analista da Eleven Financial Raphael Figueredo, que acredita que o investidor "encontrará racionalidade" durante o fim de semana para corrigir parte do tombo dos papéis da estatal. [...] [...] [...] Parece-nos oportuno aqui observarmos que todos os três tipos de extravagantes valorizações, acima mencionados, contrariam “a lei do valor”, como podemos compreender por meio da leitura e interpretação do seguinte fragmento de texto encontrado na literatura técnica: [...] [...] [...]  [...] But, financial assets represent the right to a share of the surplus value that is produced. As long as this right is not exercised, it remains virtual. But as soon as anyone exercises it, they discover that it is subject to the law of value, which means one cannot distribute more real wealth than is produced. THE DISCREPANCY BETWEEN THE EXUBERANT INFLATION OF THE FINANCIAL SPHERE AND THE MORE MODERATE GROWTH OF THE REAL ECONOMY IS THE CRUX OF THE PROBLEM. (44) (maiúsculo nosso) [...] [...] [...] Traduzindo: [...] [...] [...] [...] Mas, os ativos financeiros representam uma parcela da mais-valia que é produzida. Enquanto esse direito não for exercido, ele permanecerá virtual. Mas logo que alguém o exerce, ele descobre que esse está sujeito à lei do valor, o que significa que não se pode distribuir mais riqueza real do que a produzida. A DISCREPÂNCIA ENTRE A INFLAÇÃO EXUBERANTE DA ESFERA FINANCEIRA E O CRESCIMENTO MAIS MODERADO DA ECONOMIA REAL É O CERNE DO PROBLEMA. (44) (maiúsculo nosso) [...] [...] [...] Prosseguindo em nossa abordagem gostaríamos aqui de observar que as “pirâmides financeiras” apresentam duas características em comum: o tempo de duração da “pirâmide financeira” e um “preço extravagante”. Permite-nos ilustrar a primeira das características das “pirâmides financeiras” (“tempo de duração da pirâmide financeira”) o seguinte fragmento de texto encontrado na literatura técnica: [...] [...] [...] [...] Ce qui distingue la finance des autres domaines étudiés par la théorie économique est le fait qu'elle a pour objet, non pas le rapport des individus aux marchandises, comme le plus souvent en économie, mais le rapport des individus au temps. (18) [...] [...] [...] Traduzindo : [...] [...] [...] [...] O que distingue as finanças das outras áreas estudadas pela teoria econômica é o fato de que seu objeto não é a relação dos indivíduos com as mercadorias, como costuma acontecer na economia, mas a relação dos indivíduos com o tempo. (18) [...] [...] [...] Igualmente, permitem-nos ilustrar a primeira característica das “pirâmides financeiras” as seguintes notícias encontradas na Internet: [...] [...] [...] Em primeiro lugar, apresentaremos certo fragmento de texto extraído de comentários sobre o artigo “Ora, bolhas”, de José Paulo Kupfer, publicado pelo jornal “Estado de S. Paulo – digital” (06/10/2011) **, conforme se segue: [...] [...] [...] ** 6 de outubro de 2011 - [...] [...] [...] Enviado por João Flávio [...] [...] [...] Olá, J. P.: [...] [...] [...] Convém botar as barbas de molho com esse “paper”. Essa “cunversinha” de que “é grande demais para quebrar” ou “dessa vez é diferente” não funciona bem em crises. [...] [...] [...] Lembra do Lehmann Brothers? As agências de rating davam grau TTA (topo triple A) para as suas ações e TA (triple A) para os títulos emitidos e negociados por eles. [...] [...] [...] E o Lehmann Brothers já estava “MORTINHO DA SILVA”. [...] [...] [...] Quanto ao fato de que o mercado brasileiro não é tão sofisticado, vamos com calma. O México, a Argentina, a Rússia também não tinham mercados sofisticados. Na verdade, a Rússia nem tinha mercado. E todos eles quebraram feio. Talvez não tenhamos uma “bolha”. Mas, certamente, temos uma CRISE. O que é bem pior !!! [...] [...] [...] Quanto ao artigo do Ricardo Loureiro, ele me lembrou de uma frase de um grande operador de mercado de Wall Street que relatou em seu depoimento aos controladores da SEC que [...] [...] [...] “[...] A NOSSA FUNÇÃO PRINCIPAL ERA MANTER OS INVESTIDORES CALMOS ATÉ O ÚLTIMO MOMENTO [...] PARA ENTÃO FODÊ-LOS AO MÁXIMO” (maiúsculo nosso). [...] [...] [...] Em segundo lugar, encontramos a seguinte notícia na Internet: [...] [...] [...] [...] “Wall Street está contra a América”. Texto extraído do jornal “Estado de S. Paulo” (17/10/2008). * [...] [...] [...] * Entre as pessoas que pararam para assistir ao comício de Nader, predominava a resignação. “O governo não tem mais nada a fazer”, disse Robert Kavaliauskas, de 51 anos, formado em administração de empresas e funcionário do Estado de Nova York. “O COLAPSO DO CAPITALISMO PODE SER LENTO OU RÁPIDO. O GOVERNO ESTÁ TENTANDO FAZER COM QUE SEJA LENTO”. (maiúsculo nosso) [...] [...] [...] Por meio da leitura das notícias acima constatamos que ambas possuem como denominador comum a maximização do tempo. Parece-nos oportuno aqui questionarmos: por que os governos querem que o colapso do capitalismo seja lento? [...] [...] [...] - Simplesmente para que o preço bursátil criado, entretanto de forma necessariamente passageira, (30) seja mantido o máximo de tempo possível. Assim, quanto maior for o tempo de permanência dos preços bursateis nas proximidades das suas respectivas máximas, maior será a respectiva transferência de riquezas, como iremos demonstrar no próximo anexo. [...] [...] [...] Entretanto, antes dissemos “[...] as “pirâmides financeiras” apresentam duas características em comum: o tempo de duração da “pirâmide financeira” e um “preço extravagante”. Assim, iremos a seguir fazer uma referência ao “preço extravagante”. Neste sentido, Jesse Livermore, o lendário especulador norteamericano, que escreveu por meio de pseudônimo o famoso livro Reminiscências de um Especulador Financeiro (10), obra publicada originariamente em 1923, dizia coisas semelhantes a certo objetivo dos atuais investidores institucionais. (30) Assim, o “lendário especulador norte-americano”, dizia: [...] [...] [...] [...] Não há sentido em aumentar os preços das ações a um nível muito alto se você não pode induzir o público a tirar as ações de sua mão mais tarde. Na realidade, o único momento em que um vendedor pode ganhar dinheiro grande vendendo uma ação é quando a ação está alta demais. E você pode apostar seu último centavo na certeza de que os grandes acionistas não vão proclamar este fato para o mundo. (10) [...] [...] [...] Assim, parece-nos, pois, que a fagulha inicial da ideia que levou ao surgimento da “alquimia da centralização financeira” remonta, assim, pelo menos, aos idos da década de 1920. Desse modo, a ideia principal da “alquimia da centralização financeira” seria elevar e, posteriormente, sustentar as cotações das ações em patamares nominalmente os mais elevados possíveis, mas por um tempo suficientemente prolongado, conforme iremos doravante sustentar. [...] [...] [...] Consequentemente, o objetivo dos “alquimistas da centralização financeira” (“AGENTES”) seria manter as ações em seus níveis nominais os mais elevados possíveis por um tempo bem longo. (30) Dessa maneira, tais títulos poderiam ser devidamente acumulados e, posteriormente, distribuídos, materializando assim nossa hipótese de transferência de renda, como veremos no próximo anexo. [...] [...] [...] Entretanto, o efeito do fenômeno, acima mencionado, é equivalente aos efeitos das “pirâmides financeiras”, conforme podemos constatar por meio da leitura do conceito de “pirâmide financeira”, apresentado no Anexo “3”, qual seja: [...] [...] [...] “[...] Elas requerem uma entrada constante de investimentos, para manter o mercado em alta e a ilusão de que, assim, todo mundo ganha. O segredo da bolha é a adesão especulativa.” [...] [...] [...] Prosseguindo em nossa abordagem, doravante iremos sustentar que o “moderno capitalismo bursátil” se equipara a uma entidade social hierárquica. Neste sentido, encontramos na literatura técnica o seguinte fragmento de texto: [...] [...] [...] [...] Even if the fundamental value and market price refer to different things, it is nevertheless tempting to compare them insofar as they are both valuations of the same asset. In this regard, empirical observation unambiguously shows that personal estimates tend to adapt themselves to price movements. [...] This is an important fact, for it shows that the market is a hierarchal social entity, not a mere juxtaposition of isolated agents who trade with one another on the basis of ideas and desires formed without any reference to what happens in the market. (18) [...] [...] [...] Traduzindo: [...] [...] [...] [...] Mesmo que o valor fundamental e o preço de mercado se refiram a coisas diferentes, é mesmo tentador compará-los na medida em que ambos são avaliações de um mesmo ativo. A este respeito, a observação empírica demonstra inequivocamente que as estimativas pessoais tendem a se adaptar aos movimentos dos preços. [...] Este é um fato importante, pois mostra que o mercado é instituição social hierárquica, não uma mera justaposição de agentes que negociam uns com os outros com base em idéias e desejos formados sem qualquer referência ao que acontece no mercado. (18) [...] [...] [...] Parece-nos oportuno aqui fazermos uma pausa em nossa abordagem para conhecermos os conceitos oligopólio e oligopsônio. Neste sentido, encontramos na literatura técnica os seguintes fragmentos de texto: [...] [...] [...] OLIGOPOLY market situation in which a small number of selling firms control the market supply of a particular good or service and are therefore able to control the market price. [...] Because each firm in a oligopoly knows its share of the total market for the product or service it produces, and because any change in price or change in market share by one firm is reflected in the sales of the others, there tends to be a high degree of interdependence among firms; each firm must make its price and output decisions with regard to the responses of the other firms in the oligopoly, so that oligopoly prices, once established, are rigid. This encourages non price competition, through advertising, packaging, and service – a generally nonproductive form of resource allocation. Two examples of oligopoly in the United States are airlines serving the same routes and tobacco companies. See also OLIGOPSONY. [...] [...] [...] OLIGOPSONY market situation in which a few large buyers control the purchasing power an therefore the ouput and market price of a good or service; the buy-side counterpart of OLIGOPOLY. Oligopsony prices tend to be lower than the prices in a freely competitive market, just as oligopoly prices tend to be higher. For example, the large tobbaco companies purchase all the output of a large number of small tobacco growers and therefore are able to control tobbaco prices. [...] [...] [...] Traduzindo: OLIGOPOLY Situação do mercado em que um pequeno número de empresas vendedoras controla a oferta de mercado de um determinado bem ou serviço e são, portanto, capazes de controlar o preço de mercado. [...] Porque cada empresa em um oligopólio conhece sua participação no mercado total para o produto ou serviço que produz, e porque qualquer mudança no preço ou mudança na participação de mercado por uma empresa é refletido nas vendas dos outros, tende a haver um alto grau de interdependência entre empresas; cada empresa deve fazer seu preço e decisões de saída em relação as respostas das outras empresas no oligopólio, de modo que os preços do oligopólio, uma vez estabelecidos, são rígidos. Esse incentiva a competição sem preços, por meio de publicidade, embalagem, e serviço – geralmente de forma não produtiva de recurso alocação. Dois exemplos de oligopólio nos Estados Unidos são companhias aéreas que servem as mesmas rotas e empresas de tabaco. Veja também OLIGOPSÔNIO. [...] [...] [...] OLIGOPSÔNIO Situação do mercado em que alguns grandes compradores controlam o poder de compra e, portanto, a produção e o preço de mercado de um bem ou serviço; o lado da compra é a contrapartida do OLIGOPÓLIO. Os preços do oligopsônio tendem a ser menores do que os preços de uma forma gratuita de mercado competitivo, assim como os preços do oligopólio tendem a ser mais altos. Por exemplo, grandes empresas de tabaco compram toda a produção de um grande número de pequenos produtores de cigarros e, portanto, são capazes de controlar os preços do tabaco. Permite-nos conhecer um pouco mais o conceito de oligopólio acima apresentado a leitura do seguinte fragmento de texto encontrado na literatura técnica: [...] [...] [...] [...] No mundo real, cada mercado é entrelaçado com outras instituições e uma determinada cultura social. Por conseguinte, não existe objetivamente apenas um tipo de mercado, mas muitos mercados diferentes, cada um consoante as suas próprias regras inerentes, normas culturais, institucionais e maquiagem. A diferenciação dos mercados em função da tipologia encontrada nos livros texto - da concorrência perfeita ao oligopólio até o monopólio - está longe de contar toda a história. Instituições, rotinas e cultura têm de ser trazidos para a pintura. Os economistas experimentais descobriram uma verdade equivalente nas configurações de laboratório e aprenderam que os resultados experimentais dependem freqüentemente de pressupostos tácitos e configurações culturais dos participantes. Diferentes tipos de instituição de mercado envolvem diferentes rotinas de procedimentos, preços e assim por diante. A noção de um único tipo de mercado universal perdeu credibilidade (McMillan, 2002). (53) [...] [...] [...] Neste sentido, um exemplo de oferta não-concorrencial onde um poder oligopolista é exercido é o mercado de petróleo, conforme a leitura do seguinte fragmento de texto encontrado na literatura técnica nos permite compreender: [...] [...] [...] Em um mercado de “commodities” não-concorrenciais, onde um poder oligopolista é exercido, como o do petróleo com a OPEP, o fundamento existe, mas não é o custo de produção. É o preço que maximiza a receita de longo prazo do oligopólio. (34) [...] [...] [...] Entretanto, doravante iremos sustentar que a evolução dos preços de alguns títulos bursateis negociados no “moderno capitalismo bursátil”, um poder oligopolista neste mercado, adicionalmente ao fato de obedecerem a uma oferta não-concorrencial. [...] [...] [...] Um primeiro indício de que a evolução dos preços de alguns títulos do “moderno capitalismo bursátil” se equipara a evolução dos preços de um mercado de “commodities” de oferta não-concorrencial no qual um poder oligopolista é exercido, por meio da leitura do seguinte fragmento de texto encontrado na literatura técnica: [...] [...] [...] Este é um fato importante, pois mostra que o mercado é uma instituição social hierárquica, não uma mera justaposição de agentes que negociam uns com os outros com base em idéias e desejos formados sem qualquer referência ao que acontece no mercado. (18) [...] [...] [...] Assim, o fato do moderno capitalismo bursátil se equiparar a uma instituição social hierárquica igualmente permite-nos sustentar que a evolução dos preços de alguns títulos do “moderno capitalismo bursátil” se equipara a evolução dos preços de um mercado de “commodities” de oferta não-concorrencial onde um poder oligopolista é exercido. Tal conclusão encontra seu ponto de apoio no fato de o funcionamento de uma entidade social hierárquica se equiparar ao modo de funcionamento de um oligopólio, conforme podemos constatar por meio da leitura e interpretação do conceito de oligopólio antes apresentado. [...] [...] [...] Prosseguindo em nossa abordagem, uma importante recuperação secundária teve por seu momento inicial o mês de Fevereiro / 2016, tanto para os títulos de Petrobras quanto para os títulos de Vale. Coincidência, ou não, tal recuperação sugere-nos que o “moderno capitalismo bursátil brasileiro”, mormente a evolução dos preços dos títulos de Petrobras e Vale se equipara a um oligopólio, como a seguir iremos sustentar. Neste sentido, a seguir vamos apresentar três indícios de que o “moderno capitalismo bursátil brasileiro” se equipara a um oligopólio: [...] [...] [...] Em primeiro lugar, sugere-nos que o “moderno capitalismo bursátil brasileiro” se equipara a um oligopólio certa constatação a que chegamos anteriormente no presente anexo: o fato dos títulos de Petrobras e Vale terem tido valorizações desproporcionais, que ultrapassaram em mais de 12 (doze) vezes a valorização média dos demais títulos da composição do índice Ibovespa, num período de pelo menos 16 (dezesseis) anos. Assim, iremos demonstrar no próximo anexo que tais valorizações desproporcionais beneficiam os detentores das ações por de um misto meio do uso de derivativos e informações privilegiadas. [...] [...] [...] Em segundo lugar, sugere-nos que o “moderno capitalismo bursátil brasileiro” se equipara a um oligopólio o surgimento de longos períodos de alta e baixa, os quais podem ser visualizados nos gráficos de certos títulos bursateis listados na Bolsa de Valores brasileira. O surgimento de longos períodos de baixa e alta sugere-nos que uma manipulação de longo prazo esteve por trás da evolução dos preços dos mencionados títulos bursateis. Neste sentido, antes registramos no presente anexo que os títulos de Petrobras e Vale tiveram valorizações desproporcionais, pois ultrapassaram em mais de 12 (doze) vezes a valorização média dos demais títulos da composição do índice Ibovespa, num período de pelo menos 16 (dezesseis) anos. Do mesmo modo, igualmente longos períodos de baixa podem ser observados nos gráficos de tais títulos. Neste sentido, a simples visualização dos gráficos “9” e “10”, permite-nos comprovar tal afirmação. Neste sentido, vimos no Gráfico “10” que o preço de mercado dos títulos de Vale encolheu 92% em dólares norte-americanos no período compreendido entre Jan / 2011 a Fev / 2016. [...] [...] [...] Similarmente, podemos ver no Gráfico “9” que o preço de mercado dos títulos de Petrobras encolheu aproximadamente 90% em dólares norte-americanos no período compreendido entre Jan / 2010 a Fev / 2016. [...] [...] [...] Em terceiro lugar, permite-nos sustentar que o moderno capitalismo bursátil brasileiro se equipara a um oligopólio a leitura e interpretação das seguintes notícias encontradas na Internet: [...] [...] [...] Notícia “1” https://www.moneytimes.com.br/cam-acolhe-pedido-da-petrobras-e-dissolve-tribunal-deacao- de-petros-e-previ/ [...] [...] [...] Notícia “2” https://www.cut.org.br/noticias/o-preco-do-golpe-petrobras-paga-r-10-bilhoes-a-acionistasnorte- americanos-151f/*[...] [...] [...] *Contribuição do colega Miro [...] [...] [...] Notícia “1” A Petrobras (PETR4) recebeu nesta quinta-feira (25/03/2021) decisão favorável da Câmara de Arbitragem do Mercado, que acolheu um pedido de impugnação realizado pela empresa e dissolveu o tribunal arbitral que havia proferido sentença parcial em processo instaurado pelos fundos de pensão Petros e Previ, informou a companhia. A decisão, segundo a Petrobras, reconhece a nulidade da sentença parcial na arbitragem, confirmando decisão proferida pela 5ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro em novembro do ano passado. Agora, as partes deverão eleger três novos árbitros para condução do procedimento e novo julgamento da causa, acrescentou a estatal, que não forneceu mais detalhes do processo devido à confidencialidade prevista em regras da CAM. “A Petrobras reitera que continuará a se defender vigorosamente, em respeito a seus acionistas, em todas as arbitragens de que é parte”, afirmou a empresa. Segundo reportagens na imprensa, publicadas pelo Valor Econômico, Petros e Previ teriam pedido no procedimento ressarcimentos à Petrobras em razão de prejuízos relacionados às descobertas da Operação Lava Jato, que apurou propinas envolvendo políticos e empresas estatais e privadas no Brasil. Notícia “2” HOME CUT - CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES NOTÍCIAS O preço do golpe: Petrobras paga R$10 bilhões a acionistas norte-americanos Para coordenador geral da FUP, valor é para pagar o golpe de 2016, já que nem a Justiça dos EUA nem a do Brasil exigiram essa compensação financeira antes do julgamento final da ação movida contra a empresa Publicado: 25 Junho, 2018 - 17h00 | Última modificação: 25 Junho, 2018 - 17h22 Escrito por: Rosely Rocha, especial para Portal CUT TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL notice Em mais um ato de lesa pátria, a Petrobras divulgou oficialmente, nessa segunda-feira (25), que fez um acordo com investidores americanos, acionistas e detentores de títulos da estatal, para tentar acabar com uma ação coletiva contra a empresa. Apesar do acordo aprovado "de forma definitiva" pela Corte Federal de primeira instância em Nova York, a própria Petrobras reconheceu que a ação coletiva (Class Action), nos Estados Unidos, não está encerrada e que a decisão pode ser objeto de recurso à Corte de Apelações do Segundo Circuito. A “Class Action” foi movida por investidores da estatal em decorrência de perdas provocadas pelo suposto envolvimento da companhia nos supostos desvios investigados pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) questiona o valor da indenização de R$ 10 bi, já que é sete vezes maior do que os R$ 1,4 bi, que a Operação Lava Jato recuperou para a companhia Para o coordenador geral da FUP, Simão Zanardi, a decisão da estatal mostra a subserviência da Petrobras frente ao mercado financeiro internacional. “É um absurdo a Petrobras pagar os fundos abutres sem pagar também os acionistas brasileiros. O correto seria pagar a todos os acionistas, não apenas os residentes nos Estados Unidos. Isto é um crime”, declara. Segundo o dirigente, embora tenha anunciado oficialmente o acordo somente nessa segunda-feira, a decisão de pagar os acionistas norte-americanos foi do ex-presidente da estatal Pedro Parente, que já havia dito que queria “ficar bem” no mercado internacional. “Nada justifica pagar uma ação sem julgamento final, sem que tenham se esgotado todos os recursos. A Petrobras tem várias ações já transitadas e julgadas na área trabalhista, tem dívidas de impostos no Brasil e a empresa não paga, mas paga para bancos e acionistas dos Estados Unidos”, denuncia Zanardi. Para ele, os 10 bilhões de reais pagos aos norte-americanos deixam claro que é o pagamento pelo apoio que os Estados Unidos deram à Operação Lava Jato e, conseqüentemente, ao golpe de 2016, que destituiu a presidenta Dilma Rousseff, eleita democraticamente com mais de 54 milhões de votos. - Assim, por meio da leitura e interpretação da inteligência contida nas notícias, acima mencionadas, tomamos conhecimento que distintos aplicadores financeiros obtiveram resultados totalmente diferentes em tribunais do Brasil e dos EUA, respectivamente. Em outros termos, não nos parece equivocado dizer: existem duas castas de aplicadores financeiros na Bolsa de Valores brasileira: os de dentro do oligopólio; e os de fora deste. [...] [...] [...] Neste sentido, encontramos na Introdução os seguintes fragmentos de texto: [...] [...] [...] [...] após estudo profundo de obras do economista francês André Orléan chegamos ao resumo dos principais pontos de tais obras: [...] [...] [...] (1) “[...] Os economistas neoclássicos acreditam que as ações têm um valor intrínseco [...] o qual determina o movimento dos preços. A PLAUSIBILIDADE DESTA AFIRMAÇÃO ESTÁ LONGE DE SER ÓBVIA;” (18) (maiúsculo nosso) [...] [...] [...] (2) “[...] Quanto à função de financiamento, deve-se lembrar que, nos Estados Unidos, durante o mesmo período (1995- 2000), a emissão líquida de ações permaneceu negativa, principalmente devido aos grandes programas de recompra de ações; mesmo assim, o mercado financeiro exerceu uma influência dominante nas empresas e em todo o desenvolvimento econômico! No mínimo, esse fato prova que o poder do mercado de ações tem outras fontes além do financiamento da acumulação.” (28) [...] [...] [...] Adicionalmente, encontramos no Anexo “3” os seguintes fragmentos de texto: [...] [...] [...] Ademais, doravante iremos sustentar que uma “mais-valia” passou a ser obtida de forma sistemática e recorrente por determinados participantes do mercado por meio de uma “dinâmica que leva o preço a viver sua própria vida, a evoluir independentemente de seu valor”. Entretanto, tal obtenção de uma “mais-valia” de forma sistemática e recorrente viabiliza uma transferência de riquezas igualmente de forma sistemática e recorrente para alguns poucos participantes do mercado, como temos sustentado ao longo do presente trabalho. [...] [...] [...] [...] Doravante, iremos sustentar que a “mais-valia” é não apenas uma destas “outras fontes de poder do mercado de ações”, mas indiscutivelmente é a mais importante destas fontes. [...] [...] [...] Por outro lado, encontramos no blog “medeirosrs.blogspot.com” o seguinte fragmento de texto: Negativo, prezado Trader anônimo. Ninguém aqui esta dormindo. Sabemos muito bem que a Bolsa de Valores é semelhante a uma gangorra, ora para cima, ora para baixo. É preciso esperar que nossos títulos voltem a subir para efetivar qualquer venda de ativo. Vender agora é efetivar prejuízo. Quanto entramos na negociação já sabíamos dos riscos que corríamos. E bom cabrito não berra; espera a sua vez... [...] [...] [...] ass: O Piramidal [...] [...] [...] 27 de setembro de 2021 16:01[...] [...] [...] - Dr. Medeiros, colegas de blog, [...] [...] [...] Permitam-nos contestar a hipótese apresentada pelo anônimo acima. [...] [...] [...] Neste sentido, encontramos no Anexo “7” publicado em 16/10/2021 no “bolsafurada.blogspot.com” o seguinte fragmento de texto: [...] [...] [...] [...] a literatura técnica sustenta que “dois tipos de probabilidade são habitualmente distinguidos: probabilidades objetivas, que são calculáveis à priori, e probabilidades subjetivas, que devem ser calculadas com base nas crenças individuais.” (18) [...] [...] [...] Em síntese, é cristalino que tanto a conclusão acima, quanto a conclusão da “Análise Vale1”, bem como a conclusão da “Análise Vale2”, ajustam-se ao conceito de probabilidades objetivas, apresentado no início do presente anexo. Assim, estas três análises se ajustam ao conceito de probabilidades conhecidas “a priori”, conforme podemos constatar por meio da leitura e interpretação dos fragmentos de texto que antecedem tal conclusão. Logo, após tal conclusão parece-nos que a manutenção em carteira de títulos de Vale, mormente de forma contínua, é uma prática arriscada e que pode trazer conseqüências bem negativas para os titulares de tais títulos. [...] [...] [...] Assim, conforme sustentamos no Anexo “7” do “bolsafurada.blogspot.com” o “valor intrínseco” dos títulos de Vale atualmente (Agosto / 2021) é 0 (zero). Entretanto, esta não é uma boa notícia para os aplicadores financeiros que mantêm em carteira tais títulos, mormente de forma permanente. [...] [...] [...] Não obstante, parece-nos lícito questionarmos: por que se o valor intrínseco de Vale é 0 (Zero) / ação o preço de mercado desta ação é de R$ 80 /ação, atualmente (08/10/2021)? [...] [...] [...] - Elementar meu caro WATSON: [...] [...] [...] “preço é o que você paga; valor é o que você obtém” [...] [...] [...] Permite-nos ilustrar tal conclusão o seguinte fragmento de texto encontrado na literatura técnica: [...] [...] [...] Em um mercado de commodities não-concorrencial, onde um poder oligopolista é exercido, o fundamento existe, mas não é o custo de produção. É o preço que maximiza a receita de longo prazo do oligopólio. (34) [...] [...] [...] Assim, o que maximiza a receita de longo prazo dos oligopolistas dos títulos de Vale e Petrobras são as mais-valias (ganhos financeiros) obtidas pelos oligopolistas dos mercados dos títulos de Petrobras e Vale, como antes sustentamos existem duas castas de aplicadores financeiros na Bolsa de Valores brasileira: os de dentro do oligopólio; e os de fora deste. [...] [...] [...] Neste sentido, estamos sustentando ao longo do presente trabalho que o moderno capitalismo bursátil brasileiro tem como objetivo principal a transferência de riquezas, obtida por meio da obtenção de mais-valias por determinado capital financeiro. Por fim, mas não menos importante, permite-nos sustentar que o “moderno capitalismo bursátil” equipara-se a uma “pirâmide financeira” os seguintes fragmentos de texto encontrados no presente trabalho: Anexo “2” [...] Em resumo, não nos parece equivocado sustentarmos que frente às extravagantes e desproporcionais valorizações alcançadas por certos títulos bursateis, exsurge um fator de conhecimento objetivo do futuro, pois tais valorizações virtuais contrariam a “lei do valor” [...] Anexo “7” “[...] dois tipos de probabilidade são habitualmente distinguidos: probabilidades objetivas, que são calculáveis à priori, e probabilidades subjetivas, que devem ser calculadas com base nas crenças individuais.”

Nenhum comentário:

Postar um comentário